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Depois da Europa, o Mundo…

Apesar desta ser a sua primeira participação num Mundial, há muito que a Islândia deixou de ser uma desconhecida no panorama futebolístico internacional. A história fez-se em 2015, quando os islandeses se conseguiram qualificar pela primeira vez para uma grande competição de selecções, mas a verdade é que o objectivo não passava por passear em França. Orientados  pelo experiente sueco Lars Lagerback, a Islândia surpreendeu os menos atentos e chegou aos quartos-de-final da prova, apurando-se num grupo com Portugal, Hungria e Áustria e onde não perdeu qualquer desafio, eliminando a favorita Inglaterra nos oitavos e caindo apenas aos pés da anfitriã França. Estava dado o mote para o Mundial 2018. Ora, com pouco mais de 300 mil habitantes, a Islândia é a nação com menor população a marcar presença no grande certame da Rússia. Apurando-se em 1.º lugar num grupo fortíssimo, que contou com selecções como Croácia, Ucrânia ou Turquia, os nórdicos, agora orientados exclusivamente por um “da casa”, Heimir Hallgrímsson, antigo parceiro de Lagerback, quererão agora dar continuidade à campanha de sucesso na fase final. Contudo, a fase de grupos promete ser complicada, dadas as presenças no grupo D de Croácia, que curiosamente ficou atrás na qualificação, mas que pratica um bom futebol e possui um elenco recheado de jogadores talentosos; Nigéria, que em 2014 chegou aos oitavos-de-final e que se apurou num grupo com Argélia e Camarões, contando ainda com vários jogadores capazes de fazer estragos no ataque; e, sobretudo, a Argentina de Messi, finalista da última edição e crónica favorita à vitória. Extinto o factor surpresa, os Strákarnir okkar procurarão fazer valer o seu colectivo e a sua forte defesa (apenas 7 golos sofridos na qualificação), sendo de esperar muita competitividade em campo e ainda muita festa e espectáculo dos adeptos na bancada. A estreia do conjunto da “terra do fogo e do gelo” frente à Argentina será desde logo um duro teste, mas quem desvalorizar a Islândia poderá dar-se mal.

Estrela: Gylfi Sigurdsson (Médio, 28 anos, Everton) – O médio é já um dos melhores marcadores da história da selecção islandesa (18 golos em 55 internacionalizações) e acumula experiência de Bundesliga e, sobretudo, Premier League, sendo que esta temporada protagonizou uma das transferências mais sonantes do defeso, ao mudar-se do País de Gales para o Everton por uma quantia que rondou os 60 milhões de euros. A época dos Toffees e de Sigurdsson não correu como se esperava, mas o centrocampista de 28 anos é, sem dúvida, a maior referência dos Strákarnir okkar, podendo acrescentar toda a sua mestria na organização ofensiva do ataque, bem como a sua qualidade no remate e nas bolas paradas. Contudo, está parado desde o dia 10 de Março devido a uma lesão no joelho e não é certo que esteja a 100% na prova.

Jogadores em Destaque: Alfred Finnbogason (Avançado, 29 anos, Augsburg) – Nem sempre foi titular na fase de qualificação, mas é o melhor avançado à disposição e rubricou uma temporada interessante na Alemanha, apontando 12 golos em 22 partidas no Augsburg; Jón Gudmundsson (Extremo, 27 anos, Burnley)  – Um extremo à antiga, que fez parte da belíssima campanha do Burnley na Premier League e que consegue desequilibrar com a sua velocidade e qualidade no cruzamento. Além disso, é um elemento com muita capacidade na reacção à perda de bola, agressivo e que se enquadra perfeitamente no ADN islandês. Birkir Bjarnason (Médio/Ala, 29 anos, Aston Villa) – Portugal tem más recordações dele e certamente que os seus adversários no Mundial estarão atentos, uma vez que Bjarnason é uma das unidades mais desequilibradoras da equipa, cumprindo na perfeição o papel de médio ou de extremo. Com um aspecto “viking”, as suas diagonais são muito perigosas e o seu forte remate pode fazer estragos.

XI Base: Hannes Halldórsson; Birkir Saevarsson, Kári Árnason, Ragnar Sigurdsson, Hordur Magnússon; Jón Gudmundsson, Aron Gunnarsson, Emil Hallfredsson, Birkir Bjarnason, Gylfi Sigurdsson; Alfred Finnbogason

Jovem a Seguir: Albert Guðmundsson (Avançado, 20 anos, PSV Eindhoven) – Ainda não foi utilizado em partidas oficiais, mas com um hat-trick à Indonésia em Janeiro, o avançado de 20 anos deixou bem clara a intenção de marcar presença no Mundial e o seleccionador acabou por incluí-lo na lista final. Começou na formação secundária do PSV, mas com um registo de 10 golos em 16 partidas saltou para a equipa principal, onde, apesar de não ter marcado, foi utilizado em algumas partidas, o que lhe permitiu conquistar o primeiro campeonato na Holanda, país onde se formou. Apesar da concorrência de Finnbogason e Böðvarsson, aguarda-se com expectativa a estreia de Albert Guðmundsson na principal competição de selecções do mundo.

Principal Ausência: Kolbeinn Sigþórsson (Avançado, 28 anos, Nantes) – O avançado de 28 anos tem vivido um calvário nos últimos dois anos, em face de uma lesão grave no menisco sofrida em Setembro de 2016 (mais de ano e meio parado), sendo que esta temporada não efectuou qualquer partida ao serviço do Nantes. Apesar das presenças de Finnbogason, Böðvarsson ou do jovem Albert Guðmundsson e da turma islandesa ter conseguido superar a fase de qualificação sem o seu principal avançado, a baixa de Sigþórsson é significativa, até pelo facto de ter sido uma das unidades em maior destaque nesta formação no último Europeu, evidenciando-se, sobretudo, pela sua capacidade no jogo aéreo, e porque é o melhor marcador da história da Islândia no activo (22 golos em 44 jogos), estando a dois tentos de Eidur Gudjohnsen.

Convocatória: Guarda-redes: Hannes Halldorsson (Randers/NOR), Runar Alex Runarsson (Nordsjælland/NOR), Frederik Schram (Roskilde/NOR); Defesas: Birkir Mar Saevarsson (Valur/ISL), Ragnar Sigurdsson (Rostov/RUS), Kari Arnason (Aberdeen/ECO), Ari Freyr Skulason (Lokeren/BEL), Sverrir Ingason (Rostov/RUS), Hordur Magnusson (Bristol City/ING), Holmar Eyjolfsson (Levski Sofia/BUL), Samuel Fridjonsson (Valerenga/NOR); Médios: Aron Gunnarson (Cardiff/GAL), Gylfi Sigurdsson (Everton/ING) Birkir Bjarnason (Aston Villa/ING), Johann Berg Gudmundsson (Burnley/ING), Emil Hallfredsson (Udinese/ITA), Rurik Gislason (Sandhausen/ALE), Arnor Traustason (Malmö/SUE), Olafur Ingi Skulason (Kardemir Karabuksport/TUR); Avançados: John Dadi Bodvarsson (Reading/ING), Alfred Finnbogason (Augsbourg/ALE), Bjorn Bergmann Sigurdarsson (Rostov/RUS), Albert Gudmundsson (PSV/HOL).

Seleccionador: Heimir Hallgrímsson

Prognóstico VM: Fase de Grupos

Rodrigo Ferreira

11 Comentários

  • Joao D
    Posted Maio 22, 2018 at 12:50 pm

    Não me parece que passem da fase de grupos. Pelo menos para mim seria uma surpresa se o conseguissem fazer.

    Argentina e Croácia são melhores.

    Prevejo a Croácia em 1° e a Argentina em 2°.

    • Kafka
      Posted Maio 22, 2018 at 1:16 pm

      Nem precisam de passar, o Mundial deles já está mais do que ganho, um País com cerca de 150 mil habitantes estar entre os 32 finalistas na modalidades mais practicada no Mundo inteiro, é um dos maiores feitos deste século… Até podem perder os 3 jogos que já são uns campeões mundiais

  • Tiago Silva
    Posted Maio 22, 2018 at 12:54 pm

    Não deverão chegar muito longe, mas tenho um afeto especial por eles, pelo apoio dos adeptos e por estarem a fazer coisas espetaculares com muito pouco.

    Quanto à forma de jogar, são uma equipa coesa, muito forte a sair no contra-golpe, a jogarem com linhas baixas. Procuram meter a bola no Sigurdsson para ele distribuir a bola pelo campo e decidir o rumo do ataque e após a sua lesão não sei se vai correr tão bem. Portanto o meu prognóstico é ficarem pela fase de grupos também.

  • Knox_oTal
    Posted Maio 22, 2018 at 1:00 pm

    O meu jogador favorito dos islandeses é sem dúvida o Aron Gunnarsson, um líder destemido. Este ano chegou à Premier com o Cardiff… bem merece jogar entre os melhores!!!

  • 100Clubismo
    Posted Maio 22, 2018 at 1:08 pm

    Um país com metade da população de Lisboa, e com tantos habitantes como Vila Nova de Gaia! Incrível!
    Valem pelo coletivo, tendo em Sigurðsson, Guðmundsson, Bjarnasson e Finnbogasson as principais estrelas. Vai ser interessante de acompanhar, mas estão num grupo complicado, com um dos candidatos (Argentina), uma seleção forte, nomeadamente no meio-campo (Croácia), e a Nigéria, que tem jogadores como Moses, Ighalo, Etebo, etc.

  • Estigarribia
    Posted Maio 22, 2018 at 1:12 pm

    A Seleção da Islândia no Campeonato da Europa de 2016 surpreendeu-me a mim e a todos os adeptos de futebol, especialmente depois de terem eliminado a Inglaterra. Mas neste Campeonato do Mundo não deverão passar da fase de grupos – ainda vou morder a língua se eles conseguirem passar.
    Nesta seleção islandesa quero destacar quatro jogadores que considero fundamentais no conjunto nórdico: Hannes Halldorsson (bom guarda-redes que já merecia jogar em campeonatos mais vistosos e numa equipa melhor que o Randers), Aron Gunnarsson (o craque do Cardiff é o grande líder da equipa e a sua experiência será fundamental na equipa islandesa), Alfred Finnbogason (este jogador deixou-me surpreendido quando passou pelo Olympiacos, de Marco Silva, e é um jogador que os adversários terão que ter em conta) e Gyfli Sigurdsson (o futebolista do Everton é a grande estrela e é o distribuidor de jogo da Seleção da Islândia e a bola passará muitas vezes pelos seus pés).

  • Mrleinad
    Posted Maio 22, 2018 at 1:37 pm

    Sei que provavelmente ninguém espera nada deles, mas eles já provaram que conseguem superar selecções como Croácia (ficaram a frente na fase de grupos) e Inglaterra (eliminaram no Europeu).
    Se conseguirem pontuar contra a Argentina, não duvido que passem a fase de grupos ! Penso que ultrapassaram a Nigéria e que levem a lição bem estudada com a Croácia …
    Torço para que passem !

  • RodolfoTrindade
    Posted Maio 22, 2018 at 3:11 pm

    Seria uma surpresa daquelas chegarem à fase de grupos…

    Terem chegado ao mundial já foi uma vitória tremenda…

  • Pedro Almeida
    Posted Maio 22, 2018 at 3:53 pm

    O Mundial deles está feito mas estou a torcer para que consigam passar a fase de grupos. Na fase de qualificação já conseguiram ganhar à Croácia portanto pode voltar a acontecer.

  • Rui Miguel Ribeiro
    Posted Maio 23, 2018 at 2:18 pm

    Admiro a vontade e a capacidade da selecção da Islândia. Gostava muito que se qualificassem para os oitavos de final.

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