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Depois das cheias, a tempestade de areia

Fim de ciclo para uma engenharia concebida entre artistas rejuvenescidos e estrelas do novo milénio.

Diogo Costa, Nuno Mendes, Rúben Dias, António Silva, Diogo Dalot, Matheus Nunes, Vitinha, Rafael Leão, Pedro Gonçalves, Florentino, Gonçalo Ramos e outros tantos que provavelmente me esqueci de frisar que estarão para outras campanhas e que transportarão decerto as vivências de outros tão bons nomes que marcaram a geração com maior sucesso da história da seleção nacional.

Mesmo de cabeça quente e com os nervos ainda dentro de campo, não é tempo de atribuir culpas e culpados, mas sim de olhar com olhos de ver para o futuro.

Existe uma geração atual de atletas que época após época consolidam uma linha de vitória, de pisar grandes palcos e disputar as grandes decisões. E para que a probabilidade de estarem em sintonia no conceito de seleção, a política imediata tem de ser realizada: romper o ciclo técnico de quem até hoje nos guiou.

Merece à imagem de um dos melhores jogadores de futebol do mundo, o nosso louvar pelo serviço e conquistas realizadas. Contudo, como ao enredo da vida, os ciclos existem para ser quebrados e recomeçados: com novos cabecilhas que nos façam de 2 anos em 2 anos fazerem-nos sonhar por uns instantes que a clubite não é uma doença e que podemos reunir o que de melhor o futebol representa.

Depois de nos inundarmos, é necessário reerguermos de novo o navio e um capitão que nos façam guiar por mar fora sem nos perdermos de novo, pelo meio da tempestade.

Visão do Leitor: Richrad

5 Comentários

  • Amigos e bola
    Posted Dezembro 11, 2022 at 11:41 am

    Repito: mais vale acabar com estas ideias de “fim de ciclo”, “sucessão”, “fim de linha”. Não vai acontecer. O Fernando Santos ainda está para durar na seleção.
    Para mal da seleção, claro está.

    • Antonio Clismo
      Posted Dezembro 11, 2022 at 1:09 pm

      Uma coisa é certa: o Fernando Santos tem contrato até 2024 e isso ninguém lhe tira.

      Agora a FPF pode colocá-lo de lado e pagar-lhe integralmente todo o seu salário até 2024 ao mesmo tempo que coloca outra pessoa no seu lugar.

      Achas que uma FPF sem as receitas do CR7 tem estofo financeiro para estar a pagar 2 salários a treinadores até 2024?

      • Mushy
        Posted Dezembro 12, 2022 at 3:38 am

        Está enganado, quem tem contrato com a FPF é a Fermacosa como entidade de prestação de serviços :D

        E para a FPF, Ronaldo continua a ser um fonte de dinheiro. Foi o caso tornado publico de um convite para um amigável onde no contrato estaria o reembolso de 2M caso jogasse o Ronaldo ou apenas 500mil se não jogasse.

        • troza
          Posted Dezembro 12, 2022 at 10:03 am

          Por mim o Ronaldo pode continuar na seleção se… aceitar ser mais um… coisa que parece incapaz de fazer.

  • Antonio Clismo
    Posted Dezembro 11, 2022 at 1:00 pm

    Já só estamos a 1 ano e meio do próximo Europeu e de 3 anos e meio do próximo Mundial.

    A FPF precisa de projectar aquilo que deseja ter em termos de plantel no futuro, que tipo de jogadores pretende (será assim tão boa ideia não tentar demover o Fábio Carvalho de jogar por Inglaterra?)

    Será o fim da linha expectável para jogadores como Pepe, CR7, Moutinho e José Fonte

    Penso que as principais tarefas para a FPF nos próximos 12 meses terão de ser:

    1. Começar a receber propostas de treinadores para assumirem a seleção. É bom ouvirem também as ideias que as diferentes pessoas possam trazer para o seio da seleção. Não precisam de ter pressa (os próximos compromissos serão contra Liechstenstein e Luxemburgo em Março) podem perfeitamente ter ainda um treinador interino nesses compromissos e depois escolher mais tarde. O que importa é escolher bem. Ilídio Vale (o verdadeiro estratega da seleção) também terá de sair. São precisas novas ideias e um perfil verdadeiramente agregador.

    2. Incentivar ou optar por políticas mais proteccionistas de desenvolvimento de jogadores nacionais. É uma vergonha a Primeira Liga portuguesa ter 2/3 de jogadores estrangeiros a competir. Nem que seja a criação de um prémio para a equipa que mais jogadores portugueses conseguir desenvolver e lançar, 1 milhão de euros poderia chegar (este ano o Estoril ganharia esse prémio facilmente). É preciso acabar com os clubes que num plantel de 30 jogadores quase que nao conseguem ter os 8 formados localmente que é o mínimo obrigatório da competição. Esse número deveria ser aumentado para 10 jogadores formados localmente na próxima época e subir gradualmente para 12 atletas formados localmente num plantel de 30 jogadores na época seguinte. Quem não cumprisse veria a sua licença de competição retirada.. simples.

    3. Apostar tudo na actual geração de sub21 que irá ter um Europeu em Junho e que tem uma óptima geração sob o comando do Rui Jorge. Esse Europeu é importante porque dará uma vaga para os Jogos Olímpicos do ano seguinte. Também é preciso dar todas as condições ao Joaquim Milheiros aos sub19 para conseguirem o regresso ao Europeu sub19, competição que Portugal falhou no ano passado. Para que isso aconteça Portugal precisa ter competições o mais competitivas possíveis, como o nacional de sub19 ou a Liga Revelação, onde os jovens podem ser postos à prova num nível superior e melhorarem a partir daí.

    É preciso projectar a FPF para o futuro. Uma FPF sem o dinheiro do Cristiano Ronaldo e muito mais ”magra”, onde cada euro tem que ser muito bem investido em prol do futuro do futebol português.

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