A ditadura e a guerra colonial provocaram um fluxo enorme de emigrações para França, Suíça ou Luxemburgo, mas por norma essas pessoas mantiveram sempre uma ligação muito forte com Portugal.
Raphael Guerreiro concedeu uma entrevista aos órgãos oficiais do Bayern Munique, onde falou sobre a sua infância e a relação com Portugal e França. O lateral nasceu nos arredores de Paris e por lá cresceu, nunca tendo vivido em Portugal, mas refere que apoiou sempre a seleção lusa por afeção ao seu pai. «É verdade que eu vivia em Paris. Em casa, falávamos francês a toda a hora e é por isso que falo muito bem francês. Mas desde sempre, quando era mais novo, dizia que queria jogar por Portugal se tivesse a oportunidade, porque quero fazer tudo pelo meu pai», contou. «Em casa também apoiávamos sempre Portugal, nunca apoiámos a seleção francesa. Essa é a verdade. Foi uma escolha normal para mim. Desde o início que pensei em jogar por Portugal e assim aconteceu», rematou.


8 Comentários
jcosousa
Esta para mim é fácil de responder, já que sou filho de emigrantes portugueses em França e lá vivi até aos 8 anos…Os meus pais em casa sempre falaram português, mas recordo que eu respondia sempre em francês, ou seja, percebia a língua, mas tinha imensas dificuldade em fala-la… é como aqui dizem, amigos franceses, sempre a falar francês, era-me muito difícil colocar o acento português, mas realço que os meus pais, sempre fizeram questão em que o português fosse ensinado por eles, a mim e à minha irmã.
Mantorras
Joga muito.
Ainda bem que escolheu Portugal.
Adorava que tivesse vindo para o Benfica, espero que ganhe tudo pelo Bayern.
PS: vai para la Kane!
Antonio Clismo
Era a FPF agora conseguir sacar outro Raphael Guerreiro, como por exemplo:
Lino Sousa
Tino Livramento
Will Alves
Malo Gusto
Alexandre Azevedo
AndreChaves9
Como em todas as casas que conheço de portugueses a viver em França. Aliás a maioria dos miúdos que já nasceram lá mal falam português. Coisa estranha mas com certeza tem a ver com a facilidade de aprendizagem da língua francesa.
lipe
Os meus pais nasceram e cresceram os dois em França mas falavam português em casa. Vai de caso em caso mas naturalmente quantas mais gerações passam mais facilmente o português se perde.
Manel Ferreira
Se eles crescem em França vão sempre falar francês e não tem nada a ver com ser mais fácil ou difícil. Só mesmo se ficassem sempre fechados na cave, sem qualquer contacto com o exterior, é que não iam conseguir aprender a língua do país onde crescem, havendo escola, amigos, televisão, etc.
Se depois falam português, ou não, em casa já é outra coisa, aí já entra a questão de serem de segunda/terceira geração, de os pais poderem ser um casal português/francês, onde naturalmente “ganha” a língua do país onde já se está. Existem vários factores.
Kafka
As crianças na escola aprendem francês e os amigos tb falam todos francês, portanto para as crianças deve ser mais fácil os pais falarem em francês e os pais secalhar para não complicar acabam por falar o francês que é mais fácil para os filhos perceberem e pronto a dada altura já está instituído o francês lá em casa e já estão todos a falarem francês (ou a língua do país onde estão)
lipe
O Guerreiro talvez seja a definição de underrated. Já são muitos anos ao mais alto nível.
Tão cedo não me esqueço do tiraço de livre que foi à barra na final do Euro.