
Feito épico desta grande geração, que aconteça o que acontecer na final, já deixou escrita uma bonita página na história do futebol feminino em Espanha. La Roja foi superior, como foi em todas as partidas deste Mundial (mesmo na goleada sofrida com o Japão demonstrou ser melhor equipa), tem tantas figuras que até dá para craques como Putellas (muito longe do seu melhor nível) ou Bonmatí (mais escondida a partir dos quartos) terem dias menos bons, voltando a ser Salma Paralluelo a dizer presente, virando o jogo do avesso com a sua entrada (a Suécia já tinha acabado a primeira parte por cima e estava a acercar-se cada vez mais do golo após o intervalo). Grande momento também de Carmona, que à partida nem seria titular. Já a Suécia continua a bater no poste, mas a sua dependência do jogo direto é um problema que terá forçosamente de resolver para dar um passo em frente como equipa. Ainda por cima Musovic, que vinha sendo das melhores ao longo da prova, fica muito mal na fotografia no golo que dita a eliminação.
A Espanha apurou-se para a final do Campeonato do Mundo de futebol feminino, ao bater a Suécia por 2-1, e terá oportunidade de disputar pela 1.ª vez o título mundial. As espanholas foram melhores e fizeram por merecer a vitória, mas tiveram de suar até aos últimos instantes para carimbar o triunfo. Salma Paralluelo, que havia feito o golo da vitória nos quartos, voltou a ser decisiva ao sair do banco para inaugurar o marcador, já aos 81′, naquele que parecia ser o momento crucial do encontro, mas a Suécia ainda conseguiu empatar, por Rebecka Blomqvist. No entanto, o jogo ainda viria a conhecer um capítulo final antes do fim dos 90 minutos, com Olga Carmona a desferir um grande pontapé de fora da área e a colocar La Roja numa inédita final. Já a Suécia, que estava na sua 5.ª meia-final, vai continuar sem conseguir o ambicionado troféu, aumentado um jejum de títulos que já dura desde 1984, quando venceu o Europeu.
A Espanha está na final! 🔥
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— sport tv (@sporttvportugal) August 15, 2023
XI Espanha: Coll, Battle, Paredes, Codina, Olga, Teresa, Aitana, Putellas, Redondo, Mariona, Hermoso.
XI Suécia: Musovic, Bjorn, Ilestedt, Eriksson, Andersson, Angeldahl, Asllani, Rubensson, Kaneryd, Rolfo, Blackstenius


6 Comentários
Kafka
Outra coisa que reparei agora, cuidado com esta Espanha, parece que vão dominar o futebol Mundial na próxima década, pois são as actuais:
– Bi-campeãs do Mundo Sub 17
– Campeãs Mundo Sub 20
– Bi Campeãs Europa Sub 19
– Bi-Vice Campeãs Europa Sub 17
Kafka
As mulheres deviam rematar mais vezes à baliza fora de área, como foi este golo da Espanha… pois as guarda redes são todas medíocres e a maioria nem chega à trave, portanto se a bola fôr alta como foi esta, há grandes probabilidades de golo… O problema é que as mulheres também não têm força para rematar à baliza de longe, portanto secalhar é por isso que não tentam mais vezes remates de fora de área, a bola não iria chegar à baliza ou chegaria sem força nenhuma, mas desde que vá com alguma força e alta dá quase demore golo, porque as guarda redes são medíocres e nem chegam à trave
DNowitzki
Tens toda a razão nessa questão das guarda-redes.
Bernardo20
Confere
Kafka
Que frango monumental no 2° golo da Espanha, esta e o Vlachodimos faziam um grande jogo casal, só se estragava uma casa de frangueiros
Pipinho
Finalmente percebi o porquê da mudança de 180° que tiveste aquando dos primórdios aqui do VM para agora.