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Espanha conquista Europeu sub-21 pela 5.ª vez; Fabián Ruiz foi eleito o MVP do torneio

La Roja consegue vingar a final de 2017, num torneio onde a qualidade do meio-campo acabou por fazer a diferença. A Espanha atacou a prova com algumas lacunas defensivas e sem uma referência no ataque, mas Ceballos (hoje até esteve apagado, mas fez um grande torneio), Fabián Ruiz (qualidade fantástica no seu pé esquerdo, seja no passe ou no remate, e o MVP da final e do torneio) e o trio Fornals, Roca e Olmo (grande finalização no 2.º golo), que não começou como titular, acabaram por carregar a equipa e levá-la até ao título. Por outro lado, a Alemanha, que contou com um Waldschmidt em grande nível (melhor marcador da prova com 7 golos), fez igualmente uma grande caminhada, mas pagou caro os erros defensivos na final. De resto, o torneio ficou ainda marcado pela nova geração da Roménia, que promete fazer furor (muita qualidade de Radu, Ianis Hagi, Baluta ou Puscas), pela inconstância da França (excessiva dependência das individualidades) e pelas desilusões Itália, que jogava em casa e tinha um elenco para vencer (ainda assim Chiesa aproveitou para dar mais nas vistas), Sérvia (0 pontos e qualidade de jogo muito pobre) e Inglaterra, que não conseguiu vencer.

A Espanha sagrou-se campeã da Europa em sub-21 ao bater na final a Alemanha, por 2-1. A La Roja, que arrecada o campeonato pela 5.ª vez (iguala a Itália como selecção com mais troféus), vinga assim a derrota de há 2 anos. Fabián Ruiz (7′), num belo remate, e Dani Olmo (69′), com uma finalização de classe depois de uma má intervenção de Nübel, resolveram a partida. O melhor que os alemães conseguiram foi reduzir já no minuto 88′ num tiraço de Amiri. Diga-se ainda que Fabián Ruiz, médio do Nápoles, foi eleito o MVP do torneio.

XI da Espanha: Sivera; Martín, Vallejo, Nuñez, Junior Firpo; Fabián Ruiz, Marc Roca, Ceballos; Dani Olmo, Oyarzabal, Fornals

XI da Alemanha: Nübel; Klostermann, Tah, Baumgartl, Henrichs; Serdar, Eggestein, Dahoud; Amiri, Waldschmidt, Öztunali

8 Comentários

  • tiagoagm
    Posted Julho 1, 2019 at 9:27 am

    Exibição muito fraca por parte dos alemaes. Já tinham passado a Roménia com muito sorte, sem ser a melhor equipa.

  • Baia_99
    Posted Julho 1, 2019 at 7:33 am

    O mais surpreendente disto é que, enquanto vários jogadores de Italia, Alemanha e Inglaterra irão em breve chegar á selecção principal, na espanha só mesmo o Ruiz se prevê que la chegue no próximo ano! Continua a ser uma selecção de topo e que trabalha muito bem na formação, construindo uma mentalidade vencedora desde os sub-15!

    Quanto ao torneio em geral, adorei ver Hagi! Gistaria tanto que viesse para o Porto (apesar de não encaixar no 4-4-2 acredito que regressaremos ao 4-3–3 já este ano, como resultado do mercado).
    Gostei bastante de Chiesa, um extremo virtuoso e Inteligente, um lufada de ar-fresco para esta posição que tem sido consumida por velocistas.
    Na França, vários jogadores estiveram aquém, mas penso que foi um percalço e que continuaram bem nos clubes!

    Como disse, na espanha, apenas Ruiz vejo ter potencial para ser top, Ceballos é um mini Isco, e nem Isco é top. Olmo, é muito bom, mas em Espanha gostam de jogadores requintados logo será sempre ‘mal visto’.

    Na Inglaterra, os jovens do Chelsea foram os que mais entusiasmaram e espero vêr muito deles já na próxima época no Chelsea de Lampard!

    A Alemanha, um pouco como a Espanha, tem muita qualidade, mas não encontro nenhum jogador verdadeiramente de topo nestes Sub-21 (talvez Nubel).

    Saudações DesPortistas

  • mcthespecialone
    Posted Julho 1, 2019 at 1:24 am

    Aquele tridente de meio-campo foi decisivo. Ceballos é um craque (espero que não vá para o Milan), Marc Roca ganhou muita cotação e pode dar o salto para um clube com maiores ambições e o Fabian Ruiz encheu o campo nesta final.

    A Espanha mereceu ganhar. Foram mais organizados e objetivos. Têm um modelo e expõe-no de forma evidente e eficaz em campo. A Alemanha pareceu-me sempre algo perdida. De que vale um extremo ou um lateral ir à linha de fundo cruzar se há 1 alemão para 4 espanhóis dentro da área?

  • Tiago Peixoto
    Posted Junho 30, 2019 at 10:47 pm

    É dar os parabéns à Espanha, foram a equipa que melhor futebol praticou e mereceram a vitória. Em relação aos jogadores que ficam na retina deste Euro Sub-21, o que gostei mais foi o Ianis Hagi. Que talento! É um jogador que nem ele próprio deve saber qual o pé “preferido” tal é facilidade com que bate livres, cantos e penaltys com tanto o esquerdo e o direito. A juntar a isso, tem uma classe incrível e muitos traços do pai. Acredito que tem tudo para se vir a tornar um talento muito sério no futebol mundial. No entanto, espero que não vá para o Barça como se tem falado, uma vez que penso que se perderia na equipa B dos culés e (ainda) não tem estaleca para ser opção regular para a equipa A (e um miúdo da idade dele tem de jogar). Não faço ideia quanto o Viitorul Constanta estará a pedir por ele, mas sendo um clube romeno não acredito que seja algo de muito exorbitante, por isso penso que o Porto até podia tentar ver se seria possível contratá-lo, era titular de caras.

  • Rodrigo Ferreira
    Posted Junho 30, 2019 at 10:20 pm

    Ninguém esteve sempre acima nesta prova, pois a Espanha teve os seus maus momentos, nomeadamente no início da prova e mesmo nesta final teve ali más fases. No entanto, quem tem jogadores como Ruiz (fiquei encantado nesta prova), Ceballos (era o meu MVP, apesar da final mais apagada), Fornals ou Dani Olmo sujeita-se a estas coisas. A Alemanha tinha aquela competitividade habituais e objectividade, mas faltou o talento de outras gerações. Também é curioso que Alemanha e Bélgica não consigam produzir laterais de bom nível, sobretudo esquerdos, pois é algo que limita muito o processo ofensivo (e defensivo no caso da Bélgica) de ambas. Nota também para a Roménia, que fez uma excelente prova e que acredito que teria dado mais luta à Espanha, ainda que a não expulsão de Vallejo (incrível que tenha ficado em campo) tenha protegido La Roja de 55-60 min muito difíceis. Individualmente, além dos espanhóis, nota também para Waldschmidt, um avançado móvel e elegante, que sai com 7 golos e uma grande prestação, para Nubel, que fez uma óptima prova e não merecia este frango, e para outros como Hagi, Manea, Puscas, Chiesa, Ikoné, Foden ou Baluta. Em contrapartida, a Sérvia foi, de longe, a maior desilusão para mim, mas já estou acostumado.

  • bmcrl
    Posted Junho 30, 2019 at 10:09 pm

    Como já alguém sugeriu neste espaço, Olmo seria um excelente substituto de Félix.
    Destacar Ruiz, jogador absolutamente fantástico.

  • Tiago Silva
    Posted Junho 30, 2019 at 9:43 pm

    Foram a equipa que praticou melhor futebol de longe. Título mais do que merecido!

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