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Explicar o futebol pelo não futebol: Uma crónica em tons de amarelo e com um ilustre italiano pelo meio

Fico com a sensação que ainda se ignoram vários aspetos no rescaldo a um jogo de futebol. Quando não se dá destaque a questões técnico-táticas, discutem-se “pseudo-erros” de arbitragem, omitindo não poucas vezes um conjunto de nuances, que direta ou indiretamente, poderão estar ligadas ao resultado final. Refiro-me a fatores abstratos mas igualmente influentes, aparentemente transcendentes ao desporto em geral: a mente humana.
Falar de psicologia no futebol é falar dos níveis de concentração, de autoconfiança e de motivação. Coexistir altos graus de cada uma dessas três vertentes nos atletas é meio caminho andado para uma equipa atingir o sucesso.   
Muitos psicólogos defendem que o rendimento só aparece quando os jogadores de futebol conseguem ficar absolutamente concentrados no que estão a fazer. Em 19 anos de carreira, o italiano Roberto Baggio cobrou 113 grandes penalidades. Converteu 101, garantindo um aproveitamento de quase 90% , inclusive superior ao de Maradona. Contudo, no desempate por penaltis da final do Mundial de 1994, diante do Brasil, Baggio falhou a penalidade mais importante da sua carreira, deitando por terra o sonho de uma inteira nação. Para estudiosos que lidam com o assunto nem é preciso uma resposta: a simples possibilidade do futebolista ter pensado em alguma coisa poderá explicar o falhanço, pois o processo foi quebrado.
Inerente à concentração está a autoconfiança. O antigo internacional pelos “Gli Azzurri” mostrou-se forte neste último campo. Transformou o fracasso num impulso motivacional para fazer melhor, mantendo altos índices de eficácia e curiosamente, quatro anos após o sucedido nos Estados Unidos, voltou a ver sobre seus ombros recaídas as despesas de faturar um castigo máximo num Mundial, não vacilando à segunda oportunidade. Um jogador com menor autoestima culpar-se-ia, podendo mesmo passar a fracassar de maneira recorrente em situações do género. A autoconfiança, mais do que tudo, é o maior dos antídotos contra o fracasso.
Por último mas não menos importante aspeto a reter, prende-se com a motivação. Mas, até que ponto é-se capaz de motivar? E até que ponto é-se capaz de consolidar esses níveis? Um case study que insiste desfiar qualquer lógica prende-se com o Borussia de Dortmund. Mais do que justificar o insucesso pelas lesões, sub-rendimento de alguns elementos ou pelo “envelhecer” da filosofia de Jurgen Klopp, acho sensato refletir sobre assuntos de ordem motivacional. A motivação verificada na prova que ainda não foi conquistada neste período dourado da sua história ou noutra que se decide num único encontro parece-me algo natural. Numa prova de regularidade como é a Bundesliga, o técnico germânico da moda parece ter perdido alguma da sua capacidade em incutir essa vontade extra de vencer.
Com uma série negativa a desenrolar-se um plantel começa a perder confiança em si e a concentração naturalmente decresce também, funcionando tudo numa espécie de efeito dominó.
No entanto, não posso concordar com tudo o que se apresenta abstrato na compreensão do concreto. A sorte, para muitos a explicação de factos, é algo com o qual não concordo nem acredito existir. A sorte é a negação de porquês e explicações de qualquer acontecimento. Isso simplesmente não é real, pois tudo apresenta a sua razão de ser. O que poderá haver é felicidade em determinadas ações, mas nunca decifrá-las através do nada. Não foi por sorte que Roberto Baggio faturou as grandes penalidades que converteu apesar de ter desperdiçado a mais decisiva de todas, nem por azar que o Borussia de Dortmund encontra-se nesta maré negra de resultados. Não é sorte a alcançar o tento nos instantes finais de um jogo pois as probabilidades de marcar nesse momento são matematicamente iguais às de fazê-lo num outro minuto qualquer. Nem é sorte conseguir tal proeza acumulando apenas um remate nas estatísticas- chamo a isso eficácia.
Tantas e tantas outras situações a chamar a psicologia ao mundo da bola vêm ocorrendo por este mundo fora. Desde o declínio do Manchester United neste pós-Ferguson ao dos gigantes milaneses em Itália. Do tombo dos favoritos na FA Cup, à super Real Sociedad a jogar contra os grandes em Espanha.
Nem tudo o que parece é, e do que é, nem tudo aparece…

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0 Comentários

  • Hugo Pereira
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 6:30 pm

    O texto está todo muito bonito mas peca, no seu final ou na sua conclusão, por algum facciosismo ou clubismo. Quando alguém ganha o Euromilhões é eficácia?? Ou sorte?? Obviamente que se trabalharmos e procurarmos a sorte, ela "aparecerá" mais vezes, mas ela não deixa de existir na sua totalidade.

  • Draxler
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 2:17 pm

    Finalmente alguem escreve algo sobre este assunto! A Psicologia no Futebol! Há anos que penso isto e sempre que o comento, sinto que a ideia é completamente marginalizada, subestimada.

    Eu sou adepto do Sporting e sempre me debati com este foro nos atletas do meu clube. É inegável que o SCP é o clube mais prejudicado dos 3 grandes (não digo que nao seja beneficiado de vez em quando) e ser roubado jogo sim, jogo não ou jogo sim, jogo sim, tem uma consequencia psicologica brutal! Sentir que, nao importa o nosso esforço, este não vai conseguir alterar directamente os resultados, tem conseguencias prejudiciais! Estar a 7 ou 10 pontos do primeiro lugar, justa ou injustamente, tem com certeza consequencias a niveis motivacionais!

    Obrigado Mark, por finalmente alguem ter a coragem ou capacidade de falar sobre este assunto!

  • Sérgio Laranjeira
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 2:01 pm

    Muito bom texto! De salientar que por vezes a demasia traz consequências onde se comete erros em virtude da mesma… mas este texto aliado ao factor pressão explica e bem porque muitas equipas que estão um bom tempo na liderança, subitamente começam a cair e como tal a perda do campeonato.

  • João Lemos
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 1:18 pm

    Não me vou alongar, mas se usarmos qualquer raciocínio matemático mais elaborado que um simples Casos Favoráveis / Casos Possíveis , efetivamente a probabilidade "geral" de uma equipa marcar ao minuto 30 , 60 ou 90 até admito que possa ser igual (limitando uma série de coisas mas tudo bem, pois o abstrato faz pouco sentido neste caso), mas a probabilidade de um jogador X (i.e Roberto Baggio) marcar ao minuto 30, 60 ou 90, é manifestamente diferente.

    No geral, texto interessante.

  • PMG
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 11:19 am

    Este texto encheu-me as medidas… Peço desculpa pela expressão mas que filha da mãe de texto! Neste nosso cantinho andamos demasiado preocupados em agredir-nos uns aos outros, em falar de árbitros, de corrupção, e pouco em analisar as questões essenciais do jogo. Tem tudo a ver com mentalidade. E metade da culpa vem dos nossos dirigentes e dos paineleiros de desporto…

    • Awesome_Mark
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 1:43 pm

      Não levo a mal o elogio eheh

      Fico contente por ver o meu propósito concretizado: uma discussão sobre futebol sem entrar em polémicas mesquinhas.

  • Rui Lança
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 10:10 am

    Parabéns…penso que o 'pessoal' ainda considera que o futebol é 'apenas' táctica e técnica. Pena.

  • Anónimo
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 4:34 am

    sem querer responder às excelentes perguntas colocadas neste texto muito bom posso tentar contribuir com algumas ideias e experiencia. Como o livro A Arte do Arqueiro explica bem, o arqueiro atinge o alvo identificando-se com o mesmo. O arqueiro lendário matava um passaro que voava por cima das nuvens deixando se guiar pelos seus gritos. Um poeta escreveu que o assassino mata com o olhar. Um indio atirava um objecto para o meio do mato e so o descobria quando deixava que fosse o corpo a guiá-lo até ele.
    Na minha opiniao e experiencia, se nos abandonarmos ao instincto (à "inconsciencia" da coisa), o corpo acaba (desde que tenha a agilidade para isso) por realizá-la, uma vez que o inconsciente vê tudo e sente tudo – os olhos do indio viram onde caiu o objecto, é a tentativa de se consciencializar onde que falha e cria o bloqueio. A vontade pode trazer pressao e pode tornar-se num bloqueio.
    Nao deixa de ser preciso aprender a rematar.
    Joao

    • Awesome_Mark
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 1:49 pm

      Concordo com o que dizes, sobretudo na justificação de falhanços pela incapacidade de lidar com elevada pressão e não simplesmente pelo azar.

  • Anónimo
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 2:39 am

    O texto tem as suas verdades, mas não posso concordar com a parte da negação da sorte. Todos os acontecimentos que não sejam certos ou impossíveis estão sujeitos a ela, quer queiram admitir ou não. Se eu lançar uma moeda ao ar, e apostar que sai cara, não estou a apostar na sorte? Acontecimentos 50-50 são isso mesmo, e quer queiras ou não, no longo prazo vais ganhar o mesmo número de vezes que perdes, e não há nenhum motivo para além da sorte, que faça sair "cara" num determinado lançamento.
    E contrariamente ao que é referido no texto, a probabilidade de haver um golo não é igual no primeiro minuto e no último. Precisamente pelo sentido de urgência e o jogo mais aberto que existe nos finais dos jogos (ignorando os casos em que as equipas estão contentes com o resultado).

    O facto de o Baggio ter boas estatísticas na marcação de penalties não significa que vai marcar sempre. Nem significa necessariamente que quando falhou haveria alguma coisa extra a despoletar essa falha. Acontecimentos improváveis (como falhar um penalti) também acontecem. As pessoas têm tendência a procurar outras justificações quando acontecimentos improváveis acontecem; o resultado que realmente acontece parece mais provável depois de ter acontecido. No caso do Dortmund, é difícil de dizer se realmente está a faltar algo, ou se se trata apenas de azar. Atualmente, é provável que os jogadores entrem em campo mais desmotivados, mas esta desmotivação foi alcançada depois dos maus resultados iniciais no campeonato – e não me recordo de os jogadores estarem desmotivados no começo da época (até conseguiram bons resultados na Champions).

    • Anónimo
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 2:35 pm

      Concordo completamente contigo, a sorte está presente em todos os momentos do jogo e está para além De todo o treino possível. O artigo apesar de estar excelente peca no último parágrafo, talvez por alguma parcialidade, pois as probabilidades de marcar no último minuto não são iguais às do primeiro, desde logo basta observar a quantidade de golos marcados nos primeiros 3 min de jogo e as marcadas nos últimos 3. Outro aspecto é a probabilidade de golo aumentar com o número de tentativas e é um bocado hipocrisia acreditar que um equipa trabalhe 90 min para ter apenas uma oportunidade num jogo.posto isto, é óbvio Que um resultado alcançado com sorte apesar de não ter o mesmo mérito, é justo e conta tanto quanto os outros.
      Ass: Diogo Vinhas.

    • Anónimo
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 1:18 pm

      Correção: 5 bolas pretas e 95 brancas.

      SM

    • Anónimo
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:58 pm

      Um jogo de futebol está tão sujeito às probabilidades com outro acontecimento qualquer, apesar de ser mais difícil para as pessoas determinar as respectivas probabilidades. Apenas dei o exemplo da moeda ao ar pois é daqueles que toda a gente reconhece que é possível saber-se a-priori a probabilidade do acontecimento. Num jogo de futebol é mais difícil saber a probabilidade real de uma equipa ganhar. O melhor que podes fazer é estimar a probabilidade com base em dados históricos, mas isso não passa de uma estimativa. Por exemplo, com base nas estatísticas do Baggio, parece razoável afirmar-se que ele partiu para cada penálti com 90% de hipóteses de marcar, mas isso pode não ser verdade. Pode ter partido em média com 80% e ter tido "sorte", ou partido com 95% e ter tido "azar".

      Usando o exemplo do Messi e do Hummels… Obviamente que a probabilidade de o Messi passar pelo Hummels é muito maior que a minha ou a tua, e passado 100 vezes é muito provável que ele tenha passado mais vezes que nós. Se fizermos a experiência uma vez, e o Messi falhar e tu conseguires, significa que houve algum motivo extra para isso ter acontecido? Poderás desde logo concluir que o Messi nesse dia estava displicente, e tu extremamente motivado? Ou achas impossível que simplesmente tenhas tido sorte, uma vez que sucederam dois acontecimentos altamente improváveis (o Messi falhar e tu/eu conseguirmos)?

      Podem não querer chamar sorte (também não é um termo que me agrade muito), chamem-lhe acaso ou outra coisa. Mas ela existe, e existe no futebol também. O Real pode estar a ganhar 1-0 ao Elche e sofrer um golo no último minuto de canto, que talvez nem 5% de hipóteses de ser concretizado tinha. (Imaginemos que se sabe que era mesmo 5%, do género de um saco com 5 bolas pretas e 100 brancas, e vocês querem tirar uma preta) O que chamar a isto? Se fosse a minha equipa a sofrer, provavelmente também negaria a sorte e punha as culpas no defesa que não conseguiu cortar a bola! No futebol ainda poderiam dizer que a equipa marcou porque treinou aquilo muito bem, no exemplo das bolas, percebe-se que só com muita sorte conseguirás tirar uma bola preta à primeira tentativa.

      SM

      SM

    • Awesome_Mark
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 11:54 am

      Entendo o teu ponto de vista mas não posso concordar. Aliás, o Kafka I já fez questão de contra-argumentar a tua posição. E eu referia-me à sorte no futebol e não noutras situações do quotidiano.

      Quanto à questão dos golos tardios, apenas deste uma explicação que demonstra precisamente que tudo não se resume à sorte.

    • Kafka I
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 10:50 am

      O exemplo da moeda ao ar não faz sentido, porque um jogo de futebol não é uma questão de probabilidades aleatórias…existe competência, treino, táctica, factor motivacional, qualidade de jogo e treino, que influenciam uma partida do futebol, e não uma mera questão probabilista de sorte ou azar…

      O Messi se tentar fintar 100 vezes o Hummels vai passar por ele garantidamente mais vezes que eu ou tu juntos se tentarmos passar as mesmas 100 vezes pelo Hummels, em contrapartida se o Messi mandar 100 moedas ao ar e eu ou tu mandarmos outras 100, muito provavelmente teremos o tal 50-50 ou lá muito perto…

      Ora isto é a prova que mandar uma moeda ao ar, é sim uma questão de sorte/azar…já jogar futebol nada tem a ver com isso…o Messi não passa mais vezes pelo HUmmels que eu e tu, por uma mera questão de ter mais sorte que nós os 2 juntos, passa sim mais vezes pelo Hummels porque é mais competente e tem mais qualidade de jogo que nós,

      Dou-te outro exemplo, fazemos 100 lançamentos triplos e a seguir pede ao Kevin Durant para lançar 100 triplos, garantidamente o Kevin Durant vai acertar mais vezes do que tu e eu, e mais uma vez ele não vai acertar mais vezes que tu e eu por ter mais sorte que nós, vai sim acertar mais vezes porque é mais competente e tem mais qualidade a lançar que nós..

  • Anónimo
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:27 am

    Parabens, excelente ponto de vista, concordo a 100%

    Saudações
    El Crá

  • Nuno R
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:00 am

    Por vezes entra-se numa espiral negativa da qual é impossível sair. Simplesmente o que pode correr mal, corre mal. O futebol está longe de ser uma ciência exacta, e há tantos imponderáveis (para começar, deixar o destino nas mãos de 11 humanos, que são, como sabemos, totalmente falíveis) que o caos é a única coisa com que podemos contar,

  • José Miguel Mota Pinho
    Posted Fevereiro 10, 2015 at 11:26 pm

    Grande texto Awesome Mark. Só diria mesmo que tempo há que ter em conta o trabalho dos guarda-redes em que por vezes são eles a razão da não concretização por parte do executor.
    Pinho

    • Awesome_Mark
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 11:43 am

      Obrigado pelo elogio.

      Também sou um defensor da ideia de que os guarda-redes ainda são muito subvalorizados mas falando de penaltys em particular, muitas vezes percebe-se nitidamente que o estado psicológico do executor não é o melhor e isso influencia um eventual falhanço, não obstante o mérito dos guarda-redes.

  • Spo. Intera.
    Posted Fevereiro 10, 2015 at 11:11 pm

    Primeiramente excelente texto, deixo aqui um resumo da explicação das possíveis causas do falhanço do Roberto Baggio na final do Mundial contra o Brasil, que em 113 grandes penalidades converteu 101.
    "A influência dos factores e processos psicológicos no rendimento desportivo dos atletas está, de uma forma geral, amplamente demonstrada. No entanto, poucas investigações recorreram a uma metodologia qualitativa, a qual permite uma perspectiva mais detalhada e aprofundada das emoções e cognições dos atletas. Neste sentido, recorrendo a uma entrevista semi-estruturada, a presente investigação procurou, junto de 11 atletas portugueses de elite de vários desportos, com idades compreendidas entre os 22 e os 36 anos (M=30.64±4.84), identificar as suas principais fontes de stress e ansiedade e as estratégias de coping a que recorriam em situações stressantes e/ou problemáticas, bem como explorar o papel de outras emoções no seu desempenho desportivo. Os resultados revelaram que: i) as principais fontes de stress estavam relacionadas com aspectos ligados à natureza da competição, pressões externas e ao seu próprios desempenho, sendo comuns a diferentes modalidades; ii) os atletas recorriam a diversas estratégias de coping em simultâneo, geralmente adaptativas, centradas na resolução de problemas e/ou na gestão das emoções; e iii) para além da ansiedade, outras emoções, positivas e negativas, pareciam influenciar o desempenho dos atletas."

  • afl!
    Posted Fevereiro 10, 2015 at 11:08 pm

    Concordo com o Kafka!

  • TiagoSong
    Posted Fevereiro 10, 2015 at 11:07 pm

    Bom texto. De facto, a vertente psicológica tem um peso altamente significante na performance de um individuo e/ou equipa. Existe uma teoría conhecida como 'zones of optimal functioning' que vale apena pesquisar pois faz bastante sentido.

  • Kafka I
    Posted Fevereiro 10, 2015 at 11:00 pm

    Awesome_Mark

    Só tenho a dizer que este é dos melhores textos que já li aqui no VM, e subscrevo a 100% o mesmo…G-E-N-I-A-L..

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