Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

FC Porto pagou 12 ME por defesa do Vitória

Um central que nem no FC Porto B é titular, sendo que na época passada também pouco jogou no Hércules, passa a ser um dos defesas mais caros na história do futebol português (só Danilo e Otamendi custaram mais).

O FC Porto revelou os pormenores do acordo com o Vitória SC, que resultaram na aquisição por 15 milhões de euros de Romain Correia e João Mendes, num negócio que levou Francisco Ribeiro e Rafael Pereira a fazerem o caminho inverso pelo mesmo montante. Segundo o Relatório e Contas consolidado de 2020/21 da SAD portista, o central Romain Correia custou 12 milhões de euros, enquanto Mendes ficou por 3.034.582 euros, sendo que a estes 15 milhões foram retirados 696 816 e 176 024 euros, respetivamente, de encargos adicionais. Em sentido contrário, Francisco Ribeiro deixou o FC Porto para ingressar no Vitória, por 11 milhões de euros (mais-valia de 10.334.300 para os dragões), enquanto o custo de Rafael Pereira ascendeu aos 4 M€ (mais-valia de 3.756.375).

30 Comentários

  • Mr. Mojo Risin'
    Posted Outubro 13, 2021 at 9:47 pm

    Estes negócios recentes com o Vitória são, no mínimo, engraçados.

    • PortistaDesdePequenino
      Posted Outubro 14, 2021 at 4:19 pm

      Este negócio já foi muito escrutinado e aqui não vejo nada de muito grave. Foi apenas um esquema usado frequentemente para dar um saldo positivo, e que aparentemente é legal. O que me preocupa como portista, é se num negócio apenas para alteração de resultados, houve mais uma vez comissões para os abutres do costume. Isso seria caso de prisão.

  • Antonio Clismo
    Posted Outubro 13, 2021 at 10:35 pm

    Tenho a impressão que especular o valor de um activo para valores próximos dos 10x é crime financeiro punível pela lei.

    Alguém na CMVM não está a fazer o seu trabalho a reportar esta situação.

    Faz lembrar o José Eduardo Simões ex presidente da Académica que de manhã comprou um edifício por 1 milhão e na mesma tarde vendeu-o por 6 milhões… Acho que foi preso por causa disso anos mais tarde..

    • Sombras
      Posted Outubro 13, 2021 at 11:30 pm

      A CMVM no futebol só quer saber de um clube. Vá lá que nos livrou de uma OPA vergonhosa, valeu por isso.

    • Miguel Lopes
      Posted Outubro 14, 2021 at 12:42 am

      Isso é falso, senão o Slimani que custou 300K€ e o Sporting vendeu por 30M€, estariam a multiplicar por 100.

      • Nabokov
        Posted Outubro 14, 2021 at 9:08 am

        O Slimani marcou golos, mostrou valor. Tal como o Cissokho que veio do Setúbal por trocos e foi vendido por milhões em 6 meses. Isso é só um argumento parvo. Neste caso é apenas pura bandidagem para equilibrar contas.

    • Pyros
      Posted Outubro 14, 2021 at 11:27 am

      Estás completamente enganado – salvo alguns bens específicos – e passes de jogadores de futebol não são um deles – quem vende é livre de pedir o preço que bem entender.
      E o JES certamente não foi preso por ter comprado por 1 ME e ter vendido por 6 no mesmo dia. Deve mais ter sido pelos motivos pelos quais conseguiu fazer tão bom negócio.

      Quanto ao negócio do FCP, faz-me lembra a história (que já partilhei em post anterior): “como se vende um cão por um milhão de euros? Trocando-o por dois gatos de 500 mil cada.”

  • Hirok "The Truth"
    Posted Outubro 14, 2021 at 12:40 am

    Dar este tipo de valores especulativos a ativos é crime acho eu.. mas tal como os Rendeiros desta vida não se passa nada na Republica das Bananas

  • rlopespa
    Posted Outubro 14, 2021 at 12:41 am

    Mas alguém me consegue explicar de onde vêm os 100 M registados em vendas de passes registados no R&C do FC Porto?

    Colocaram as seguintes vendas no relatório:
    Fábio Silva 25 M
    Danilo 12 M
    Alex Teles; 11 M
    Francisco Ribeiro (?) : 10 M
    Rafael Pereira : 4M
    Total : 62 M

    Página 92 do relatório consolidado… Não faz nenhum sentido, ou eu é que nao percebo nada disto

    • Francisco Ramos
      Posted Outubro 14, 2021 at 11:36 am

      As vendas efetuadas no final da época passada, início desta passaram para este relatório de contas visto terem sido feitas após o lançamento do anterior (que reportaram 500 mil euros em vendas).

      Espero ter ajudado.

  • Xyeh
    Posted Outubro 14, 2021 at 9:27 am

    Sou portista e sou o primeiro a dizer “investigue-se”, que falta de vergonha, e os encargos adicionais foram ter ao bolso de quem? Quando é que esta corja sai do meu clube, já chega de roubar o clube.

  • Tiago Silva
    Posted Outubro 14, 2021 at 10:47 am

    Deve ser a contratação interna mais cara de sempre para o Porto não?

    • Francisco Ramos
      Posted Outubro 14, 2021 at 11:56 am

      Sim, conseguiu passar os 11 milhões que demos ao Sporting por João Moutinho.

      Contudo estes valores apenas são para o relatório de contas, porque a troca foi pelo mesmo valor. A diferença é que aumenta fluxo (a venda entra logo, a compra é diluída pelos anos de contrato).

  • opiniaodeadepto
    Posted Outubro 14, 2021 at 11:53 am

    Segundo percebo foi uma maneira de mascarar as contas.
    Ou seja, o valor contabilístico dos jogadores era zero, por serem da formação.
    O Porto ao adquirir dois jogadores por 15 milhões de euros, passou a inscrever essa verba no activo sem despender qualquer valor, acontecendo o mesmo no Vitória.
    O facto de os jogadores da formação, em termos contabilísticos, valerem zero no activo é que potencia esta situação.
    É aldrabice? Talvez, mas não é exclusiva ao futebol. São os mistérios da contabilidade.

    • Francisco Ramos
      Posted Outubro 14, 2021 at 12:14 pm

      Exactamente isto.

    • João Ribeiro
      Posted Outubro 14, 2021 at 12:53 pm

      Exato, é uma forma de ambos os clubes subirem o valor dos ativos. Mas de notar que são transições, a longo prazo, perigosíssimas para a saúde financeira, isto porque não deixam de ser vendas e compras. Se o valor de vendas (neste caso de 15M) entra de uma vez no R&C, o valor das compras dilui-se pelos anos de contrato assinados (creio que foram 5 anos de contrato), ou seja, para este R&C só “saíram” das contas 3M, e saírão mais 3M nos próximos nos próximos 4 anos. E é aqui onde estas operações são perigosas, porque serão sempre milhões que mais à frente terão de ser colmatados uma vez que os próximos exercícios começam já com um défice de 3M. E agora, no caso do FC Porto, se a este negócio com o Vitória acrescentamos o negócio com o Sporting de 10M, passam a ser 5M de défice no início dos próximos exercícios que terão de ser colmatados com ganhos “a sério” digamos assim, e há a relembrar que foram antecipadas receitas dos direitos televisivos, pelo que haverá épocas onde não entrará nenhum dinheiro por essa via. Mais negócios destes e a bola de neve poderá crescer a ponto de tudo descambar. O mesmo se aplica ao Vitória e Sporting.

    • Douglas
      Posted Outubro 14, 2021 at 1:46 pm

      Desde que não exista qualquer comissão para empresários, o valor é 0. Mas no futebol, em que transação é que não são pagas comissões?
      É que estafoi uma mudança real. E com valor atribuído (mesmo que não transacionado). Logo, qualquer empresário vai fazer valer os seus direitos.

    • Mantorras
      Posted Outubro 14, 2021 at 2:03 pm

      So mudaria o “ É aldrabice? Talvez” por “É aldrabice? Sim”.

    • Jota Neves
      Posted Outubro 14, 2021 at 5:43 pm

      “São os mistérios da contabilidade.”?
      Só se for da contabilidade criativa.

      Não é culpa da contabilidade que o clube simule transações de ativos com o propósito de gerar um acréscimo do valor patrimonial (ativo intangível) para aldrabar as regras. Se o auditor (E&Y) encontrar indícios de operaçãs simulada com esse propósito deve mencioná-lo no seu relatório e colocar reservas no seu relatório.

      A culpa não é da contabilidade, é de quem aldraba e dos que pactuam com a aldrabice (auditores, conselho fiscal, sócios que aprovam as contas, comunicação social que olha para o lado, etc. etc.).

  • Bio
    Posted Outubro 14, 2021 at 12:04 pm

    Tal como Vieira teve muitos negócios altamente duvidosos no Benfica, estes negócios do FC Porto vão pelo mesmo caminho há anos e nunca se fez uma investigação a sério a este clube (aos seus dirigentes concretamente).
    Estas negociatas são obviamente para encher os bolsos a empresários e amigos e para contornar fair-plays financeiros.
    Numa altura em que se fala tanto de combate à corrupção e outros crimes de colarinho branco em Portugal, acho que se podia aproveitar para tentar fazer uma limpeza de uma das actividades económicas mais perversas no nosso país.

  • Niall joaQuinn
    Posted Outubro 14, 2021 at 12:31 pm

    Vamos ser claros: martelar as contas, todos fazem. Uns mais, outros menos, mas, no essencial, todos se preocupam em dar um ar de seriedade às contas.

    O que nunca se viu foi simulações de negócios de €15M, sem qualquer preocupação de tornar a coisa credível. É do género, “sim, estamos a mentir com todos os dentes, mas o que interessa é aprovar contas e escapar ao fair-play financeiro”.

    Acho que só uma situação de grande desespero pode justificar isto.

    A culiminar: hoje, a imprensa noticia que o prémio de €15M atribuído ao Otávio (de acordo com o relatório e contas) não existiu.

    No Benfica ou no Sporting, isto daria pano para mangas. No Porto, a Direcção ainda tem os adeptos no bolso, mas a continuar assim não durará muito tempo.

    • carlos costa
      Posted Outubro 14, 2021 at 2:10 pm

      Nunca se viu? Juventus faz isto em todos os mercados, Barcelona, City e até o Sporting(troca com o Porto) também o fazem.

      E é apenas para enganar as contas, não melhora nada a saúde do clube mas os jogadores que estavam a custo 0 nos relatórios passam a valer “12/15 milhões”

      • João Ribeiro
        Posted Outubro 14, 2021 at 2:54 pm

        Ou seja, é feito por equipas com a corda na garganta, na prática, e que com estes negócios assim continuarão. Estas ginásticas resolvem problemas contabilísticos no imediato que permitem contornar o fair-play financeiro, mas suscitam problemas a longo prazo. A essas pode-se juntar o Valencia como as que mais frequentemente faz estas trocas. Negócios deste estilo eram muito usuais em Itália no começo do século, que levou à ruina de inúmeras equipas como, por exemplo, Fiorentina, Parma ou Torino.

        O City já entrou num negócios desses mas por razões distintas, foi por gastar muito acima daquilo que teoricamente podia, e ainda assim só me recordo de o fazer no negócio Danilo-Cancelo.

      • Niall joaQuinn
        Posted Outubro 14, 2021 at 4:47 pm

        No meu comentário está bem explícito que todos martelam contas. Uns martelam mais e outros menos. Mas todos o fazem.

        O que está em causa aqui é o valor totalmente inusitado.

        Uma coisa é trocar jogadores da formação (que são os mais apetcíveis porque têm custo contabilístico de zero) e atribuir ao negócio o valor atual de mercado dos jogadores (ou próximo disso). Isto não tem absolutamente nada de errado ou de ilegal. E isto há muitos clubes a fazer. É apenas jogar com as peças que se tem e seguir as regras contabilísticas aplicáveis. Não há nada que me impeça de trocar jogadores aos preços dos respetivos passes, mesmo que isso tenha o propósito de impactar as minhas contas.

        Outra coisa, totalmente diferente, é trocar jogadores da formação por valores inflacionados. Neste caso, há uma simulação e, ao contrário do que muitos users dizem por aí, é ilegal.

        Como é evidente trocar jogadores de tostões por €15M é ilegal. O Porto esticou a corda e aposto que vai ter a CMVM à perna.

        Só gostava de saber quem é o auditor que assina estas contas…

        • j. chamberlin
          Posted Outubro 15, 2021 at 8:44 am

          Foi a E&Y.
          E parece que meteram uma reserva na CLC por causa desta negociata.
          Ou seja, mais um motivo para a CMVM cair em cima disto.
          Problema é que todos sabemos que isso não vai acontecer…

      • Niall joaQuinn
        Posted Outubro 14, 2021 at 5:01 pm

        Só acrescentar que o negócio Marco Cruz / Rodrigo não tem absolutamente nada a ver com isto.

        Esse foi um negócio de €4M que envolveu um sub-17 capitão da selecção e dos diversos escalões do Porto e um jogador com experiência de primeira equipa no Sporting. Pelo potencial de cada um, o valor não é nada chocante.

        Isto não tem nada a ver com a valorização em €12M de um central de 22 anos que não é titular na equipa B, nunca jogou numa equipa principal e nunca jogará.

  • Ze
    Posted Outubro 14, 2021 at 12:43 pm

    E’ assim, meninos, que se faz desaparer 800K…

  • RuiCoelho
    Posted Outubro 14, 2021 at 2:09 pm

    O que deveria ser preocupante neste caso não são os valores nem a transferência em si, que é legal (apesar de pouco honesta).

    O Porto (assim como outros clubes) aproveitam lacunas para contornar o fairplay financeiro. Com esta transferência aumentam o ativo em 15 M€ (uma vez que os jogadores da formação estão registados a 0) e aumentam o resultado do período em 12 M€ (a venda entra como um todo e a compra entra a dividir pelo número de anos dos contratos que assumindo a 5 anos resulta em 15 M€ – (15 M€/5 anos) =12 M€). Apesar de ser legal, o que foi feito poderá vir a ter consequeências caso estes jogadores não sejam vendidos pelo mesmo valor e tenha-se de registar perdas nos ativos pela mesma proporção.

    Mais ainda, o preocupante é o facto de numa operação meramente financeira e contabilística o Porto ter pago 873 mil euros em comissões! Assumindo que o Vitória de Guimarães paga idêntico valor, estamos a falar de 1,75 M€ em encargos!! Uma gestão danosa, e que muito provavelmente deverá cair nos bolsos de algum dos envolvidos nas “negociações”.

    O Porto, tal como o meu Benfica, tem na estrutura pessoas que querem mais o seu benefício que o benefício do Clube que representam. Mais uma vez, o Benfica perdeu a hipótese de retirar do poder cancros de dirigentes como os que lá andam há mais de uma década. Infelizmente, este será o futuro do futebol português.

Deixa um comentário