FC Porto 4-1 Famalicão (Galeno 10′ e 21′, Otávio 42′ e Taremi 48′; Rui Fonte 52′)
O FC Porto bateu facilmente o Famalicão e aproveitou o empate no dérbi para reduzir a diferença para a liderança (está agora a 5 pontos). Os Dragões resolveram o jogo cedo, registando uma vantagem de 3-0 ao intervalo, e dominaram o encontro como quiseram, ficando ainda a dever alguns golos ao marcador. No entanto, uma fase de descompressão após o 4-0 permitiu ao Famalicão reduzir e ficar perto do 4-2. Galeno foi a grande figura do encontro ao bisar e assistir, tendo desperdiçado o hat-trick de forma flagrante, mas houve também um grande João Mário (é ele quem cria os dois primeiros golos e ainda assistiu no 4-0). Otávio e Taremi também faturaram, num jogo que ficou ainda marcado pelo regresso de Pepe aos jogos da Liga. Já o Famalicão podia ter aberto o marcador logo aos 8′, por Colombatto, mas caiu com os golos sofridos, valendo as insistências de Iván Jaime, que andou muito tempo a remar sozinho contra a maré, e um golo solitário de Rui Fonte para dar alguma chama à exibição famalicense.
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Destaques:
FC Porto: Triunfo tranquilo dos Dragões, respondendo de forma positiva ao tropeção diante do Casa Pia e voltando a encurtar a distância para a liderança, ao mesmo tempo que aumenta a vantagem para o Sporting. A forte entrada foi chave para a vitória, com 2 golos em 20 minutos, e ao intervalo já tinham o encontro resolvido, tendo se dado ao luxo de relaxar e gerir o esforço no 2.º tempo. Galeno voltou às grandes exibições, bisando e assistindo e chegou aos 13 golos na temporada, o que já é o seu maior registo de sempre, mas até podia ter marcado mais. João Mário, que está a subir muito o nível no pós-Mundial, esteve igualmente em destaque participando também em 3 golos. Já Taremi chegou aos 10 na Liga, numa bela cabeçada, e Otávio também faturou. Já Toni Martínez não deu sequência ao hat-trick na Taça e passou despercebido, enquanto Marcano fica ligado ao golo sofrido com um mau passe a dar origem à jogada.
Famalicão: Exibição cinzenta da turma de João Pedro Sousa, que viu a sua situação ficar comprometida desde cedo e não soube reagir à desvantagem. Ainda com 0-0, dispôs de uma boa chance para marcar, mas desperdiçou e as debilidades defensivas tornaram naturais os golos sofridos, deixando muito espaço entre meio-campo e defesa e evidenciando dificuldades na transição. Com bola, dependeu em demasia daquilo que Iván Jaime (grande exibição) imaginava, e também não conseguiu capitalizar a melhor fase no jogo, no início da segunda parte, para criar alguma indefinição ao marcador. Rui Fonte marcou, numa boa investida de Francisco Moura, que esteve melhor ofensivamente que defensivamente (sofreu com João Mário).
XI FC Porto: Diogo Costa; João Mário, Fábio Cardoso, Marcano, Wendell; Grujić, Uribe, Otávio, Galeno; Toni Martínez, Taremi.
XI Famalicão: Luiz Júnior; Penetra, Riccieli, Mihaj, Moura; Assunção, Iván Jaime, Colombatto; Pablo, Ivo Rodrigues, Rui Fonte.


18 Comentários
Fantantonio
Jogos como este do João Mário são o que já me fizeram dizer neste blog que ele poderia ser uma aposta ganha a lateral, tem todas as caraterísticas para poder vir a ser um lateral de topo, pelo menos, ofensivamente.
Francisco Ramos
Defensivamente ainda tem muitas lacunas.
No golo do Famalicão, apesar de o principal culpado ser Marcano com aquele passe infantil, veja-se como reage João Mário. Fica a meio da contenção ou ataque ao portador e deixa o extremo sozinho nas suas costas para cruzar para dentro!
RMCL
Vejo a malta muito calada e relação a expulsão perdoada ao Galeno aos 36m!
Ricardo10_
Era só um tendão de aquiles, com alguma sorte, 6 meses parado.
Ricardo10_
A campanha que já começaram a fazer antes do Benfica – Sporting , já está a funcionar a todo o gás. Como é que o Galeno não foi expulso ainda na primeira parte por quase arrancar o tendão de aquiles de um jogador do Famalicão? É incrível como se branqueiam estas situações e se acusa o Benfica de ser levado ao colo. Se o Benfica for campeão, vão andar anos a falar em colinho.
https://twitter.com/svids7/status/1614767825180033024?s=20&t=IfhUi6aEKpFHCLKH4uoV_A
Antonio Clismo
É impressão minha ou o relvado do Dragão está a pedir uma substituiçãozinha?
É chamar a Rihanna para dar lá im concerto r usar os lucros para um novo relvado na pausa de selecções em Março
Francisco Ramos
Uma palavra para aquela obra de arte anulada a Taremi.
A regra está sempre a mudar entre a mão na bola e bola na mão mas o avançado até sai prejudicado com o toque que a bola vai para trás e havendo VAR podia ser uma maneira de ser mais condescendente nalguns toques que não são intencionais nem beneficários. Ao dia de hoje, bem anulado.
Ricardo10_
Se algum dia este lance for legal, é porque o futebol estará mesmo pela hora da morte…
Francisco Ramos
O futebol já está pela hora da morte mas a justificação é que faz sentido que uma bola na mão, e não o inverso, com VAR, possa ser analisado se o movimento da bola trouxe benefício ao atacante ou não? É que neste caso não trouxe benefício a ninguém.
É como os foras de jogo posicionais que antes eram assinalados e agora não são.
Pipo
Francisco, atualmente a regra é claro para este caso. Mão ofensiva é sempre falta
Francisco Ramos
Eu sei que hoje é bem anulado mas havendo VAR faz sentido que estes lances possam ser analisados se bola na mão (que foi o caso e não mão na bola) em que não há benefício do atacante – a bola até vai para trás – se faz sentido continuar a ser marcada falta.
ktc
João Mário parece que, nos últimos jogos, voltou a sua forma do ano passado. O jogador começou a época com um nível lastimável, mas recuperou a confiança. Ganha a equipa, pois ele explora muito bem os espaços deixados pelo Otávio (nos seus movimentos interiores).
Galeno está muito melhor do que quando chegou, nunca pensei que fosse chegar a este nível. Embora continua a pecar na finalização, hoje tem duas falhas escandalosas, mas tem dado muito ao jogo.
Otávio e Taremi continuam muito fortes, os motores da equipa.
Espero agora, que o Pepe voltou, que o Marcano vá para o banco e não volte mais a vestir a nossa camisola. Que jogador fraco.
Kenya24
Grande jogo do Famalicão, teve 48% percentagem de posse de bola, mais cantos, menos faltas, 0 cartões amarelos ( o do gr não conta ).
Isto é que foi um bombom, qualquer equipa pequena a querer jogar olhos nos olhos em casa de um grande acaba goleada em 95% dos jogos.
Não digo que não tenham momentos que tenham mais bola e joguem subidos, mas logo no início quando se sabe que o porto vai entrar forte querer pressionar na frente é um erro.
Francisco Ramos
Jogo na senda dos últimos em que o Porto releva défices de concretização mas com muito volume ofensivo e as famosas lacunas defensivas. Tanto dá para um 4-1 como para um 0-0 (resultado dos últimos jogos).
Olhando para os destaques positivos:
– Galeno. Veio muito mais jogador do que aquele que saiu. Continua com algumas lacunas na definição do último toque mas potenciado as suas virtudes – qualidade na procura do espaço, velocidade e finalização – é um jogador em evidência. Mas ainda há trabalho a fazer, visto que ainda podia render mais em assistências sendo este o resultado final da sua lacuna, tanto que tem apenas 4 ao longo de 47 jogos neste regresso.
– Taremi. Já elogiei todas as suas virtudes, hoje apenas quero realçar a consistência. Para o Iraniano não existem picos de forma, está sempre ao máximo. Mesmo depois do Mundial que se podia ressentir, tem 6 golos e 3 assistências.
Depois vou dar meia mão à palmatória com João Mário. Em termos ofensivos, a regularidade com que aparece no onze tem-lhe feito bem. Nos últimos jogos tem aparecido mais na frente e acima de tudo com mais qualidade na sua presença, tendo inclusive 4 assistências nos últimos 2 jogos. Não sei se é psicológico mas existem vários João Mários ao longo da época e dos jogos, tanto que no golo sofrido fica a meio de sair ou de fazer contenção, deixando o jogador nas costas sozinho.
Destaques negativos:
– Marcano. Não sei mais o que precisa de fazer para sair do onze e deixar de usar a braçadeira. Já não vou argumentar os valores que representa tendo a braçadeira mas a sua (falta) de qualidade é cada vez mais evidente e em jogos mais complicados pode trazer vários dissabores. Veja-se o golo sofrido e o passe que faz em saída para perceber que deixa toda a equipa descompensada visto que íamos em transição ofensiva e somos apanhados em contra pé por uma falha primária no passe. O problema é que é recorrente e não dá mais golos por manifesta sorte.
– Relvado. Já tivemos dos melhores relvados nacionais (e mesmo na Europa era motivo de cobiça) e neste momento temos um campo de cebolas. A um clube altamente profissional pedia-se maior qualidade da relva visto que com melhores artistas isto é importante para não haver saltos de bola, escorregadelas, etc. Toda a gente fala dele mas quando se joga parece que se assobia para o lado.
– Sérgio Conceição. Todo o jogo é um espelho dos anteriores mas se nem com 4-0 André Franco vai ter oportunidades, quando terá? É que dar a Rodrigo que não vai dar mais nada que isto (apesar de nunca deixar de ser seu filho) é algo que já enjoa, visto que já consegue ter mais minutos esta época que na passada a jogar numa equipa que acabou por descer de divisão. Se tivermos que adivinhar as substituições parece que são rotineiras. Aliado a isto, dois outros fatores. A motivação aos jogadores que ficam fora já foi melhor do que a que é e se tivermos que mexer no jogo parece que não existe ninguém fora capaz de o fazer (veja-se Pepê e percebe-se). A outra é as bolas paradas, chegando ao ponto de sermos ridículos como um livre do lado direito que Otávio coloca directamente no adversário e sofrendo um contra ataque.
Vale pelos 3 pontos e pelos resultados em outros campos para nos aproximarmos do 1º lugar (que não acredito que lá cheguemos no final da época mas isso é outra conversa).
Fábio Carvalho
Concordo com quase tudo o que dizes, menos dois pontos:
Relvado: Continua a ser dos melhores, mas há alturas do ano em que não há muito que se possa fazer, muito menos substitui-lo. Não te esqueças das chuvas torrenciais que afetaram a cidade do Porto há uns dias atrás. Se houve inundações em ruas e estações de metro, compara isso com o relvado do Porto para veres que, afinal, nem é assim mau de todo.
André Franco: Continua a não convencer. Tinha um futebol interessante no Estoril, mas no Porto não assume esse risco. Está mais preocupado em “não estragar” do que “acrescentar”. Esconde-se do jogo e continua a ser pouco agressivo no momento da perda. Por comparação com o Fábio Vieira, ambos passaram por essa fase de menor intensidade defensiva, mas com a bola nos pés o Fábio sempre acrescentou e arriscou o passe de rutura, o remate…o Franco não tem feito por merecer.
Francisco Ramos
Fábio,
Sou do tempo em que havia concertos e mesmo assim o relvado aguentava, tal como chuvas não tão fortes num dia mas mais constantes (temos % de precipitação inferior). Neste momento, o relvado está mau e já estava antes do dilúvio do passado mês de Dezembro, tanto que no acumulado da Liga NOS este ano somos apenas o 5º e acima de nós temos estádios de Barcelos e Braga. Não pode ser essa a única justificação para o caso!
Sobre Franco, concordo em discordar. Sempre que entra tem medo de errar, normal após o salto qualitativo que teve em passar do Estoril para o Porto, mas não havendo continuidade (que todos vão tendo) não podemos ver melhor. No total tem apenas 201 minutos, como podemos ver que não convence? Até Folha já teve quase tantos minutos e não tem metade do valor. E os piores minutos que André teve foram na linha a tentar fazer de Otávio (tal como acontecia com Fábio), porque não são jogadores para ali jogar. Quando defendi a contratação, André tinha que ser adaptado a 2º médio ou a jogar nas costas do avançado, nunca na linha porque aí iria ser “banal”.
Espero ter ajudado ao debate.
De Carvalho
Certissimo
Franco vem de um Estoril e tem que se adaptar a um grande. Mas senão joga é dificil se adaptar ao que quer que seja. Num jogo de 4-0 deveria logo ter minutos e dar descanso a outros .
Espero que pêpê volte rapidamente há forma que tinha antes do mundial pois é uma maquina.
Acho de deveríamos fazer uns ajustes no plantel.
Francisco Ramos
Pepê acho que está a ser mal gerido pelo Sérgio, na minha ótica. Se até ao Mundial foi quase sempre titular, depois dele foi quase sempre suplente, sendo utlizado quase sempre a partir do minuto 65. Isto faz com que “jogue” apenas 20 minutos e com isso com a equipa partida ou em desgaste, não seja o que nos habituou. Ainda ontem tem uma arrancada que ninguém parou mas depois quis finalizar em vez de passar!
Sobre o ajuste, não penso que faça muito sentido nesta fase, excepto se for um médio centro. Eu sonho com um defesa direito e um central mas como não acredito em santos, então é melhor deixar lá os afilhados do Sérgio (Manafá, Rodrigo e Marcano) e poupar dinheiro por jogadores que não irão contar!