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Fernando Santos não poupou os jogadores depois do Croácia-Portugal: «Bonitinho, bonitinho ninguém ganha a ninguém»

Momento para dar ‘o murro na mesa’? O próximo Ano, com o Europeu e qualificação para o Mundial, vai ser mais exigente.

Fernando Santos não poupou nas críticas à selecção depois da vitória frente à Croácia.  “Resultado melhor do que a exibição? Claro, primeira parte sem intensidade, embora a querer jogar. Se a bola pára mais devido ao relvado, temos de jogar de forma diferente. Se não dá para jogar curto, joga-se longo e aperta-se em cima. Correr corre-se, mas temos de correr bem, temos de carregar neles. Pusemo-nos a jeito outra vez. Depois na segunda parte entrámos com outra intensidade, a escolher bem os caminhos. Os jogos não se ganham apenas a jogar bonitinho. Bonitinho, bonitinho ninguém ganha a ninguém… Fizemos o 2-1 e depois entrámos no mesmo ritmozinho e permitimos o golo da Croácia. Depois fomos à procura de marcar com pouco discernimento. Fomos melhores mas temos de ser muito melhores”, afirmou o selecionador à RTP. “Isto é para a equipa, claramente. Não escondo nada. Ganhamos todos e perdemos todos. Agora, acho que é a altura certa de pararmos para pensar. Eu e os jogadores, obviamente, que temos um caminho a seguir. e esse é jogar os dois jogos de apuramento para o Mundial e depois ir ao Europeu procurar vencer. Como sempre fizemos. Mas para isso, é preciso ter esta qualidade, aumentar a nossa qualidade de jogo e saber que no futebol é muito importante que consigamos ser uma equipa muito forte, muito completa nos momentos de jogo. E isso passa pela intensidade e atitude que colocamos no jogo”, completou na conferência de imprensa.

6 Comentários

  • Nazgul
    Posted Novembro 18, 2020 at 12:19 pm

    Realmente tu só empatas …

  • JJoker
    Posted Novembro 18, 2020 at 11:26 am

    Faz o que eu digo, não faças o que eu te disse.
    Internem-no.

  • Amigos e bola
    Posted Novembro 17, 2020 at 10:24 pm

    Ordem para jogar feio. É a Fernando Santos.

    • Lobo
      Posted Novembro 18, 2020 at 8:35 am

      Neste caso, nem discordo do Fernandinho. Com aquele relvado não dava para jogar pelo chão, de pé para pé, e uma equipa tem que se saber adaptar às condicionantes da partida. Na primeira parte, a selecção parecia uma equipa de prima-donas, sem vontade nenhuma de estar ali, a fazer aquele jogo.

      Porém, a meu ver, o modo como se combate isso é precisamente aquilo que o Fernando Santos nunca faz: que era as dinâmicas de jogo serem mais importantes do que o jogador A ou o jogador B, e isso permitiria uma maior renovação da Selecção, acabando de vez com o dogma de que determinadas figuras têm que estar no onze ‘no matter what’ — isso inclui Cristiano Ronaldo, B. Fernandes, Bernardo Silva, William Carvalho e qualquer outro jogador que não esteja a ter rendimento, ou que não esteja a fazer o jogo da equipa fluir, mas que joga porque tem esse ‘estatuto’.

      Os Espanhóis são um grande exemplo. O Luis Enrique promove constantemente entradas de jovens com coragem e ousadia e tem havido uma enorme rotação, e ninguém é titular porque sim, porque tem que ser, ou porque a opinião pública acha que deve ser. Mas cada jogador que entra sabe o que tem que fazer, pois há um processo de jogo. No amistoso que fizeram connosco, deram-nos um banho de bola e, se calhar, no jogo seguinte, poderiam dar-se ao luxo de jogar com uma equipa com um onze totalmente diferente, pois os processos de jogo estão lá, e estão super bem definidos.

      Mas essa, infelizmente, não é a nossa escola. A nossa mentalidade, desde os tempos do Chalana e do Paulo Futre, é a do talento individual que desequilibra, e o colectivo não costuma ser mais do que a soma desses talentos, e só existe ideia de colectivo quando é para defender.

  • T. Pinto13
    Posted Novembro 17, 2020 at 10:22 pm

    Tem toda a razão
    Falta um abanão
    A começar pelo selecionador…

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