Momento para dar ‘o murro na mesa’? O próximo Ano, com o Europeu e qualificação para o Mundial, vai ser mais exigente.
Fernando Santos não poupou nas críticas à selecção depois da vitória frente à Croácia. “Resultado melhor do que a exibição? Claro, primeira parte sem intensidade, embora a querer jogar. Se a bola pára mais devido ao relvado, temos de jogar de forma diferente. Se não dá para jogar curto, joga-se longo e aperta-se em cima. Correr corre-se, mas temos de correr bem, temos de carregar neles. Pusemo-nos a jeito outra vez. Depois na segunda parte entrámos com outra intensidade, a escolher bem os caminhos. Os jogos não se ganham apenas a jogar bonitinho. Bonitinho, bonitinho ninguém ganha a ninguém… Fizemos o 2-1 e depois entrámos no mesmo ritmozinho e permitimos o golo da Croácia. Depois fomos à procura de marcar com pouco discernimento. Fomos melhores mas temos de ser muito melhores”, afirmou o selecionador à RTP. “Isto é para a equipa, claramente. Não escondo nada. Ganhamos todos e perdemos todos. Agora, acho que é a altura certa de pararmos para pensar. Eu e os jogadores, obviamente, que temos um caminho a seguir. e esse é jogar os dois jogos de apuramento para o Mundial e depois ir ao Europeu procurar vencer. Como sempre fizemos. Mas para isso, é preciso ter esta qualidade, aumentar a nossa qualidade de jogo e saber que no futebol é muito importante que consigamos ser uma equipa muito forte, muito completa nos momentos de jogo. E isso passa pela intensidade e atitude que colocamos no jogo”, completou na conferência de imprensa.


6 Comentários
Nazgul
Realmente tu só empatas …
JJoker
Faz o que eu digo, não faças o que eu te disse.
Internem-no.
Amigos e bola
Ordem para jogar feio. É a Fernando Santos.
Lobo
Neste caso, nem discordo do Fernandinho. Com aquele relvado não dava para jogar pelo chão, de pé para pé, e uma equipa tem que se saber adaptar às condicionantes da partida. Na primeira parte, a selecção parecia uma equipa de prima-donas, sem vontade nenhuma de estar ali, a fazer aquele jogo.
Porém, a meu ver, o modo como se combate isso é precisamente aquilo que o Fernando Santos nunca faz: que era as dinâmicas de jogo serem mais importantes do que o jogador A ou o jogador B, e isso permitiria uma maior renovação da Selecção, acabando de vez com o dogma de que determinadas figuras têm que estar no onze ‘no matter what’ — isso inclui Cristiano Ronaldo, B. Fernandes, Bernardo Silva, William Carvalho e qualquer outro jogador que não esteja a ter rendimento, ou que não esteja a fazer o jogo da equipa fluir, mas que joga porque tem esse ‘estatuto’.
Os Espanhóis são um grande exemplo. O Luis Enrique promove constantemente entradas de jovens com coragem e ousadia e tem havido uma enorme rotação, e ninguém é titular porque sim, porque tem que ser, ou porque a opinião pública acha que deve ser. Mas cada jogador que entra sabe o que tem que fazer, pois há um processo de jogo. No amistoso que fizeram connosco, deram-nos um banho de bola e, se calhar, no jogo seguinte, poderiam dar-se ao luxo de jogar com uma equipa com um onze totalmente diferente, pois os processos de jogo estão lá, e estão super bem definidos.
Mas essa, infelizmente, não é a nossa escola. A nossa mentalidade, desde os tempos do Chalana e do Paulo Futre, é a do talento individual que desequilibra, e o colectivo não costuma ser mais do que a soma desses talentos, e só existe ideia de colectivo quando é para defender.
T. Pinto13
Tem toda a razão
Falta um abanão
A começar pelo selecionador…
ederzituh
Nem mais