Vai complicar o modelo de negócio do Benfica, e também fazer com que os outros clubes, principalmente o FC Porto, que na Era Conceição dispensou vários jogadores mal assinaram, sejam mais criteriosos.
A Federação Portuguesa de Futebol, na linha do que tinha sido sugerido pela FIFA, aprovou o fim das «transferências ponte». Ou seja, um jogador terá de estar um período mínimo de 16 semanas no clube que o contratou antes de ser novamente negociado.


55 Comentários
oMeuUserName
Afinal esta lei não engloba os empréstimos, aparentemente. Sendo assim, continua tudo na mesma…
Kuiper
100% de acordo com esta medida. Como benfiquista fico muito feliz, farto de jogatinas do Vieira no que toca a transferências, carrosseis de entulho e dinheiro mal gasto, onde só os empresários saem verdadeiramente beneficiados. A FPF, FIFA e UEFA deviam tomar mais medidas destas, impor mais limites, para esta rebaldaria acabar.
Nazgul
Eu por acaso não concordo com a lei e acho que até prejudica mais os jogadores …
Por exemplo vamos imaginar que o Chelsea compra um jovem ao Benfica tipo embalo e podia emprestar a um clube da segunda divisão inglesa, mas agora não pode e vai ter de ir jogar para a equipa b, e vai ser mais difícil estes jogadores vingarem num grande quando podiam rodar num clube fazer uma boa época e depois voltar no ano a seguir …
Outro ponto tb è que o jogador só aceita assinar e ser emprestado se quiser por isso não faz mesmo sentido e os jogadores è que vão perder!
Chico
É melhor para o Embalo que fica mais um ano no Benfica e não vai dar um passo maior que perna, nem ser emprestado a um clube onde nunca será prioridade
Nazgul
O embalo foi um exemplo!
No entanto nunca se saberá o que acontece, o Alphonso Davies è titular no Bayern com 18 anos, o Renato por exemplo não conseguiu, mas tb tens o Mount no Chelsea que veio la está da segunda divisão emprestado e agora está a titular no Chelsea …
Além de que ainda tens a parte financeira em que os jogadores vão sempre receber mais!
CarlosFCP
Esta medida é válida só para transferências nacionais correto?
Se um clube comprar um jogador cá dentro e emprestar a outro estrangeiro não vejo mal nenhum, as restantes ligas até deviam adotar a mesma medida
oMeuUserName
Não. Segundo o que percebi, um clube nacional, quando comprar um jogador, tem de o ter nos seus quadros durante 16 semanas até ele poder sair de novo. O destino neste caso é irrelevante, parece-me.
DCosta
Compra-se e depois empresta-se com cláusula de compra obrigatória.
Fácil…
Chico
Isto é o que esta nova lei vai impedir.
DCosta
Pois foi à minha primeira impressão. Mas depois pensei no caso do Trincão que não deve ( para já) ficar na equipa do Barcelona e deve ser emprestado a outro equipa de forma a poder jogar com regularidade.
Se esta lei for como a descreves, quem vai sofrer as consequências são os jovens jogadores . Mas também há uma vantagem importante, pois assim os clubes com dinheiro deixam de comprar tudo o que mexe para depois emprestar.
Ryovanni
Por um lado também faz com que os clubes parem de despejar dinheiro em talentos precoces, prendendo-os e a obrigá-los a saltar de clube em clube em sucessivos empréstimos, prejudicando, muitas vezes a sua evolução. No caso do Trincão, por exemplo, que é um jovem cheio de potencial (tem tudo para ser um dos melhores jogadores portugueses dos próximos anos), não penso que para a sua evolução seja positivo a andar a jogar emprestado a outros clubes. Penso que seria muito melhor para ele se continuasse mais 1 ou 2 épocas em Braga
Francisco Rocha
Mesmo assim, não me cheira que o carrossel Vieira-Mendes-etc. pare…
Rui Miguel Ribeiro
Não vejo grande interesse nesta nova proibição.
Veja-se o caso do Jhonder Cadiz. O Vitória Setúbal fez um bom encaixe. O jogador passa a auferir um salário muito maior e a ter mais visibilidade. O Benfica pode vir a ganhar numa eventual transferência ou aproveitar o jogador numa nova época. Todos os intervenientes sabem ao que vão (ou podem ir), ninguém é prejudicado e não há nada de ilícito ou batoteiro.
Mais, qualquer clube tem uma ou outra contratação que falha. Contudo, desta forma, o clube e o jogador têm se se “aturar” mutuamente de Agosto até Dezembro para concretizarem o divórcio e cada um ir à sua vida. Está mal.
oMeuUserName
Quanto à primeira parte, o caso do Jhonder Cadiz é um excelente exemplo da utilidade desta medida. O que o Benfica faz é “secar” a concorrência, nada mais. Um jogador que estava a fazer uma boa época, era bastante falado para o Braga, e o Benfica chega, leva e empresta… Podemos também olhar para o caso do Schettine ou dos dois jogadores do Leixões, todos pretendidos pelo Braga e com o Benfica a aparecer depois a levar os jogadores do Leixões, sabendo que nenhum chegaria à equipa principal, e indiretamente “vetando” a transferência do Schettine para o Braga, isto apesar de, supostamente, o Braga até oferecer mais dinheiro ao Santa Clara. É este tipo de coisas que esta lei vai ajudar a parar. Todos conseguimos ver que, tanto o Cadiz como o Schettine, a terem sido contratados pelo Braga, fariam parte do plantel principal e seriam provavelmente escolhas regulares. O Benfica compra-os sabendo de antemão que não pretende dar-lhes sequer oportunidades. Tal como o Salvador Agra, o Candeias, o Benitez, o Arango, etc. E atenção, o Benfica aqui é só um exemplo, há mais casos noutros lados, mas estes foram os mais recentes que me vieram à cabeça, principalmente por envolverem o meu clube.
Quanto à segunda parte, até parece que é assim tão frequente os clubes contratarem alguém, descobrirem imediatamente que é uma contratação falhada e despachá-lo logo… Normalmente, os flops precisam de algum tempo para mostrarem que o são. O Pongolle era flop passadas 2 semanas de ser contratado? O Imbula? O Roberto? O Naby Sarr? O Adrian Lopez? O Emerson?
Um jogador que sai do clube passado 1/2 meses depois de ser contratado não pode ser uma contratação falhada, tem de ter sido contratado com poucas expectativas, certamente. Ou então algo de muito mau se passa com o departamento de scouting desse clube…
Rui Miguel Ribeiro
Eu penso que a motivação do Benfica nesses e noutros casos é ter outra área de negócio paralela ao capital desportivo caso decida ficar com o jogador. Quanto à competição entre clubes, muitos fazem-no e o próprio Braga certamente também já o fez “roubar” jogadores a equipa mais pequenas. Finalmente, e para usar os seus exemplos, não me parece que a contyratação do Cádiz e dos jogadores do Leixões tenha afectado o equilíbrio de valores entre o Benfica e o Braga.
No que diz respeito à 2ª parte, admito que tem razão. Há casos, mas são seguramente raros.
oMeuUserName
Eu não discuto a motivação, a motivação pode não ser “secar” os adversários e ser apenas um investimento para benefício financeiro futuro. Mas, sendo essa a motivação ou não, a verdade é que, por consequência deste tipo de negócios, os grandes “secam” o mercado. Uma coisa é disputar a contratação de jogadores com outros clubes, porque esses jogadores serão úteis à equipa, e aí o Braga já ganhou alguns (Rafa, Assis, Fransérgio, João Novais, entre outros) e perdeu outros (Eduardo Henrique, Welthon, Cadiz, etc.). Isso é perfeitamente normal, mas veja-se as diferenças entre estes 3 nomes que citei como perdidos. O Eduardo Henrique era pretendido por Braga e Sporting, acabou por escolher o Sporting. Talvez tivesse mais oportunidades no Braga, talvez não, a verdade é que o Sporting o contratou para o seu plantel e por acreditar nele. O Welthon foi disputado entre o Braga e o Vitória SC, sendo que chegou a admitir que recusou o Braga para ir para o Vitória. Ou seja, o próprio jogador escolheu entre 2 clubes onde sabia que seria aposta. O Cadiz é contratado pelo Benfica, sem que haja qualquer intenção do Benfica em manter o jogador no plantel. Ou seja, enfraqueceu o Vitória FC, impediu o Braga de se reforçar com um jogador que certamente seria aposta, e despachou o jogador para França para o por a render na montra. Não é ilegal, nem sequer acho que seja eticamente reprovável ou coisa do género. Simplesmente é mais uma coisa a ajudar a perpetuar o fosso entre grandes e pequenos, pois os clubes pequenos não conseguem segurar os seus melhores valores, os clubes médios ficam sem boas opções no mercado nacional, e o clube grande apenas quer o jogador como mercadoria. Este é o meu prisma de interesse, diminuir os eucaliptos que secam o que está à sua volta. E depois há ainda outro prisma, o de diminuir alguns negócios obscuros e de pagamentos de favores, como acontece algumas vezes neste tipo de negociata.
Rui Miguel Ribeiro
Negócios obscuros não gosto. Compreendo o que diz neste novo comentário e acho-o bastante lúcido, mas queria só sublinhar/ ressalvar um aspecto que tinha referido no post inicial: o outro clube, neste caso o Setúbal, perde o jogador, mas tem um encaixe que pode ser vital para atenuar as dificuldades financeiras.
oMeuUserName
Sim, o Setúbal faz um encaixe. Mas faria na mesma um encaixe se tivesse vendido o jogador ao Braga, por exemplo. No caso do Schettine, por exemplo, na altura até foi dito que a proposta do Braga seria superior à do Benfica, mas o Santa Clara recusou-se a vender ao Braga e o jogador recusou-se a ir para o Benfica. No caso do Cadiz, eu diria que o mais provável era as propostas dos 2 clubes serem equivalentes, o Vitória terá aceitado as duas, e o jogador escolheu o Benfica, provavelmente por acreditar nas suas capacidades e que conseguiria conquistar um lugar. Mas, segundo o que vi, este negócio não seria impedido por esta nova lei, visto que o Benfica emprestou o Cádiz, e esta lei exclui os empréstimos…
RomeuPaulo
Considero esta medida bastante positiva, muito provavelmente os dirigentes vão encontrar uma maneira de contornar esta situação, mas não é por isso que a medida deixa de ser positiva.
A esta medida, eu acrescentaria uma limitação de jogadores inscritos por clube.
Tiago Silva
Finalmente, já defendia esta medida há muito tempo, um pouco como se faz na NBA com os free-agents. Claro que não impede tudo porque é só aplicável por cá, mas a Federação não pode controlar lá fora portanto é uma medida muito positiva sim, e prova que o FPF está muito à frente da Liga.
Axel Matic
Da para contornar facilmente e o Benfica tem fundos para tal até acho que a equipa b pode usufruir desta medida pois a contratação de jogadores mais experientes que dão nas vistas em clubes de menor dimensão podem dar consistem a equipa b e depois em janeiro ou no ano seguinte empresta-se esses jogadores e vêm novos, fazendo um “ trading” até mais consciente e produtivo do atualmente feito que só traz instabilidade a essas contratações e ajuda a equipa b e os jovens a actuar num nível competitivo superior!
Dca
E o Benfica vai contratar o Cadiz e deixar Gonçalo Ramos no banco? Não me parece.
Axel Matic
Isso ao se põe em causa, eu estou a falar de um modelo de gestão da equipa b, durante curtos prazos apareceriam jogadores mais experientes(não necessariamente veteranos) para oferecer mais regularidade a equipa b e assim oferecer uma experiência competitiva benéfica para os jovens, que se assemelhe a uma verdadeira equipa sénior principal, não tem a ver com tapar nenhum nome em concreto, é conciliar a juventude com 3/4 jogadores mais maduros(+24 anos) na equipa principal.
Tiago Silva
Concordo Axel Matic, nem todos os miúdos estão preparados para a equipa B, e se o grupo tiver apenas miúdos também pode não ser bom. É importante os miúdos serem titulares e jogarem mas devem-se complementar sempre com jogadores mais experientes até para tapar um pouco o rótulo de equipa B ligado a miúdos apenas e ser mais parecido com uma equipa verdadeira. Estou de acordo contigo neste aspeto.
Chico
Isto já devia existir há muito tempo. Agora para isto ser uma realidade a nível internacional, têm que deixar de existir clubes satélites, como outros users já referiram. Se não o Benfica compra um clube numa primeira liga mais periférica e mantém o carrossel de jogadores e comissões.
Também abre um precedente complicado. Se um clube contratar um jogador que realmente se pensava que seria uma mais-valia e acaba por não o ser, tem que esperar até à próxima abertura de mercado para o dispensar. Isto pode acabar por também prejudicar os clubes pequenos, que acabam, por virtude das limitações financeiras, ter que fazer apostas cegas, particularmente no mercado brasileiro, de onde de vez em quando sacam umas trutas que os vão aguentando.
oMeuUserName
Não concordo com essa última parte dos clubes pequenos… Sim, eles fazem apostas cegas, mas quando as fazem, não as desfazem nas semanas seguintes, se correr mal. Normalmente acarretam com a má decisão até ao fim da época. Não são os pequenos que contratam jogadores para emprestar, nem se dão ao luxo de atirar o barro à parede para ver se cola. Muitas vezes atiram o barro à parede, mas se não colar, azar, não têm margem para se desfazer das más apostas no imediato. Por isso acho que nesse aspeto, os clubes mais pequenos vão continuar iguais, mas noutros vão melhorar. Por exemplo, vão conseguir segurar mais tempo os seus bons jogadores, porque os grandes vão pensar 2 vezes antes de os irem buscar, visto que já não se podem desfazer deles depois de 2/3 testes.
lpmpp
Em primeiro lugar, isto obriga os clubes a investir mais em scouting profissional e a contratar menos por “feeling” ou outros métodos idiotas. Em segundo lugar, obriga os clubes a ter de pensar bem antes de desistir de um jogador.
JoaoMiguel96
Também faz com que tenham que ter mais cuidado a contratar e, por consequência, pode levar a um melhoramento do scouting.
Antonio Clismo
Mas pode continuar a fazê-lo se esse clube for fora de Portugal. No caso do Benfica ter um clube satélite noutro país poderia perfeitamente colocar lá os jogadores que quisesse.
Esta lei é da FPF para o contexto português. Basicamente acabam-se os negócios obscuros por exemplo entre o Benfica e o Vit. de Setúbal ou Braga, entre o FC Porto e o B Sad ou Portimonense ou entre o Sporting e o Farense (embora sejam históricamente clubes próximos).
Mas conhecendo os dirigentes portugueses e o chico-espertismo reinante na área do futebol em Portugal, acredito que facilmente vão dar a volta a esta lei de alguma maneira.
Antonio Clismo
Estive a ler melhor a nova norma e retiro o que disse no comentário acima. Os clubes ficam mesmo impedidos de transaccionar jogadores por empréstimo até para o estrangeiro durante 4 meses depois de os contratarem.
Antonio Clismo
O problema é que as dezenas e dezenas de jogadores vindos dos estaduais do brasil para Portugal todos os Verões acabam por pagar as férias de muitos dirigentes naquela país todos os anos.
Também o Benfica será o mais prejudicado porque vai deixar de poder contratar jogadores avulso como o Jhonder Cádiz para depois podê-los colocar nos clubes que foram amigos na época anterior.
P. Pereira
Sim, o Dijon ajudou bastante o Benfica na época passada. Sem eles não tínhamos ganho o campeonato…
Nazgul
“O Benfica vai deixar de colocar jogadores nos clubes que foram amigos na época anterior”
O Benfica tem:
. Heri (Boavista)
. Alex (Gil)
. Diogo (fama)
. Zé golo (Portimão)
Bem o Gil nem estava na 1 divisão a época passada, o Boavista acho que nem há palavras, o Portimão é o Porto b è o Famalicão Tb não estava na 1 divisão e è do Jorge mendes!
Como um user disse no outro post “mais um belo comentário do nossos ciclista”
El Pipito
Zé Golo já não está em Portimão e foi para o Lechia Gdansk.
Antonio Clismo
Se não aproveitam esta pandemia para fazer as reformas necessárias ao nosso futebol então não sei quando poderá acontecer:
Os problemas vão manter-se:
Os clubes continuam perigosamente insustentáveis. Gestão amadora. Incapacidade de muitos clubes para se imiscuírem nas suas próprias zonas de acção, não existindo quase contacto com a comunidade. Estádios vazios e desinteresse geral. Escalões de formação completamente postas de parte, só mesmo porque a FPF obriga a ter escalões de formação, porque se pudessem, muitos clubes nem formações tinham. Scouting fraco. Departamentos científicos e de fisiologia completamente ultrapassados, muitos clubes até abdicam disso. Dívidas astronómicas. Pouca valorização do jogador português (há muito mais valorização do treinador português do que do jogador português).
Joga_Bonito
É apenas uma ilusão de medida. Uma verdadeira proibição deveria incidir sobre o número de jogadores sobre contrato de um clube e a proibição de empréstimos entre equipas do mesmo escalão. Empréstimos só a equipas fora do escalão. Para os miúdos cresceram há as equipas B.
Eu defendi para o meu Benfica um conjunto de medidas que agora defendo aqui no geral:
– o plantel principal apenas deve ter 25 jogadores. No máximo as equipas poderiam ter um extra de 5 jogadores contratados, com menos de 21 anos, além dos 25 para a principal. Mas esses, a serem contratados, deviam ir emprestados a equipas fora do escalão ou irem para a B e lá ficarem um ano. Mas na próxima época tinham de ser incluídos automaticamente no plantel principal e com isso tapavam outras vindas, porque o plantel só poderia ter 25 jogadores.
-Com estas medidas poder-se-ia impedir aquelas compra-fantasmas, aqueles jogadores que não vêm senão para comissões, porque se tivessem de ser incluídos no plantel e impedissem mais compras, os dirigentes tinham de depender deles para os resultados e com isso iamos ver se continuavam com os carroseis.
-O problema dos carrosséis é que qualquer dirigente percebe que basta 1 em 10 flops ser bom jogador, que se esse jogar e a bola entrar na baliza tudo é esquecido. Mas se tivessem de levar com os monos que compram e eles impedissem novas contratações, a partir daí os dirigentes passariam a pensar duas vezes em comprar cepos.
-Defendo também limites nas transferências da formação. Defendo que se pare de comprar tudo o que se mexe. Aplicar aí um sistema algo parecido ao que existia antes da lei bosman mas com algumas diferenças. Defendo aí que se limitem as compras na formação a 1 jogador por ano e se limitem esses planteis a 30 jogadores. Aqui alargo a 30 porque muitas vezes miúdos precoces podem ter de ser subidos de um escalão da formação para outro e para contemplar isso, alargaria aí o plantel a 30 jogadores. O jogador comprado poderia ser de qualquer nacionalidade, sou contra limitações com base na nacionalidade.
Creio que com estas medidas poder-se-ia impedir muitas compras fantasmas, que só servem para sangrar os clubes e reforçar os clubes com qualidade.
Deve-se regulamentar para impedir que a formação seja usada para colocar os monos que nada acrescentam.
Não há contudo coragem para regulamentar isto, parece-me que esta “medida” é só fumaça para dar o ar que se faz algo.
Haveriam outras medidas, como ter a coragem de impedir que empresários tenham quase todo o plantel de um clube como seus jogadores, o que configura conflito de interesses. Também impedir que equipas tenham mais de 5 jogadores emprestados. Defenderia outras medidas sobre o futebol de formação, mas não creio que este é o post ideal, e ainda tenho de pensar em algumas medidas e no seu impacto no futebol, mas deixo já estas.
Flavio Trindade
Joga Bonito,
Concordo na íntegra com as ideias que apresentas, mas também estou de acordo com esta medida da FPF (mais uma boa).
Não chega é um facto, mas tem que se começar por algum lado.
Joga_Bonito
Sim, a medida é boa, mas penso que é curta e infelizmente temo que seja fumaça, apenas exista para criar a impressão de alguma mudança.
Rui Miguel Ribeiro
Eu aprecio vários dos seus comentérios, mas acho que tem um fervor regulador excessivo.
Por exemplo, o sistema de empréstimos já está limitado e é algo que beneficia (ou pode beneficiar) as 3 partes envolvidas. Os 5 com inclusão obrigatória no plantel não faz qualquer sentido; podem ter sido um barrete e não se enquadrarem na equipa, podem eles próprios seguir outro rumo, enfim, não se pode manietar clubes e jogadores desta forma. Também não percebo porque quer limitar a uma aquisição para a formação por época.
Sem ofensa e salvaguardando a enorme diferença, fez-me lembrar a ultra-regulação dos Planos Quinquenais na URSS e na China
Joga_Bonito
eu sou a favor da fleixibilidade, mas em certos casos é preciso g«haver regulamentação para evitar abusos. Para tal é preciso existirem leis, porque não se pode implementar uma lei que diga “tragam só grandes jogadores”. Em última instância só se pode tentar com medidas emular bons princípios. As compras na formação só fazem sentido se for para trazer qualidade, mas muitas não o são. A maioria são bluffs ou favores a empresários. Sendo assim, a regulamentação evita abusos. Eu sei que haverão sempre coisas que nunca se poderão evitar e algumas injustiças, mas as leis boas podem ajudar a um melhor futebol. Como é que se impedem flops? Comece-se a impedir que se compram dezenas de jogadores, e se eles tiverem de ficar na equipa e os dirigentes tiverem de depender deles para terem resultados decerto que o scouting aumentava. Até aos anos 90, haviam muito menos compras, mas acertava-se mais. Qual a diferença? O dinheiro era pouco mas tinha de ser bem investido, porque se fosse flop era aquilo que se iria ter por muito tempo, não andavam estes carrosseis de entra e sai de jogadores, em que basta 1 em dez ser bom que tudo é perdoado. Eu sei que haverão problemas, e tão pouco isto são medidas finais, são apenas sugestões, para tentar reverter este caminho louco que se está a seguir.
Antonio Clismo
As leis dos direitos de formação também poderiam ser revistas. Não faz sentido nenhum um jogador de 15 anos não poder mudar para um clube que lhe daria mais oportunidades de evolução se este não tiver dezenas de milhares de euros para ressarcir o outro, mesmo ao nível da distrital isto acontece.
Joga_Bonito
Eu defendo isso há tempos. Já cheguei aqui a propor uma reconfiguração dos contratos e direitos na formação. Mas uma política de fundo exigiriam medidas mais profundas e ainda não pensei em tudo.
DiogoC
Isso poderia ser feito aumentando o valor do fundo de solidariedade de 5% para, por exemplo, 15%
kanjy6
Maioritariamente boa, mas e porque toda a medida tem um revés, veremos se não levará a um decréscimo da qualidade, é que contratar um jogador que afinal não serve e onde se é obrigado a ficar com ele pode tirar espaço a um jovem/boa contratação; além disso, pode fazer que não se aposte tanto em jovens pois não podem ir rodar para outro clube para ganhar estaleca!!
Antonio Clismo
Podem se forem da casa. Por exemplo esta regra evita que jogadores recém contratados possam ser emprestados. Não se aplica a jogadores jovens que são emprestados para ganharem estaleca.
Por exemplo, à luz desta nova lei, o Benfica poderia na mesma emprestar jogadores como o Nuno Santos ao Moreirense, uma vez que se trata de um jogador que está no Benfica há anos nos escalões de formação.
Marik
Pelo contrário, pode é levar a um aumento da qualidade geral das equipas médias e pequenas do nosso campeonato, pois assim os grandes não vão comprar jogadores que já sabem à partida que não servem, e pode ser que os clubes mais pequenas consigam reter mais tempo os bons jogadores que vão tendo.
Stromberg
Isto é tudo muito giro, mas se me permitem não passa de um falso moralismo…
Reparem: o que será preferível, que um clube compra um Cádiz por meia dúzia de tostões, o valorize a jogar em França e o venda por milhões ou que, pura e simplesmente, um clube entre na gestão de outro clube???
Que é algo já bastante usual em Inglaterra… já para não falar dos casos RB LEIPZIG, RB SALSZBURG ou Manchester City, New York City, Melbourne City…
Antonio Clismo
Sim porque claro que o Manchester City vai colocar jogadores no Melbourne City da Austrália de forma a potenciar jogadores…
Chico
Podia ter dito Girona. E não é que o Man City usou o Melbourne City para desenvolver o Aaron Mooy e depois vendê-lo por mais de 10 milhões de euros ao Huddersfield?
MuchoG
Parece que acabaram os Cádiz, Yony Gonzalez, Benitez, Hermes, Agras, Rakips, etc para o Benfica.
Marik
Excelente notícia! Mais uma boa medida da FPF, que reforça o que muita gente diz que devia ser a FPF a entidade responsável pela liga.
Antonio Clismo
A Liga de Clubes é um organismo que é gerida e mantida pelos 3 grandes e pelos seus interesses.
Já a FPF também é um covil de cunhas e tachos. Não é tanto como nos tempos do Gilberto Madaíl que era um autêntico amador a gerir a federação, mas os tachos continuam. Vejam os exemplos do José Couceiro que em 3 anos nada fez depois de ser contratado pela FPF para coordenador das selecções jovens. A única coisa que fez é dar entrevistas de vez em quando.
RomeuPaulo
Sem querer defender ou atacar o Couceiro ou a FPF, não consideras os processos de certificação de clubes e a reformulação dos campeonatos nacionais de sub15 e sub17 medidas positivas para a evolução do futebol de formação em Portugal?
Estigarribia
Marik,
Também defendo essa ideia. A Liga de Clubes deve ser extinta pois não faz nada para resolver os problemas do futebol português e Pedro Proença como presidente da Liga é quase uma figura decorativa e aquela carta ao Presidente da República e ao Ministro da Economia foi só mais um “tiro no pé”.
Saudações Leoninas
Estigarribia
Acho bem. E espero que esta medida seja para manter mesmo depois do COVID-19. Acabaram-se os negócios obscuros do mercado de transferências. Há jogadores que nem chegaram, por exemplo, a vestir a camisola do Benfica e do FC Porto.
Saudações Leoninas