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França na final do Mundial; Umtiti foi o herói; Varane esteve em destaque, Mbappé também voltou a dar nas vistas; Bélgica começou melhor mas a partir dos 30 minutos quebrou

Imagem: Daily Mail

França 1-0 Bélgica (Umtiti 51′)

A França levou a melhor frente à Bélgica e 12 anos depois regressou a uma final de um Mundial. Num duelo equilibrado, os Diabos Vermelhos até começaram melhor, acumularam mesmo várias oportunidades nos primeiros 25 minutos, mas a equipa de Deschamps começou a virar o jogo a partir da meia-hora e depois potenciou da melhor maneira o golo (praticamente não permitiu oportunidades na 2.ª parte). O improvável Samuel Umtiti (apenas 2 golos em duas épocas de Barça) decidiu na sequência de um canto, mas Lloris na fase inicial e Varane durante todo o encontro também foram decisivos, numa partida em que Mbappé teve vários pormenores de alto nível. Nos belgas (que vão lamentar não terem aproveitado a boa entrada), Hazard entrou com tudo mas depois acusou o desgaste, tal como Kevin de Bruyne. Já Courtois defendeu quase tudo, menos a cabeçada de Umtiti.

No que respeita ao encontro, começou vivo e com a Bélgica a dominar. Dos pés de Hazard saiu o primeiro lance de perigo, num remate cruzado que saiu ao lado. O craque do Chelsea esteve novamente perto de ser feliz pouco depois, num disparo que encontrou a cabeça de Varane no caminho da baliza. De seguida foi Alderweireld, na sequência de um canto, a obrigar Lloris a uma grande defesa. Com o passar dos minutos, a França foi equilibrando, tendo Giroud dado o primeiro aviso num cabeceamento que saiu ao lado. O avançado francês viria a ter nova chance, servido por Mbappé, mas finalizou mal quando se pedia mais. A grande oportunidade dos Bleus surgiu quando Mbappé deixou Pavard na cara de Courtois, mas o guardião belga evitou o golo com uma excelente intervenção, que manteve o nulo ao intervalo. Na segunda parte a primeira ocasião pertenceu aos Diabos Vermelhos, com Lukaku a cabecear por cima. No entanto, foi a seleção gaulesa a inaugurar o marcador na sequência de um canto por intermédio de Umtiti, que se antecipou ao 1º poste a Fellaini (a bola ainda bateu no belga) e cabeceou lá para dentro. Logo de seguida quase o 2-0 depois de Mbappé ter isolado Giroud com um pormenor absolutamente delicioso, mas Dembélé conseguiu o corte in extremis. A Bélgica ia tendo algumas dificuldades em reagir, mas esteve perto do empate numa cabeçada forte de Fellaini que saiu perto do poste. A partir daí, a turma de Roberto Martínez começou a pressionar mais, tendo Witsel testado Lloris com um disparo de fora da área. Até final, a França segurou bem a vantagem (ainda desaproveitou alguns lances, nomeadamente um remate de Tolisso para excelente defesa de Courtois) e garantiu a presença na final.

Destaques:

França – Dois anos depois os gauleses voltam a estar numa final de uma grande competição, consolidando este conjunto de jogadores como fazendo parte da máxima elite ao nível de selecções. Após a final do Mundial’2006, a selecção francesa viveu alguns anos de menor fulgor mas, com Deschamps (que em 2014 chegou aos quartos e só foi eliminada pela posteriormente campeão do mundo Alemanha) e este elenco (com bastantes jogadores que ainda deverão estar nos próximos grandes certames) a França está a recolocar-se entre os melhores, estando agora na terceira final de um Campeonato do Mundo (venceu em 1998 e perdeu em 2006). No começo da partida os vice-campeões europeus foram inferiores perante uma Bélgica que, com algumas novidades tácticas, criou dificuldades e fabricou ocasiões de perigo, mas partir dos 25/30 minutos a França esteve mais confortável. Após chegar ao 1-0 numa bola parada (tal como frente ao Uruguai), os gauleses voltaram a ser muito sólidos na defesa (Lloris pouco foi testado nos últimos 40 minutos), fazendo valer o seu bloco muito compacto, a sua capacidade física para repelir jogo aéreo e cruzamentos e gerindo a vantagem de maneira muito adulta. Individualmente, Lloris, tal como contra o Uruguai, não teve de intervir muito mas quando o fez foi decisivo (excelente parada a remate de Alderweireld) e Umtiti foi o herói ao antecipar-se a Fellaini ao primeiro poste, ao passo que Varane deu sequência a um Mundial tremendo e liderou a defesa, estando sempre atento para os cortes pelo ar ou pelo chão (cresceu muito no plano da agressividade e da concentração permanente). Mais à frente, Pogba voltou a estar bem, quer com bola (no 1.º tempo os melhores momentos da equipa surgiram quando pegou no jogo) quer sem ela (na 2.ª parte acompanhou as incursões de Fellaini e, quase como “um central”, foi fundamental a afastar o perigo) e Griezmann, sem muito contexto para brilhar, deixou a sua marca com a assistência para o golo. Giroud batalhou muito, teve a importância do costume mas quando teve a chance de finalizar foi perdulário e Mbappé deu, uma vez mais, espectáculo, com várias fintas, toques em habilidade e arranques em velocidade que foram fazendo pender a balança para o lado da França.

Bélgica – Ainda não é desta que esta geração dos diabos vermelhos chega a uma final, ainda que fique a clara sensação de crescimento face ao passado recente. Depois de em 2014 (no regresso a uma grande competição) e em 2016 (sendo eliminados por uma equipa inferior como o País de Gales) ter caídos nos quartos, a Bélgica não só sobe um degrau (volta a casa na meias) como conseguiu eliminar uma potência como o Brasil e lutar até ao fim frente a uma poderosa França. Roberto Martínez, em algo comum na sua carreira (fê-lo em momentos chave no Wigan e no Everton e no duelo contra o Brasil), mexeu tacticamente na equipa: perante a baixa de Meunier, voltou a uma defesa a 4 no momento sem bola (com Chadli na direita da defesa e Vertonghen na esquerda) mas, em posse, manteve a estrutura de 3 no sector recuado, dando Chadli largura na direita, penetrando Hazard pela esquerda e dando liberdade a Kevin De Bruyne. Esta abordagem deu superioridade à Bélgica nos primeiros 30 minutos, conseguindo criar oportunidades de golo mas, ao contrário do que sucedeu contra o Brasil, estas não foram concretizadas, os franceses foram melhorando e chegaram ao 1-0. Em desvantagem, a Bélgica tentou várias soluções (Fellaini e Lukaku juntos na área, Mertens a entrar pela direita e, no final, risco total com Carrasco pela esquerda) mas nunca conseguiu penetrar o bloco francês e criou muito perigo, saindo com uma sensação de certa impotência. Individualmente, Courtois negou o golo a Pavard e Tolisso com defesas fantásticas (é candidato a melhor guardião do Mundial), enquanto Vertonghen sofreu com Mbappé mas ainda assim tem o mérito de, mesmo quando era ultrapassado, manter-se “vivo” nos lances, dificultando a tarefa do jovem craque. Chadli teve muitas vezes espaço pela direita mas fartou-se de errar em termos de execução técnica (muitos cruzamentos defeituosos) e Fellaini começou o jogo como “polícia” de Pogba, tentou juntar-se a Lukaku na área (e só ele, no 2.º tempo, conseguiu cabecear na área francesa) mas tem a sua exibição marcada por ter-se deixado antecipar por Umtiti. Lukaku nunca teve espaço para “explodir” e Hazard voltou a fazer um grande jogo, saindo do Mundial como líder desta equipa. O jogador do Chelsea fartou-se de pegar na bola e desequilibrar, fazendo-o mesmo com a França em bloco muito baixo e quando já havia pouca esperança, levando a equipa consigo num esforço que merece ser aplaudido mas que não foi suficiente.

XI da França: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti, Lucas Hernandez; Pogba, Kanté, Matuidi; Mbappé, Giroud, Griezmann.

XI da Bélgica: Courtois; Alderweireld, Kompany, Vertonghen; Chadli, Witsel, Fellaini, Dembélé; De Bruyne, Lukaku, Hazard.

69 Comentários

  • touny71
    Posted Julho 11, 2018 at 3:09 am

    Mundial medíocre de Mertens

  • porra33
    Posted Julho 10, 2018 at 11:34 pm

    Não me venham com histórias pah Então que raio de treinador é que a perder deixa o Henry no banco? Fora de brincadeiras pareceu-me que Martinez esteve mal hoje no capítulo das substituições, em especial em deixar o Batshuayi tanto tempo fora do jogo, aos 80 tinha que ter tirado um dos centrais e ter metido mais um avançado, metê-lo aos 91 já não causou impacto, e mesmo a entrada de Ferreira-Carrasco também não produziu grandes efeitos…

  • RodolfoTrindade
    Posted Julho 10, 2018 at 11:26 pm

    Passou a melhor equipa!!!

    O Varane para mim está a ser o melhor jogador do mundial…

  • Afsc86
    Posted Julho 10, 2018 at 11:09 pm

    Ai aquele penalty (mal assinalado) do irão aos 90’ e estaríamos na outra metade das eliminatórias e almejávamos a final. Não tenho dúvidas eu conseguiríamos chegar lá como chegamos há 2 anos, com muito sofrimento, a vencer a croácias, Rússias ou inglaterras! Teríamos nova final com os franceses e o André Silva metia uma lá para dentro!! Que vença a Inglaterra agora!!
    Abraço

  • Kacal
    Posted Julho 10, 2018 at 10:55 pm

    Bem, “só” falta a Inglaterra vencer a Croácia e temos um França x Inglaterra na final, mal fomos eliminados com o Uruguai e a Espanha saiu com a Rússia, apostei nessa final na minha mente. Vamos lá ver. Estou a torcer que a Inglaterra e HurriKANE não desiludam!!

  • Flavio Trindade
    Posted Julho 10, 2018 at 10:31 pm

    Duas finais seguidas para os franceses, com toda a justiça.

    Não é que a Bélgica tenha estado mal,a França é que esteve melhor.

    A Bélgica fez um bom jogo, um bom Mundial, tem uma excelente geração, mas falta qualquer coisa.
    A começar no banco.
    Roberto Martinez não é mau, mas também não é grande coisa, e hoje as suas substituições provaram isso. Martinez quis ganhar o jogo jogando bem e apoiado, sem sacrificar o estilo, mas às vezes é preciso e não devia existir nenhuma vergonha nisso.

    Não quis jogar longo para Lukaku e Fellaini, com De Bruyne, Hazard e Mertens a aproveitarem as segundas bolas, e os franceses acabaram por estar muito cómodos a defender e mesmo em superioridade foram melhores, criando mais e melhores oportunidades.
    Fica para a próxima.

    A França prova que duas finais consecutivas em grandes provas não pode ser obra do acaso.
    Não há (salvo a Alemanha, mas Low desequilibrou a balança com a sua convocatória) nenhuma outra Selecção no mundo com tanta qualidade em tanta quantidade como os franceses neste momento.

    Quem baba por aquele futebol piroso da Espanha (cuja equipa não tem metade da qualidade nem quantidade desta França), ou mesmo o superhipermega favorito Brasil que limpou a fase de qualificação Sul Americana, mas que afinal… (e ainda há quem diga que na Europa é fácil..como se a Bolívia ou a Venezuela fossem potências)

    Ainda ficaram de fora muitos que entrariam de caras em qualquer equipa como Koscielny por lesão ou Benzema por opção, e muitos choraram a ausência de Rabiot (ia tirar o lugar a quem?)

    Um guarda redes que é um luxo e que pode ser que comece a obter os merecidos créditos.
    Dois centrais jovens e de tremenda qualidade que podem fazer mais dois mundiais (em Portugal fariam mais 3…).
    Até as surpreendentes apostas para laterais de Deschamps estão a revelar-se certeiras. Pavard…quem diria?
    Um meio campo fantástico com um verdadeiro trinco (Kante) rotativo, intenso (a jogar 3 velocidades acima dos trincos dos irmãos ibéricos), com um Matuidi ou um Tolisso a grande nível, e um Pogba em modo craque ( Mourinho que ligue a Deschamps para conselhos sobre como pôr Pogba a defender).

    E finalmente o melhor ataque do mundial.
    Um Giroud que luta, trabalha, defende e dá porrada nos centrais abrindo espaço para os dois craques poderem partir tudo.
    Griezmann é cada vez mais um avançado completo, e Mbappe nota-se a milhas que é daqueles talentos diferenciados (e só tem 19 anos…)

    Apesar de estar a torcer pela Inglaterra, esta França é porventura a melhor equipa deste mundial,e por conseguinte neste momento o principal candidato.

    • Kafka
      Posted Julho 11, 2018 at 12:52 am

      Aliás tem imensa piada tu agora desvalorizares o Brasil, quando na anrevisao do Mundial previste que o Brasil ia à final, e uma vez que o Brasil estava do mesmo lado do quadro da França, significa que previas que o Brasil eliminava a França… Mas agora só pq a bola não quis entrar contra a Bélgica e o Brasil perdeu, afinal para ti o Brasil e a América do Sul para ti já não presta, e afinal a França já é a melhor equipa… Mas já estamos habituados às tuas análises com base em simplesmente se a bola entra ou vai ao poste

      • Flavio Trindade
        Posted Julho 11, 2018 at 2:13 am

        Apenas outro exemplo para entenderes o que quero dizer.

        Contabilizando só as 10 melhores equipas, onde é que achas que o Brasil teria mais dificuldades numa qualificação?

        Brasil, Argentina, Uruguai, Colombia, Chile, Peru, Equador, Paraguai, Venezuela e Bolivia ou Brasil, Alemanha, França, Espanha, Itália, Inglaterra, Portugal, Bélgica, Croácia e Suíça?

        Não é por acaso que se diz com tida a razão que um Mundial não é mais que um Europeu com Brasil e Argentina…

        As Selecções sul americanas são fortes? São. A qualificação em regime de liga torna tudo mais equilibrado? Torna.
        Há muita mas mesmo muira Selecção na Europa que é só decorativa? Certissimo.

        Que é mais fácil a uma equipa de top sul americana garantir vaga no mundial que a uma europeia? Parece-me evidente.

        Basta uma equipa de top na Europa ter um ciclo mau para baixar no ranking e acontecer o que aconteceu à Itália que calhou num grupo com a Espanha onde só passava um.

        Eu pessoalmente fiquei bem maus triste com a não presença da Itália pela qualidade e até pelo estatuto do que pelo Paraguai por exemplo (desculpa lá Tacuara não foi por mal…)

        • SenyorPuyol
          Posted Julho 11, 2018 at 10:40 am

          As comparações que você faz, não fazem sentido, você compara os 10 melhores (em 54 seleções) de uma confederação com o total de 10 da outra… Sendo que as 10 da UEFA nunca se defrontam todas no mesmo grupo.
          Se for ver a proporção, 10 em 54 arredonda-se para um quinto das seleções, um quinto das seleções sul-americanas são 2… Brasil e Argentina, precisamente o número de seleções que você coloca ao nível das melhores europeias.

          A questão do mais fácil parece-me relativo, qualquer selecção de topo europeia tem condições para garantir a qualificação, basta competência. Nos 9 grupos, 6 seleções passaram em primeiro lugar com mais de 25 pontos em 30 possíveis (Portugal, Alemanha, Polónia, Inglaterra, Espanha e Bélgica), apenas França, Sérvia e Islândia não conseguiram. Somando os resultados dos 9 primeiros lugares, houve 6 derrotas. Fazendo o mesmo para os segundos lugares, são 18 derrotas, uma média de 2 por equipa. Como vê, basta competência para assegurar, no mínimo, o Play-off.

          Agora fazendo um exercício de ver o últimos classificado de cada grupo da qualificação europeia (um sexto da confederação), temos Bielorrússia, Andorra, San Marino, Moldávia, Cazaquistão, Malta, Liechtenstein, Gibraltar e Kosovo, todas estas seleções juntas fizeram 16 pontos… Venezuela e Bolívia fizeram 12 e 14 pontos respetivamente… sozinhas, em que confederação acha que há mais probabilidade de perder pontos com as piores equipas?

          Vendo agora os quertos e quintos lugares, temos Bulgária, Luxemburgo, Ilhas Faroé, Letónia, Noruega, Azerbaijão, Áustria, Geórgia, Roménia, Arménia, Eslovénia, Lituânia, Israel, Macedónia, Estónia, Chipre, Turquia e Finlandia (lembro que em alguns destes países, mais de metade dos jogadores não são profissionais), o equivalente na América do Sul para estes lugares seriam o Equador, o Paraguai e o Chile. Na Europa, só Bulgária, Noruega, Áustria, Roménia e Turquia estariam ao nível dessas três, são 5 em 18… (isto na minha opinião, claro.)
          Vencer os dois jogos com a metade inferior do grupo garante 18 pontos… todas as seleções nos dois primeiros lugares dos grupos da zona europeia tiveram 18 pontos ou mais (o que não significa que tenham ganho os jogos a essas equipas mais fracas, é certo). Na América do Sul, ganhar os dois jogos a todas as seleções da metade inferior do grupo assegura 30 pontos, só duas conseguiram passar essa pontuação, Brasil e Uruguai.

          Peço desculpa encher isto de números e estatísticas, mas começa a ser a única forma que encontro de debater algo consigo, vê-lo dizer que a diferença Brasil/Venezuela é equivalente a uma Alemanha/Lituânia tira-me a esperança de o convencer por palavras.

          • Flavio Trindade
            Posted Julho 11, 2018 at 11:13 am

            Puyol,
            Primeiro não podes dizer que tenho algo contra a América do Sul…dou essa de barato porque não me conheces de lado nenhum, mas posso te dizer que não só não é verdade como sendo filho de um brasileiro e tendo inclusivamente lá morado vários anos só tenho é apreço e agradecimento por culturalmente ter essa influência.

            De resto não tens que me convencer de nada. São opiniões. Cada um tem a sua.

            E discutir diferenças de opinião é o que nos faz crescer como indivíduos. Podemos até nem gostar, mas temos que as debater e entender.

            Para mim não faz qualquer sentido o modelo de qualificação, nem o percentual de vagas atribuido a uma confederação que nem sequer representa um continente, mas parte dele.

            Far-me-ia muito mais sentido que a qualificação fosse continental e englobasse toda a América e não apenas parte dela.

            Em vez de 18 jogos, fazer 10 no máximo, em fases de grupos de 5 e englobando todas as Selecções americanas.
            Os cabeças de série iam ser os mesmos, o número de vagas não iria diminuir e com quase toda a certeza as Selecções qualificadas iam ser as mesmas também.

            Mas a mim parece-me mais lógico e mais justo ter 8 vagas para 25/30 Selecções porque é um Continente onde não falta qualidade, a ter uma zona de qualificação segmentada onde uma confederação garante metade das suas equipas, o que não acontece em lado nenhum.

            • SenyorPuyol
              Posted Julho 11, 2018 at 12:09 pm

              Precisamente por não o conhecer, baseio o que digo no que demonstra nas suas posições, era isso que estava a transparecer, por isso o disse, se o ofendi, peço desculpa.

              Convencer não foi a palavra correta, mas tem razão nesse aspecto.

              Não é questão de não gostar, é questão de ser incoerente e contraditório. As suas opiniões são perfeitamente válidas, as suas justificações e raciocínio é que me impedem de entender.

              A CONMEBOL tem 6 seleções entre as 20 primeiras do Ranking FIFA. Nos últimos mundias passaram da fase de grupos:
              4 em 5 em 2018
              5 em 6 em 2014
              5 em 5 em 2010
              3 em 4 em 2006
              Melhores resultados que as confederações Asiática e Africana e no entanto tem 4 classificados DIRETOS tal como a Ásia e menos que a África.
              Definam-se os percentuais como se quiser, mas penso que o espectáculo sai beneficiado com as vagas da América do Sul.

              A qualificação É continental, eu também cresci na América do Sul e vejo a América como um único continente, mas o modelo convencional, que é o mais usado na Europa Central (onde a FIFA foi fundada e tem sede) estipula 7 continentes, com a América dividida em 2.

              A UEFA tem 13 vagas…

              • Flavio Trindade
                Posted Julho 11, 2018 at 3:04 pm

                Tranquilo Puyol. Estás à vontade. Estamos apenas a trocar ideias.

                Como é lógico percebo e compreendo o teu ponto de vista.

                E como é lógico também a maioria das Selecções sul americanas (excepção feita à Bolívia que estão bem atrás dos demais) são equipas de nível alto e que podem evidentemente estar num top 20 mundial.

                O Chile por exemplo foi um crime ficar de fora (embora tenha ficado por culpa própria) tal como Selecções históricas como a Itália ou a Holanda.

                O formato da qualificação é que censuro.

                Primeiro pelo número excessivo de jogos num calendário sul americano já de si apertado.

                Seria como te disse, mais justo e até mais interessante o formato europeu aplicado ao continente americano na totalidade.

                Grupos mais curtos, menos jogos, menos desgaste para os jogadores e até seria melhor em termos de mercado porque iria potenciar mercados futebolisticos como os Estados Unidos e o Mexico.

                A própria Copa América já adoptou esse modelo mais abrangente e que penso que beneficia o espectáculo.

      • Flavio Trindade
        Posted Julho 11, 2018 at 1:42 am

        Rapaz,

        A ansia de teres sempre razão torna-te chato e tu até és bom rapaz.

        Mas sabes sequer ler ou só tens memória selectiva?

        O que é que tem dizer que a França tem mais e melhor qualidade que o Brasil, que diga-se, neste momento não é mentira nenhuma, tem a ver com “previsões” para o vencedor?

        Eu esperava que fosse a Alemanha, e vê lá como isso correu…

        E sim, esperava muito mais do Brasil e não contava com um colectivo tão coeso da França nem que o Tite fosse tão conservador, nem que as fitas do Neymar fossem tão preponderantes.

        As minhas “previsões” foram tão boas como as da maioria e tão boas como as tuas quando disseste que a Espanha caindo na parte fácil do quadro ia limpar tudo até à final… mas a bola também não entrou e o Akinfeev defendeu os penalties.
        Estavas enganado?
        Se calhar não já que a maioria pensava o mesmo que tu.

        Aliás as previsões de toda a gente que deu opinião, falharam todas quanto ao vencedor. Todas.

        E isto significa que toda a gente muda de opinião conforme a bola entra.

        Quanto às qualificações a opinião sobre o nível de dificuldade nada tem a ver com jogar em altitude ou com temperaturas ou humidades excessivas tipo Qatar.
        Isso são condicionantes que têm impacto na preparação dos jogos, da mesma forma como não é igual jogar em Trás os Montes às 3 da tarde em Agosto ou em Moscovo às 19h em Janeiro…

        A opinião tem a ver apenas com equilibrio e número de vagas.
        Diz-me 1 confederação que tenha garantidas metade das vagas para os seus participantes?
        E quer queiras quer não a diferença em condições normais entre um Brasil e uma Argentina e uma Bolivia ou uma Venezuela é igual à diferença entre uma selecção grande na Europa e uma Lituânia ou uma Georgia.

      • Joao D
        Posted Julho 11, 2018 at 1:32 am

        Não vás por aí, Kafka. As análises do Flávio são das melhores do VM.

    • Kafka
      Posted Julho 10, 2018 at 11:14 pm

      Aliás gostava imenso de ver um Mundial realizado a 4 mil metros de altitude em LA Paz e depois conversavamos sobre a extrema dificuldade que é jogar na América do Sul, ao invés da dificuldade extrema que é jogar com as Ilhas Faroé ao nível do mar, que dificuldade, upa upa

      • Flavio Trindade
        Posted Julho 10, 2018 at 11:53 pm

        E ainda assim a Bolivia não vai a um Mundial há mais de 20 anos e nenhum clube (sublinho nenhum clube) boliviano ganhou a Libertadores.

        De facto a comparação que fazes é correcta, comparar a 10melhor selecção da América do Sul com a 55 Selecção do ranking europeu…

        Consegue ser bem mais difícil a qualificação em África do que na América do Sul pela quantidade de Selecções da mesma valia.
        Basta ver que a Nigeria para chegar à Russia teve que limpar um grupo com Camarões, Argélia e Zâmbia e já tinham feito qualificações até à fase de grupos.

        Melhor que na América do Sul onde metade (!!!) passam ao mundial só mesmo na América do Norte ou na Oceânia quando a Austrália ainda lá jogava.

        • SenyorPuyol
          Posted Julho 11, 2018 at 1:03 am

          Você, simplesmente, tem algo contra a América do Sul.

        • Kafka
          Posted Julho 11, 2018 at 12:36 am

          Ah e a cereja no topo do bolo é ires buscar as medíocre seleções africanas que MAIS UMA VEZ foram TODAS de vela na fase de grupos, conseguindo até ser eliminadas pelo Japão, haja noção pelo amor de Deus

        • Kafka
          Posted Julho 11, 2018 at 12:33 am

          O facto da Bolívia não ir a um Mundial, não invalida a dificuldade extrema que é lá jogar seja para que seleção for… Mas para perceberes isto, tinha de há ter feito desporto na vida, para perceberes a dificuldade extrema que é respirar a um nível de competição a mais de 2 mil metros de altitude

          Comparares a mediocridade do apuramento europeu onde os grupos são 1 equipa forte, 1 assim assim e o resto para bater em mortos e tudo ao nível do mar, com a dificuldade extrema que é jogar na América do Sul, é no minimo falta de noção… Ainda para mais dizeres que Brasil e Argentina não passavam nos medíocres grupos da qualificação europeia, ahaha… Tão bom

    • Kafka
      Posted Julho 10, 2018 at 11:04 pm

      Bolivia e Venezuela jogam no Céu a 2 e 3 mil metros de altitude, desvalorizares a dificuldade extrema que é jogar nestas condições só pode ser de alguém que nunca fez desporto na vida…. TODAS, e repito TODAS as seleções Mundiais correm o risco de ir à Bolívia a 3000 metros de altitude e sair de lá com 3 ou 4 no bucho… Já Andorra e Luxemburgo é para nos rirmos certo

      • SenyorPuyol
        Posted Julho 11, 2018 at 12:19 am

        A Venezuela joga no máximo a 900 m ;)
        Ainda assim concordo, comparar a exigência da qualificação sul-americana com a Europeia não tem ponta por onde se lhe pegue.

      • Flavio Trindade
        Posted Julho 10, 2018 at 11:35 pm

        As tuas noções de geografia estão um bocado distorcidas…
        A Venezuela fica a 2000m do nível do mar? Em que planeta?

        Se me falares do Equador…

        Quanto à fase de qualificação é como te digo, são 10 equipas…10!!!

        E se a pior é a Bolivia ou a décima melhor, na Europa é a Holanda…
        E a décima primeira é a Itália.
        E a Islândia que há bem pouco tempo atrás não aparecia sequer no top 70, empatou com a Argentina.

        Israel ou até mesmo a Rússia que em termos de ranking de Selecções está às portas do trigésimo lugar na Europa ganhava fácil à Bolívia em casa.

        O Brasil ou a Argentina ou o Uruguai se calhar viam-se lixados num grupo europeu onde só passa o primeiro e o segundo vai ao playoff.

        Na América do Sul são 10 equipas e 5 têm lugar garantido…

        • SenyorPuyol
          Posted Julho 11, 2018 at 1:00 am

          Isso é falacioso. Se aplicar o mesmo raciocínio, os grupos da qualificação europeia têm 6 equipas, se a sexta melhor desse grupo é a Andorra, na América do Sul, para este Mundial foi o Chile…

          Na zona europeia as seleções de topo defrontam no máximo duas selecções de segundo nível, sendo que na maioria dos casos defrontam apenas uma ou nenhuma, basta competência para assegurar o play-off, assim como na zona sul-americana, sim, porque não são 5 que têm o lugar garantido, são 4.

          Eu não teria tanta certeza dessa vitória do Israel contra uma Bolívia, mas são opiniões.

        • Kafka
          Posted Julho 11, 2018 at 12:38 am

          Melhor ainda é dizeres que Israel e Rússia ganhavam fácil em LA Paz, epah tão mas tão bom, adoro… Pergunta sincera, alguma vez fizeste desporto na vida em altitude?

          • Flavio Trindade
            Posted Julho 11, 2018 at 1:49 am

            Em casa…
            Tens que ler melhor.
            O sujeito da frase é a Russia e Israel…

            É pá, não tens que ter como é lógico a mesma opinião que eu, mas não tens que dar outro sentido às frases só porque te dá jeito

      • Joao D
        Posted Julho 10, 2018 at 11:27 pm

        E não é só a Bolívia e a Venezuela. Bogotá fica a 3000 metros de altitude.

        A qualificação sulamericana é muito difícil pelas características geográficas e culturais do continente e pela qualidade das equipas.

        Bolívia, Venezuela, Paraguai, Equador são equipas fraquinhas mas em casa criam sempre muitas dificuldades.
        Portugal não tinha hipóteses nesses países.

  • Vespas
    Posted Julho 10, 2018 at 10:15 pm

    A Bélgica não vai à final porque ganhou à Inglaterra (os 3 leões foram bem inteligentes).

    Continuo sem perceber o fascínio pelo seleccionar Belga, ele tem uma grande equipa, ganhar ao Brasil não é surpresa, surpresa é a perder tirar o Felaini que só serve para ir para a área para o chuveirinho, se tivesse uma estatura média jogava no Leixões com sorte.

    De resto, as equipas que jogam na “espetativa” continuam a ganhar na maioria dos jogos, o que não é propriamente bom para o espetáculo.

    • SenyorPuyol
      Posted Julho 11, 2018 at 12:14 am

      Em relação a Martinez, táticamente tem sido fantástico, tal como Dalic e em segundo plano, Souhtgate, Deschamps, Tite e Tabaréz (com estilos diferentes entre eles), faltou-lhe foi a experiência e o estofo que Deschamps já demonstra (tudo isto na minha opinião).

      Não sei se se estava a referir ao jogo de hoje mas a França não jogou na expectativa, começou resguardada para assimilar o sistema e modelo dos Belgas e a partir da meia hora passou para cima do jogo, simplesmente não conseguia sair pelo meio porque a Bélgica cortou essa via, o que se repercutiu na posse de bola, que neste caso, não reflete quem dominou os momentos do jogo, mais uma vez, na minha opinião.

    • Kafka
      Posted Julho 11, 2018 at 12:04 am

      Verdade, na altura frisei isso mesmo, o tremendo erro que a Bélgica cometeu ao vencer a Inglaterra, tinham de ter jogado para perder esse jogo

  • Diogo Cunha Ribeiro
    Posted Julho 10, 2018 at 10:11 pm

    Cuidado com esta França em modo Fernando Santos, vão ser campeões do mundo!!!

    • SenyorPuyol
      Posted Julho 11, 2018 at 12:03 am

      Modo Fernando Santos?
      Estes sabem atacar e sabem sair da pressão, sabem explorar a largura e profundidade do campo, o trabalho dos laterais franceses, do ponta de lança e do duplo-pivot são de tudo menos de “modo Fernando Santos”.

    • PedroAlmeidaSLB
      Posted Julho 10, 2018 at 10:34 pm

      Com a “ligeira” diferença de que “só” empatou um jogo e sabe o que é jogar futebol, não é como aquele campeão de empatas de 2016.

  • Estigarribia
    Posted Julho 10, 2018 at 9:18 pm

    Continuo com a esperança de que a Croácia vai à final e vai vencer os franceses.

    Se a França vence o Mundial de 2018 ninguém os vai calar e aturar. Por isso vou fazer figas para que a Croácia elimine a Inglaterra e que vença o Mundial.

    • Teixas
      Posted Julho 10, 2018 at 9:38 pm

      Essa dos ninguém os cala é boa. E se vencesse a Inglaterra? Ainda não venceram o Mundial e eles estão loucos! E a Croácia? O pessoal de leste só gosta de fazer barulho. E o Brasil? Que já estava a cantar o hexa.

      E nós? Que com um futebol podre ganhamos o Europeu. Não fomos insuportáveis? Ainda por cima na França onde somos muitos?

      Eles que ganhem o Mundial, são claramente a melhor equipa e merecem. E eu torço pela Inglaterra.

    • mcthespecialone
      Posted Julho 10, 2018 at 9:28 pm

      Pelo menos, fomos campeões da europa contra os campeões mundiais.

  • Joaquim O
    Posted Julho 10, 2018 at 9:17 pm

    Coitado do Neymar que fugiu da sombra do Messi para ir para a sombra do MBappé :)

    Acredito que França vai ser campeã este ano. nem Inglaterra nem Croacia vão conseguir superar esta equipa muito equilibrada.

    Pavard é a grande surpresa desta equipa, esta a fazer um excelente mundial, se continuar assim não vai ficar muito tempo em stuttgart.
    O meio campo com Pogba, Kanté e Matuidi é fortissimo fisicamente e tecnicamente, aggressivo, pressiona e recupera muitas bolas.
    O Lloris é um do melhores guarda redes do mundo sem duvida.
    Os centrais são muito solidos, e o ataque também muito competente, não dá hipotese.

    • Nome sem Caracteres Ilegais
      Posted Julho 10, 2018 at 11:30 pm

      Neymar na sombra de Mbappé? Não sei, não…é que não só o brasileiro marcou mais golos na temporada passada como também o francês – a meu ver – não está exatamente inserido num bom contexto para fazer sombra a um jogador como Neymar.

      É meu desejo que Mbappé faça sombra a Neymar, porque o francês é o meu jogador jovem favorito. Mas por enquanto não sei se a expressão se adequa. Talvez no futuro, não sei.

      • Xyeh
        Posted Julho 11, 2018 at 9:09 am

        Se a França for campeã mundial vais ver o PSG a mudar os focos para o Mbappé, o Neymar infelizmente parece-me outro Robinho ou Denilson, muito talento mas pouca vontade de trabalhar.

  • António Hess
    Posted Julho 10, 2018 at 9:06 pm

    Últimas 3 fases finais da França antes de Deschamps: 2 eliminações na fase de grupos; 1 eliminação nos quartos de final;
    3 fases finais da França com Deschamps: 1 eliminação nos quartos de final; 2 finais.

    Até pode não ser o treinador mais brilhante do Mundo (e até admito que está longe de o ser), mas Deschamps continua a marcar o seu legado (e este ano com a saída de Zidane do Real a pressão aumentou imenso) e no Domingo pode tornar-se apenas no 3º indivíduo na História deste jogo a conquistar a Copa enquanto jogador e seleccionador (e até era ele o capitão daquela França de 98…). Os gauleses controlam o jogo como poucos, cada jogador tem uma tarefa bem vincada (Giroud, mesmo não marcando, faz uma trabalho excepcional, que permite libertar Griezmann e Mbappé; Pogba está a nível top) e com esta solidez partirão como incontestáveis favoritos para a final – seja perante Croácia, seja com Inglaterra.

  • 100Clubismo
    Posted Julho 10, 2018 at 9:04 pm

    Ao ver este jogo e não só, percebemos logo que tanto Hazard como Mbappé são melhores do que o mergulhador Neymar, que tem mais nome do que outra coisa qualquer. O Neymar ficou com a imagem tão chamuscada, que para recuperar a confiança das pessoas, é so ele parar de simular faltas, o que não é difícil.
    Para mim, Mbappé vai ser o sucessor de CR7 e Messi, e futuro melhor do mundo, não Neymar. Já Hazard é um génio, um mágico com a bola nos pés. Merece um clube muito melhor do que o Chelsea, talvez seja desta.
    Neymar é bom jogador, ligeiramente abaixo de Mbappé, que no futuro pode ser muito, mas muito melhor do que ele, e mais abaixo ainda do Hazard. Há que desmistificar essa história de que Neymar é o terceiro melhor do mundo. Existem, no mínimo, uns 15 jogadores melhores do que ele.

    • vfcquiterio
      Posted Julho 10, 2018 at 11:53 pm

      Só vejo uma coisa nwgativa no hazard, demora uma eternidade a livrar-se da bola! Tem de passar mais vezes e ser mais rapido! Aquele primeiro lance de perigo… era só passar para o Lukaku!

    • Nodlehs
      Posted Julho 10, 2018 at 10:45 pm

      Concordo com tudo menos com os 15 jogadores… Top 10 até aceito hehehe Mas claro que isto vai muito pelos gostos de cada um

    • PedroAlmeidaSLB
      Posted Julho 10, 2018 at 10:38 pm

      Das duas uma, ou é mais um daquelas que passou a odiar o Neymar há uns dias, ou então é mesmo contra brasileiros. O Neymar tem números que envergonham a maioria dos jogadores, excepto aqueles dois que bem sabemos. Ele vai bater todos os recordes a nível de seleções, e de clubes só não bate porque se lesiona (ou o lesionam) com muita frequência. O Mbappé ainda tem de comer muita sopinha, ou vai ser ouro Fábio Paím.

      • Mantorras
        Posted Julho 11, 2018 at 5:17 am

        Concordo com o que dizes do Neymar, mas Mbapoe comer sopinha? Fabio Paim? Eh pah por esta altura nao reconhecer o fenomeno que ali esta e grave.

        • PedroAlmeidaSLB
          Posted Julho 11, 2018 at 12:32 pm

          É exatamente isso, tem muito talento mas anda a perder-se em vedetismos. Está a faltar-lhe banco para crescer.

  • Rodrigo Ferreira
    Posted Julho 10, 2018 at 9:04 pm

    Um bom jogo e a vitória da consistência. A França tem sido muito regular e merece estar na final. Ninguém tem estado brilhante em todos os jogos, mas também ninguém tem estado mal. A defesa é muito forte (Varane faz hoje outro super jogo, Umtiti decide e os laterais dão um grande equilíbrio) e os dois médios dão um grande suporte à frente da defesa. Pogba hoje fez um trabalho notável em prol do colectivo, Kanté é a máquina habitual. Entendem-se muito bem e bloqueiam o corredor central completamente. A Bélgica apenas incomodou nos raides de Hazard na 1.ª meia hora, ele que consegue desequilibrar qualquer defesa, e em cruzamentos de Mertens e KdB no 2.º tempo. Lukaku não conseguiu finalizar e muito se deve à organização e qualidade do processo defensivo francês. Já Lloris muito bem de novo a dizer presente quando foi preciso.
    De resto, Giroud não é top-10 mundial, mas é um avançado que dá soluções e que trabalha muito. Contudo, tem de marcar aquela bola do Mbappé. Mbappé esse fenómeno. Não é só velocidade, de facto, tem um talento enorme e são apenas 19 anos. Poderá ser uma estreia histórica em Mundiais para o menino. Quanto a Griezmann, mais uma intervenção directa no golo. Muito bem.

    Em relação à Bélgica, pena que caiam, mas alguém tinha de sair. O jogo foi muito bom sob vários pontos de vista e muito se deve à qualidade desta formação belga. Martínez preparou bem o jogo novamente, conseguindo libertar Hazard e forçando a França a estar mais baixa fruto dos movimentos de Fellaini junto de Lukaku, mas com o decorrer do tempo a defensiva e o meio-campo francês começaram a perceber melhor esses movimentos, Pavard teve outro auxílio e só pelo ar conseguiram incomodar na área contrária. Creio que a entrada de Carrasco não foi feliz (pedia-se Januzaj), mas o momento da Bélgica foi na 1.ª parte e acabou por não ser aproveitado.

    Por fim, uma palavra para a RTP. É muito mais agradável seguir um jogo quando os comentários são de qualidade.

    • andrew65
      Posted Julho 11, 2018 at 9:31 am

      Ia referir exactamente isso, os comentários por parte do Carlos Daniel que acrescentam muito ao jogo. É sempre agradável ouvir as suas análises.

  • Alvaromoreira
    Posted Julho 10, 2018 at 9:03 pm

    Fiquei desiludido com a cobardia do mbappe nos últimos instantes, escondendo a bola como uma criança, é certo que era a final de um mundial em jogo, mas momentos destes são puro anti jogo. Quanto ao jogo, a Bélgica merecia nem que fosse um empate pela exebiçao que fez. De bruyne e lukaku apagados, hazard sozinho não chega. Deschamps na final de uma grande competição pelo segundo ano seguido, e ao contrario da Inglaterra apanhou equipas fortes, não uma Suécia desta vida. Ainda assim pela rivalidade existente, frança e Inglaterra é a minha final. Quanto ao arbitro do jogo, bem no global, mas fiquei com a sensação que na duvida ia sempre pro lado dos franceses.

  • Kafka
    Posted Julho 10, 2018 at 9:03 pm

    A França não me falhou, era a minha aposta antes do Mundial para ir a final neste lado do quadro e tal como esperado confirmaram o favoritismo que lhes dei antes do Mundial

  • Bruno_Costa
    Posted Julho 10, 2018 at 9:02 pm

    Belgica com uma boa primeira parte mas depois acusou falta de idéias. Também devido á organização defensiva da França. Belgica continua com uma geração de ouro para o próximo europeu mas talvez vai ter que ser mais pragmática.

    Quanto á França, parece que aprenderam com Portugal. Em determinadas fases do jogo, 11 atrás no seu meio campo, mas a diferença está na qualidade dos executores, principalmente na defesa e meio campo durante transições defensivas. Não precisam de muitas oportunidades para fazerem a diferença. Este 4-2-3-1 parece que vai ser suficiente para ganhar o Mundial.

  • Tiago Silva
    Posted Julho 10, 2018 at 9:02 pm

    Bom jogo de futebol! A França esteve pragmática, soube gerir o jogo e acabou por marcar numa bola parada. A Bélgica estudou bem a França e conseguiu anular na primeira parte e no início da segunda, mas depois expõe-se mais e a França até esteve perto do segundo no final.

    Individualmente destaco Hazard e De Bruyne do lado da Bélgica (então o primeiro nunca perde a bola!). Da França destaco o MVP do jogo: Raphael Varane! Esteve imperial, nada passou por ele! Também Mbappé e Griezmann criaram problemas, apesar do segundo por vezes definir mal.

    Penso que a vitoria foi justa e prevejo um França – Inglaterra na final.

  • Joao D
    Posted Julho 10, 2018 at 8:58 pm

    Jogo desinpirado da Bélgica…

  • mcthespecialone
    Posted Julho 10, 2018 at 8:57 pm

    A Bélgica entra a matar no jogo adotando um 3-4-2-1 a atacar com uma linha de 3 com Alderweireld, Kompany e Vertonghen, Hazard a abrir na esquerda e Chadli na direita, Witsel e Dembelé a funcionar como duplo pivot e com De Bruyne e Fellaini numa linha mais à frente. De bruyne com uma tarefa mais criativa e Fellaini com a tarefa ofensiva de reforçar a presença da Bélgica na área francesa aparecendo por vezes a par com Lukaku e a tarefa defensiva de marcar individualmente Pogba (e este a ele).

    Claramente a França não estava à espera de defender tão baixo como acabou para acontecer. A presença de Fellaini naquela zona condicionou todo o posicionamento da França.
    Posto isto, o ponto principal da estratégia francesa era defender bem tapando todos os espaços.
    No ultimo quarto de hora da primeira parte, a França passa a ser menos passiva a defender e consegue roubar a bola à Bélgica para lançar alguns contrataques principalmente através de Pogba e Griezmann.

    Na segunda parte, o Giroud passou a defender mais recuado condicionando o duplo pivot da Bélgica nomeadamente Witsel.
    Aquele golo a abrir a segunda parte fez a Bélgica quebrar em termos animicos.
    Com a entrada de Mertens, De Bruyne passou a jogar mais recuado em linha com Witsel. Algo que só faz sentido porque a Bélgica precisava de arriscar mais porque tirar De Bruyne de zonas mais adiantadas é prejudicar o seu jogo. Para remendar esta situação, por vezes Hazard vinha buscar jogo mais atrás permitindo a subida do De Bruyne e aí a Bélgica melhorava.

    Destaques:

    Importância tática do GIROUD a defender (condicionou o duplo pivot Belga) e a atacar (é a principal referência do ataque quando a França quer jogar mais direto ou em apoio)

    O plano que Martínez atribuiu a Fellaini acabou por não ser eficaz. Muito por culpa de POGBA que se juntava aos dois centrais.

    HAZARD foi o grande desiquilibrador do ataque da Bélgica.

    Deschamps encontrou a chave do sucesso da França: MATUIDI. Ele multiplica-se em dois um pouco à imagem de Kanté ora fechando o lado esquerdo ora juntando-se a Pogba e Kanté no meio-campo.

    PS: Mbappé pára com os tiques de Neymar !!!! Constantemente a procurar o conflito.

    • SenyorPuyol
      Posted Julho 11, 2018 at 12:42 am

      Tenho gostado dos seus comentários e junto-me ao Gonçalo Silva para lhe dar os parabéns.

      Só um reparo (na minha perspectiva claro). Penso que o papel de Fellaini foi fundamental e altamente eficaz. A França nunca construiu pelo meio pela presença dele junto a Pogba, isto permitiu secar Griezmann com o duplo pivot (até Deschamps mexer no modelo) e deixar a transição a cargo de Matuidi, bem pressionado por Chadli e Mbappé que era marcado por Vertonghen. A Bélgica teve quase sempre superioridade em defesa, precisamente por esse papel de Fellaini.
      Depois a mexida de Deschamps foi fundamental, e foi aí que ganhou a partida e se superiorizou a partir da meia hora. Atrasou Pogba (como você diz, e bem) para puxar Fellaini e abrir as linhas de pressão da Bélgica, Matuidi passou a ocupar zonas mais centrais para tentar a saída de bola (ainda assim estando algo desapoiado, mas superou bem essa adversidade) e fixou Griezmann em zonas mais descaídas para a esquerda para que Mbappé joga-se em terrenos mais interiores e aproveitasse a profundidade de Pavard. A partir deste panorama conseguiram suavizar a pressão belga e passaram a ganhar aos poucos as rédeas do jogo.
      Mesmo por cima do jogo, Pogba foi sempre obrigado a ficar atrás, e isso dava muito espaço aos belgas para transportar por De Bruyne e Hazard, ou seja, o papel de Fellaini podia ter dado outro resultados, mas no último terço os centrais franceses foram intransponíveis, principalmente Varane!

      Em tudo o resto concordo consigo (e mesmo este aparte tem muitos pontos que corroboram o que você disse) e gostava de agradecer (não sei se já o fiz noutros posts) por este tipo de comentários, é fascinante poder debater estes aspectos do jogo.

      • mcthespecialone
        Posted Julho 11, 2018 at 10:35 am

        Desde já, obrigado pela análise que tem feito aos meus comentários pois se escrevo sobre a parte mais tática/estratégica do jogo, gosto que outros também o façam. Até porque ninguém sabe tudo.

        Acho que não discriminei bem o facto de dizer que o papel do Fellaini foi ineficaz. Quero clarificar que ele só foi ineficaz naquilo que seria o Fellaini concretizar a sua presença na área em golo ou até incomodar mais a defesa em lances de bola áerea. Do ponto de vista tático, a presença dele naquela zona resultou na perfeição porque basicamente limitou a França a defender pois esta ficou sem referências para sair em contra ataque. A maioria dos seus jogadores estavam marcados e bem marcados.

        • SenyorPuyol
          Posted Julho 11, 2018 at 10:47 am

          Certíssimo, por essa perspectiva tem toda a razão e a minha opinião é, em tudo, igual à sua.

    • Goncalo Silva
      Posted Julho 10, 2018 at 9:17 pm

      Excelente comentário, parabéns!!

  • Dca
    Posted Julho 10, 2018 at 8:55 pm

    E o Deschamps já vai em 2 finais consecutivas.

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