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Grandes holandeses querem redistribuir dinheiro da Champions pelos restantes clubes

À atenção das formações nacionais? É preciso pensar em medidas assim para elevar o nível das competições (sobretudo das fora do big-5), dado que só com um campeonato globalmente mais forte é que as equipas de topo conseguem ser melhores, mas em Portugal parece tudo demasiado preocupado com o próprio umbigo ou questões laterais para pensar na “big picture” (com os resultados que estão à vista).

Ajax, Feyenoord e PSV, os 3 grandes clubes da Holanda (só por 6 vezes é que não foi uma destas formações a conquistar a Eredivisie, tendo isto só sucedido por 2 ocasiões nos últimos 50 anos), juntaram-se para fazer uma proposta que acreditam poder ser revolucionária para o futebol do país: que 10% de todo o dinheiro angariado na Liga dos Campeões seja canalizado para os outros conjuntos da principal divisão. Os emblemas de Amsterdão, Roterdão e Eindhoven estão convencidos de que esta redistribuição das verbas irá permitir às formações de menor dimensão aumentar o seu nível e, consequentemente, fazer crescer o nível global da Eredivisie. O jornal “ADSportwereld” já fez as contas e, se os grandes conseguirem uma boa campanha na Champions (se estiverem duas equipas na fase de grupos com, pelo menos, duas vitórias e um empate), isso significaria cerca de 10 milhões de euros de receita suplementa para os restantes clubes. Ajax, Feyenoord e PSV propõem que, em troca, deixem de haver relvados sintéticos na Eredivisie. Esta proposta irá agora ser discutida e votada em assembleia-geral, tendo em vista a sua entrada em vigor já em 2019-2020.

51 Comentários

  • Rui Miguel Ribeiro
    Posted Outubro 10, 2018 at 1:09 am

    Não acho a medida especialmente interessante. O impacto financeiro nos 15 seria reduzido e os 3 precisam das verbas da UEFA para gerir a sua situação financeira que não é desafogada ao contrário, presumo eu, da dos holandeses. Ainda por cima não haveria o trade-off dos sintéticos e já não há pelados para relvar.

  • Vespas
    Posted Outubro 9, 2018 at 7:19 pm

    Em Portugal não é preciso tanto…bastava centralizar os direitos desportivos fazendo uma tabela justa em Portugal.

    50% do dinheiro pela classificação, os outros 50% pelo share. (ou algo parecido a isto).

    Simples.

  • Tiago Silva
    Posted Outubro 9, 2018 at 5:20 pm

    Era muito bom haver este tipo de medidas em Portugal, mas cá é cada um por si. Os grandes não percebem que se o nível do nosso campeonato aumentar, o nível deles também aumenta…

  • LevonAronian
    Posted Outubro 9, 2018 at 4:43 pm

    A ideia até é interessante, mas com 18 equipas e só 2 a ir à Champions provavelmente estamos a falar de cerca de meio milhão por equipa, não é por ai que vamos ter o campeonato mais competitivo.
    E como já vi aqui escrito, para isto acontecer o clubes teriam de falar. O problema é que todos, pequenos incluidos, só sabem olhar para o seu umbigo e querem tudo, a diferença é que os grandes têm mais poder, portanto não acredito que tão cedo se veja medidas para promover a competitividade.

  • Sir Binya Balboa
    Posted Outubro 9, 2018 at 3:32 pm

    Medida interessante, e que em Portugal poderia ser aplicada, e invés de ser uma contrapartida para substituir os relvados sintéticos, em Portugal poderia ser com o pressuposto de os clubes investirem num centro de treinos para a equipa sénior e investir na formação.
    Assim acabavam com a degradação dos relvados principais onde treinam durante a semana e jogam ao fim de semana, aumentavam o nível da formação e poderia ser que acabassem os camiões de estrangeiros todos os anos.

    O problema está no facto dos clubes não saberem gerir o seu dinheiro, basta olhar que secalhar metade dos clubes não cumprem os requisitos financeiros (dividas a jogadores, dividas há segurança social) e que só conseguem inscrever-se no campeonato porque beneficiam da Liga e Federação fecharem os olhos.

    Antes de injectar dinheiro para os clubes é preciso resolver outros problemas para esse dinheiro ter efeito.

  • AngeloGJ
    Posted Outubro 9, 2018 at 3:07 pm

    Sei que muita gente vai louva a atitude e tal e eu nao a critico, mas como tudo e preciso entender o contexto para tracarmos uma comparacao. Primeiro, estamos a falar de um pais evoluido e desenvolvido e que so tem um campeonato fraco, porque os holandeses nao estao muito virados para o futebol (falo no sentido do investimento financeiro nacional) e historicamente e geograficamente nao estao/sao numa/uma regiao atractiva para investidores estrangeiros meterem la o seu dinheiro na industria do futebol (a premier league se nao fosse o investimento asiatico e americano andava nao seria metade do que € atualmente). Segundo, a Eredivisie adoptou uma estrategia muito interessante (Portugal deveria adoptar na sua pimeira Liga mas o pessoal na sua grande maioria nao aceita e nao aceitaria essas medidas), que foi criar um sistema de play offs que por si so aumenta atractividade nacional (o que faz generar receitas extra-ordinarias), e dito isto, mesmo que venham a partilhar os tais 10% do bolo dos 3 nao sei ate que ponto aumentaria a competitividade e se seria um valor verdadeiramente util, € que a Eredivisie tem 18 equipas (demasiadas equipas tal e qual Portugal) e o custo das coisas na Holanda nao e’ nada baixo, se em troca dos 10% os 3 clubes exigem, relvados nao sinteticos (estamos a falar de relvados naturais), o que na pratica vai acontecer € que o dinheiro que recebem vai para a manuntencao e aplicacao do relvado, e pouco mais devera sobrar, o que leva a deduzir que esta estrategia filantropica dos 3 grandes da Holanda, nao seja assim tao filantropica, mas sim uma medida que no fim os vai benefeciar evitando que os seus jogadores se lesionem com frequencia, que os jogos sejam melhor jogados e por ai fora, nao digo que seja errado mas tambem e’ importante ressaltar este ponto.

    Poderia o mesmo ser aplicado em Portugal? Poder ate podia, mas eu pessoalmente nao gostaria de ver esta medida ser aplicada pelos grandes, porque muito provavelmente seriam depois acusados de subornar os clubes, de favorecer A ou B, a lenga lenga do costume em Portugal, e para evitar isso o melhor seria nem pensar em fazer isso, num cenario utopico, poderia era se extuinguir a Liga de clubes, a Federacao passava a gerir a primeira Liga, o dinheiro ia para a Federecao e a Federacao com o muito dinheiro que ja recebe juntava e destribuia pelos restantes clubes de igual forma, estabelecia-se um acordo de 5 anos e via-se quais seriam os resultados depois, mas como disse, e’ um cenario utopico, porque a meu ver o problema em Portugal nem e’ a falta de dinheiro e’ sim a pessima gestao de varios clubes, o futebol profissional ja nao € aquele futebol de clubes de bairro, neste momento requer profissionalizacao em todas as areas, pessoas com visao empreendedora e com calos na area de gestao desportiva e nao so, e nao os amadores que estao a frente da maioria dos clubes, pessoas que sempre viveram de chular, de mijinhas deste e daquele, primeiro tem de ser resolver o problema da gestao pessoal dos clubes, depois pode-se pensar nisso, porque eu digo e repito, se no dia de hoje a maioria dos clubes recebe-se uma injeccao de 50/100M de euros, daqui a 2 anos os clubes estariam quase na mesma, isso porque haveria muita roubalheira, compadrio, muitas contratacoes duvidosas de jogadores que vinham para aqui ganhar MUITO dinheiro e jogar nenhum, nao seria de estranhar termos clubes como o Belenenses tentar a contratacao de um Nasri da vida por exemplo, e o Nasri da vida nao acrescentar nada.

  • BDEINTER
    Posted Outubro 9, 2018 at 2:42 pm

    Não me espantaria se a própria UEFA adoptasse esta medida como regra!

  • Fernando neves _36
    Posted Outubro 9, 2018 at 2:33 pm

    Medida fantástica.
    Assim vale a pena.
    Não consigo perceber porque não se faz o mesmo no nosso pais.

  • RodolfoTrindade
    Posted Outubro 9, 2018 at 2:07 pm

    Longe destas ideias por cá!!!

    Andar a distribuir dinheiro por clubes que depois há última da hora se lembram que os adeptos não podem entrar com adereços alusivos ao seu clube e com bilhetes pagos ao preço do ouro…

    Espero bem que o Benfica em momento algum apoie uma iniciativa destas.

    • R1906
      Posted Outubro 9, 2018 at 6:31 pm

      Isso só acontece em bancadas exclusivas a sócios dessas equipas o que faz sentido. Tem 4 bancadas onde podem assistir ao jogo como querem, mas faz-se um escândalo por um clube querer respeitar os seus sócios e estes verem o jogo na sua bancada sem rivais ao lado.

    • Miguel_FCP
      Posted Outubro 9, 2018 at 3:07 pm

      Os adeptos não podem entrar com adereços de outros clubes apenas na bancada central coberta que é destinada a sócios e acompanhantes do clube local, que pagam quotas anuais para verem o clube da terra, não para verem só nos jogos dos 3 grandes. Por isso é que por norma os bilhetes para essa bancada são mais caros. Têm mais 3 bancadas para se vestirem como quiserem e levarem o que quiserem. Portanto o que dizes não faz o menor sentido.

  • Kostadinov
    Posted Outubro 9, 2018 at 2:04 pm

    A medida em si é excelente. A percentagem parece-me demasiado baixa para causar real impacto mas é melhor que nada e demonstra vontade por parte dos clubes em fazer algo para apertar o fosso, e ao mesmo tempo compreensão de que tal é positivo para todas as equipas, não só para os ‘pequenos’.

    Seria uma medida interessante de pôr em prática por cá mas as mentalidades são tão diferentes nesse sentido (para pior claro) que não vejo isso a acontecer nunca. Mas para bem do futuro do nosso futebol penso que a Liga deveria intervir para pelo menos criar algumas condições que melhorem a vida dos clubes e a sua viabilidade. Para mim as principais passariam por:

    1) Redistribuição dos direitos televisivos;
    2) Protecção a SÉRIO dos direitos de formação dos clubes com cláusulas automáticas dependendo da idade e do número de anos de casa, impedindo que os grandes os resgatem jogadores promissores aos clubes mais pequenos a preço de chuva, isto quando pagam alguma coisa sequer;
    3) Ligado ao ponto três, e este é algo que já venho a defender há muitos anos, limitação clara do limite de estrangeiros por equipa. Neste sentido não se pode fazer nada quanto aos comunitários, mas podia-se por exemplo estipular um número mínimo de portugueses nos 11 e no total dos 18 contando com o banco. Isto forçaria todos os clubes a apostar e investir na formação e a não comprar ao desbarato lá fora, o que muitas vezes acaba por colocar os clubes em pior situação financeira do que já se encontravam;
    4) Por fim, este é capaz de ser mais utópico do que outra coisa, e algumas destas ideias já devem estar a ser implementadas, mas gostaria de ver os clubes em acções de promoção nas suas localidades principalmente junto de gerações mais novas para lhes incutir desde logo uma paixão e interesse pelo clube da terra. Isto podia incluir por exemplo acesso gratuito a um determinado número de jogos por ano consoante a idade e um desconto grande ao familiar que fosse com eles, anuidade de sócio com desconto significativo para os mais novos, eventos que levassem os jogadores junto dos putos de forma a criar laços afectivos com a equipa, visitadas ao estádio e às restantes instalações, videos com os miúdos que promovessem a ‘marca’ (ou seja o clube), etc. Emocionalmente, o laço entre as gerações mais novas e os clubes locais seria sempre mais reforçado desta forma, o que aumentaria a base de apoio e o número de adeptos. Os estádios de quase todos os clubes que não os 3 grandes estão sempre às moscas, e se não se tentar pelo menos fazer algo em relação a isso estas mentalidades nunca vão mudar.

  • Kacal
    Posted Outubro 9, 2018 at 1:50 pm

    Excelente medida! Mas aqui em Portugal é (quase) tudo muito mente fechada e pequenina para pensar em algo assim. Só querem saber de si próprios, muito egoístas e centrados em si, duvido que alguma vez aconteça, mas seria excelente reduzir para 16 equipas e seguir este exemplo com esta medida, o campeonato iria ficar bem mais competitivo.

  • feelfreeyouare
    Posted Outubro 9, 2018 at 1:43 pm

    Já estive três vezes na Holanda. Para mim a par de outros países nórdicos são a população mais intelectualmente e culturalmente desenvolvida do mundo.. Esta notícia só mostra que ainda há pessoas a tomar conta de clubes na holanda que gostam genuinamente do desporto, que o vêm como algo puro e que deve ser partilhado por todos ao nível mais alto possível. Teria orgulho se fosse adepto de um Feyenoord ou PSV e visse esta notícia

  • Pedro Oliveira
    Posted Outubro 9, 2018 at 1:29 pm

    A culpa dos clubes pequenos estarem como estão é unica e exclusivamente deles.
    Tinham um excelente presidente da liga, Dr.Duque. elogiado por todos.
    Mas como não estava alinhado com o “sistema” joaquim oliveira, pinto da costa e bruno carvalho meteram lá o marioneta deles, pedro proença com o compadrio da maioria dos clubes nacionais. E é o que se vê. De longe o pior presidente da historia da Liga.
    Os presidentes dos ditos pequenos estão presos a velhos vicios dos anos 90 e não conseguem e não querem evoluir, pois preferem fazer favores a terceiros.

    Como benfiquista jamais iria pactuar com esta distribuição enquanto não houvesse primeiro uma mudança estrutural na liga. E isso cabe ao G15.

    • R1906
      Posted Outubro 9, 2018 at 6:35 pm

      Em que te baseias mesmo para dizer que o Duque era um excelente presidente? Para já a forma como foi lá posto na situação que foi e depois a sua centralização que de centralização não tinha nada…elogiado por todos?Nunca o foi.
      Duque é só mais um dinossauro no nosso futebol.

      E com isto digo que Proença apesar de não ser o ideal até foi melhor que ele, visto que os resultados da liga com Duque pioraram e com Proença melhoraram. Simplesmente Proença falhou em toda a linha na centralização o que o deixou logo sem a sua bandeira. Com isso a liga precisa de melhor.

      • Pedro Oliveira
        Posted Outubro 9, 2018 at 11:33 pm

        procura no google “voto de confiança à continuidade de Luís Duque na liderança da Liga”
        Todos unanimemente deram lhe um voto de confiança e elogiaram o seu trabalho.
        De repente, literalmente de um dia para o outro a maioria dos clubes mudou de opinião, sem qualquer lógica apostou numa incógnita. Isto devido à influência de 3 pessoas. (que já referi anteriormente)
        Quanto aos erros do Proença, dizer que só errou na centralização é cómico. Ele falhou em tantas, mas tantas vertentes. Podia te dar uma lista de 10 situações gravíssimas e o centralismo não é uma delas.

        • R1906
          Posted Outubro 10, 2018 at 12:46 am

          Um voto confiança numa reunião que não estavam todos presentes. Sinceramente existe tanta coisa por ai que pegar em Luis Duque como exemplo é só péssimo. O trabalho foi tão bom que a Liga deu prejuízo, a sua centralização ou ideia , era uma centralização única no mundo, benefeciando extremamente 2 clubes. Foi colocado na Liga enquanto tinha processos graves contra um clube da liga.

          Proença não errou apenas na centralização, tens a comunicação que podia ser melhor, mas estás a falar de uma Liga completamente sem poderes(está tudo na FPF). A liga com Proença tem ao menos acabado com o problema dos calendários entre competições e no final do ano tem dado lucro, mantendo a instituição descansada nesse aspecto, coisa que com Luís Duque não deu.
          Por fim os votos de confiança no mundo do futebol vale zero quando o trabalho que é apresentado é tão pouco…vale tanto o que dizes para acusar que não pensam pela cabeça própria para dar o Proença como o Duque.
          Ambos não servem, referir um destes como exemplo que íamos para uma centralização justa é cómica.

  • Ze Maria
    Posted Outubro 9, 2018 at 1:17 pm

    Em Portugal teríamos talvez um pouco mais de dinheiro mas a dividir por 16 equipas.

  • touny71
    Posted Outubro 9, 2018 at 1:04 pm

    Obviamente que não acontecerá em Portugal.. E os próprios adeptos dos “grandes” eram capazes de contestar a medida..

    Benfica e Porto caminham na direcção do Celtic..onde a falta de competitividade interna matou a capacidade de competição internacional

    • Mantorras
      Posted Outubro 10, 2018 at 9:01 am

      E o Mbappé já é bom ou ainda só joga em contra ataque? Eu acredito que com o tempo vais chegar lá.

    • Mantorras
      Posted Outubro 10, 2018 at 9:00 am

      “Os próprios adeptos dos grandes” – fala o user que faz de co ta que é apenas do Rio Ave, mas comenta como tony46 e aí já é adepto do Porto.

      A tua indignação para eu não comentar futebol por achar o Conti mal expulso neste clássico não apareceu com a entrada do Herrera que nem amarelo levou porquê? Na do Conti até vias pés juntos imagina!! Já eu, como uma pessoa coerente e isenta vejo dois lances para amarelo. São opções. Para chegares à isenção, nas palavras do JJ, tinhas que nascer 10x.

      E dar esmola aos pobres é tarefa dos organizadores, que deviam dividir as receitas de forma mais justa, independentemente de quem se qualifica em cada liga, e não dos clubes.

    • Fernando neves _36
      Posted Outubro 9, 2018 at 2:35 pm

      Já o Rio Ave nem contra o Jaglenoia consegue passar. Secalhar são voces que tem capacidade internacional para representar Portugal como se viu em julho.

      • touny71
        Posted Outubro 9, 2018 at 3:35 pm

        Mas que estás para aí a desconversar?

        O Braga tem qualidade mais do que suficiente e também foi eliminado.

  • mcthespecialone
    Posted Outubro 9, 2018 at 1:02 pm

    Não concordo com esta medida para ser implementada em Portugal e não acho que faça sentido em qualquer outro porque quem conseguiu o seu lugar na champions merece recolher os frutos disso. Os três grandes têm passivo gigantes e precisam das receitas da champions como de pão para a boca.

    A distribuição mais equilibrada das receitas relativas a direitos televisivos é que deve ser ponderada.

  • J Silver
    Posted Outubro 9, 2018 at 12:42 pm

    Grande ideia! Pensamento fora da caixa e com visão global.

  • R1906
    Posted Outubro 9, 2018 at 12:24 pm

    Por cá e cada um por si. Os contratos televisivos atuais refletem isso. Preferem ter um 5(0-10) se todos tiverem 2, do que ter 8/9/10 e os outros terem 6/7/8.
    Vai existir sempre uma mariquice, jogos baixos, para mascarar / impedir o passo inevitável que falta ao nosso futebol.

    Nem os jogos de cartazes por cá já chamam público de fora pela falta de qualidade.

    • Ze Maria
      Posted Outubro 9, 2018 at 1:11 pm

      Os direitos televisivos são negociados. As operadoras não tem culpa de toda a gente querer ver os 3 grandes e estar-se tudo a marimbar para os outros.

      Fazem aquilo que melhor serve os seus interesses claro.

  • Andre A
    Posted Outubro 9, 2018 at 12:09 pm

    Excelente medida que aumentará a competitividade do campeonato e provavelmente a qualidade da seleçao holandesa. Claramente devia ser feita por cá, porque temos demasiados equipas de primeira liga refens ou em falencia, é demasiado mau.
    Não concordo com a afirmação que melhorar o campeonato melhora as equipas de topo do mesmo. Não é assim tão obvio, mostra mais facilmente as fraquesas e debilidades das equipas de topo e é capaz de força-las a investir mas há muitos contra exemplos tambem.
    Campeonato inglês há anos que é de longe o mais competitivo e no entanto tem piores prestações na europa do que as equipas de topo francesas, alemãs e espanholas que sao campeonatos com um gap de qualidade e orçamento enormes. Sim o Liverpool foi a final o ano passado mas antes disso quantas vezes tivemos equipas inglesas nas meias finais sequer?

  • Flavio Trindade
    Posted Outubro 9, 2018 at 12:07 pm

    Ou seja, por aproximadamente 650K anuais (num ano bom), os grandes clubes pretendem aumentar a competitividade da liga em troca da perda de competitividade dos mais pequenos frente aos grandes e retirando-lhes um dos pontos mais importantes (o facto de jogarem em sintéticos) e onerando-lhes a despesa anual com a manutenção do relvado…

    O Boavista foi obrigado pela liga a deixar de jogar em sintético (o que era conforme os resultados, uma vantagem competitiva) e não foi ressarcido por ninguém e toda a gente bateu palmas nessa altura…

    Mas enfim, na Holanda parece tudo mais bonito…

    Querem reduzir o fosso e aumentar a competitividade?

    Que tal a liga fazer alguma coisa quanto aos direitos televisivos e simplesmente não ficar à espera que um grande negoceie em alta os direitos e isso leve a uma renegociação em espiral?

    Que tal os clubes grandes passarem a pagar direitos de formação decentes aos clubes formadores em vez de roubarem à descarada os seus melhores talentos por meia dúzia de bolas e duas sandes de presunto?

    Que tal os clubes com menos capacidade apostarem na sua própria formação em vez de queimarem o seu orçamento em brasileiros da terceira divisão?

    Just sayin…

    • Andre A
      Posted Outubro 9, 2018 at 12:50 pm

      Acabar com os campos sinteticos é uma coisa boa. Cai logo por terra o argumento, porque as equipas pequenas quando jogam no campo dos grandes também estão em desvatagem devido ao habito com o relvado sintetico. Além disso o campo sintetico é muito pior para causar lesões nas quedas e rotações dos joelhos e tornozelos.
      Levantas uns bons pontos, primeiro os 3 grandes tinham de realmente aproveitar a formaçao, se agora já pouco querem saber imagina se fosse mais caro. Depois, sim dar mais proteçao a clubes formadores e acho que naturalmente iriamos começar a ver uma descida de contratações duvidosas. Assumindo que não ha interesses por trás dessas contratações para desviar dinheiro… talvez haja

    • SenyorPuyol
      Posted Outubro 9, 2018 at 12:30 pm

      Acabar com os sintéticos, para mim, não pode, sob nenhuma perspectiva, ser vista como negativa. A mim parece-me fantástico, mas lá está, é uma opinião.
      Além disso, tirar uma vantagem contextual aos clubes pequenos obriga-os a subir o nível através do futebol jogado, o que volta ao ponto inicial, aumentar o nível da Liga.
      Não estou a par dos custos de manutenção de relvados, mas não me parece que comprometam uma fatia assim tão considerável dos 650K, a receita será sempre fantástica para os clubes pequenos.

      • Flavio Trindade
        Posted Outubro 9, 2018 at 12:48 pm

        Percebo o que dizes Puyol e subscrevo quanto ao melhor futebol em relvado natural. Isso é um facto indesmentível.

        Contudo no nosso país metade da época é jogada no Inverno e infelizmente a maioria dos relvados não tem qualidade para aguentar.

        Quantas vezes discutimos por ano que é uma vergonha jogar em alguns relvados impraticaveis?

        • SenyorPuyol
          Posted Outubro 9, 2018 at 1:43 pm

          Isso é certo, reconheço.
          E também se verifica em Espanha, ainda há pouco tempo o Valladolid foi multado pelas condições do seu relvado.

          Precisamente por isto me parece uma boa ideia a imposição referida na notícia, mas sim, desde que esta não englobe apenas a instalação mas também a manutenção. Uma fonte de receitas fixa (que estaria baseada no valor mínimo arrecadado com a presença das equipas holandesas na Champions) poderia garantir aos clubes a certeza que haveria fundos para essa manutenção e eventuais melhorias ao nível de infraestruturas. A partir daí, os sucessos na competição europeia acresceriam a esse valor uma margem para investir na qualidade da equipa.

          Eu adorei a ideia porque vejo nos clubes holandeses a “cabeça” para gerir essa receita extra da melhor forma. Agora, em relação a Portugal, provável e infelizmente, esse dinheiro seria canalizado para agravar as questões que levantou, e bem, no seu comentário.

        • João Lains
          Posted Outubro 9, 2018 at 1:40 pm

          Mas tu tens noção de como aumenta a incidência de lesões nos campos sintéticos?

    • lavagante
      Posted Outubro 9, 2018 at 12:27 pm

      A última questão que propões é sem dúvida a mais pertinente!

      Jogadores de qualidade duvidosa chegam a Portugal todos os anos, sobretudo do Brasil, e desde à largos anos. A curto, médio prazo é mau para as equipas portuguesas, pequenas ou grandes, e mau para a seleção, que necessita de renovação de x em x tempo! Veja-se o exemplo da Holanda e Itália, que sempre tiveram equipas históricas com grandes prestações em competições internacionais e neste momento nem as qualificações garantem.

      Infelizmente em Portugal olha-se muito para o imediato e não se pensa no garantir um futuro risonho! Resta-nos dar valor ao trabalho feito na Federação, sobretudo com o Rui Jorge que foi dando oportunidades a míudos que têm feito muito pelo futebol em Portugal.

      É urgente pensar nisto!

  • Wonderkid
    Posted Outubro 9, 2018 at 11:58 am

    Medida absolutamente genial. Sonho com isto a acontecer cá.

  • Pedro Salgado
    Posted Outubro 9, 2018 at 11:57 am

    Aqui é uma medida impossível, pois esses 10% que são retirados aos grandes vão prejudicar a sua competitividade internacional. O campeonato português no que diz respeito à redistribuição de receitas e à competitividade do seu campeonato não colhe lições de ninguém.

  • VieiraT
    Posted Outubro 9, 2018 at 11:55 am

    O melhor campeonato logo a seguir aos 5 grandes.
    O ranking da liga holandesa na UEFA pode não reflectir isso, mas a nível de organização e ambiente está muito à frente da liga portuguesa, que é de um amadorismo preocupante e em que 90% dos jogos têm um cenário desolador de estádios vazios.
    Claro que esta proposta é construtiva mas não suficiente para combater a crescente hegemonia dos maiores clubes europeus.
    O fosso já é demasiado grande e neste momento os maiores da Holanda e Portugal já não entram na primeira linha da Europa.

  • PJVFF
    Posted Outubro 9, 2018 at 11:52 am

    Claro que seria uma medida interessante para aplicar em Portugal, mas os passivos dos nossos clubes são muito maiores que os passivos dos clubes holandeses (má gestão nossa, claro!), e a flexibilidade para “libertar” 10% dos lucros da champions não é muito grande. Ou seja, por exemplo este ano a entrada são 40 milhões para o SLB (certo?), libertaria o SLB 4 milhões de euros para distribuir para os clubes portugueses?
    É que 4 milhões dá para pagar o vencimento ANUAL de 1, 2 ou 3 jogadores do plantel.

    Mas claro que a medida seria sempre óptima para o futebol português, se existisse uns 10 ou 15 milhões a distribuir pelos restantes 14 ou 15 clubes, seria aproximadamente 1 milhão para cada clube.

  • SenyorPuyol
    Posted Outubro 9, 2018 at 11:51 am

    Mas que proposta excelente!!
    Exemplo perfeito de análise consciente dos problemas actuais e planificação a longo prazo!!
    São estas medidas que fazem a diferença e apenas beneficiam o futebol em países onde a gestão desportiva destaca pela seriedade. O pormenor dos sintéticos é também magnífico, claramente uma preocupação com o aumento de nível e qualidade do espectáculo dentro da Liga.

    Quem me dera ver este tipo de postura nas ligas do Sul da Europa (Portugal, Espanha e Itália, que são as que mais acompanhei ao longo da vida), nem digo ao nível dos clubes, este exemplo dos grandes Holandeses é magnífico, mas é difícil que isso aconteça nos países que referi, falo mesmo ao nível das Ligas em si. Ao nível social e da comunicação externa, há mais preocupação com a polémica que com o futebol, ao nível económico-desportivo, o bolo das receitas destina-se ao mesmo lote de equipas repetidamente e ao nível do espectáculo, a qualidade dos estádios, relvados e até iluminação não se compara com Inglaterra ou Alemanha. Não fosse a riqueza táctica das Ligas Espanhola e Italiana e não teria tido o prazer de as seguir ao longo da minha vida.

  • André Dias
    Posted Outubro 9, 2018 at 11:51 am

    Excelente iniciativa. Se Portugal seguisse o exemplo seria fantástico. Numa liga que gera tão poucas receitas esta medida teria bastante impacto e só faria bem à competição.

  • Daniel Rosa
    Posted Outubro 9, 2018 at 11:49 am

    Seria excelente medida no entanto as percentagens parecem me muito baixas, tendo em conta o crescimento dos prêmios de entrada e de jogo da LC 10% parece me muito pouco, julgo que um valor mais próximo dos 20% não só da LC mas também da LE, seria perfeito, porque permite aos clubes pequenos melhorar as suas condições significativamente e o fosso continua ainda a ser muuuuito grande para quem vai á LC. Imaginem que todos os clubes passam a ter mais 2 ou 3M para gastar por época!

  • Luke
    Posted Outubro 9, 2018 at 11:45 am

    “Os 3 grandes da Holanda juntaram-se…” só este início de frase já era impossível em Portugal. Os 3 grandes se algum dia se juntarem vai ser para se poderem insultar melhor e mais de perto.

  • ZeColmeia
    Posted Outubro 9, 2018 at 11:44 am

    É uma medida muito interessante, nem que seja por ser solidária e reconhecer que os campeonatos não se fazem apenas daqueles que ganham recorrentemente, mas também das equipas contra quem se joga.

  • Tiago Peixoto
    Posted Outubro 9, 2018 at 11:39 am

    Concordo a 100%! De ano para ano as equipas dos Big 5 vão ficando mais fortes e as fora cada vez mais fracas, os milhões do futebol são cada vez mais canalizados para os Colossos. Equipas como Porto ou Benfica não tem qualquer hipótese hoje em dia para disputar cara a cara partidas frente aos grandes clubes mundiais, ao contrário de há uns anos. Os nossos clubes têm cada vez piores jogadores (lá foram os tempos de Hulk, Falcão, James, Di Maria, David Luiz, Lucho, Aimar, etc.)

  • Pedro Barata
    Posted Outubro 9, 2018 at 11:33 am

    Sensacional medida, pena que por cá ninguém tenha esta visão.

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