E, como se viu pela ameaça de despedimento a JJ, quem não aplicar esta doutrina é afastado, ameaçado, etc.
O que Cristiano Ronaldo não contava era que, desta vez, Jesus fugisse ao guião. Não pareceu sequer propositado. O problema é que JJ só percebe a escrita da Amadora — nunca iria dizer, por exemplo, o que estava no ponto 8, sobre o facto de Ronaldo não ter cumprimentado os adeptos, por serem demasiadas palavras e balelas surreais:
«Já falámos sobre isso. Quem faz mais de 230 jogos pela Seleção não recebe de mim lições de amor a Portugal. Foi um momento de frustração que não apaga coisa nenhuma. É o jogador que mais autógrafos dá, que mais selfies tira, que mais acarinha os adeptos. Não inventemos problemas onde eles não existem. Quando não estamos contentes, reagimos. Foi só isso.»
E, principalmente, quanto mais fala, maior é a tendência para fugir às narrativas estabelecidas e ser igual a si próprio.
Veremos agora se, no futuro, a lei do guião continuará a imperar ou se teremos um selecionador mais igual a si próprio. E, talvez mais importante, se teremos também jogadores capazes de fazer o mesmo, em vez de continuarem a ser uns autênticos bananas durante estas novelas.
Veem Ronaldo desrespeitá-los através de «gostos» e ataques constantes provenientes da sua entourage e, ainda assim, vão para as conferências de imprensa debitar aquilo que, claramente, não sentem.
Visão do Leitor: João Martins


2 Comentários
Art Vandelay
Só um jornalista até agora teve coragem de abordar este ponto, é que o que aconteceu com o Jorge demonstra que há um modus operandi instalado na FPF em que a entourage do Ronaldo controla cada palavra que os jogadores e treinadores da seleção podem ou não dizer à imprensa e daí todos os jogadores e treinadores da seleção sem excepção em todas as conferências imprensa dizerem mesmo que ninguém lhes pergunte “que o Ronaldo é o melhor do Mundo” e o bajularem sem fim
***
O engraçado é até agora só 1 comentador da SIC teve coragem para tocar nisto, a restante comunicação social está caladinha quanto a este ponto que é gravíssimo e demonstra que há clima de ditadura na seleção
Art Vandelay
Já agora a prova deste modus operandi não só na seleção como nos clubes, é que muitos dos jogadores do Real Madrid e United e Juventus que jogaram com ele e que na altura que jogavam com ele diziam o roteiro obrigatório que “ele era o melhor do Mundo e Bla Bla”, agora que já não jogam com ele já vieram dizer o contrário e dizer que o Messi é melhor, sem nunca terem jogado com o Messi sequer