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O Adeus do GOAT

Lionel Messi fez o seu último jogo pela Seleção Argentina. Uma vitória por 3-0 frente ao Benim que ficará inevitavelmente marcada por aquilo que aconteceu depois do apito final: um Monumental completamente lotado, cerca de 85 mil pessoas, reunidas para se despedirem do GOAT.

Houve lágrimas, emoção, festa e uma verdadeira apoteose. Porque não se despediu apenas um jogador, despediu-se uma era.

Foram 21 anos de percurso pela seleção, 208 jogos, 126 golos e 67 assistências. Um percurso coroado por um Mundial, duas Copas América, uma Finalíssima, um ouro olímpico e um Mundial Sub-20. Messi é ainda o segundo melhor marcador da história dos Mundiais e deixa uma marca que dificilmente algum jogador conseguirá replicar.

Mais do que os números ou os títulos, fica a dimensão da sua influência. Messi foi o líder, o capitão, a referência e o rosto de uma geração. Foi o jogador mais preponderante da história da Seleção Argentina e alguém que conseguiu transformar uma camisola numa extensão da sua própria identidade.

Durante anos, a Argentina viveu em torno de Messi. Os adeptos, os companheiros, os treinadores e até os adversários reconheceram a sua dimensão. Hoje, é impossível olhar para aquela seleção sem pensar que, a partir daqui, nada voltará a ser exatamente igual.

É, por isso, um dos dias mais tristes que o futebol mundial nos pode proporcionar, sendo que só será verdadeiramente superado pelo dia em que Messi se despedir definitivamente dos relvados.

Os Mundiais também nunca mais serão iguais, uma vez que tivemos o privilégio de acompanhar, em direto, a carreira de um jogador que redefiniu aquilo que entendemos por genialidade.

Foi um prazer ver e acompanhar Leo ao longo destes anos e poder testemunhar a sua grandiosidade como jogador, mas também a evolução como pessoa, a liderança, a resiliência e todos os feitos que construiu ao longo de uma carreira irrepetível.

Um privilégio para quem ama futebol.

Gracias por tudo, Leo. Gracias, GOAT.

Visão do Leitor: Manuel Pereira

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