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| Fonte: Jornal “Público” |
De acordo com o jornal “Público, a tendência de emigrar está a acentuar-se no futebol em Portugal: passou de 130 o números de jogadores em 2011-12 nos principais campeonatos europeus para 171 atletas na presente temporada.
Tendo como base o estudo Demográfico, do Centro Internacional de Estudos de Desporto (CIES), é possível igualmente constatar que:
– Portugal continua a ocupar o quinto lugar no ranking dos mais exportadores, apenas atrás do Brasil (515), França (269), Sérvia (205) e Argentina (188) — todos, à excepção da Sérvia, países bem mais populosos.
– A Liga portuguesa, é a terceira com maior percentagem de futebolistas oriundos de outros países (53,8%), apenas atrás de Chipre (74,2%) e Inglaterra (55,1%).
– A média de idades dos estrangeiros que alinham em Portugal (25,5 anos) é inferior à dos jogadores locais (26,4).
– A percentagem de estrangeiros que jogam pelas suas selecções (27,6%) é superior à dos portugueses (15%).
– A preferência dos clubes portugueses por jogadores de outros continentes está ainda bem espelhada num outro ranking que consta do Estudo Demográfico de 2013. Na lista dos dez clubes com mais futebolistas não europeus, constam seis emblemas nacionais, com o Benfica à cabeça (15 jogadores), seguido pelo Inter de Milão (15), FC Porto e Gil Vicente (ambos com 14).
VM – Este “cenário” do jogador médio português cada vez mais procurar outros campeonatos há muito é uma realidade, considerando a actual crise económica e principalmente a política de contratações/apostas dos clubes, a tendência é que estes números aumentem ainda mais nos próximos anos. No entanto, este estudo relata outros dados preocupantes: 1º – Não faz sentido, num país como o nosso, recheado de jogadores talentosos, ter uma liga com mais elementos estrangeiros que portugueses; 2º – Os clubes não tem problemas em apostar em jovens oriundos de outros países, mas cada vez mais ignoram a formação (este ano o Vitória e Nacional tem sido boas excepções); 3º – Os “grandes” são os emblemas que mais potenciam a entrada de extracomunitários na nossa Liga. Sendo assim, parece-nos oportuno voltar referir o projecto que o Visão de Mercado elaborou para o futebol português e destacou em Setembro de 2010 (ler aqui), que repetiu em 2011 (ler aqui), e já mencionou igualmente este ano (ler aqui).
Soluções?
O Visão de Mercado sugere algumas soluções a aplicar pela Liga de Clubes, como forma a reduzir esta invasão de jogadores extracomunitários. As medidas são na nossa perspectiva realistas e de acordo com os padrões do futebol português. A saber:
– O número de inscrições na Liga ZON-Sagres fica fixado nos 27 jogadores, no entanto, desse número, pelo menos 5 jogadores terão que ter sido formados no clube (a mesma regra da UEFA: ter jogado pelo menos 3 anos no seu clube, entre os 15 e os 21 anos).
– Para equilibrar o número de jogadores portugueses no 11 inicial, sugerimos que obrigatoriamente em todos os jogos, as equipas coloquem 4 jogadores nacionais de inicio, como forma a que joguem pelo menos 64 portugueses no fim-de-semana desportivo. Esta medida (que como é óbvio seria gradual, ou seja no próximo ano 2, daqui a 2 anos ter de utilizar 3, até que em 2015 teria a obrigação dos 4 portugueses), obrigaria os clubes nacionais a terem um plantel com pelo menos 10-12 jogadores nacionais, como forma de prevenir qualquer lesão ou castigo. Recordamos que por exemplo no campeonato russo há uma obrigatoriedade de as equipas apresentarem 6 jogadores russos no 11.
– Limitar as transferencias de jogadores do exterior para 8 ou 10 (desde que pelos menos 5 deles sejam internacionais por qualquer escalão de formação do seu país). Esta medida visa reforçar as trocas internas, fomentando a circulação interna do dinheiro e maior equilíbrio das contas dos clubes.
– Quanto à limitação de jogadores extracomunitários, consideramos essa medida um pouco xenófoba, preferindo a obrigatoriedade de utilizar jogadores nacionais, em vez de restringir a entrada de extracomunitários.
PS – Caso os 4 principais clubes nacionais utilizassem regularmente pelo menos 4 jogadores nacionais de inicio, formariam uma boa base de apoio para a selecção nacional, pois seriam 16 jogadores em competição acesa na Liga Nacional, e quem sabe nas Competições Europeias. Quem ficava a ganhar era a selecção nacional!
Que medidas equaciona para uma melhoria do nosso futebol? O que acrescentaria ou retirava às ideias do Visão de Mercado para permitir evoluir a nossa Liga em termos de sustentabilidade dos clubes, indirectamente ajudar o futuro da nossa selecção, e para dar mais condições ao jogador português? Recordamos que em 2004 (parece que foi há um século, mas foi há meia dúzia de anos) o Porto de Mourinho venceu a Liga dos Campeões com 9/10 portugueses a jogar assíduamente, como tal, a ideia de os clubes só poderem ser mais competitivos com jogadores estrangeiros não faz sentido. E se os nossos melhores querem sair, ao menos que se criem condições para outros apareceram e mostrar o seu valor…e para isso só actuando com regularidade. Poderá Portugal estar a correr sérios riscos em termos de afirmação da nossa selecção no futuro?




33 Comentários
Dkscp87
Falta ai o campeonato luxemburgues apesar de nao ser conhecido e muito competitivo ha muitos jogadores portugueses na liga principal se voces contarem com esses passam ha vontade os portugueses da liga zon sagres
Pedro
estranhei que na altura do benfica porto não se tivesse abordado o facto de apenas dois jogadores portugueses entrarem de inicio no jogo.
A selecção nacional corre sérios riscos
DC
o campeonato luxemburgues não é considerado profissional.
FT
Os jogadores brasileiros que vinham para Portugal todos os anos, eram contentores deles. Se repararem bem, já nao sao muitos os brasileiros que saem para a Europa, e neste caso tou falando do campeonato portugues, porque o brasil está a tornar-se uma potencia mundial financeiramente, que daqui a uns anos terá ao mesmo nivel da china por exemplo. Antes vinham muitos brasileiros para jogar, porque em portugal, mesmo nao tendo muita qualidade, sempre conseguiam um desafogo financeiramente para si e para as suas familias, tal como os trolhas, ja sao muitos poucos que vem, e a maior parte está resgressando ao seu país. Porque agora um jogador brasileiro, mesmo jogando em campeonatos como serie C, cariocas e pernanbucos, recebem tanto ou mais do que a jogar num clube medio da 1ªliga, e preferem ficar no brasil do que vir para portugal, o mesmo acontece aos trolhas e outros tipos de profissões. Nos proximos 2/3 anos, serão muuito poucos os jogadores brasileiros que veremos em portugal, em relação a uns 6/7 anos atraz.
SL
Vadeer
Concordo a 200 % com o visao de mercado
De realçar que é triste uma equipa preferir apostar num brasileiro dos campeonatos inferiores do que um Portugues das suas camadas jovens.
Rolando
Os dados presentes na noticia não estão totalmente corretos. Num dos comentários pode ler-se uma correção ao numero de portugueses em França e Inglaterra. Acredito que, com uma contabilidade correta, o numero de portugueses no estrangeiro seja superior aos 180 citados.
É uma realidade preocupante, que reflete alguma falta de aposta no futebolista nacional, mas, também, reflete uma falta de comprometimento dos jogadores para com o campeonato portugues (em certos casos, por uns "trocos" a mais não hesitam em trocar portugal pelo chipre, comprometendo, muitas das vezes, toda e qualquer aspiração que poderiam ter de algum dia chegar a um clube de maior dimensão, como um dos nossos grandes, por exemplo).
Acredito, ainda assim, que a criação das equipas B (nos moldes em que foram criadas) vai ser, a curto prazo, uma contribuição importante para alguma inversao desta tendencia. Os clubes estão a criar bases muito mais sustentáveis, com mais aposta na formação (o caso do Vitória de Guimarães é exemplar nesse aspeto).
Quanto a outras medidas possíveis, acho que deveria ser limitada (no imediato) o número de contratações anuais feitas por cada clube, no caso de jogadores estrangeiros contratados a clubes estrangeiros. Deveriam ser beneficiadas as contratações de jogadores estrangeiros a clubes nacionais (movimentação interna de dinheiro) e, principalmente, a contratação de jogadores nacionais.
Quanto à obrigatoriedade de jogar com um determinado numero de jogadores nacionais de inicio, não concordo. Vejo esta medida como algo que poderá ser feito somente após a inversão do cenário atual. Impor isto, neste momento, iria obrigar os clubes a desbaratar os atuais planteis e não tenho duvida de que veríamos muitos clubes a fechar portas à custa de tal imposição.
Sancho
Concordo totalmente com essas medidas.
No entanto, embora o esforço em realçar constantemente estas medidas seja de louvar, acho que medidas destas nunca irão andar para a frente, primeiro porque nao me parece que os Clubes e a Liga queiram e também porque legalmente, e de acordo com as normas a UE, acho que nao se pode impedir o trabalho de cidadãos da união europeia.
Paulo Damiães
Parabéns Visão do Mercado. Concordo a 100% com esta medida, não só por ser adepto de um clube que aposta na formação (Sporting), como principalmente por ser Português e querer que a nossa selecção continue a ter presença no campeonato do Mundo e da Europa e que lute pelos primeiros lugares.
A probablidade de apareçerem no futuro mais Cristianos Ronaldos, Nanis, Simãos, Veloso, Moutinho, Patricio, Quaresma, etc, é muito pouca se não houver apostas na formação de jogadores Portugueses.
Quando falo disto a adeptos do Porto e principalmente do Benfica, de que no campeonato do Mundo ou da Europa o Benfica não dá jogador nenhum á selecção.
A resposta deles é a seguinte:
Não faz mal, temos no Brasil, Argentina, Paraguai, etc. Quem tem esta opinião não deveria opinar depois sobreo s resultados da nossa selecção.
A crise vem trazer ao futebol uma maior contensão, nomeadamente a nivel nacional, o que poderá a curto prazo haver uma maior aposta na formação porque se não, vamos voltar á decada de 60, 70, 80 que só iamos a fases finais 1 vez por década e mesmo assim não sei. O futuro dirá.
Bruno Silva
Acho errado os 4 principais clubes nacionais serem obrigados a jogar com 4 jogadores nacionais de inicio pois põe em risco o sucesso portugues e dos clubes nas competições europeias. Há jogadores portugueses com muito talento mas que não estão disponíveis para jogar em portugal (€). Não há jogadores portugueses que neste momento entrassem na equipa titular quer do benfica quer do porto, os que há estão noutros campeonatos a ganhar muitos €. Vejamos os seguintes exemplos Pizzi, Fez uma grande temporada no paços saiu logo por 9 milhões para o At Madrid. O Manuel Fernades fez uma boa época no benfica, quis logo ir para o extrangeiro[€], O fabio coentrão idem. O Bebé, grande pré epoca saiu por valordio para o Man Utd. Falam na formação… Ronny Lopes saiu aos 14/15 anos do Benfica por mais de 1 milhão de €, o sporting teve que vender 2 juniores ao Barça. Danilo, Mario Rui e muitos outros talentosos que saem dos Juniores do Benfica, Porto, Sporting para grandes clubes europeus (€€€€). O Benfica, Porto, Sporting precisam de ter constantemente equipas fortes se ambicionam ir longe na champions, e isso é impossível se andarem a formar jogadores em competição. Precisam de jogadores feitos. Quantos James, Salvios, Ola Johns, Witsels, Rodrigos etc que para alem de muito talento tem uma grande maturidade e experiência de competição?? Não há, estes jogadores e outros que passaram por portugal também saem rapidamente por muitos €. O andre gomes é talentoso e tem um grande futuro, mas de momento não tem estaleca para ser titular indiscutível no benfica, e quando tiver vai ser logo vendido é a lei de mercado. O Nelson O. depois de alguns bons jogos, surgiram propostas de milhões por ele.
O que é necessário é que os clubes mais pequenos em Portugal apostem em jogadores nacionais e lhe dêem a experiência e maturidade necessária a poderem entrar de caras num Benfica ou Porto ou ser uma real alternativa, coisa que para já não tem. Se nos lembrarmos de grandes jogadores nacionais (seleção) que passaram pelos 3 grandes, Raul Meireles, Bosingwa, Petit, Tiago, Paulo Ferreira, Jorge Andrade,o fabio coentrão (antes de explodir no benfica ganhou experiencia no rio ave e nacional) este tiveram opurtunidades nas equipas mais pequenas onde ganharam ritmo, e experiencia suficinete para actuar num grande. E o caminho é esse é os mais pequenos apostarem e darem formação aos jogadores para os grandes poderem se servir destes, comprarem jogadores no mercado nacional.
Beto
Concordo completamente. Já o JJ disse há uns dias, quando lhe perguntaram porque o Rui Pedro, com o talento que tem, jogava num campeonato como o romeno. A resposta foi a mesma que deu no seu comentário: $$$.
Cumps
Karlton
AchO que deveria ser assim… E 4 jogadores nacionais até é pouco! Têm o exemplo do Porto que ganhou a Taça Uefa e a Liga dos Campeões… Sempre com 9 titulares Portugueses… Ah e tal foi com o Mourinho ou foi uma grande geração… Nada disso, apenas nessas epocas de Mourinho ele apostou no mercado interno em "desconhecidos" de seu nome : R.Carvalho,N.Valente,P.Ferreira,Costinha,Maniche,M.Ferreira etc etc… Esses pobres estavam todos em clubes fracos ou emprestados ou enconstados no proprio clube!
Bruno Silva
Falas bem, mas esqueceste que esses jogadores quando chegaram ao Porto já eram jogadores formados e com experiência no campeonato Português. Agora o que acontece é que os clubes ditos pequenos não apostam no jogador Português o que dificulta a vida aos grandes que têm que recorrer aos estrangeiro para ter planteis fortes de nível Europeu. Há poucos jogadores ou nenhuns Portugueses que têm qualidade para serem titulares no Porto ou Benfica que aceitem os salários que se pagam em Portugal. Muitos preferem jogar em clubes sem ambição no estrangeiro e ganhar muitos € do que jogar num grande em Portugal. As equipas B vão ser uma boa ajuda mas é necessário que os clubes da primeira liga principalmente os mais pequenos apostem e dêem condições aos jogadores jovens portugueses.
Karlton
Vais-me dizer que na altura quando o Porto contratou N.Valente,P.Ferreira,Costinha,Maniche,Derlei,M.Ferreira toda a gente dizia estes sim vão vingar grandes máquinas!! Isto tem tudo a ver com os empresários…
Bruno Silva
Eram jogadores formados e com créditos firmados na primeira liga e com muito valor. Actualmente não há jogadores nacionais na primeira liga com valor para jogar no Porto ou Benfica. E aqueles que apresentam potencial para isso (Pizzi, Bébé, Salvador Agra, Silvio Rui Fonte etc neste momento vão logo para o estrangeiro para clubes secundários.Preferem ganhar mais uns trocos do que jogar num grande nacional. Se reparares nos grandes jogadores nacionais poucos são aqueles que se matem a jogar em portugal, excesão so mesmo o Moutinho. O Ronaldo fez meia de duzia de jogos saiu logo, O fabio coentrao depois de uma boa epoca so ficou mais uma no benfica porque quis, e muitos mais casos. E o que acontece é que o Porto e o Benfica tem que ter todos os anos equipas fortes para ganhar titulos e chegar longe na champions e é impossivel isso sem manter uma equipa base. Os jogadores Portugueses são muito pretendidos é preciso constantemente colmatar as suas saidas. E não ha na primeira liga alternativas fiáveis. Uma alternativa ao fabio coentrão, não há. uma alternativa ao David luiz, não há. uma alternativa ao Hulk, não há. Uma alternativa ao Javi Garcia, não há ao witsel, ao alvaro pereira, ao falcão etc não existem alternativas nacionais e as que podem ser estão a ganhar muitos €€ e não vão jogar num Porto e Benfica por menos €€
Miguel Militão
Claramente uma medida urgente, esta que o VM recomenda.
Penso que em vez de 2015 se possa falar de 2018, pois as equipas B vão "abafar" um pouco essa necessidade.
Vamos ver injecção de moral nos jovens e redução dos planteis das equipas A.
Daqui a 3/4, quando a selecção não tiver alternativas de grande valia, surgirão medidas para o incentivo à formação do jogador português em competição profissional de 1ª categoria.
LuisRafaelSCP
As coisas estão a mudar… esta semana por exemplo, ANALISANDO APENAS OS PORTUGUESES QUE JOGARAM DE INÍCIO (muitos outros entraram no decorrer da partida):
Gil Vicente e Beira Mar – 8 portugueses de início.
Guimarães, Paços de Ferreira, Olhanense e Académica (*) – 7 portugueses.
Braga, Setúbal e Moreirense (*) – 6 portugueses
Marítimo e Estoril – 5 portugueses
Nacional (*) – 4 portugueses
Sporting e Rio Ave – 3 portugueses
Porto – 2 portugueses
Benfica (*) – 0 portugueses
* analisando pela jornada passada visto que nesta ainda não jogaram.
Ou seja, tirando os 3 grandes e mais uma equipa ou outra (Rio Ave e Nacional), todas as outras equipas começam a apresentar um numero considerável de portugueses no 11 inicial, com 50% ou mais de percentagem de jogadores portugueses.
De referir que o Sporting vai começar a apresentar 4 em 11 (Patrício, M.Lopes, Joãozinho e Adrien).
rôbot
Nem todos os dados são maus. O factos de os jogadores estrangeiros terem uma maior percentagem de jogadores que jogam pela selecção significa que esses são jogadores que acrescentaram valor ao campeonato. Um jogador que jogue pela selecção supõem-se que é melhor que um que não joga.
Não se deve limitar o numero de portugueses no 11 inicial porque isso só iria fazer disparar o valor dos salários.
Também sou contra a politica de limitar as vendas porque isso seria facilmente contornavel com rescisões de contrato.
Se queremos diminuir o numero de estrangeiros na liga porque não fazer como em Italia e limitar o numero de jogadores extra-comunitário comprados a clubes estrangeiros por época.
Christoph Correia
É muito bom (mesmo muito) o VM preocupar-se com esta questão e, melhor ainda, apresentar soluções!Sem dúvida alguma que, mais cedo ou mais tarde (esperemos que seja o mais rápido possível), a Liga vai ter de implementar medidas desta natureza, ou seja, implementar um número mínimo obrigatório de jogadores portugueses em cada 11 inicial e um limite máximo de extracomunitários nos plantéis (neste aspecto não concordo com o VM, pois não acho que seja uma medida xenófoba. Seria xenofobia se estabelece-se um limite a uma determinada nacionalidade, ou seja, de um plantel de 27 jogadores só x jogadores poderiam ser brasileiros, o que, realmente é estúpido). Seria interessante o VM propor estas medidas à Liga, pois considero que o vosso projecto há muito já tem credibilidade suficiente para puderem tomar uma posição (nem que seja apenas indicar problemas e respectivas soluções) no desporto nacional. Cumprimentos
Bráulio
Apesar de não se tratar de nenhuma novidade é VERGONHOSO! As regras para as competições europeias estão definidas e os clubes portugueses raramente inscrevem todos os elementos que têm direito por não respeitarem os critérios de formação. A taça da liga também apresenta as suas obrigatoriedade e como tal é imperioso que a nossa liga seja jogada por maioritariamente por portugueses. Os russos conseguiram uma base sólida para a sua selecção porque obrigaram os clubes a apostar nos jogares nacionais. Temos que fazer o mesmo, pois além de providenciar jogadores para a nossa selecção permite que os jogadores portugueses joguem, e como tal, potenciar futuras transferências.
É uma realidade triste, mas que em nada prejudica a competitividade das equipas lusas, uma vez que as regras para as competições europeias não se alteram e entre nós a regra seria uniforme para todos os emblemas. É urgente restringir desde já a utilização de jogadores estrangeiros (sejam europeus ou não), começando por camadas jovens em que os nossos jogadores cada vez têm menos oportunidades porque há estrangeiros, que tiveram o Sr. empresário a colocá-lo no plantel e por isso, tem obrigatoriamente de jogar independentemente da sua qualidade. A médio prazo, todos os planteis de formação e equipas B's deveriam ser obrigadas a jogar com 8/9 jogadores portugueses! Em relação às equipas profissionais deveria ser progressivo consoante a divisão em que actuariam, por exemplo, 1ª liga com 6 portugueses a jogar de início, liga de honra com 8, II divisão com 10! É inacreditável ver equipas de escalões inferiores com tantos estrangeiros.
Algo tem que ser feito de imediato, caso contrário, iremos comprometer o futuro da selecção nacional, o desporto jovem e inclusive a própria modalidade de futebol sénior no que concerne a jogadores nacionais. É verdade que o dinheiro não abunda mas o jogador português não é mais caro que o sul-americano nos dias que correm. É uma situação ultrajante que teria de ser resolvida pelas entidades de supremacia que simplesmente preferem deixar tudo ao Deus dará…
Rúben
O Vitória de Guimarães está a fazer um bom campeonato com imensos miúdos portugueses que tinham pouca ou nenhuma experiência de Primeira Liga. Rui Vitória está a fazer um trabalho muito bom e parece-me que com os bons treinadores que existem em Portugal (muito evoluídos em todos os aspectos) os nossos clubes podiam perfeitamente apostar mais na prata da casa. Além disso, sendo a nossa liga já uma das melhores da europa (atrás dos principais campeonatos) os jogadores portugueses têm todas as condições para evoluir e atingirem outros patamares, muito mais do que se jogarem no Chipre, Suiça ou Bélgica.
Beto
Só que grande parte desses portugueses prefere dinheiro a jogar em Portugal.
JCCJCC
Isto parece-me apenas um resultado da globalização.
Eu sempre fui partidário de que mais vale perder com os nossos, que ganhar com gente de fora.
No entanto, acho errado a liga antecipar-se à uefa com estas medidas, acho que isso só iria prejudicar o campeonato.
Foi a contratar brasileiros que o campeonato português, e as suas melhores equipas deram o salto que deram nos últimos 10 anos. Actualmente mesmo com uma liga dos campeões bem mais competitiva (com 4 equipas de cada campeonato forte), é raro o ano em que não há representantes portugueses na 2ª fase.
Anónimo
Concordo com o que o VM diz, mas em relação aos 4 portugueses no onze não concordo, concordaria se tivesse no plantel ronaldo, pepe, nani e moutinho por exemplo, mas essa decisão apesar de beneficiar os jogadores portugueses ía prejudicar os clubes, pq íam estar limitados a jogar com jogadores mais fracos que os que tinha no plantel..
A russia usa esse método, mas a russia é uma liga fraca, só tem dinheiro, nada mais que isso..
fica a minha opinião, saudações
João Pimenta
Kiki
Está bem como está, nas décadas de 60,70 e 80 não havia a importação de jogadores que começou no fim dos anos 80, e a selecção também só participou em três competições.Desde que começamos a exportar os melhores passamos a ser presença regular e uma selecção respeitada por todos. O que se passa é ciclico, nem todas as gerações são de Ouro. Mesmo os miúdos que foram vice-campeões do mundo, apesar de terem qualidade percebia-se que ainda precisavam de muito trabalho para se poderem afirmar. O que interessa ao Benfica, Porto, Sporting e Braga é ter os melhores jogadores possíveis dentro do orçamento, se os melhores são estrangeiros que se contrate estrangeiros. Eu quero é que o meu clube ganhe, se com portugueses melhor, mas prefiro ganhar um campeonato e uma taça ou fazer uma grande liga dos campeões com 11 estrangeiros do que um 4ºlugar só com portugueses. Se me disserem jogadores portugueses que sejam melhores que Lucho, Jackson, James, Garay, Cardozo, Salvio, Wolksvinkel e que sejam económicamente viavéis para os clubes aí retiro o que disse.
David X
Podemos e devemos analisar a questão mais a fundo já que é um tema que interessa a muita gente.
Primeiro ponto: A nossa liga é aliciante para jogadores e empresários de jogadores estrangeiros. É uma liga que pratica bom futebol, com treinadores bons e muito experientes, que sabem integrar os estrangeiros no seu grupo de trabalho. Para além disso a nossa liga não apresenta entraves à contratação de estrangeiros.
Segundo ponto: Os outros campeonatos periféricos que poderiam fazer o papel que Portugal faz agora não apresentam as mesmas condições. Países como a França e Bélgica apostam mais em jogadores oriundos de países africanos pelas suas raízes muito fortes nesses paises. Chipre, Grécia, Turquia são sociedades mais fechadas que não recebem tão bem os estrangeiros, com adeptos muito exigentes e pouco pacientes e que apresentam linguas muito diferentes das latinas, dificultante a integração de novos elementos. Já a Dinamarca, Polónia, Russia, Hungria, Roménia, Suécia, Holanda, entre outros são países muito complicados, com muitos habitantes xenofobos, linguas dificeis e climas muito frios. Dái, os empresários preferirem Portugal e Espanha para colocar os seus jogadores Sul-americanos.
Ponto três: A nossa visinha Espanha já há vários anos que apostou imenso no desporto e hoje vem-se os resultados em imensas modalidades como o futebol, basquete, automobilismo, ténis, hoquei e tantas outras. Ao fazer isso também apostou no jogador espanhol (mais propriamente, local, os catalães usam catalães, os bascos, jogadores bascos, etc etc) sendo o desporto mais uma maneira de as Regiões se tentarem superar umas às outras.
Ponto quatro: Os empresários são gente inteligente, geralmente com dinheiro e muita lábia, conseguindo facilmente convencer os diretores desportivos de que contratar os jogadores que têm em carteira é mais vantajoso.
Ponto cinco: Portugal é um país que sabe receber estrangeiros, que apresenta uma proximidade com a lingua dos jogadores da america do sul e países africanos lusofonos, com um bom clima e em que o salário de jogador de futebol de um clube de pequena/média dimensão já chega para viver com algum conforto, mais do que aquele que tinham no país de origem.
Ponto seis: clubes do Chipre e da Turquia são aliciantes para o jogadores portugueses porque o campeonato português é bem visto nesses países, como tal os clubes e adeptos têm boa impressão das mais recentes contratações. Para além disso têm climas fantásticos e praias muito boas. Qual de vocês não preferiria ir para um campeonato ganhar bem, gozar em boas prais e exigirem menos de nós?
Ponto sete: Eu pessoalmente concordo com a exigência de um certo número de jogadores portugueses ou formados em Portugal no onze inicial. Pode ser de forma gradual como sugerem. Limitar a contratação de estrangeiros julgo não fazer muito sentido.
Tomas W
A possibilidade da selecção nacional estar em perigo não é verdade. O facto de não jogarem na liga portuguesa não impede o seu aproveitamento para a selecção.
O Pauleta nunca jogou na 1ª Liga portuguesa e é o melhor marcador de sempre pela selecção. Luis Boa Morte nunca jogou no escalão sénior em Portugal e foi várias vezes à selecção. O próprio Cristiano Ronaldo não fez uma época inteira nos séniores e vai bater todos os recordes da selecção.
Sera que é melhor jogar no Moreirense ou no Guimarães do que no Manchester City ou no West Ham?
Seria um problema para a selecção se a aposta em estrangeiros impedisse os jogadores nacionais de jogar. Mas pelos vistos o nº de portugueses noutros campeonatos aumenta e abre-lhes as portas da competição regular.
O seleccionador nacional tem agora é mais trabalho na observação dos jogadores.
A liga holandese tem muito mais jogadores nacionais do que a portuguesa e tal facto não impediu a Holanda de ter um contingente "estrangeiro" enorme no ultimo Euro.
Quanto às medidas sugeridas podem ser ilegais, como o nº mínimo de jogadores portugueses no 11 inicial. Tal acontece na Rússia porque não pertencem à União Europeia. Ou podem não garantir jogadores portugueses. Lembro por exemplo Eric Dier ou Vitor Golas que cumprem o critério dos jogadores da formação e não são portugueses.
A obrigatoriedade de comprar no mercado nacional pode trazer uma inflação brutal nos preços. Lembro por exemplo o Nacional que vende sempre mais barato para o estrangeiro do que para os grandes cá do burgo.
Quanto á questão dos estrangeiros no nosso campeonato, é uma questão de gosto. Eu pessoalmente prefiro jogadores portugueses, mas não vejo que por isso deva ser imposto aos clubes. Quando muito pode ser "imposto" aos dirigentes pelos adeptos de cada clube.
David X
De facto todos os jogadores da seleção que referiu exibiram boas prestações mesmo sem passar muito pelo campeonato português. O perigo que existe para a seleção não passa pela falta de jogadores bons no estrangeiro. Passa mais é pela ausência de jogadores sem rotina. Um trio de meio campo que jogue de olhos fechados, ou um ponta de lança e um extremo ou um quarteto defensivo. E geralmente são os grandes clubes portugueses que os fornecem. Por exemplo, o maior de todos, o meio campo da seleção espanhola ou ainda o trio Costinha, Maniche, Deco do Porto. Dado o pouco tempo de preparação que as seleções têm disponivel, ter estes pequenos grupos são uma mais valia.
Tomas W
O meio-campo da selecção espanhola não é só Xavi e Iniesta. O Xavi Alonso e o David Silva nunca jogaram no Barça e jogam de "olhos fechados" com os barcelonistas.
Figo, Rui Costa e João Pinto nunca jogaram juntos nos clubes e era uma maravilha vê-los a jogar juntos na selecção.
Nos sucessivos meio-campo do Brasil também não há muitos a jogar na mesma equipa e jogam futebol a sério.
Quando há qualidade não é preciso jogarem juntos no clube
David X
De facto os jogadores que mencionou são de um patamar à parte. São vedetas, com grandes capacidades fisicas e mentais. Mas acho que não se pode exigir o mesmo quando o meio campo é composto por Raul Meireles, Custódio, João Moutinho ou Ruben Micael ou Hugo Viana. Não se pode fazer as mesmas exigências a este tipo de jogadores, são bons jogadores é verdade, mas falta-lhes um bocadinho assim. Talvez nas capacidades mentais que os torne capazes de se entrozar rapidamente com o estilo de jogo praticado. E não me parece que esta ultima fornada de jogadores venha resolver este problema. Não se vê no horizonte próximo algum Rui Costa ou algo semelhante.
Anónimo
Eu gosto de ver os portugueses jogar, quer em Portugal, quer no estrangeiro. E adoro a Seleção Nacional.
No entanto, penso que a actual conjuctura europeia e até mundial quer a nível politico, quer a nível económico fazem-me ter muitas dúvidas quanto à possibilidade e os verdadeiros benefícios destas medidas.
É bom que os nossos jogadores joguem no seu país, mas hoje estamos perante duas realidades indesmentíveis, uma que já dura há alguns anos, os melhores jogadores portugueses naturalmente saem para os grandes campeonatos, são impossíveis de manter, mas pior ainda há uma nova realidade os jodores de de qualidade média/boa agora também saem de Portugal para a Roménia, Chipre, Médio Oriente e agora surgem ainda mercados emergentes como Angola e Brasil. Cada vez o jogador português mais facilmente saem do nosso país não por não jogarem, mas como diria o João Tomás, porque o Primeiro Ministro aconselhou a fazer.
António
Angry Master League Nerd
Não acredito que o campeonato português tenha mais estrangeiros que o grego, principalmente Olympiakos
kito
É fazer uma coisa qualquer, uma proposta e mandar para a Liga ou assim, voces apresentam esses pontos e vamos ver se dá em alguma coisa, é que se continuar assim vamos ficar sem jogadores portugueses em portugal e a nossa seleção daqui a uns anos fica como era nos anos 80/90
Batistuta
Na actual jornada, uma média de 5.5 jogadores Portugueses em cada 11 inicial.
É o mercado a funcionar.