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Irá alguma destas equipas ocupar o lugar de Phoenix e surpreender esta temporada? Os rookies conseguirão fazer a diferença já este ano?

Utah Jazz

Uma das equipas mais jovens da prova, Utah tem tanto de talento como de inexperiência. Os poucos veteranos que havia rumaram a outros prados, e desta vez não há margem para dúvidas: o plano é pôr os jovens em campo. Tyrone Corbin também abandonou, depois de falhar na potenciação do talento já existente, insistindo em veteranos que nada iriam dar à equipa. Para o seu lugar chegou Quin Snyder, também ele um rookie, e que espera implementar um estilo mais adequado aos seu jogadores. Utah não conseguiu grandes reforços, optando por ir buscar alguns jogadores medianos (na linha do que fazia nos anos 90) de modo a engordar o banco, mas renovou com Gordon Hayward. O extremo conseguiu um contrato de máximo valor, cortesia de Charlotte, e dificilmente o seu rendimento será proporcional ao salário, mas o facto de Utah não ser um destino privilegiado para agentes livres terá pesado na decisão de manter o jogador. Existe muita excitação em relação ao prodígio australiano Dante Exum, embora a pré-temporada indique que ainda falta algum tempo até que este possa render. Já Rodney Hood pode ser muito bem ser um dos “roubos” do draft. A dupla Favors-Kanter tem imenso potencial, mas também ainda não o demonstraram na totalidade. Muito forte, o turco peca ainda por alguma falta de nervo e de concentração. O ano passado Utah foi um dos bombos da festa, pese a melhoria após a estreia de Burke. Tarefa primordial de Snyder, será a de colocar os Jazz a fazer algo parecido com uma defesa. Este ano o banco, inexistente na época passada, está um pouco mais recheado, o que em conjunto o novo treinador e a natural evolução dos jogadores, deve chegar para um aumento no número de vitórias. Porém, a falta de experiência costuma ser decisiva, e não é normal uma equipa tão jovem bater-se com as mais traquejadas.
The dudes – Hayward é um jogador completo, capaz de marcar de qualquer lado, passar, ressaltar e defender. Não vale o salário.
The duds – há muitas interrogações acerca de Exum, desde a idade até ao físico. Pode ser um dos flops do ano, embora o tempo jogue a seu favor.
O que esperar – menos pick and roll e 5×5, mais velocidade e contra-ataque
Objectivo – evoluir…
Minnesotta Timberwolves
No more Love. O fim era previsível, e Minnesotta nem fez um mau negócio considerando que Love iria sair no fim do ano a troco de nada. Receber duas primeiras escolhas do draft é acima de aceitável. Mas contas feitas, o facto é que dois anos atrás dizia-se que os Wolves se podiam intrometer na luta pelo título, e hoje parecem fadados a andar pelos últimos lugares. A seu favor têm o factor juventude, pois olhando para o plantel vê-se uma margem de progressão notável. Wiggins é apontado como uma super-estrela, Bennett teve um ano de estreia complicado mas tem algum talento, Rubio continua a ser uma grande passador, e mesmo Thaddeus Young, desde que concentrado, é um jogador que pode fazer diferença. Minnesotta manteve ainda alguns veteranos, como Kevin Martin e Brewer, que podem pôr ordem na casa, mas o mais certo é que vejam os seus minutos reduzidos de modo a abrir espaço ao futuro da franchise. Esta é uma equipa em relação à qual há grande expectativa, não só porque estão talhados para dar espectáculo, mas principalmente pelo factor Wiggins. Não há muitos rookies capazes de transformar uma equipa medíocre numa equipa competitiva, conseguirá o prodígio de Kansas deixar a sua marca no ano de estreia?
The dudes – Andrew Wiggins está destinado à grandeza. Atenção a Pekovic, um poste intimidante.
The duds – não é bom sinal quando um base tem lições de lançamento durante o Verão. Rubio está longe de confirmar o que prometeu.
O que esperar – espectáculo, e derrotas. Algumas trocas, pois elementos como Martin e Brewer têm mercado.
Objectivo – lutar pela posição #1 no draft (não vai ser fácil).
Milwaukee Bucks
Boas notícias: Jabari Parker parece ser um produto acabado e pronto a rolar, e deve liderar uma equipa rápida, atlética e forte em todas as componentes físicas do jogo. As más notícias? Por onde começar… Parker é bom, muito bom, mas não deve bastar para elevar os Bucks da mais profunda mediocridade até um grau aceitável de respeitabilidade. Jason Kidd, depois de falhar a toda a linha em Brooklyn, terá um desafio diferente. Enquanto que nos Nets tinha à diposição um conjunto de veteranos, nos Bucks encontrará um conjunto de jogadores extremamente jovens, sendo que alguns deles têm demasiado espaço vago dentro da cabeça. Colocar a jogar em conjunto atletas que querem marcar uma posição e que tendem a jogar para si vai ser complicado. A começar pelas supostas estrelas, e confirmadas desilusões, Larry Sanders (grande defensor, notável ressaltador) e OJ Mayo (já foi um tremendo marcador), cujo rendimento caiu a pique depois de assinarem os seus novos contratos. Por outro lado, Brandon Knight e Giannis Antetokounmpo (que este ano pode ser base) excederam as expectativas, e essa situação pode repetir-se. Este ano existem mais opções, como Dudley ou Marshall, e mesmo Ilyasova pode render mais, agora que está livre do peso da titularidade. Mesmo assim é complicado acreditar que Milwaukee saia do buraco em que caiu. O futuro cedo dirá se Kidd consegue tirar máximo rendimento dos seus jogadores (alguns já mostraram que podem fazer mais do que fizeram o ano passado) e colocar em campo a inteligência que mostrava com a bola na mão. Os seus homens bem precisam.
The dudes – Jabari Parker parece pronto para a luta, e pode estabelecer-se desde já como peça fundamental da franchise.
The duds – Mayo nunca foi muito eficiente, mas sempre marcava bastantes pontos. Esses dias fazem hoje parte de memórias longínquas.
O que esperar – pelo menos alguma qualidade de jogo, condizente com os jogadores que tem.
Objectivo – fazer melhor que o ano passado (pior marca da NBA).
Orlando Magic
Mais um ano no longo processo de reconstrução. Orlando não conseguiu Parker ou Wiggins, contentando-se com Aaron Gordon e Elfrid Payton. Afflalo e Nelson saíram, eliminando quase que por completo o factor veterania (curiosamente, os Magic adquiriram Ben Gordon, uma manobra estranha considerando a estratégia global, e ainda Channing Frye). Resta um conjunto de jogadores jovens, demasiado jovens, e que poucas hipóteses têm de fazer impacto a curto prazo. O plano parece ser o de continuar numa espécie de “audições”, para aferir quem faz parte do futuro e quem fica de fora. Por exemplo, mais cedo ou mais tarde, Orlando terá de renovar com atletas que recebem pouco, como Vucevic, preenchendo assim um espaço salarial que neste momento é enorme. A nível individual, curiosidade para ver como se comporta a dupla Payton-Oladipo, e para verificar a evolução de Tobias Harris e Harkness. A equipa, pese o seu atleticismo, peca em termos de lançamento (Frye pode ajudar, mas precisa de quem o liberte, e não parece ser esse o cenário em Orlando) e é demasiado imatura. As peças têm qualidade, mas não está provado que encaixem, e para fazer algo mais que andar pelo fundo da tabela, são precisos reforços de qualidade, com outro andamento. Feitas as contas, espera Orlando mais um ano polvilhado de derrotas, e cheio de decisões, mas a pensar no dia depois de amanhã.
The dudes – Oladipo mostrou consistência, mas está longe de atingir o estrelato. Vucevic, caso se aguente sem lesões, será o que terá mais impacto no imediato.
The duds – não se sabe bem qual o papel de Ben Gordon, um lançador de baixa eficácia com rendimento inexistente durante os últimos anos.
O que esperar – se Orlando quer atalhar caminho, tem de estabelecer uma rotação mais ou menos fixa, criando de uma vez por todas a base de trabalho da franchise.
Objectivoquem é o #1 de 2015, mesmo?

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Nuno Ranito

0 Comentários

  • Anónimo
    Posted Outubro 26, 2014 at 7:03 pm

    Tem se falado no Jahlil Okafor e no Emmanuel Mudiay (que vai atuar na China este ano). Ainda é muito cedo para dizer, mas podes esperar esses 2 no top 5.

    l Miguel l

  • Sandro
    Posted Outubro 26, 2014 at 4:54 pm

    E já agora, já se sabe quem é provável n.º1 do Draft de 2015? Há um ano nesta altura já se falava bastante do Jabari Paker, Wiggins e Exum, mas este ano não tenho lido nada.

  • Sandro
    Posted Outubro 26, 2014 at 4:53 pm

    Mais um excelente post do Nuno Ranito.

    Não acredito que haja um novo "Phoenix", até porque nenhuma destas equipas tem uma dupla como o Dragic-Bledsoe, que é das menos valorizadas da Liga. Mas também não acho que estas 4 se façam declaradamente ao último lugar, parece-me que querem valorizar os jogadores com vitórias e não serem uns 76ers.

  • André Clemêncio
    Posted Outubro 26, 2014 at 3:09 pm

    Minnesota Timberwolves têm este ano uma hipótese de surpreender. Apesar da saída do Kevin Love, ficaram com uma equipa jovem e promissora!
    Um cinco com Rubio-Martin-Wiggins-Young-Pekovic pode fazer moça contra a maior parte das equipas e ainda contam com jogadores como Bennett (fez uma má época mas, na minha opinião será bom jogador), Mo Williams e Turiaf p.ex, que não são jogadores de top mas podem ajudar.

    Poderá não ser este ano, mas esta equipa tem futuro!

  • Diogo
    Posted Outubro 26, 2014 at 12:21 pm

    Muitas expectativas para ver o que valem estes T-Wolves, pelo menos pior que no tempo do Kevin Love não vão fazer.

  • Marco
    Posted Outubro 26, 2014 at 11:03 am

    Este é um dos problemas da NBA, muitas equipas já começam a época sem grandes objectivos. Se mudassem os critérios do Draft talvez a Liga tivesse mais interesse, porque não faz sentido estar sempre a premiar os mais fracos e muitos que fazem de propósito para perder.

    • Anónimo
      Posted Outubro 26, 2014 at 12:45 pm

      As equipas podem reconstruir um plantel por 3 vias, draft, free agent ou trocas..equipas de mercado pequenos dificilmente atraiem bom FA, trocas é preciso existir qualidade, logo numa fase inicial tem sempre que haver draft para estas equipas…há equipas que o fazem bem, à outras que o fazem mal(Sacramento que dois anos seguintes draftam jogadores para a mesma posição por exemplo).

      Nuno em relação ao que disseste acho que todas têm condições para fazer melhor que no ano passado, Milwakee se o sanders não andar nos copos e partir uma mão, Orlando adicionou mais dois jogadores promissores e acho que o Frye vai ajudar bastante, Jazz que é dos conjuntos jovens que mais gosto tem tudo para evoluir, aquela dupla de postes tem capacidade para crescer ainda mais, com um bom SF o hayward, e nos bases o Exum e o Burke espero que possam demonstrar o potencial que têm. De destacar que quando o Burke voltou de lesão no ano passado eles fizeram um record bastante interessante.

      Deixei Minesota para o fim, perder o Love é sempre um mau presságio, mas a verdade é que acho que esta equipa pode vir a ser melhor do que foi no ano passado, tem um grupo de jogadores bastante interessante, vi o Rubio em alguns jogos de preparação e ele parece-me estar a lançar melhor(desconhecia o facto de ter tido um treinador de lançamento no verão), mais wiggins, bennet, young, pekovic, o dieng que vai fazer os minutos que o pekovic vai descansar vai fazer números bastante interessantes, Mo williams a sair do banco, Martins, e um jogador que gosto muito mas que não tem muitas oportunidades o Shabazz, acho que têm capacidade de fazer uma boa época. Era engraçado irem aos playoffs quando o love sai.

      José

    • Nuno R
      Posted Outubro 26, 2014 at 11:39 am

      Em todas as competições há quem inicie a temporada sem um objectivo que não seja andar por lá… a ideia do draft é equilibrar as coisas. Se assim não fosse, os rookies nunca iriam para Utah, Minnesotta ou até San Antonio. Claro que o draft não chega, e são poucas as equipas que o aproveitam a 100%.
      Mas pior que as equipas fraquinhas, que vão perder muito, são aquelas que andam entre o 8º e 10º lugar, como era Houston. Essas sim, a certa altura ganham juízo e começam a perder literalmente de propósito.

  • Mateus
    Posted Outubro 26, 2014 at 10:56 am

    Aposto nos Sacramento Kings para maior supresa do ano!

    Mateus

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