Fora alguns problemas com lesões, a idade ainda não parece afetar a sua qualidade e seria um desperdício sair já da Europa, mas…
Kevin de Bruyne abordou o seu futuro, não descartando uma mudança para o Médio Oriente. O belga, que vai fazer 33 anos e tem mais um ano de contrato com o Man City, confessou que os valores pagos na Arábia Saudita o seduzem e que a sua família não se oporia a uma saída de Inglaterra: «Na minha idade é preciso estar aberto a tudo. Fala-se de quantias incríveis de dinheiro no que pode ser o fim da minha carreira. Por vezes, é preciso pensar nisso., começou por dizer. «Se vou jogar lá durante dois anos, vou poder ganhar uma quantia incrível. Para chegar a isso, tive de jogar 15 anos de futebol. Talvez nem chegue a esse valor. Depois, é preciso pensar no que isso pode significar. Mas, de momento, ainda não tive de pensar nisso. Para a minha mulher, uma aventura exótica não fazia mal. São também conversas que estamos a ter cada vez mais em família. Tenho mais um ano de contrato, por isso tenho de pensar no que pode acontecer. O meu filho mais velho tem agora oito anos e só conhece Inglaterra. Ele também pergunta quanto tempo vou jogar no City. Quando chegar a altura, teremos de lidar com isso de uma certa forma.», concluiu. Recorde-se que De Bruyne está desde 2015 em Manchester.


38 Comentários
RhaiL
Meio milhão por semana (o mais bem pago da premier), e não consegue comprar azeite, bem aqui o Bruyne a zelar pela família.
maZe
O azeite está caríssimo.
filipe19
Saindo em sua defesa o preço do azeite também subiu bastante
Jeremias
Por favor, não vás. Vai para o Barcelona e leva o Bernardo contigo. É a herança do futebol que está em causa
lipe
Em que mundo é que o Barcelona tem dinheiro pra dois dos melhores jogadores do City?
Mantorras
A serio Kevin? Pelo dinheiro? Nao e pela enorme competicao para onde todos vao dar o maximo? O Coach ficou desiludido agora.
João
Ele no city ganha 1,15M mensais
Lúcifer Morningstar
Money talks.
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Se a FIFA fosse uma entidade transparente e honesta, coisa que não é, já tinha posto um travão na megalomania do futebol saudita. Mas, como é bom de ver, anda tudo a mamar do dinheiro do regime ditatorial da Arábia Saudita.
manel-ferreira
Esse travão incluiria os investimentos sauditas em clubes estrangeiros como o Newcastle? Ou aí já não há mal nenhum porque é a Premier League e não me tirem isso, por favor?
Tiago Silva
O Newcastle tem estado sobre as mesmas regras dos outros clubes da Premier League. Acho injusto estares a pôr no mesmo pote dos clubes sauditas onde aí sim não há qualquer controlo em termos financeiros.
manel-ferreira
Continua a ser dinheiro originário do mesmo regime ditatorial e desrespeitador dos direitos humanos, ou não?
Ou só é mau quando eles metem o dinheiro dentro do próprio país e não cá fora?
Neville Longbottom
Mas vem por um travão como assim?
Impedir um jogador de livremente jogar onde quiser?
Impedir um clube de contratar livremente um jogador?
Antonio Clismo
Ele que vá para a Arábia encher-se de dinheiro e depois que venha gozar a vida para o Algarve o resto da sua vida.
Francisco Ramos
Não deviam ser permitidas este tipo de declarações, era importante voltarmos a ter censura! É que depois há muita gente que vai perder argumentos porque andaram a defender o Cuccittini e a atacar o Aveiro por causa do último destino!
Neville Longbottom
Concordo, mas com uma ressalva. De facto Cuccitini é o último nome do Messi, tal como Aveiro é o último nome do Ronaldo. Mas na cultura espanhola e países latinos de língua espanhola, o nome que prevalece é, tal como na portuguesa, o nome do pai (enfim, “prevalece”). No caso, Aveiro é o nome do pai do Ronaldo e Messi é o nome do pai do Messi. A diferença é que em Espanha o nome da mãe é o último e o do pai é o do “meio”. Caso contário o Raul Gonzalez, o Xavi Hernandez, o Andrés Iniesta, o Fernando Morientes, o Radamel Falcao, e por aí fora eram conhecidos por outro nome. Gonzalez, Hernandez, etc são o nome do pai e são o nome do meio.
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Quanto ao tema, o Messi é indubitavelmente o melhor jogador que vi (para mim nem é tema), mas não vejo por que motivo se ataca o Ronaldo e não se ataca o Messi por ir para o US. São ambos contextos competitivos muito irrelevantes no panorama mundial.
Francisco Ramos
Eu apenas usei esses nomes com tom jocoso (que até lembra a obra de Kafka segundo o priberam, veja-se a coincidência) visto que para mim são o Messi e o Ronaldo (ou Cristiano Ronaldo para quem viu o fenómeno jogar e esse era o Ronaldo)!
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Sobre a parte final eu acho que o Messi foi o melhor jogador do mundo, dos que vi jogar. Mas para valorizar um não preciso de desvalorizar o outro (até sou mais fã de Ronaldo porque na vida real temos que trabalhar para conseguir o que queremos e Messi, apesar de muito trabalho para se manter no topo tantos anos, tem um talento inacto). E não só não desvalorizo como não sou invejoso que é coisa que muita gente faz. Qual é o mal de querer ir ganhar milhões para a Arábia? Ainda agora De Bruyne falou sobre isso mesmo. Como outros podem não querer nada com o dinheiro, a fama ou ser o melhor de sempre (Ronaldinho, por exemplo).
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A crítica fácil paira muito sobre este blog e tantos outros porque as pessoas escondem-se atrás de um teclado. Sobre a explicação, não sabia e agradeço com uma ressalva (brincadeira claro), Radamel Falcão não entra nessa explicação porque não é Espanhol mas Colombiano.
Mantorras
Eu sei que nao parece, mas o Messi existe na vida real. E em todas as profissoes do mundo existem pessoas com talento inato. Essas pessoas, normalmente, tem a sorte de se terem apaixonado por fazer algo para as quais tem uma predisposicao muito grande, e como tal, dedicam “com toda a sua forca, amor e carinho” as 10.000 horas para se tornarem genios, a arte que adoram. Comecam cedo e nunca param. Junta-se a fome com a vontade de comer.
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O Messi certamente brincou muito com uma bola toda a sua vida. Isso e treino. Certamente jogou a parede, ao meiinho, jogou 2 vs 2 (balizas pequenas xD), aos remates, e fez muitos jogos na rua. Ninguem tem aquela habilidade sem milhoes de repeticoes. Como e que alguem pode ser tao bom a jogar entre 4 ou 5 adversarios, a ler o jogo tao rapido e a frente, sem ter feito milhares e milhares de jogos em espacos curtos? Sem ter passado por todo o tipo de dificuldades diferentes “dentro de um jogo”, para poder saber sair delas magicamente? Treino e tudo o que envolve futebol. O mundo do futebol ate evoluiu para algo onde o treino inclui quase sempre bola e tudo. O mundo do futebol hoje ate comeca a criticar muito a robotizacao. A vida de um profissional de topo com muitos jogos por ano passa muito por treinar muito com bola, ter cuidado com o corpo e com o descanso e seguir os planos individuais que os clubes lhes fazem para recuperacao e manter a forma. Isto e 90% do treino hoje em dia. O atleta Messi nao deve ter fugido muito a esse padrao de treino e so por isso ficou tanto tempo no topo.
Francisco Ramos
Mantorras,
Concordo plenamente, sendo que eu até disse que apesar de um talento inacto, é preciso bastante trabalho para se manter no topo durante muito tempo! E existem muitos profissionais assim, eu conheço um ou dois.
Agora em termos de role model, eu revejo-me mais num Ronaldo, meramente isso!
Neville Longbottom
Toda a gente sabe que o Ronaldo é um grande profissional. Mas eu não vejo o motivo pelo qual o Messi não é idêntico. Trabalha tanto como ele.
Dito isto estás obviamente no teu direito de gostar mais do CR7.
Neville Longbottom
Sim é Colombiano. Mas como eu disse isto acontece em Espanha e nos países de língua espanhola. Radamel Falcao, James Rodriguez, Andre Carrillo, etc. o proprio Messi não é espanhol. Todos usam o nome do pai que é o nome do meio.
Artur Trindade
Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, é o nome de baptismo, não foi preciso recorrer a alcunhas como os Nuno Ribeiros (o Gomes e o Maniche), sem nunca alguém ter desafiado ou estranhado uma escolha legítima sobre o nome da carreira, tal como todos teríamos chamado Lionel Andrés, ou Lionel Cuccitini, ou Lionel Batistuta, caso fosse essa a escolha de Messi para si, com o máximo de respeito de todos pela sua escolha.
Ronaldo apenas escolheu um dos seus nomes para ser conhecido, por sinal um nome bem sonante, mas que é seu de baptismo, e assim foi desde os 11 anos na sua estreia pelo Sporting, desde que ele é conhecido no mundo do futebol, nunca ninguém sentiu necessidade de lhe chamar outro dos seus nomes.
Apenas o Kafka o faz (ou fazia), todos conhecemos o seu sentimento de desdém, fá-lo porque acha que isso o diminui, e tu quando repetidamente explicas o óbvio, ou és ingénuo quanto ás suas intenções, ou darás respaldo a esse sentimento.
Mantorras
Qual e o argumento que se perde por causa destas declaracoes?
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Pergunto porque a maioria das criticas a “escolha Arabia”, seja por parte do Ronaldo ou de outro qualquer, tem que ver com:
A) Este pais desrespeitar abertamente os direitos humanos.
B) Esta liga ser basicamente uma campanha de sportswashing.
C) O facto de o Ronaldo dizer que a liga saudita e uma liga de topo.
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A estas criticas acrescento que o principe deu muita pasta a uns e menos a outros, tornando isto tudo um conjunto de equipas com dono comum, patrocinadas pelo mesmo, e siga la jogar a bola. Chamar a isto competicao e puxado. Eu chamo-lhe o quadrangular do principe por isso mesmo, e pelo menos ate que passem uns aninhos e isto se dilua no tempo, e os efeitos desta football party sejam menos imediatos, parece-me uma critica razoavel.
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Nunca vi o Messi dizer que a MLS era o supra sumo do futebol. Os EUA abusam em muita coisa, mas nao ha comparacao com o que se passa na Arabia. Assim sendo, o que mudam as declaracoes do KdB, a nao ser dar mais forca a quem diz que os atletas vao para la reformarem-se, tal como os que vao para a MLS, e que a liga saudita apesar de ter varios “bons nomes” e jogadores com qualidade, nao os tem “a competir a serio”?
Artur Trindade
Se substituíres a imagem do príncipe a dar muita pasta, pelo regular funcionamento da economia, tens a liga portuguesa com 3 equipas favorecidas pelas circunstâncias, e um quadrangular (se contarmos com o Braga), e dificilmente mudará com o passar dos anos.
Nada disso implica que o seja indiferente para alguém qual o vencedor, existe competição, na exacta medida que qualquer dos grandes tem adeptos que querem vencer.
É uma competição a sério, os 3 querem vencer, e lá nada muda isso, a não ser que tenhas informação privilegiada e tenha sido o monarca a decidir o Al-Hilal como campeão, e tenha acontecido uma espécie de apito dourado nas Arábias, que eu não tenha reparado porque não vejo os jogos, mas acho que tinha sido noticiado.
A questão de não ter os jogadores a competir a sério, parece um processo de intenções infundado, lá como aqui, não rendes acabas corrido, é a lei do mercado.
Mantorras
Nao concordo. Os clubes tem grandeza historica. Ate para conseguirem sponsors e outro tipo de investimentos isso conta. Ate nisso ha algum merito. Ate para ser comprado e preciso valer alguma coisa, nao e “o dono disto quer que parem de olhar para nos pelos crimes contra os direitos humanos, pega la uma batelada de pasta e tenta convencer a vir para ca quem nunca viria sem ser a ganhar em 2 anos o que ganhavam em 20 e bora lavar cerebros”.
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Se daqui a 10 anos ainda tiverem este nivel de atraccao/investimento, sobrevivendo a saida do Ronaldo, tendo ja diluido no tempo este tesao do mijo para a reforma dourada que levou muitos a quererem rechear a conta antes que outros fossem a frente deles… talvez mude de opiniao.
Stravinsky
Ora aí está Mantorras, TUDO DITO!
Neville Longbottom
Reforço que os USA são um país que faz muita borrada pelo mundo. Mas na hora da verdade comportam-se como o irmão mais velho. Sempre que há um problema qualquer, lá vamos chamar os Estados Unidos para resolver. E essa é um bocadinho a história do século XX. Muitos malham (e bem atenção, está história da Palestina deixa-me enjoado), mas quando foi para acabar com os nazis, lá vieram eles cá resolver (sim eu sei, isto é partir a realidade em compartimentos complexos que não se deve fazer). Vieram libertar uma terra que não é a deles, muitos deram a vida por uma pátria que não lhes diz nada, aliás convido muitos europeus a circular pelo norte de França e pelos inúmeros sítios por onde eles passaram depois do 6 de Junho. Percebo o desdém que muita gente lhes tem, mas se existe mundo ocidental como o conhecemos muito lhes devemos a eles (até pelo período da Guerra Fria). Por isso é que já há facções internas contra o investimento na defesa da NATO, etc, está tudo à espera que os Estados Unidos resolvam a guerra na Ucrânia, etc. Depois claro, descambaram e tem episódios tristíssimos como esta empreitada contra o mundo árabe, a guerra do Iraque, das Coreias ou o Vietname.
Mantorras
Nao diria melhor. E acrescento que, principalmente em relacao aos conflitos mais recentes, sem acesso a informacao priveligiada, ter uma opiniao solida, sem demasiadas ramificacoes, parentesis e “what ifs”, e muito complicato.
Art Vandelay
Enquanto o Real está cada vez mais forte, os adversários ficam cada vez mais fracos ??…a Champions passará a ser uma mera formalidade de agora em diante, um cumprir de calendário com glamour, nada mais que isso
Rated R
Sad but True
Stravinsky
Pelo que dá a entender parece que é um tema importante e que tem sido discutido com a família, por isso, parece haver essa inclinação.
E na verdade, quem o pode criticar? Vai lá durante 2 anos ganhar dinheiro para os seus netos e nem precisa de se cansar.
Como disseram aqui ontem, vai cansar-se menos numa semana de treino + jogo na Arábia Saudita que num treino diário do Man City e ainda ganha mais, por isso…
Rodrigo 77
Então e a seleção Kevin?
Todos sabemos se fores para a Arábia, perdes toda a qualidade que tens nesses pés.
Quinhas
O motivo é o dinheiro???para quem ganha mais de 300 mil por semana??????
FootballTotal
Se eu ganhasse 300 mil por semana e me oferecessem o dobro, não pensava duas vezes , principalmente com a idade dele. ( Provavelmente até lhe oferecem muito mais que o dobro)
A malta gosta de fantasiar os jogadores da bola, como se fossem seres que não podem gostar do dinheiro e que o amor ao jogo tem de estar acima de tudo . São pessoas iguais a todas as outras, sendo que no caso deles, deixam de trabalhar aos 30 e tal anos ( atualmente é a idade de um português sair de casa dos pais ).
Obviamente que por muito dinheiro que tenham feito, ter a oportunidade de ter uma vida ainda mais confortável financeiramente e conseguir com que os filhos, netos ou até bisnetos possam ter essa vida.
Mesmo sendo jogadores mais novos, tipo Jota, percebo escolherem o dinheiro invés de uma carreira mais séria. Dar uma bela estabilidade financeira à família e aos seus ascendentes pode ser muito mais importante que reconhecimento profissional.
Miguel Lopes
Pergunta ao Nicklas Bendtner, onde é que anda o dinheiro que ganhou?
Quanto mais ganham, mais esturram.
KAiOWAS78
É preciso perceber que há uma grande diferença entre ganhar 300 mil euros e receber 300 mil euros. Se ele “ganha” 300 mil por semana està muito provavelmente num bracket alto de impostos com cerca de 50% de dedução. Embora 150mil ainda seja muito dinheiro, os valores astronómicos que se falam por toda essa Europa, ainda acresce os descontos. Contudo quem me dera a mim receber 150mil por semana
Mr.433
Nunca poderei criticar jogadores que queiram acabar a carreira com preferencial em contratos financeiramente grandes e não legado. São seres humanos, as vezes é fácil associar a um jogador de 30 como velho no futebol, mas a realidade é que muitos hoje em dia com essa idade é que estão a sair de casa. Ou seja, aos 30 eles estão acabar a carreira profissional e podem fazer contratos para nunca mais ter de trabalhar e continuar a viver com os grandes luxos a que estão habituados, eles e o futuro da família deles. Mesmo aqueles como Jota que estavam no risco de vingar ou não, preferiram não arriscar e ganhar o contrato do resta das suas vidas. São seres humanos, nunca poderei criticar.
João
Nada mais a acrescentar
DNowitzki
Eu, com o dinheiro que ele já ganhou, jamais iria para a Arábia Saudita (ou afins) por mais dinheiro. Por mais imperfeições que tenha este lado do mundo, e tem, não trocaria, exceto por extrema-extrema necessidade, a vida no Ocidente pela de um país onde as mulheres cá de casa seria tratadas abaixo de animais.
Dito isto, o homem tem todo o direito a ir para onde bem entender.