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Los Angeles Rams vencem o Superbowl LVI

Superbowl 56 na cidade dos anjos e das estrelas.

E para o Universo da NFL, muitas dessas estrelas estavam em campo.

Dois treinadores jovens, da mesma linhagem, com a mesma metodologia ofensiva, e um frente a frente entre duas equipas de ataque, uma construída à boa maneira de Los Angeles, juntando todo um cast de estrelas, e um underdog que andava pela mediania há uns anos e construiu um dos conjuntos  mais jovens e excitantes via draft e free agency.

De um lado os LA Rams a jogarem em casa no seu estádio espetacular, e do outro os Cincinatti Bengals a quererem prolongar a surpresa.

Sean McVey estava a um QB de distância de tornar o seu projecto temível e via trade foi buscar um dos QBs mais underrated da liga, o braço canhão de Matthew Stafford que passou demasiado tempo a fazer jogadas para Megatron e pouco mais em Detroit.

Por sua vez, Zac Taylor tinha na liderança do seu efervescente ataque, o Mr.Cool, Joe Burrow, o comeback player do ano, e uma das estrelas da nova geração de QB’s.

O favoritismo pendia para a equipa da casa mas os Bengals já tinham dado provas que tinham de contar com eles.

A primeira parte foi o espelho desse equilíbrio. Os Rams entraram melhor e ainda no primeiro quarto já Stafford tinha enviado uma das suas bolas açucaradas para Odell Beckham marcar o primeiro touchdown do jogo. O jogador com o mindset mais LA de todos, abria o marcador. Quase profético, até porque pouco depois viria a sair lesionado. Apesar de uma super recepção de JaMarr Chase após grande passe de Burrow, e mesmo na cara de Jalen Ramsey, foram na mesma os Rams a pontuar, com Stafford a distribuir para o inevitável lider dos receivers, Cooper Kupp, avolumar o score. Falhariam o ponto extra contudo. O jogo estava encaminhado para os Rams.

Mas os Bengals não são de se ficar, e Burrow com a ajuda do running back mais versátil da liga, Joe Mixon, foram liderando o seu ataque até marcarem numa trick play com Mixon a lançar para Tee Higgins.

Fim de primeira parte com 13-10 para os Rams.

O halftime show com direito aos pesos pesados do hip hop, com Dr.Dre a trazer consigo Eminem, Snoop Dogg, Kendrick Lamar e Mary J Blige, trouxeram alguns beats famosos e esses sons inspiraram os Bengals para o início da segunda parte.

Logo no primeiro drive, Joe Burrow fez magia e lançou uma bomba para Tee Higgins dobrar os seus TDs. O lance foi novamente em cima de Jalen Ramsey, que ficou possuído e com razão porque existiu claramente falta no lance (facemask claro de Higgins em Ramsey). Como se não bastasse, na resposta, Stafford lançou uma intercepção que os Bengals traduziram em mais 3 pontos via field goal pelo seu super rookie kicker Evan McPherson. Os Bengals passavam para a frente com estilo. O resto do jogo foi de domínio das defesas sobre os ataques. Terceiro e quarto quartos em que o jogo foi de gato e rato e os Rams resolveram dar a estocada final a 1.30m do fim. Depois de muitas faltas, de muito tempo na redzone adversária, e de várias tentativas uma delas com quase sucesso (ligação entre Stafford e Kupp), o inevitável aconteceu e Stafford voltou a descobrir Kupp para porem os Rams na frente por 3. Joe Burrow tinha minuto e meio para no mínimo dar a McPherson a hipótese de levar o jogo para prolongamento. Mas após um quarto down para apenas 1 jarda, apareceu o colosso Aaron Donald para dizer que este não lhe ia fugir, e que segunda parte fez este monstro defensivo! Os Rams ganhavam em casa contra os Bengals (23-20) o seu Superbowl depois de 2/3 épocas a construir uma equipa ao pormenor e a apostar em big names.
Sean McVey é hoje uma das maiores masterminds da NFL neste momento, mas não se pode ignorar um grupo que tem Ramsey, Donald, Stafford, Kupp (o MVP da final e claramente o WR da época), Akers, OBJ, Woods etc.

Os Rams não tem pinta de parar por aqui, bem pelo contrário.

Do outro lado, estes Cincinatti Bengals vamos ter que contar com eles e o que aconteceu este ano não terá sido acidente.

São demasiado jovens e demasiado bons para não voltarem cá.

O Superbowl 56 em Los Angeles ficou em casa.

Flávio Trindade

6 Comentários

  • Slayer666
    Posted Fevereiro 14, 2022 at 10:03 am

    jogo fraco.
    QB a falharem imeeeeeenso, ainda por cima, acabaram por sofrer placagens que os machucaram e limitaram, principalmente Joe Burrow.
    half-time show HORROROSO, dos piores que eu vi, tanto musicalmente como visualmente…mas talvez essa parte se possa dever a eu só conhecer a música do Eminem (Snoop Dogg e 50 Cent só reconheço pelas polémicas extra música).

    • SP91
      Posted Fevereiro 14, 2022 at 12:11 pm

      Já eu adorei o half-time show que junto grandes rappers da velha guarda com Dr. Dre, Snoop Dogg e Eminem, com o melhor rapper da actualidade e da última década Kendrick Lamar… mas admito que isso possa estar relacionado com o facto de eu adorar rap especialmente o rap dos anos 90.
      Já o jogo foi fraco.

  • bmcrl
    Posted Fevereiro 14, 2022 at 11:49 am

    Acrescentava Von Miller nos destaques da equipa de LA. Os dois reforços midseason (aquele conjuntamente com OBJ) foram claros upgrades e melhoraram (e muito) a equipa.

    Quanto ao jogo, o destaque vai para a o-line dos Bengals, mas pela negativa – Donald dominou por completo e sem qualquer problema. Burrow passou o jogo praticamente sem pocket, e quando tentava fugir dele era inevitavelmente apanhado.

    O que Burrow fez este ano com uma o-line daquelas foi incrível. Com 2/3 picks no draft para a o-line, e se explorarem os free-agents (precisam de um TE claramente, e Gronk, apesar de não ser o mesmo, continua a ser muito superior a Uzomah), talvez consigam repetir o feito. Um WR também seria bom, depender só de Burrow e Chase é difícil (Davante Adams fica livre e o cap salarial ainda é algum, apesar de ser algo utópico vê-lo em Cincinatti).

    Vem aí uma offseason animada, com o WR dos Packers e Rodgers a serem os principais free-agents em destaque. Oxalá não fiquem em Green Bay, traria sempre mais algum interesse (não é que o falte) à NFL.

    • Sombras
      Posted Fevereiro 14, 2022 at 3:15 pm

      A O-Line dos Bengals aguentou-se muito bem até, dentro do possível. O Burrow chegou ao superbowl como um dos QBs mais sacked na história dos playoffs. Durante grande parte do jogo conseguiram anular Donald com um double team em que o center de deslocava para ajudar o guard onde Donald estava.

      O Uzomah nesta fase da carreira é claramente superior a Gronk, talvez não a bloquear, mas no recieving game sem dúvida. O problema é que estava claramente diminuido – veio de uma tear no MCL de um dos joelhos.

      Se há coisa que os Bengals não precisam é de receivers. Tee Higgins e Tyler Boyd eram #2 em grande parte das equipas da NFL. Onde os Bengals precisam de meter as fichas todas (e acertar, porque eles até têm tido muitas picks investidas) é na O-Line e nos corners, e aproveitarem a FA enquanto não tiverem que largar muitos milhões no Joe Burrow.

  • DNowitzki
    Posted Fevereiro 14, 2022 at 2:20 pm

    Jogo muito fraquinho! Muito, muito fraquinho mesmo!

    Foi pena que 60 a 70% da linha ofensiva titular de Brady estivesse ausente dos PO e que San Francisco não tivesse tido um QB decente, ou que Rodgers tivesse flopado outra vez.

    Enfim, venceu quem foi melhor e tem todo o mérito nisso, mas foi um espetáculo fraquinho.

    Quanto ao intervalo, como aquele estilo musical está nos antípodas do meu gosto, não prestei atenção nenhuma e até fui fazer outra coisa qualquer.

    PS. Não há como não o dizer: que saudades daquelas cavalgadas sob o comando de Brady nos últimos 2 ou 3 minutos do último quarto!

  • P33rPoker
    Posted Fevereiro 14, 2022 at 8:20 pm

    Nao percebo um cú deste desporto e do pouco que vi, não consigo mesmo gostar daquilo.

    Se alguém me souber responder:

    1- Porque dão um numero e não o ano? Poque é SB 56 e não 21/22?

    2- Porque a final de um campeonato tem um nome especial? ou a Liga chama-se Bowl?
    A liga dos campeoes, tem a final, chamamos-lhe. Final da Liga dos Campeoes.

    3- Porque ha um espectaculo ao intervalo e não na abertura ou celebração ? é algum truque de marketing?

    Obrigado desde já

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