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Löw tirou avançados para meter centrais e pagou a factura no último minuto

O jogo foi equilibrado e teve bastantes oportunidades para cada lado, mas fica a sensação que Löw se pôs a jeito. A seleção germânica foi superior na primeira parte, teve em Sané (apesar de não sair beneficiado com esta posição mais central que o seleccionador lhe reserva) e Werner duas setas constantemente apontadas à baliza de De Gea, mas com o aproximar do final da partida foi recuando no terreno e acabou encostada às costas pela Espanha, sofrendo o empate numa bola parada, mesmo tendo uma enorme superioridade a nível físico. Do lado da Espanha, a ideia que continua a prevalecer é que esta seleção está longe do nível das gerações passadas. Rodrigo fez uma primeira parte muito fraca (falhou uma ocasião clamorosa), Pau Torres é batido no lance do golo e outros como Ferrán Torres ou Fabián Ruiz também estiveram aquém. Salvou-se Thiago que mostrou a habitual classe e De Gea que manteve os espanhóis no jogo com algumas boas intervenções.

Alemanha e Espanha empataram 1-1 em jogo relativo à 1.ª jornada do Grupo 4 da Liga das Nações A. Timo Werner (51′) adiantou a Alemanha com um belo reamte, e Löw tentou segurar o resultado, lançando os centrais Ginter e Koch para os lugares de Sané e Werner (ficou com uma espécie de 6-4-0, com Can e Draxler a serem os elementos mais ofensivos), e acabou por se dar mal, já que Gayá, no último lance da partida, aos 96′, fez o 1-1, dando um empate a uma Espanha, que lançou os estreantes Fati, Merino e Óscar Rodriguez no 2.º tempo.

XI Alemanha: Trapp; Kehrer, Rudiger, Süle, Gosens; Emre Can, Kroos, Gündoğan, Draxler; Sané, Werner;
XI Espanha: De Gea; Carvajal, Ramos, Pau Torres, Gayà; Fabián Ruiz, Busquets, Thiago; Jesús Navas, Ferrán Torres e Rodrigo.

 

VM-Desporto
Author: VM-Desporto

12 Comentários

  • BrunoAlves16
    Posted Setembro 3, 2020 at 10:38 pm

    Claramente o Low tentou inventar mas pronto não é grave, assim como assim esta prova também não tem grande interesse.
    Já a Espanha é verdade que não tem a qualidade de outrora, mas continua a ter muita, parece que não mas isso é porque teve uma geração de jogadores estratosférica que os levou a vencer tudo e a ser a melhor selecção do mundo naquele período 2007-2013. Ainda assim tem lacunas no centro defensivo mas destaco mais ao nivel dos pontas de lança, Rodrigo, Morata, Gerard Moreno e Diego Costa não tem minimamente o nivel de jogadores como Villa e Torres no seu prime.

  • coach407
    Posted Setembro 3, 2020 at 10:24 pm

    O Low não esteve mal até à última substituição em que tira o Werner para meter o Koch que foi a desculpa que o Luis Enrique precisava para pôr o Sergio Ramos na frente já que Pau Torres dava perfeitamente conta do Draxler.

    O Sergio Ramos deu outro tipo de presença na frente e a Alemanha perdeu completamente o controlo do jogo. Acabou por pagar caro.

    Gosto bastante do Pau Torres por acaso, mas esta equipa na frente é uma desilusão. Jesus Navas, Ferran Torres e Rodrigo? Que horror. O Jesus Navas é um excelente lateral direito, o Ferran Torres é um bom suplente, o Rodrigo não é ponta de lança e quando se insiste em jogar com ele a 9 dá nisto. Um jogador que não ganha uma bola aos centrais vais entregá-lo à marcação e a prender-lhe os movimentos onde ele é mais forte…

    Gaya marcou o golo, mas muito longe do nível de Jordi Alba. Não ajudou nada ofensivamente… além do golo, caricatamente. Não gosto destes laterais que vão ao último terço receber e passar para trás, apesar do golo. Busquets foi o pior de todos. Thiago é a clara estrela da equipa, em conjunto com Sergio Ramos.

    Do lado da Alemanha sem os craques do Bayern é Kroos e o resto. Que jogador fabuloso.

    • Flavio Trindade
      Posted Setembro 4, 2020 at 1:44 pm

      Busquets já não tem condições para jogar ao mais alto nível.

      Aliás qualquer equipa que jogue com Busquets a 6 joga com menos 1.

  • Antonio Clismo
    Posted Setembro 3, 2020 at 10:22 pm

    Portugal está numa crise de centrais mas a Espanha não está muito melhor. Depois de Piqué e Ramos não há opções com o mesmo nível.

    Mas a liga espanhola tem 35% de estrangeiros e a liga portuguesa tem 63% portanto é muito mais provável de aparecerem novos jogadores de nível elevado para a posição de central na selecção de Espanha do que na selecção de Portugal.

    • coach407
      Posted Setembro 3, 2020 at 11:32 pm

      É completamente indiferente se os centrais do Tondela são portugueses ou da Guiné-Bissau. Nenhum tem qualidade para jogar na seleção senão não estava no Tondela ou qualquer equipa fora dos lugares cimeiros.

      Os centrais que realmente podem chegar à seleção é impossível estarem a jogar em Portugal sem serem jogadores dos 4 grandes.

      O Gonçalo Cardoso no Boavista fez uns jogos engraçados, outros horríveis, mas tinha caraterísticas minimamente interessantes e não era de um grande… puff, saiu.

      Achas que um Belenenses consegue ter a título definitivo um Domingos Duarte, Rúben Semedo, Rúben Dias, Diogo Leite, Diogo Queirós, Tiago Djaló, David Carmo… achas mesmo?

      Deves ter muitos jogadores na seleção nacional que depois dos 23 anos estivessem num clube português que não os 4 grandes a título definitivo… nem pensei nos jogadores que por lá andam, mas digo já que acho impossível pela realidade que conheço do futebol português e pela incapacidade financeira dos clubes. Se calhar vais conseguir dizer-me 1/2, mas ficarei impressionado porque acho mesmo impossível ter um jogador de 23 anos que um dia chega à seleção num clube português que não Benfica, Porto, Sporting ou Braga. Mesmo numa evolução atípica “à la Vardy” vejo isso a acontecer no futebol português, mas diz-me tu.

      • Antonio Clismo
        Posted Setembro 4, 2020 at 1:19 am

        Bem, tens o exemplo do José Fonte, que também fez uma evolução ”à lá Vardy” como dizes. Só chegou onde chegou porque alguém acreditou nele e nem foi em Portugal… se se tivesse mantido em Portugal não tinha passado do Cova da Piedade.

        Outro exemplo, o Nuno Valente com 26 anos ainda estava na União de Leiria. O Paulo Ferreira com 23 anos estava no Vitória de Setúbal, o Ricardo Carvalho (possivelmente o melhor central de todos os tempos do país) com 23 anos estava no Alverca… O Bruno Alves com 23 anos estava no Farense…

        Teria sido tão mais fácil ter contratado uns brasileiros para os lugares que eles ocuparam e cortar-lhes as pernas logo aí…

        • coach407
          Posted Setembro 4, 2020 at 10:30 am

          1) Falei da seleção atual. Estás a falar-me de jogadores que já terminaram a carreira do tempo em que Portugal tinha clubes a ganhar a Champions. Daqui a bocado estás a falar-me de colegas do Eusébio… Ou então começas a falar de internacionais que vêm para Portugal terminar a carreira estilo Ricardo Costa.

          2) Sobra o José Fonte. Ainda estou chocado com teres dito que só teria nível para o Cova da Piedade. Que absurdo. O José Fonte fez a formação no Sporting, esteve na equipa B, só fez meia época na I Liga e foi o suficiente para o Benfica o contratar logo. Era fraquinho… Quando saiu a título definitivo foi para o Championship não por não ter qualidade para a I Liga porque certamente não faltavam interessados, mas precisamente porque o Benfica o emprestou ao Crystal Palace e ele destacou-se e ofereceu-lhe condições completamente diferentes do que qualquer clube português conseguia atingir. Aliás, até ficam dúvidas se algum clube português conseguiria dar as condições ao Benfica que estes exigiram.

          Depois é preciso referir que o José Fonte destacou-se sempre no Crystal Palace. Ele foi para o Southampton para a League One PORQUE QUIS! Era uma aposta de risco dele, mas era um projeto excelente e 3 anos depois estavam na Premier League.

          Dizer que o José Fonte estaria no Cova da Piedade quando no Sporting foi sempre capitão, nos seniores não demorou muito ao Benfica contratá-lo e depois tornou-se rapidamente um dos bons centrais do Championship que é um patamar muito superior ao campeonato português tirando as 4 equipas maiores.

          O José Fonte foi para lá porque em Portugal só os clubes grandes tinham dinheiro para acompanhar o Crystal Palace, confirmando precisamente a minha teoria. É indiferente se o Tondela tem centrais portugueses ou da Guiné-Bissau porque os bons ou são emprestados pelos grandes ou certamente não estão no Tondela (tirando os casos de miúdos de 18-22 anos, no máximo, que pode haver um caso excecional de pico tardio).

          PS: É uma falta de noção comparar o José Fonte com o percurso do Vardy. Um jogador que só desceu do Championship porque quis para chegar à Premier League… vens falar do Vardy, que falta de noção.

    • w0bbly
      Posted Setembro 3, 2020 at 10:55 pm

      Ya é isso e aquele pequeno pormenor que eles têm 4x mais população. Portanto logo aí nem precisavam dos 63% têm sempre mais probabilidade

      • Antonio Clismo
        Posted Setembro 4, 2020 at 1:27 am

        Portugal tem ainda muita influência nas ex-colónias e tem uma população luso-descendente com muitos mais milhões (justamente de onde são originários jogadores como Anthony Lopes, Petit, Raphael Guerreiro, Adrien Silva, Cédric Soares, Kevin Rodrigues, Danny, etc)

        Já para não falar nos jogadores brasileiros que conseguem a cidadania portuguesa (é muito mais fácil conseguir o passaporte português do que o espanhol, porque basta ter um avô português e tem direito à cidadania portuguesa em 7 meses, isso em Espanha não é assim tão amplo).

        Por tudo isto, não acho que o pool de selecção entre Portugal e Espanha seja assim tão diferente. Espanha tem 4 vezes mais população do que Portugal, é facto. Mas portugal além da população tem a diáspora toda mais relações especiais com as ex-colónias e Brasil.

    • BrunoV
      Posted Setembro 3, 2020 at 10:53 pm

      Portugal tem 10M de habitantes
      Espanha tem 40 ou 50M de habitantes

      A liga portuguesa tem 18 equipas (deviam de ser 16, mas pronto oi este ano já são 20 equipas?)
      A liga espanhola tem 20 equipas

      Só por estas duas permissas vês que Portugal está com um grande handicap em relação a Espanha.

      Diz-me 4 defesas centrais portugueses com capacidade de serem titulares numa equipa top 20 num espaço de 2 anos… Ruben Dias e quem são os outros 3?

      E num espaço de 4 anos?
      Ruben Dias, Eduardo Quaresmo e os outros dois?
      Atenção eu disse top 20,para não dificultar, caso contrário tinha escrito top 10

  • Tiago Silva
    Posted Setembro 3, 2020 at 10:20 pm

    A Alemanha entrou muito bem no jogo, com a equipa subida mas junta e a deixar pouco espaço para os médios espanhóis jogarem. Uma equipa agressiva nos duelos, bem organizada e muito bem posicionada para ataques rápidos, o De Gea teve que trabalhar muito. Depois na segunda parte marcaram cedo e depois baixaram as linhas e só defenderam, o Low esteve muito bem pela forma como preparou a equipa, mas depois estragou tudo a tentar manter o 1-0, chegaram a jogar sem avançados e isso é inadmissível para uma equipa como a Alemanha.

    Já a Espanha tentou jogar o seu jogo, teve bola, mas só conseguiu criar alguma coisa através de Thiago, tinham muita gente a circular mais atrás e o Rodrigo ficou sempre muito sozinho na frente, houve poucos movimentos interiores dos extremos e laterais e os médios também não apareceram na área.

    Individualmente, o melhor em campo para mim foi Thiago, jogou como sabe, sempre simples e com critério e quebrar linhas constantemente. Na Alemanha gostei bastante de Rudiger que esteve imperial nos duelos e o Emre Can para mim foi o melhor, impressionante como a Juve não aproveitou este grande jogador.

  • Oldasity
    Posted Setembro 3, 2020 at 10:11 pm

    Gaya no Barcelona para ontem. Com a crise que vai em Valência é uma oportunidade quase única para contratá-lo.

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