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Uma luta entre Froome e Dumoulin, com três outsiders na estrada e outra novela por fora…

Pela primeira vez na história das três grandes voltas do ciclismo o Giro vai sair da Europa para cumprir parte do seu percurso, correndo as suas três primeiras etapas em Israel, o que resultou numa excelente oportunidade  para homenagear o grande campeão e herói italiano Gino Bartali, grande figura do ciclismo no período antes e após a II Guerra Mundial que utilizou o seu estatuto durante a guerra para servir de correio para a Resistência Italiana e para salvar muitas vidas distribuindo passaportes forjados das tipografias clandestinas para alguns dos judeus italianos escondidos pela Toscânia.

No percurso que liga Jerusalém Ocidental a Roma, entre 4 e 27 de maio, é bastante menos preponderante o contrarrelógio que em 2017, contando esta edição com apenas duas etapas de luta contra o cronómetro, o inicial de 9,7Km e o à 16ª etapa de 32,4 Km. Quanto a montanhas, há três etapas mais complicadas: a 14ª que termina no Zoncolan, a 19ª em Barnonecchia e a 20ª em Cervinia. De resto, no Giro podemos contar sempre com terreno ondulante e muito espaço para montar armadilhas tácticas, a começar pela 3ª etapa, que atravessa o deserto do Negueve e onde os corredores poderão estar sujeitos ao calor e ao vento forte.

O Giro de 2018 está desde logo marcado pela presença de Chris Froome numa situação algo caricata, o atual campeão do Tour e da Vuelta está envolvido num processo decorrente de um controlo adverso a uma substância que não implica o seu afastamento imediato e vai procurar vencer a grande prova italiana enquanto o seu processo ainda decorre, o que poderá implicar uma suspensão a posteriori e promete tornar a corrida numa novela caso se confirme o seu favoritismo. Apesar do mau currículo da Sky no Giro, a equipa britânica tem à partida o plantel mais forte (com Poels, S. Henao e D. de la Cruz ), e a qualidade da sua maior estrela coloca-o numa boa posição para atacar a vitória, naquele que poderá ser um dos maiores desafios da carreira de Froome pela pressão adicional que a sua situação acarreta. No entanto, o diretor da corrida já esclareceu que, caso Froome vença, esta vitória permanecerá no palmarés o que poderá contribuir positivamente para que a sua possível suspensão, a ser aplicada, comece a contar a partir da decisão e não seja aplicada às corridas já decorridas.

Froome partilha o favoritismo com Tom Dumoulin (Sunweb), vencedor do Giro de 2017 que não teve uma boa primavera mas que se afirma pronto para lutar pela renovação do título mesmo que nesta edição a sua maior especialidade, o contrarrelógio, não seja tão preponderante como no ano passado.

A correr um pouco por fora no que respeita ao favoritismo, encontramos Fabio Aru na ultra pressionada UAE – Emirates, Tibaut Pinot (Groupama – FDJ) que está muito consistente em 2018 e M.A. López (Astana), enquanto Domenico Pozzovivo (Bahrein – Merida) parte com a pretensão de atacar o pódio final e a Mitchelton – Scott apresenta-se à partida com uma das equipas mais fortes juntando os talentosos E. Chaves e S. Yates à partida em Israel.

Dos restantes líderes que poderão disputar a classificação geral ou centrar-se na conquista de etapas, destacam-se R. Dennis (BMC), M. Woods (EF – Drapac), A. Geniez (AG2R), G. Ciccone (Bardiani), D. Formolo (BORA – hansgrohe), T. Wellens (Lotto Fix All), B. Hermans (Israel Cycling Academy), L. Meintjes (Dimension Data), G. Bennett (Lotto – Jumbo) e G. Brambilla (Trek-Segafredo).

Esta edição do Giro não tem muitas oportunidades para os sprinters e talvez por isto o único corredor de primeira liga que se apresenta à partida é E. Viviani, o sprinter mais vitorioso até agora em 2018, ladeado por uma Quickstep Floors dedicada e com muita qualidade, o que o colocará obviamente como o alvo a abater neste aspeto.

Portugal está representado na 101ª edição do Giro por José Gonçalves (Katusha – Alpecin) que poderá correr para os seus objetivos pela ausência de um líder na sua equipa.

PS – Está disponível em www.velogames.com , um fantasy de ciclismo, uma mini-liga do Visão de Mercado para o Giro 2018. O objetivo é recolher o maior número de pontos com os elementos escolhidos dentro do orçamento. Para tal, há que advinhar quem estará bem nas classificações à geral, por pontos e da montanha, tanto como presumíveis vencerores de etapas. Os dados da liga são League Name: Visao de Mercado; League Code: 326988217.

Luis Oliveira

5 Comentários

  • António Hess
    Posted Maio 4, 2018 at 9:20 am

    Muito curioso para ver o que o Miguel Angel Lopez é capaz de fazer.
    De resto, Dumoulin creio que nunca ganhará muito tempo no cr e tendo Froome uma equipa de luxo sendo por si só superior na montanha, deverá vencer sem problemas de maior, a menos que algo anómalo ocorra.

    • Rush
      Posted Maio 4, 2018 at 11:25 pm

      É preciso ter em atenção que as subidas deste ano do giro são mais favoráveis ao Dumoulin que as do ano passado (têm pendentes mais constantes). Por outro lado, o percurso deste ano é bastante favorável a trepadores bastante ofensivos, como o Aru e o Pinot (este último tem até a vantagem de ver a maioria das etapas de alta montanha a acabar em alto, não tendo por isso de se preocupar muito com as descidas).

  • Mestre32
    Posted Maio 4, 2018 at 9:50 am

    Uma volta sem muitos corredores de top

  • Rivelino
    Posted Maio 4, 2018 at 9:53 am

    Defendo um ciclismo limpo por isso não verei a prova devido à participação vergonhosa de Froome.

  • RodolfoTrindade
    Posted Maio 4, 2018 at 9:57 am

    Mais uma para Froome!!!

    Com tão pouco de contra relógio tenho dúvidas que Dumoulin tenha hipóteses.

    Espero isso sim, alguma coisa de Chavez e Lopéz.

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