O vencedor do US Open deste ano abriu o coração para dar conta dos momentos vividos na final do Major norte-americano. Um relato imperdível de um grande campeão ou não tivesse ele como apelidos “Stanimal” e “Stan, the Man”.
O testemunho surge em primeira mão e dá conta do turbilhão de emoções que Stan Wawrinka experienciou antes, durante e no final do derradeiro encontro da edição deste ano do US Open, que coroou o suíço como campeão do último Grand Slam da época. O duelo frente a Novak Djokovic não começou bem para Wawrinka, com o sérvio a vencer a primeira partida. Mas o que o grande público não sabia até então é que o agora campeão do US Open sofrera um ataque de ansiedade minutos antes de entrar em court. “O que muita gente me pergunta é como fui capaz de ir para o court com ar tranquilo, quando cinco minutos antes tive um ataque de ansiedade que me fez ir às lágrimas. Tinha câmaras de televisão por todo o lado e milhares de espectadores a assistir ao vivo ao encontro, mas eu tinha de esconder isso. Senti que estava no meu limite. Não foi fácil”, revelou Wawrinka, numa carta publicada pelo jornal suíço “Le Matin Dimanche”.
Como é que Wawrinka deu a volta? “Tive de sofrer. Procurei alongar as trocas de bolas de fundo do court o mais possível. Lutei até não ter mais fôlego. Em momentos como esse, a mente não é capaz de pensar. As reservas de energia e concentração são canalizadas para o jogo, para esse momento. Nada mais”, explicou o tenista natural de Lausana.
Ainda assim, o número 3 mundial admite que teve dúvidas se seria capaz de continuar em court. “Perguntei-me, durante o primeiro set, se seria capaz de me aguentar. Quando estou muito nervoso a fadiga sente-se de forma mais forte. As minhas pernas doíam muito. Cheguei a gritar para o meu camarote: ‘Não consigo. Estou morto, as minhas pernas não aguentam”, revelou.
Nunca é fácil lidar com as emoções inerentes a um grande triunfo, Stan Wawrinka que o diga. “Vencer um torneio do Grand Slam leva-te a um nível inimaginável de emoção. Entras noutro “modo” (difícil de colocar em palavras) e, por vezes, não é fácil regressar à realidade – organizar ideias, regressar a casa ou ir para outro torneio, é uma mudança de radical”, assegurou.
João Correia


7 Comentários
Kafka
Grand Stan the Man
A brincar a brincar, já só lhe falta vencer Wimbledon para fazer o Grand Slam de carreira e ganhando os 4 Majors,
O Murray por exemplo, ainda lhe falta a Austrália e Roland Garros
João Campos
Grande Stan! Foi lutar até ao fim e arrecadaste o tão desejado troféu, bem merecido!
Um aparte agora para o VM e João Correia: Tenho gostado bastante deste maior destaque ao Ténis por parte do blog e artigos bem interessantes ;)
João Correia
Obrigado pelas palavras, João.
RodolfoTrindade
Excelente!
Biomano
Alguém trocou as contas…
Administrador do VM?
cards
Bom texto, os meus parabéns.
spinfas
subscrevo!