Era uma grande chance para o Wolfsburg quebrar a hegemonia do Lyon, que chegou a esta final com várias ausências, como a da goleadora Ada Hegerberg ou de Griedge Mbock, Amandine Henry e Nikita Parris, mas principalmente pelo grande momento que vivem as alemãs, que dominaram internamente e tinham Pernille Harder numa forma incrível (provavelmente a melhor jogadora do mundo este ano). Ainda assim, o Lyon fez valer a sua maior experiência, capacidade mental e força física para conquistar mais uma Champions e assumir-se ainda mais como a grande força do futebol feminino. Cascarino foi a MVP do encontro, tendo feito o que quis da defesa alemã (fortíssima no 1 para 1), Kumagai marcou um golaço, e Renard esteve imperial (é absurda a superioridade que a defesa apresenta em qualquer duelo, principalmente no jogo aéreo). As lobas, que foram superiores na segunda parte, ficarão assim a lamentar os jogos discretos de Pajor ou de Harder e ainda algum infortúnio no terceiro golo, tendo tido em Alex Popp a melhor unidade.

1 Comentário
Miss Piggy
A relação entre o Lyon feminino e a Champions é como a do Sevilha masculino com a Liga Europa. Não interessa que outros pareçam mais fortes naquele momento, são eles que ganham.
Harder pouco apareceu, mas quando o fez construiu o golo do Wolfsburgo. Esteve em demasiados lados, até às centrais ia buscar jogo, e depois fazia falta no último terço. A má exibição de Abt, que esteve mal em dois dos três golos do Lyon, não ajudou.
Agora, tenho curiosidade para ver o que Harder fará no Chelsea. O futebol inglês tem tudo para começar a fazer mais mossa na Europa. O Barcelona deixou água na boca. O Arsenal, se tivesse atrás o talento que tem à frente, era caso sério. O PSG merecia a final, mas toda a equipa que encontra o Lyon pelo caminho está condenada.