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«Maradona é o futebol»

Carlos Queiroz comentou o novo projecto na carreira de Diego Maradona, que agora orienta o Gimnasia y Esgrima, destacando que o argentino “é o futebol”. O seleccionador da Colômbia no entanto colocou Messi, Ronaldo e Figo no mesmo patamar.

https://twitter.com/marca/status/1171552173232132096

19 Comentários

  • Kafka
    Posted Setembro 11, 2019 at 9:36 pm

    Queiróz é persona mal vista em Portugal, porque ousou pensar pela própria cabeça e dizer a verdade enfrentado o Cristiano, basta ver que ousou votar para 1º lugar em Messi na Bola de Ouro e como é obvio será sempre completamente fuzilado por toda a estrutura de marketing do Cristiano/Mendes que fará sempre uma campanha anti-Queiróz nas redes sociais, comunicação social que são todos controlados pelo Cristiano/Mendes como se vê na forma bacoca como todos os jornalistas em Portugal bajulam o Cristiano

    Isto para não falar que então desde 2010 quando o Cristiano depois de mais uma atitude vergonhosa como capitão da Selecção ao botar as culpas todas da eliminação do Mundial no Queiroz, que o Queiroz foi completamente fuzilado desde ai pela comunicação social….como se o Cristiano não tremesse todo em Mundiais e fosse um completo zero em Mundiais como o historial o prova onde nem sequer conseguiu alguma vez ser um dos 3 melhores jogadores do torneio ou levar a sua selecção a uma final, sendo o saco de pancada oficial das Selecções do Continente Americano, até dos cepos dos Estados Unidos

  • RodolfoTrindade
    Posted Setembro 11, 2019 at 3:30 pm

    Gosto de ouvir este homem a falar…

  • SenyorPuyol
    Posted Setembro 11, 2019 at 12:13 pm

    Reflexão bastante interessante. O professor, apesar das críticas e contestação que recebeu aqui no burgo, sempre me transmitiu a ideia de ser um apaixonado pelo futebol, e a verdade é que me dá gosto ouvi-lo falar assim, mesmo neste “portunhol” tem uma excelente oratória.

    Parece-me que – cada vez mais – fazem falta vozes a lembrar o quanto se tem de cuidar estas figuras. Não quero com isto dizer (e penso que também não é o caso do professor) que se deva colocar estes jogadores num pedestal divino e inimputável, mas sim que se deve preservar a referida memória individual e colectiva restrita a aquilo que interessa, neste caso, o futebol destas figuras e a preponderância que assumiram nos seus contextos.
    Maradona, por exemplo, até correu com sorte. As desventuras del Pibe são conhecidas e continua a ser uma figura que não fica indiferente a ninguém, mas é raríssimo encontrar alguém que ponha em causa quem foi Diego no futebol e menospreze o jogador que foi.
    Ronaldinho é outro caso assim, com uma vida extra-futebol no mínimo questionável, mas ainda assim, será sempre recordado pelo que fez dentro de campo.

    Mas hoje em dia… a facilidade com que se reduz ou põe em causa as figuras de jogadores como Ronaldo ou Neymar (por exemplo) assim que entram numa fase menos boa ou “extra-futebolísticamente polémica” é assustadora.
    Messi ao dia de hoje acaba por ter menos vozes radicais contra ele, também porque nos últimos anos tem parecido que fica cada vez melhor mas também por ser claramente mais discreto. Contudo, há uns anos 6/7 anos, na altura dos vómitos, da fase de lesões recorrentes e do mito “clube de amigos” na Argentina, era alvo de uma cruzada equiparável às que visam os supracitados ao dia de hoje, era um “jogador acabado” na boca de muitos e um “ditador que não merecia o seu lugar” na de outros. De não ter dado a volta, correria sérios riscos de ver a sua figura na história do futebol bastante manchada, isto já depois de ter vencido 4 Bolas de Ouro.
    Acredito e espero que a figura de Ronaldo acabe por ser mais valorizada após a sua retirada e seja preservada no imaginário futebolístico como aquilo que merece. Mas há outras que provavelmente não terão a mesma sorte, falo da de Neymar à cabeça por ser um caso global, mas assim de repente lembro-me da divisão que há em Espanha em torno da memória que guardam de Casillas. A seu tempo uma figura consensual e respeitada até pela vasta maioria dos culés, nos seus últimos anos em Espanha viu a sua figura (pessoal e futebolística) autenticamente dilacerada à boleia da queda de rendimento e polémicas intra-clube e na selecção espanhola.

    Concordo plenamente com Queiroz quando diz que se deve trabalhar para proteger estas figuras. Em primeiro porque o futebol que apreciamos é, na sua maioria, sentimento. Que por sua vez é o maior responsável pela criação de memórias.
    Assim sendo, as memórias com que devíamos ficar são precisamente aquelas que criamos a ver os jogadores num fundo verde (lá está, “o futebol” e “a alegria” que fala Queiroz) e não aquelas que começamos a construir a partir do que acontece fora das quatro linhas.
    Estas últimas podemos guardar para a pessoa, que nos pode cair melhor ou pior, mas quando falamos do jogador, que lembremos precisamente o jogador.
    Pessoalmente encontro um caso paradigmático, o Barça de Van Gaal 1997-2000, mais precisamente três jogadores que coincidiram exactamente essas três épocas, Luis Enrique, Figo e Rivaldo. Os dois últimos, com o passar dos anos, acabaram por me cair muito (mesmo muito) mal fora das quatro linhas. E o primeiro não correspondeu, enquanto treinador, à imagem e admiração que tinha por ele enquanto jogador. Mas nunca esquecerei o que faziam os três juntos dentro de campo e nunca negarei o quanto adorei o futebol deles.
    Penso que tive sorte por ter conseguido manter separadas as imagens que guardei dos três dentro e fora das quatro linhas. Isto porque acredito que se fosse hoje, isso seria difícil.

    Divaguei muito, mas agradeço ao professor por me ter levantado esta reflexão!
    E mesmo não tendo nada a ver, por me ter feito relembrar (mais uma vez) aquele Barça.

    • paulopinheiro
      Posted Setembro 11, 2019 at 4:34 pm

      Que episódio a envolver o Rivaldo manchou assim tanto a sua imagem? É que ele raramente se faz público e sempre foi leal com os clubes que representou.

      • SenyorPuyol
        Posted Setembro 11, 2019 at 7:00 pm

        Foi preponderante na saída de Van Gaal, com bastantes atitudes de vedeta depois de conquistar a Bola de Ouro de 99. Nenhum dos dois é santo, mas com o passar dos anos e com as informações e declarações que iam saindo de um e do outro, fui dando cada vez mais razão a Van Gaal. Rivaldo basicamente chegou a um ponto em que achou que mandava mais que Van Gaal, por exemplo, chegou a contar abertamente que ele mudou de posição no campo num jogo contra o Atlético por sua vontade porque não concordava com o sítio onde Van Gaal o colocava. Isso para mim é inadmissível.

        Mas para além disso, tudo indica que Rivaldo foi o epicentro da crise que houve no balneário na segunda metade da época 99/2000, o próprio Núñez admitiu anos mais tarde que a única solução que teve foi oferecer uma renovação choruda ao brasileiro para que ele se acalmasse e aliviasse com isso a tensão no balneário.
        Mas mesmo assim, no final dessa época perdemos a Liga por uma sequência de 4 derrotas caídas “do nada”, fomos eliminados nas meias da Champions e também perdemos a Copa. No final, pela contestação dos adeptos, Van Gaal foi despedido, Núñez renunciou e quem acabou por “ganhar” a batalha foi Rivaldo. Depois veio a era Gaspart…

    • Fr_Baresi
      Posted Setembro 11, 2019 at 12:59 pm

      Concordo com a reflexão: deveriamos aplicar o mesmo a alguns treinadores (Guardiola, Trapattoni, Mourinho, etc).
      Relativamente ao Queiroz, tem feito excelentes trabalhos por onde passa. Pena que sua imagem foi queimada em Portugal (pela dupla que domina o futebol e a imprensa desportiva) depois daquela polémica no Mundial de 2010 o famoso “perguntem ao Queiroz”

      • SenyorPuyol
        Posted Setembro 11, 2019 at 2:28 pm

        Sem dúvida! Eu acabei por falar só de jogadores mas isto pode aplicar-se a qualquer figura.
        E no caso dos treinadores é também importante, principalmente numa altura em que, pela forma como muita gente fala, parece que só há três/quatro treinadores de topo e tirando esses tudo é “medíocre” (a palavra da moda para adjetivar treinadores).

        E sobre Queiroz, ele próprio o diz. É mais difícil ser treinador do que ser jogador porque em altura de crise, o primeiro alvo a abater é sempre o treinador.
        Talvez não o tenha dito pensando neste aspecto, mas ele bem que o sentiu na pele.

    • Joga_Bonito
      Posted Setembro 11, 2019 at 12:49 pm

      Grande comentário.

    • Khal Drogo
      Posted Setembro 11, 2019 at 12:36 pm

      Extraordinária reflexão, SenyorPuyol. Como é habitual, aliás.
      Está tudo dito.

  • Xyeh
    Posted Setembro 11, 2019 at 11:24 am

    O Figo não teve os números dos ETs mas era um jogador incrível, não tinha aquele drible lindo mas era eficaz e um poço de força, muitos dos melhores defesas da história dizem que o Figo era o mais difícil de parar porque tinha uma mudança de direcção muito rápida e era muito forte e aguentava o choque, mas não está ao patamar dos outros 3 e calado é um poeta.

    • Amigos e bola
      Posted Setembro 11, 2019 at 12:41 pm

      Juro que não entendo esta constante desvalorização do Luís Figo, ao ponto de me dizerem aqui no blog que não foi metade do jogador que foi Xavi.

      O Figo era um poço de talento e um galático do seu tempo. Um autêntico cavalo lusitano que dava gosto de ver jogar. Há pessoas com memória curta.

      • Explorador do Submundo
        Posted Setembro 11, 2019 at 3:14 pm

        O futebol avançou além do Figo.

        O que se pede hoje aos extremos é totalmente diferente do que se pedia há 20 anos. Daí alguma desvalorização, especialmente, no que toca aos números.

        Mas no que toca a extremos ”puros” e não incluindo as figuras lendárias de Garrincha ou Best, o Figo é o melhor extremo(de longe) da sua geração e do futebol moderno.

      • Xyeh
        Posted Setembro 11, 2019 at 2:39 pm

        Atenção que lembro-me perfeitamente disso e eu fui um dos que defendi que o Figo foi um craque ao nível do Xavi, simplesmente e por coincidência tal como o Xavi fora do campo só dizem asneiras. O Figo pelos clubes que passou brilhou até à reforma e isso diz muito do imenso jogador que foi, só não acho que tenha chegado ao nível do Ronaldo e Messi porque mais ninguém chegou no futebol moderno a nível de atingirem os números que eles atingiram, o Maradona era simplesmente mágico e um caso à parte do futebol.

  • Antonio Clismo
    Posted Setembro 11, 2019 at 10:50 am

    Carlos Queiroz deve ser das pessoas que mais percebe de futebol no Mundo.

    Foi ele quem construiu as fundações para que Portugal subisse o nível futebolístico a partir do final dos anos 80 e anos 90 modernizando e trazendo novos métodos e maneiras de pensar o futebol.

    Voltou à selecção no pós-Scolari para voltar a reconstruir as equipas de base e a resolver os problemas que o Scolari nunca se preocupou durante 5 ou 6 anos que esteve à frente da equipa.

    Pode ter os seus problemas a lidar com o ego dos jogadores (nunca foi jogador) mas a nível de planificação, estratégia, conhecimento técnico e táctico e fazer os jogadores subir de nível o Carlos Queiroz é um mestre.

    Toda a gente dá os louros todos ao Alex Ferguson por ter ”criado” o Cristiano Ronaldo e ter feito dele o melhor do mundo mas toda a gente se esquece do adjunto que vivia na sombra no melhor Manchester United da história e que fazia de pai do Cristiano Ronaldo.. É isso mesmo, Carlos Queiroz.

    Treinadores como Carlos Queiroz (gestão, planificação, etc) ou Jesualdo Ferreira (treino técnico) ou Jorge Jesus (treino táctico) fazem falta ao nosso futebol. Têm ainda muito a ensinar.

    • Xyeh
      Posted Setembro 11, 2019 at 2:41 pm

      Sim, o Queiroz no pós Scolari veio alterar a estrutura das selecções jovens para melhor mas eu continuo a achar que o Jesualdo Ferreira tem que assumir a selecção quando o Engenheiro for embora.

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