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Miguel Oliveira falha título Mundial

Para vencer na categoria rainha? Esta época acabou por não corresponder às expectativas, já que o português era o principal favorito. Mas por inércia nas qualificações ou maior capacidade das SKY Racing Team VR46 passou mais uma classe sem juntar o título Mundial ao currículo.

Miguel Oliveira não foi além do do segundo lugar no Grande Prémio da Malásia de Moto2, o que permitiu a Francesco Bagnaia festejar já o título na classe intermédia de motociclismo apesar de ainda faltar disputar uma corrida, ficando o português como vice-campeão mundial. Recorde-se que o piloto de Almada também já tinha sido vice-campeão do Mundo em Moto 3.

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Author: VM

5 Comentários

  • Andremiguelis
    Posted Novembro 4, 2018 at 3:04 pm

    Discordo da apreciação do VM ao dizer que era o principal favorito! Talvez o Segundo ou Terceiro! Acho que no início da época era consensual admitir Alex Márquez na pole para campeão, devido á equipa ser a vencedora nos últimos anos e pela imprensa e estatuto que tem ( ser irmão de Marc) e não tanto pela qualidade!
    Apesar disso fica um sabor agridoce, foi duas vezes Vice e infelizmente parece que nunca irá saborear o título de campeão de motociclismo. ( Espero estar enganado mas temos campeão Márquez ainda por muitos anos)!
    Parabéns Oliveira e para o Ano o objectivo penso que seja ser o melhor Rookie, e desenvolvimento da nova moto!

    • Zamorano
      Posted Novembro 4, 2018 at 3:40 pm

      Bem visto. Apesar de tudo, penso que as KTM ainda estão aquém das melhores Kalex… Na categoria rainha será muito difícil, mas não impossível.
      Força Miguel!

      • Andremiguelis
        Posted Novembro 4, 2018 at 5:31 pm

        No final da época passada com as vitórias do Miguel ficou a sensação de que a KTM iria ombrear com as Kalex, mas o que é certo é que durante toda a temporada, foram raras as vezes que se mostrou melhor moto.
        Ainda assim aposto quase todas as fichas que para o ano temos Brad Binder campeão de Moto2! Mais uma vez vai beneficiar de todo o trabalho realizado durante estas 2 épocas.

  • Mantorras
    Posted Novembro 5, 2018 at 5:02 pm

    Aos 23 anos Miguel Oliveira continua a escrever páginas de ouro na história do motociclismo nacional. O piloto luso continua a fazer aquilo que nunca ninguém havia feito e que provavelmente muitos imaginariam que nunca seria feito. Depois de um histórico vice-campeonato de Moto3 em 2015 agora chegou um novo vice-campeonato, mas em Moto2, série considerada por muitos especialistas como a mais competitiva do mundo do motociclismo. Basta em cada fim de semana olhar para a folha de tempos de uma qualificação ou treinos livres e ver o exorbitante número de pilotos que ficam separados por menos de um segundo.

    É verdade que não estamos a falar de títulos mundiais, mas Miguel Oliveira tem tido um papel preponderante no desenvolvimento da modalidade em Portugal e consequentemente despertar o interesse, nomeadamente entre aqueles que querem ser os ‘Migueis Oliveiras’ de amanhã, para uma realidade que muitos viam como inatingível. O luso tem vindo a derrubar barreiras atrás de barreiras e agora entrará na elite do motociclismo mundial, o MotoGP. Categoria onde vai partilhar a pista com nomes como Valentino Rossi, Marc Márquez, Jorge Lorenzo e outros tantos. Ídolos nossos e do próprio Miguel Oliveira que dentro de poucos dias fará parte deste verdadeiro comboio dos duros.

    Mais do que qualquer título ou recorde só o facto de Miguel Oliveira, um jovem português nascido em Almada nos idos do milénio passado, chegar ao MotoGP é merecedor de uma ‘medalha’ distintiva. Nunca nos poderemos esquecer que o piloto português será em 2019 o único representante de uma nação em MotoGP que não tem um Grande Prémio no calendário. Facto que acaba por dizer tudo num universo onde a politização da Dorna, entidade promotora do Mundial, é uma constante.

    Política à parte e puxando a fita da cassete um pouco atrás vemos um ano de 2018 onde Miguel Oliveira brindou nos com diversas corridas de altíssimo nível e sempre pautadas por um arreganho que só os predestinados conseguem. Só assim são explicadas as grandes cavalgadas que Oliveira foi obrigado a fazer em praticamente todos os Grandes Prémios, depois de qualificações muito modestas e que poderiam levar o futuro piloto da KTM Tech 3 a baixar os braços. Mas não, em cada domingo lá estava o piloto da Red Bull KTM Ajo sempre pronto a dar tudo assim que as luzes verdes do semáforo apagavam. Para todos aqueles que assistem as suas exibições é um verdadeiro privilégio tudo isto e a sensação de estarmos a ver história, que poderá nunca mais ser repetida, é impagável.

    Por tudo isto pensamos nós que Miguel Oliveira, fruto da sua bem sucedida carreira e que tem ainda muito pela frente, já está nesta fase convertido a um bem que é património nacional. Um orgulho de uma nação inteira que tem aqui, como em outras tantas atividades, um grande embaixador dos seus valores nos quatro cantos do mundo. Seja o que for o futuro desta saga, resta a quem está de fora desfrutar e nunca deixar ao abandono este bem singular só porque sim.

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