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«Mourinho saiu há cinco anos e continua-se a falar nele»

Merengues deviam voltar a apostar em Mou? A última época do português em Madrid foi um desastre, não só a nível desportivo como pelo deteriorar da relação com os jogadores, mas Florentino parece apreciar o seu trabalho.

José Mourinho foi demitido do comando técnico do Manchester United há 3 dias, mas aparentemente já há vários clubes atentos à sua situação. De acordo com algumas publicações espanholas, um deles é o Real Madrid, que veria com bons olhos o regresso do português. Perante esta possibilidade, Sergio Ramos, capitão blanco, foi bastante claro, na conferência de imprensa de antevisão à final do Mundial de Clubes, conta o Al-Ain. “Não sou ninguém para decidir quem será o treinador do Real. Vamos em cinco anos sem Mourinho, já vencemos tudo, mas continuamos a falar de Mourinho; temos a possibilidade de conquistar um título e estamos a falar do Mourinho… não vou entrar nesse tema porque os capitães não decidem os treinadores, mas há que respeitar os treinadores que passaram por aqui [desde a saída de Mourinho] e foram conquistando títulos. E também há que respeitar Solari, que amanhã pode conquistar novo título para o clube”, atirou.

António Hess
Author: António Hess

8 Comentários

  • CarlosFCP
    Posted Dezembro 22, 2018 at 2:01 am

    O rapaz preocupado porque sabe que receberá guia de marcha caso o florentino avance para a contratação do Mourinho.

  • Dca
    Posted Dezembro 21, 2018 at 7:06 pm

    Mourinho precisa de ter um plantel sem estas “estrelas”. Pogba teve a lata de dizer “meteste-te com a estrela errada” mas o que é isto? Os jogadores agora têm um ego que se alguém os confronta eles fazem birra. Fazem falta jogadores como Lampard, Gerrard, etc. um pouco como Bernardo Silva, Modric entre outros. Agora Pogba’s. Enfim.

  • Gunnerz
    Posted Dezembro 21, 2018 at 5:30 pm

    A melhor resposta possivel, passaram varios treinadores e venceram sem polemicas e arrogancias.

  • Joga_Bonito
    Posted Dezembro 21, 2018 at 5:24 pm

    Não. Apesar de ser fã de Mourinho (o verdadeiro Mou), acho que para já deve fazer um ano sabático, como muitos têm aconselhado aqui no blog.
    Deve repensar o seu futebol e ver o que correu mal.
    Não sou uma pessoa supersticiosa, mas acho que nunca se volta a uma casa onde se foi feliz, a não ser para acabar a carreira no clube do coração.
    Mou no estado actual queima os jogadores todos.
    Gostava de o ver pausar por 1 ano. Depois sugeria uma selecção média em qualidade, quiçá uma africana ou norte-africana, que têm jovens promissores para ele poder voltar a trabalhar com jogadores ambiciosos mas também para ter um novo desafio que o leve a repensar o seu modelo.

    • Tiago Silva
      Posted Dezembro 21, 2018 at 8:03 pm

      Totalmente de acordo!

    • Estigarribia
      Posted Dezembro 21, 2018 at 6:37 pm

      Exato, Joga_Bonito. O Mourinho deveria pensar em fazer um ano sabático e repensar o seu estilo de jogo. Talvez devesse, um dia, voltar a ser o velho Mourinho, aquele que empolgava as suas equipas e os seus adeptos. Lembro-me que quando Mourinho esteve na primeira época no Chelsea, em 2004/2005, vi todos os jogos dos Blues nessa mesma época.

      Ainda assim, além do estilo de jogo enfadonho que este Mourinho colocou nas suas equipas, o outro aspeto que “matou” o Mourinho em Manchester foi o facto dele não se ter adaptado a este novo tipo de jogadores millenial que só querem saber de redes sociais, mas jogar futebol está quieto; Mourinho estava e está habituado a ter jogadores que se fosse preciso morriam em campo por ele (Lampard, Maniche, Costinha, Terry, Materazzi, Drogba ou Duff, por exemplo).

      Saudações Leoninas

      • Joga_Bonito
        Posted Dezembro 21, 2018 at 7:05 pm

        Acho que esse teu segundo parágrafo será das questões mais importantes do futebol nos próximos anos vindouros. Mou foi a 1ª vítima, mas mais se seguirão. Nas academias é preciso não criar jogadores de plástico e vedetas como as últimas que se tem criado e sim criar jogadores a sério, que justifiquem o que ganhem.
        Na Alemanha, acho que foi um dos treinadores adjuntos de Klopp nos tempos do Dortmund, disse que é preciso reequacionar esta geração que foi excessivamente protegida. Que nem quer sujar os calções, que quer treinar em ginásios com ar condicionado, que nem os atacadores das chuteiras sabe apertar por si.
        Foi consequência da sociedade, que protegeu em excesso as crianças e criou uma geração de niilistas, egocêntricos e alienados, com tendências narcísicas. Infelizmente perdi o link para essa entrevista, mas foi um dos adjuntos do Klopp nos tempos do Borússia, que deu uma entrevista notável. Ele alertou que os erros ao nível psicológico serão a questão crucial para o futebol da formação nos anos vindouros.
        Não é a mesma coisa controlar um puto de 17 anos em 1990 que só sequer sonhava em ter uma chance num dos grandes e ganhava 1000 euros mês na formação. Hoje são comprados aos 16 anos para ganharem dezenas de milhares de euros, e ainda nem provaram nada. É preciso mudar isto e restringir a saída de jovens prematuramente. Só jogadores com provas dadas seriam transferidos. Para isso eu defenderia que os clubes formadores teriam contrato automaticamente com o clube formador até aos 21 anos. A formação só poderia inscrever 1 jogador em cada ano. Antes dos 21 anos, o jogadores só seria transferível se o clube que o comprasse o colocasse automaticamente a jogar um terço dos jogos no campeonato. Assim evitavam-se as compras levianas de jogadores para untar as mãos de comissões e as compras absurdas de miúdos que depois nem jogam.
        Isto faria com que só os prodígios saíssem precocemente. De recordar que Ronaldo o Fenómeno saiu com 17 do Cruzeiro porque foi o melhor marcador no campeonato mineiro (se não estou em erro). Ele era doutro mundo, justificava que o PSV o comprasse. Agora comprar putos de 15 por milhões e passados 5 anos ninguém sabe onde páram, nem foram usados, é algo contraproducente.
        Evitar-se-ia a criação de muitos ídolos com pés de barro, e os talentos estariam melhor distribuídos, aliado ao facto que esses talentos evitariam ser queimados em experiências frustrantes. Com excepção de monstros como o Fenómeno, poucos jogadores abaixo dos 20 têm classe para as equipas principais. As suas transferências só fazem sentido se primeiro se tiverem afirmado na equipa principal.
        Os fracassos de muitos jovens que saíram de Portugal mostraram isto.

        • Estigarribia
          Posted Dezembro 21, 2018 at 9:02 pm

          Os jovens jogadores, infelizmente, são demasiado apaparicados pelos clubes, empresários e comunicação social, por muito talento que tenha.

          Hachim Mastour ou Václav Kadlec, por exemplo, são jogadores a quem lhes vi capacidade para terem tido uma carreira melhor que agora, mas foram demasiado apaparicados no início da sua carreira.

          Espero que os clubes façam algo para que mudem este aspeto tão importante para o futuro das próximas gerações de jovens promessas.

          Saudações Leoninas

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