
Semana perfeita do número 2 mundial em Pequim, que aproveitou da melhor forma a ausência do sérvio para encurtar a distância entre ambos na hierarquia ATP. A época caminha a passos largos para o fim, mas o escocês está mais determinado que nunca em ocupar o lugar mais alto do ranking.
Pode dizer-se que a participação de Andy Murray (2.º) no ATP 500 de Pequim, na China, foi em crescendo. Isto porque depois dos quartos de final em 2010 e das meias-finais em 2014, o escocês conseguiu finalmente, neste domingo, colocar as mãos no troféu de campeão, ao levar de vencida na final Grigor Dimitrov (20.º), com 6-4 7-6(2), em 1h57. De resto, a semana do actual campeão de Wimbledon não poderia ter sido melhor, uma vez que o título em solo chinês (40.º da carreira e 5.º em 2016) permite-lhe uma aproximação ao líder do ranking mundial, Novak Djokovic. 3695 pontos separam os dois tenistas.
João Correia


3 Comentários
buzuzapt@gmail.com
Na minha opinião a estratégia do Djokovic é apenas se manter, enquanto pode, no top do tênis, porque não tem saúde para ir mais longe. Simples assim.
Federer não terá todos os seus recordes quebrados tão cedo e Murray será número um muito antes do que se imagina.
Acredito que o novo objetivo do Sérvio será político.
Torço por isso. Não gosto da personalidade dele. Tem alguma coisa de desequilíbrado naquele homem. Está no olhar dele.
Lito
Esse “aperto” é muito, mas mesmo muito, relativo, uma vez que a vantagem é tão grande (ganhar um Grand Slam dá 5 mil pontos, e não há mais nenhum para disputar este ano…) que Djokovic tem praticamente garantido o posto número 1 até ao final do ano de 2016, e mesmo para o ano que vem é muito improvável que Murray (eterno perdedor no HTH com Djoker) consiga chegar ao topo, apesar de Djokovic já ter relativizado o “número 1”, preferindo focar-se em papar mais “Grand Slams”…
JoaoCorreia
A diferença não é assim tão grande como à primeira vista possa parecer. Djokovic tem a defender até final da época os títulos de campeão de Xangai, Paris e Londres, ou seja, 3300 pontos. Já Murray tem a defender as meias-finais em Xangai, final em Paris e a presença na fase de grupos em Londres (ATP Finals). Isto para dizer que, neste momento, ainda não é certo que Djokovic termine o ano no 1.º posto… apesar de ser provável.