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NFL Ronda divisional: Titans continuam a surpreender, Chiefs tremem mas não caem e a confirmação dos 49ers

Segunda semana de playoffs da NFL, e segunda semana onde os Tennessee Titans surpreendem tudo e todos. Após a vitória frente aos New England Patriots, a equipa treinada por Mike Vrabel eliminou, mais uma vez fora de casa, a sensação da época Baltimore Ravens. O grande destaque, não só do jogo mas também desta caminhada dos Titans, continua a ser Derrick Henry. O running back dos Tennessee voltou a impressionar pela segunda semana consecutiva, desta feita com 195 jardas corridas, tornando-se assim no primeiro jogador da história da liga a somar pelo menos 150 jardas corridas em dois jogos dos mesmos playoffs. Esta caminhada dos Titans e em especial de Henry transmite a enorme importância dos running backs, em especial nos playoffs. Frente a uma equipa mais dinâmica e perigosa ofensivamente, a capacidade da equipa de Tennessee em correr com bola, prolongando assim as posses de bola e mantendo o Quarterback adversário fora do jogo, tem sido a maior arma deste conjunto. Para dar uma ideia do quanto esta equipa depende do running game e de Derrick Henry, o Quarterback Ryan Tannehill lançou apenas 7 vezes, e não soma sequer 160 jardas no total dos dois jogos nestes playoffs. No entanto, há que dar crédito a Tannehill, que aceita o seu papel em prol da equipa e que mesmo a lançar pouco fez dois passes extraordinários que resultaram em 2 touchdowns. Além disso, mérito também para o treinador Mike Vrabel, que frente a dois grandes treinadores e equipas conseguiu preparar melhor os seus jogadores, física e mentalmente, o que resultou frente aos Ravens num início forte e intenso que claramente afetou o plano de jogo e a mente da equipa de Baltimore.

 Do lado do Ravens, fica acima de tudo alguma desilusão e crença de que podiam ter feito muito mais, em especial Lamar Jackson. O jovem Qb, pelo segundo ano consecutivo, volta a realizar o seu pior jogo da época nos playoffs, fazendo assim nascer algumas questões sobre a sua força mental. Lamar nunca pareceu confortável no jogo, em especial após lançar para uma winterceção ainda cedo no jogo. Depois disso, viria a lançar nova interceção, perder um fumble, não lançou para qualquer touchdown até ao último período e situacionalmente cometeu erros, como provam as 0 concretizações em 4 tentativas de 4°down. Mas nem tudo é culpa de Jackson. A decisão de poupar os principais jogadores na última jornada da fase regular parece ter custado caro, com os Ravens a entrarem sem ritmo no jogo e frente a uma equipa que não só não parou de jogar, como ainda ganhou muita motivação com a vitória sobre os Patriots. Existe também nesta equipa, graças à sua forma de jogar (favorecendo a corrida em vez do passe), dificuldades em jogar em desvantagem no marcador. O resultado a favor dos Titans forçou Baltimore a fugir ao seu plano de jogo, e Lamar Jackson a lançar a bola mais vezes do que recomendado, sendo o jovem Qb ainda precisa de melhorar imenso neste capítulo. A juntar a tudo isto, a defesa dos Ravens que parecia cada vez melhor nos últimos jogos não esteve a altura, sendo incapaz de travar Derrick Henry, e ainda nota para a lesão de Mark Ingram na segunda parte que apenas tornou mais difícil a vida dos Ravens.

Pese embora tudo isto, é fundamental relembrar que esta equipa de Baltimore ainda é jovem e em processo de crescimento. Se é verdade que em dois jogos dos playoffs Lamar Jackson parede desconfortável e algo nervoso, é igualmente importante referir que o mesmo está apenas no seu segundo ano, vai provavelmente vencer o prémio de MVP da fase regular e tem demonstrado capacidade para crescer e evoluir, enquanto mantém uma postura de enorme humildade e profissionalismo. Posto isto, e apesar da desilusão, acredito que os Baltimore Ravens estão cá para ficar, assim como o jovem Lamar Jackson.

Na final da conferência AFC, e frente aos Tennessee Titans, vão estar os Kansas City Chiefs. A equipa do treinador Andy Reid recebeu e venceu os Houston Texans apesar do péssimo início que os levou a uma desvantagem de 0-24, com a equipa dos Chiefs e realizar um péssimo primeiro período, com um punt bloqueado e outro perdido, com os receivers a soltarem alguns passes que não deviam e a defesa a não conseguir parar DeShaun Watson. No entanto, a equipa de Kansas nunca pareceu entrar em pânico, e após um bom retorno a um kickoff dos Texans, Patrick Mahomes tomou conta do jogo. O Qb dos Chiefs somou um total de 374 jardas ofensivas e que juntou 5 passes para touchdown. Enquanto que no jogo dos Ravens foi visível algum intranquilidade quando o jogo começou a fugir, tanto em Lamar Jackson como no treinador John Harbaugh, o que se pôde ver da equipa de Kansas foi o oposto, com Andy Reid e Mahomes a revelarem enorme controlo emocional. Além disso, o estilo de jogo dos Chiefs, em que ao invés de apostar na corrida primeira como os Ravens recai mais no passe, é ideal para quando a equipa fica em desvantagem e precisa de ir atrás do resultado. E foi mesmo isso que aconteceu. Após os 24-0, Mahomes liderou 7 posses de bola que resultaram em touchdowns, sendo que nenhuma delas durou mais de 3 minutos e 55 segundos, números que demonstram a qualidade imensa do jovem Qb dos Chiefs. Para além de Mahomes, o destaque tem de ir para Travis Kelce. O tight end de Kansas esteve imparável e foi a peça que mais ajudou a destabilizar os Texans, somando 134 jardas recebidas,. 3 touchdowns e obrigou a defesa de Houston a ajustar e consequentemente outros jogadores ganharam mais espaço. Este foi também um jogo fundamental para Patrick Mahomes, que após a desapontante derrota frente aos Patriots nos playoffs do ano passado, parece decidido a mostrar que é o presente e o futuro da liga, algo que se torna mais difícil de negar a cada jogo que passa.

 Nos Texans, destaque pela negativa para o treinador Bill O’Brien, que após o início demolidor da sua equipa tomou um par de decisões que ajudaram, e muito, lá Chiefs. Com o momentum do jogo do seu lado, o treinador decidiu não arriscar num quarto down e um da linha de treze jardas do setor ofensivo. No entanto, já com Kansas City a marcar e o momentum do jogo a mudar, decidiu arriscar um fake punt num quarto down e quatro da linha de 30 jardas no seu meio campo defensivo, que não resultou. Com isto, os Chiefs recuperaram a bola no seu meio campo ofensivo, marcaram um touchdown para colocar o marcador em 14-24 e assim assumiram o controlo do jogo que acabaria por se tornar num blowout. Continua a sobressaíram a qualidade de DeShaun Watson, mas com limitações na equipa técnica, na defesa e na linha ofensiva, o Qb dos Texans pode estar ainda longe de atingir os patamares que pretende atingir.

Do outro lado, na NFC, a primeira equipa a marcar presença na final de conferência foram os San Francisco 49ers. Durante a época as opiniões divergem acerca desta equipa, existindo ainda muitos que duvidam da capacidade dos 49ers em vencer consistentemente. No entanto, semana após semana a equipa de Kyle Shanahan tem provado a sua qualidade, que é imensa. A defesa é forte, física e intimidante, a linha ofensiva tem sido excelente, os receivers têm experiência, velocidade e estatura física, o tight end Kittle é uma super-estrela, os running backs conseguem apanhar bolas e Jimmy Garoppolo, que com tanta qualidade não precisa de produzir grandes números, tem cumprido melhor do que muitos esperavam. Os 49 arrasaram totalmente os Minnesota Vikings, em especial na defesa com o Qb dos Vikings Kurk Cousins a sofrer 6 sacks durante o jogo. Além disso, os San Francisco apenas perderam 3 jogos esta época (em que podiam ter ganho qualquer um) e bateram equipas como os Packers e os Seahawks. Somando tudo isto, o conjunto de Shanahan é, a par com Mahomes e os Chiefs, os favoritos à vitória no Super Bowl, talvez até mesmo o favorito pela qualidade e talento que demonstram em todas as posições.

Já para os Vikings, a época acaba por ser positiva, com uma vitória nos playoffs e uma boa fase regular. No entanto, e apesar do muito talento que existe no plantel, parece continuar a faltar algo para que a equipa dê o salto para real candidata a chegar ao Super Bowl.

No último jogo da ronda, os Green Bay Packers bateram os Seattle Seahawks e vão assim marcar presença na final de conferência frente aos 49ers. Apesar da vitória, e da presença na final da NFC, os Packers não têm feito uma época extraordinária. Não fosse o talento de Aaron Rodgers, que nos minutos finais concretizou duas grandes jogadas (3° e 8 e 3° e 9) que impediam Russell Wilson de voltar ao jogo, e os Green Bay poderiam muito bem ter perdido para uma equipa dos Seattle fustigada por lesões e limitações. Crédito para o treinador Matt LaFleur que soube confiar no seu melhor jogador quando o jogo estava no seu momento mais decisivo. Além de Rodgers e LaFleur, a defesa de Green Bay também se apresentou a bom nível, forçando Russell Wilson a fugir e conseguindo mesmo alguns sacks importantes, juntamente com o receiver Devonte Adams que registou 160 jardas recebidas e 2 touchdowns.

Para a equipa de Pete Carroll e Russell Wilson fica a incrível época do Qb, que com a equipa repleta de lesões e jogadores limitados liderou os Seahawks até aos playoffs e quase vencia o jogo para os colocar na final de conferência. Porém, as adversidades acabaram por afetar a equipa de Seattle, com Wilson finalmente a não conseguir encontrar solução para o excesso de limitações que enfrentou durante toda a época.

Hoje, domingo dia 19, é dia de finais de conferência e ficarão determinadas as duas equipas que se vão defrontar no Super Bowl. Na conferência AFC os Chiefs recebem os Titans, e na NFC teremos a visita dos Packers a San Francisco.

Na AFC, aposto no Chiefs. A história dos Titans tem sido incrível, Vrabel revelou-se um grande treinador e Derrick Henry parece imparável. No entanto, a equipa de Andy Reid é mais dinâmica, vai jogar em casa, tem mais opções ofensivas e um jogo a menos que os Titans. A esperança da equipa de Tennessee é que Henry tenha mais um enorme jogo e dessa forma consigam reduzir ao máximo o tempo de Patrick Mahomes em campo. Se deixam o Qb dos Chiefs ficar confortável e ganhar ritmo no jogo cedo, a partida estará acabada cedo.

Já na NFC, a aposta vai para os 49ers. São mais físicos que Green Bay, melhor defesa, mais jogadores capazes de fazer a diferença no ataque e já por uma vez bateram os Packers esta época, num jogo que acabou em blowout. Para Matt LaFleur, a estratégia do jogo passará por forçar Garoppolo a lançar muitas vezes, visto que é a única parte dos 49ers que parece não ser extraordinária e esperar que Aaron Rodgers esteja inspirado. No entanto, o Qb dos Packers aparenta cada vez arriscar menos e jogar um futebol mais conservador, e se Rodgers não estiver disposto a arriscar tudo no jogo de hoje, os 49ers vão arrasar a equipa de Green Bay.

Resultados da Ronda
Baltimore Ravens 12-28 Tennesse Titans
Kansas City Chiefs 51-31 Houston Texans
San Francisco 49ers 27-10 Minnesota Vikings
Green Bay Packers 28-23 Seattle Seahawks

Pedro Afonso Farinha

3 Comentários

  • Flavio Trindade
    Posted Janeiro 19, 2020 at 12:33 pm

    Titans a serem o underdog mas a chegarem lá por mérito próprio.

    Henry é uma besta, Tannehill está a jogar muito bem, mas o mérito vai todo para Mike Vrabel e Dean Pees que montaram uma equipa super agressiva e uma defesa super competente.

    Anular o running game dos Ravens e a mobilidade de Lamar não é fácil mas os Titans fizeram isso parecer fácil.

    Ainda assim, hoje será diferente e os Chiefs acredito que vão passear no Arrowhead.

    Sim, há muitas paragens cerebrais em Kansas, muitos erros básicos, mas ainda assim o OL dos Chiefs conseguir como tem conseguido dar espaço a Mahomes para executar, o score tenderá a ser desiquilibrado.

    Kelce não pode ser parado e Mahomes mais uma vez está a jogar a um nível extraordinário.

    Kansas no Superbowl é aposta segura.

    Na NFC não tenho tantas certezas.

    Os 49’ers fazem-me lembrar os Eagles do ano do seu título.

    Têm um colectivo fortíssimo (talvez o mais forte dos 4 finalistas) mas estou sempre à espera que caiam por faltar ali qualquer coisa.

    Os Vikings foram presa demasiado fácil mas Aaron Rodgers e os Packers têm a experiência e o calo que outros oponentes não têm.

    Os Packers que tiveram muitas dificuldades frente ao mvp da época regular (sim, para mim foi Russell Wilson), contra uma equipa que jogou fustigada por lesões, sem ajuda do running game, mas ainda assim…Aaron Rodgers faz milagres.

    Se tivesse que dar uma probabilidade para o clássico de logo diria 51 – 49 para San Francisco em termos de probabilidade.

  • DNowitzki
    Posted Janeiro 19, 2020 at 12:08 pm

    Chiefs e Packers

  • Kafka
    Posted Janeiro 19, 2020 at 11:22 am

    Os Packers continuam vivos e portanto sonhar não custa, mas hoje já não haverá o frio gélido do Wisconsin nem o Lambeaud Field para ajudar, e objectivamenteoos 49 ers são melhores… Mas sonhar não custa

    No resto Baltimore foi a grande surpresa, e Lamar Jackson voltou a ser chocker nos playoffs tal como no ano passado, é um jogador unidimensional e isso nos playoffs fica mais evidente, é excelente a correr mas é banal a passar e portanto quando é parado em corrida, não sabe o que fazer à bola…. Lamar até vai ser o MVP esta época, mas nesta nova geração de quarterbacks, para mim o melhor é o Mahomes

    Nos outros 2 jogos Chiefs e 49ers cumpriram com o favoritismo que tinham, se bem que os Chiefs puseram-se a jeito, mas em virtude disso, deu para assistirmos a um dos melhores quartos da história dos playoffs com a remontada épica dos Chiefs em apenas 15 minutos

    Quanto a previsões para hoje, acho que deviam final será Chiefs-49 ers… Se bem que o meu desejo é Chiefs-Packers

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