José Boto foi apresentado como Diretor Técnico do Flamengo e apontou o dedo ao trabalho desenvolvido pelos clubes brasileiros na formação. O português considera que estão a copiar a Europa e que isso é um erro e o motivo de estarem a produzir menos talento que noutros tempos.
José Boto critica a mudança no processo de formação de base no futebol brasileiro nos últimos anos:
“Vocês querem fazer jogadores como na Europa. E isso é um erro. Eu acho que há que voltar um pouco atrás àquilo que foram as raízes e os fundamentos do futebol brasileiro. ” pic.twitter.com/R5wfGQSNY3
— João – ERGA O MANTO (@joaohl1000) December 30, 2024


4 Comentários
disturbed17
Mas o Brasil quer formar mais Neymar’s, Ronaldinhos.. ou quer voltar a ser campeão do mundo? Ao contrário de há 20/30 anos atrás, a qualidade técnica, excentricidade, etc.. não chega para combater com as grandes seleções/clubes europeus..
Super Hans
Percebo a ideia e concordo com alguns pontos, mas não sei se voltar às raízes não seria um retrocesso
Assumo que ele se refira à questão do futebol de rua e à liberdade tática dada aos jogadores no processo de formação em contraste com as academias europeias.
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A fórmula que valeu 5 mundiais já não funciona. Não porque o Brasil tem tido menos talento, o que é factual, mas porque o talento produzido não tem muitas vezes as bases necessárias para cumprir com as exigências do futebol moderno e não se consegue impor.isto parece-me notório especialmente nos jogadores defensivos, pois nas outras posições existem vários jovens a atuar a bom nível nos principais campeonatos.
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Será que não há bons extremos a aparecer no futebol brasileiro como apareceram até ao início do século? Ou o que se pedia até aos anos 2000 é diferente do que se pede hoje em dia ao mesmo tipo de jogador? Penso que os extremos modernos têm uma taxa bastante superior de acerto nas suas ações, claro que isto se deve em parte à diminuição do risco no seu jogo mas também se deve ao conhecimento tático e compromisso coletivo. O futebol era muito mais partido e menos coletivo, o que deixava espaço para que os virtuosos sobressaíssem individualmente.
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Todos os anos aparecem avançados promissores, mas a mediatização e a sede de querer ter o novo prodígio, alicerçada nas transferências cada vez mais prematuras na Europa, leva à criação de autênticos gigantes com pés de barro.
É preciso ter calma com os miúdos e formá-los em condições sem toda a pressão de uma nação que quer o novo Neymar e o novo Ronaldinho.
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A seleção tem uma boa base, longe de outros tempos mas se tiverem um treinador que consiga elevar o compromisso coletivo não ficam a dever nada a nenhuma seleção.
Meu nome é Toni Sylva
Pode ter razão. Há mais de um modelo de vida e mais de um podem ter sucesso. As culturas não se devem copiar todas.
Joga_Bonito
Não podia estar mais certo…
Ninguém nega que se possa pensar em certos aspetos técnicos e físicos, mas isso tornando-se uma obsessão em idades jovens mata o talento…quantos são excluídos por serem baixos, magros, mesmo que depois venham a dar um salto em crescimento?
Quantos são postos a andar para darem lugar a troncos que só sabem correr À maluca?
Brasil é Ronaldinho! Tem de haver tocadores de piano, mas esses surgem naturalmente. Com esta obsessão de querer igualar todo o mundo, quer-se fazer jogadores perfeitos e exige-se por vezes demais. Agora os GR têm de ser um 10, um 10 tem de ser quase um 6, um 9 tem de saber jogar de costas como um 9.5, um extremo tem de ser um lateral a defender…
Esses são jogadores excepcionais…Nem todos os criativos podem ser como um Kaká, mas todos os medio centro de classe mundial têm de ter suplesse técnica, visão de jogo e não apenas serem mulas de trabalho…
Não por acaso o talento tem vindo a cair a pique…