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O “elefante trombudo” na sala

No rescaldo de mais uma exibição da seleção portuguesa na era JJ e onde ainda há muito trabalho a fazer e rotinas para assimilar, saltou à vista mais uma atitude deplorável do capitão. Sim, disse bem, do capitão. Um capitão deve ser, entre muitas outras coisas, um mediador, um gestor de conflitos. Irónico é quando é o próprio capitão a criar os conflitos dentro da equipa, retirando, coadjuvado pela comunicação social, a atenção à performance da restante equipa no terreno de jogo. Esta situação não é virgem, mas tem-se vindo a acentuar e acontece, frequentemente, quando há algo que destabiliza ou não é do agrado de Ronaldo. Quer sejam substituições, opções ou mesmo quando o “golinho da casa” não surge. Para bom entendedor, meia palavra basta, e neste caso, meio olho basta – Ronaldo usa a seleção com interesse próprio acima do interesse da equipa. Com a idade e a maturidade que deveria daí advir, esperava-se um comportamento diferente e uma melhor capacidade de interpretação daquilo que o beneficia. Por exemplo, ao não ser utilizado neste jogo muito físico em Oslo, apresentar-se-á, fisicamente mais disponível num próximo encontro. Mas não. Ronaldo amuou e dirigiu-se, de imediato, para o balneário, qual jogador amador que sai da “peladinha” apressado porque tem o tacho ao lume ou os filhos para ir buscar à escola. Se fosse uma atitude de qualquer outro jogador que não o capitão de uma equipa, já seria uma atitude egoísta e mimada. Sendo do capitão, uma figura vista por milhões de crianças pelo mundo, torna-se ainda mais impactante e nociva. As perguntas que se colocam são: Vai Jorge Jesus sobrepôr-se a CR7 e saber optar de acordo com o rendimento/necessidade ou será mais uma marioneta da FPF, refém de uma figura mediática com o retorno financeiro inerente? E o que acrescenta Ronaldo ao grupo, visto não ter a performance de outros tempos e continuar com estas atitudes infantis?

Visão do Leitor: David Pedreirinho

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