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O lamento de Carlos Tévez sobre a realidade social e educacional na Argentina: «Tenho 3 jogadores que não sabem somar ou subtrair. E estão na I divisão. Aí está a pobreza»

Carlos Tévez, que orienta atualmente o Independiente, fez uma reflexão sobre a realidade social e educacional na Argentina.

16 Comentários

  • DNowitzki
    Posted Outubro 11, 2023 at 1:58 pm

    Em Portugal, é assim tão diferente? Quem tiver apenas a quarta classe, corre o risco de passar no exame de Português do décimo segundo ano. A pessoa vai a um centro comercial e a menina da caixa não sabe fazer o troco se calhamos a pagar em dinheiro.

  • Van Basten
    Posted Outubro 10, 2023 at 9:03 pm

    O sistema americano é bom porque dá a oportunidade de muitos milhares de jovens conseguirem ter um curso superior que normalmente custa os olhos da cara nos states.
    Mas na maioria das escolas principais de Division One em basquetebol e futebol americano, os melhores atletas têm muita “ajuda” a nível académico e são encorajados a escolher cursos menos exigentes para conseguir uma média que os permita jogar.
    Um dos casos mais famosos foi do jogador de futebol americano Dexter Manley, que revelou que era praticamente analfabeto apesar de ter frequentado a universidade Oklahoma State durante 4 anos.

  • Antonio Clismo
    Posted Outubro 10, 2023 at 5:50 pm

    Mas engane-se quem pensar que em Portugal é muito melhor. A Argentina está a passar uma crise (mais uma) com inflação a 140%… Deve ser a sexta ou sétima crise do género nos últimos 30 anos e a população ressente-se.
    Convido a todos a irem ver um jogo qualquer do campeonato de juvenis ou júniores e depois do jogo tentem falar com os jogadores… Cedo vão pereceber que existem ali vários que não dizem pão.. Alguns deles até chegam a ser convocados para as seleções jovens.. Já trazem a ginga de futebolista, são mestres do TikTok e do Instagram, mandam bué drip, mas depois não conseguem chegar ao topo, porque a cabeça não acompanha, o que acaba por ser normal. O sistema educacional e formativo português está longe de ser perfeito e o sistema de desporto escolar associado ao sistema educativo é como se quase não existisse…

  • Knoxville
    Posted Outubro 10, 2023 at 5:21 pm

    O que os impede de fazer uma mudança? Tudo está bem quando se fala de Maradona e 86, Messi e tal … é preciso um ex jogador de futebol vir expor que parte dos argentinos são analfabetos? Que não sabem matemática básica?
    Tanto se tenta distrair com isto que isto acaba por ser o centro de tudo.

  • Antonio Clismo
    Posted Outubro 10, 2023 at 12:27 pm

    Há vários exemplos em Portugal como o caso do Roger Fernandes do Braga que chegou a Portugal com 13 anos (diz ele) e com pouca ou nenhuma escola feita. Ora, em Braga, para entrar no sistema formativo português teve, obrigatoriamente de ser inserido num contexto escolar ao mesmo tempo continuava o seu desenvolvimento desportivo. Ora, hoje o miúdo está prestes a fazer 18 anos e é (até agora) um caso de sucesso quer do ponto de vista desportivo, quer curricular, o que só prova que por vezes, o que é preciso são apenas, oportunidades para os jovens.

  • Borsalino
    Posted Outubro 10, 2023 at 10:40 am

    Os Estados Unidos nisso, têm muito poucos exemplos. O ideal seria imitá-los, seguindo o seu sistema educacional, em que, os jovens, para se tornarem “profissionais” têm de passar pelos programas universitários de forma a formar não só atletas, como principalmente, cidadãos.

    • Van Basten
      Posted Outubro 10, 2023 at 9:02 pm

      O sistema americano é bom porque dá a oportunidade de muitos milhares de jovens conseguirem ter um curso superior que normalmente custa os olhos da cara nos states.
      Mas na maioria das escolas principais de Division One em basquetebol e futebol americano, os melhores atletas têm muita “ajuda” a nível académico e são encorajados a escolher cursos menos exigentes para conseguir uma média que os permita jogar.
      Um dos casos mais famosos foi do jogador de futebol americano Dexter Manley, que revelou que era praticamente analfabeto apesar de ter frequentado a universidade Oklahoma State durante 4 anos.

      • Borsalino
        Posted Outubro 11, 2023 at 9:46 am

        Van Basten, tens toda a razão e não conhecia o caso do Dexter Manley e fui pesquisar. Obrigado pela informação.

    • Kafka
      Posted Outubro 10, 2023 at 1:00 pm

      Sem dúvida, e tendo os EUA os mesmos problemas de pobreza extrema que têm países da América do Sul, até acaba por ser uma forma de conseguirem tirar esses miúdos das ruas, mesmo que depois aos 20 e poucos anos não venham a dar atletas profissionais, já têm pelo menos formação suficiente para arranjar um emprego que lhes permita sair do nível de pobreza extrema e dos guetos

    • Antonio Clismo
      Posted Outubro 10, 2023 at 12:20 pm

      Hoje em dia o futebol está tremendamente teorizado. Até aos 17, 18 anos a formação é perfeitamente conciliável com os estudos normais (secundário pelo menos), todos os que disserem que não é possível é porque são apenas preguiçosos e não gostam de estudar. Se perdessem um décimo das horas a estudar das horas que passam a jogar Playstation faziam o secundário com uma perna às costas.
      Depois nos escalões seguintes (Liga Revelação, Futebol Sénior) é preciso um entendimento já cada vez mais complexo do jogo, a nível de processamento de situações de jogo, vantagens e desvantagens, ocupações de espaço e estratégia que, muito sinceramente, um jogador tendo noções cognitivas mais avançadas estará sempre mais confortável e próximo do sucesso, do que outro que não tenha as mesmas capacidades cognitivas.

      • Borsalino
        Posted Outubro 10, 2023 at 1:34 pm

        Eu penso muito nisso. Jogadores com nível de escolaridade ou com menores capacidades cognitivas devem sentir mais dificuldades em entender o jogo, taticamente falando, principalmente se joga no meio-campo.

    • JJayy "Non Believer"
      Posted Outubro 10, 2023 at 12:20 pm

      Para quê? Lá nem sequer sabem o que é um campeão do mundo, quanto mais. Os EUA já não andam tão rigorosos nesses programas universitários como antigamente.

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