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“O maior combate de Wrestling de sempre!”

A WWE emitiu esta madrugada mais um Pay-Per-View, o Backlash. Como tem sido hábito desde o início da pandemia, o evento decorreu no Performance Center da empresa sediado em Orlando, na Califórnia, invés de em Kansas City, no Missouri como originalmente previsto. 

Apesar de ter contado com dois combates em que os cinturões Mundiais estavam em jogo, o grande destaque da noite foi para o combate entre Randy Orton e Edge. Combate esse que a WWE decidiu promover durante semanas exatamente com o título deste texto: o maior combate de Wrestling de sempre!

Resultados:
Apollo Crews derrotou Andrade (com /Zelina Vega e Angel Garza) para manter o título do Estados Unidos. 

No primeiro combate da noite, ainda durante o pré-show, Apollo Crews entrou com uma nova música. Kevin Owens também surgiu, mas para dar uma ajuda na mesa de comentadores. Enquanto agradecia a Byron Saxton pela gravata emprestada, informou os seus colegas de mesa e os espectadores que estava ali para ter a certeza que Garza não desequilibrava as contas para os lados de CrewsJá no que ao combate diz respeito, Crews começou o mesmo com um back body drop em Andrade na rampa. Ainda na ofensiva, Apollo também deu um overhead belly-to-belly suplex contra o canto, ao qual deu seguimento com um spinebuster para uma contagem até dois.  No desenrolar desta ofensiva, Andrade também conseguiu uma contagem até dois após um belo ddt. O final do combate chegou quando o campeão acertou um press slam, um standig moonsault e standing shooting star press no pretendente, o que levou à intervenção de Garza e à distração do árbitro. Owens, que mais do uma voz, já tinha anunciado dar também uma mão’zinha se necessário fosse, deu um stunner no talentoso, mas atrevido Mexicano, levando à distração do campeão. O ex-campeão tentou capitalizar isto com um ataque à traição, mas Crews contra-atacou com com um spinning sit-out powerbomb para a vitória após contagem até três. 

Triple threat tag team match: Bayley e Sasha Banks venceram Alexa Bliss & Nikki Cross e as  IIconics para reter os títulos de Tag Team!  Já com Corey Graves e Michael Cole nos comentários, ficámos a saber pelo segundo que as vencedoras desta noite iriam defender os títulos contra Shotzi Blackheart e Tegan Nox no NXT de 4ª. Num combate curto e sem muita história, destaque para um dive de Peyton Royce sobre todas as outras participantes. Já o final chegou quando Bliss deu um twisted Bliss em Royce, mas antes de poder aproveitar para tentar a contagem até três, foi apanhada num roll-up pin por Banks com as campeãs a reter os titulos e a sua amizade intacta (resta saber até quando).

Sheamus derrotou Jeff Hardy!  Com exceção feita a breves momentos em que Hardy esteve por cima e em que até ameaçou utilizar os degraus de ferro para atacar o adversário, foi Sheamus que passou mais tempo na mó de cima até que o lendário voador conseguiu ripostar com um Whisper in the Wind. Hardy escapou a um brogue kick e acertou um slingblade. Quando estava no topo do canto, o adversário conseguiu interrompê-lo e acabaram por cair os dois. Sheamus seguiu na ofensiva com um white noise para uma contagem até dois, a que deu seguimento com um Texas cloverleaf, mas que Hardy conseguiu interromper ao chegar às cordas. Depois de alguma ofensiva de parte a parte, Hardy conseguiu espetar o ombro do Irlandês contra o poste ganhando aí alguma vantagem. Depois deu-lhe um twist of fate e um swanton bomb, mas Sheamus conseguiu colocar o pé nas cordas quando a contagem ia em dois. Sheamus fugiu para as imediações do ringue e Hardy foi atrás dele. Ao tentar um dive, foi apanhado por um brogue kick! A este seguiu-se outro igual e uma contagem até três para a vitória do youtuber mais famoso da wwe.

Raw Women’s ChampionshipAsuka vs Nia Jax acabou em dupla contagem. Asuka aplicou um octopus hold, mas Jax escapou e começou a controlar o combate até que Asuka tentou uma guillotine, à qual Jax respondeu com uma espécie de jackhammer.  A seguir, a lutadora mais perigosa da WWE começou a falar da verdadeira lesão que causou à companheira da campeã e esta viu-se obrigada a usar os pulsos para a calar. Depois de um shining wizard e de um dropkick e um running hip, conseguiu contagens até dois por duas vezes.  Continuando na ofensiva, a Japonesa usou os yes kicks, mas Nia apanhou a sua perna numas das tentativas. Daí deu seguimento com um sit-out powerbomb para quase se tornar a nova campeã depois de uma contagem até dois. Após alguma confusão no canto, Asuka aplicou um armbar em Jax o que levou a prima de The Rock a cair á para fora. Já no exterior do ringue, Asuka tentou novo armbar apenas para  Jax empurrá-la contra a barricada. A campeã deu-lhe u pontapé na cabeça, mas, entretanto, o árbitro já havia contado até dez, desclassificando as duas lutadoras. Visivelmente frustrada co o desfecho do combate, a ainda campeã deu um hip toss em Jax antes de se ir embora. 

2 contra 1 handicap match: Braun Strowman derrotou The Miz & John Morrison para manter o título Universal. Miz e Morrison entraram ao som da sua própria música e vídeo, apenas para serem interrompidos pelo campeão. Michael Cole explicava, entretanto, que Miz e Morrison tinham de se tagar para estarem legais no combate. Morrison estava aos pontapés a Strowman, mas este interrompeu a série. Apesar disto, o campeão continuava magoado ou, pelo menos, assim o parecia, o que deixou Morrison confuso. Este tagou Miz, mas falharam a passagem do “testemunho”. Ainda na ofensiva, a dupla conseguiu um combo de skull crushing finale/double foot stomp e Morrison, o competidor legal nesse momento, partiu para um cover, mas foi interrompido pelo companheiro. Num misto de zanga e surpresa, os dois lá se recompuseram e Miz colocou o parceiro novamente em cima do gigante, mas este escapou-se muito rapidamente. Depois deu um chokeslam em Miz, um powerslam em Morrison e reteve o título após contagem até três.

Drew McIntyre venceu Bobby Lashley (com MVP) para manter o título de campeão Mundial da WWE. McIntyre não perdeu tempo e logo durante a sua entrada decidiu meter-se com o manager do pretendente. Este não gostou do que viu e logo lhe aplicou um full Nelson que não queria interromper por nada. Tiveram de vir alguns árbitros para tentar interromper a manobra, mas só quando o atacante assim o decidiu, largou o campeão e após o ok deste se deu início ao combate dos power-housesLashley atacou McIntyre e deu-lhe um suplexMcIntyre com um  clothesline, mandou Lashley over borda fora e ainda o atirou às barricadas. MVP distraiu o campeão e o ex-MMA Bellator agarrou o escocês apenas para o largar, num fail de força estrondoso. Depois, Lashley atirou o adversário contra o poste. A esta ofensiva, tentou dar seguimento com um spear no lado de fora do ringue, mas o campeão desviou-se e Bobby embateu com estrondo na barricada. Seguiu-se um vertical suplexMcIntyre começou a ganhar ímpeto após alguns clotheslines e um spinebuster, o que levou a uma contagem até dois. Com recurso também a um spinebusterLashley também conseguiu uma contagem até dois. Quando Lashley tentava novo full Nelson, o campeão conseguiu dar luta e acertou um Alabama slam. Depois, tentou subir até á corda de cima, mas foi interceptado com um crossface. O psicopata Escocês não se deixou ficar, deu luta e, quando tentava um piledriverLashley conseguiu reverter para um angle lock. Depois de se livrar do método de submissão, quando ia sofrer um spear, o campeão conseguiu reverter para um kimura até que Lashley conseguiu chegar à corda. Depois McIntyre acertou um superplex e foi surpreendido com um spear ao tentar o seu Claymore kick. Isto levou a uma contagem até dois e muitos que quase nos trouxe um novo campeão. Neste momento, Lana – a quem tinha sido dito num segmento anterior da noite para se manter longe do seu amado durante este embate – decidiu aparecer, o que levou a uma distração que o campeão capitalizou com um bem-sucedido Claymore kick  para a contagem até três.

Segmento dos Street Profits e dos Viking Raiders. Naquele que era suposto ser um combate normal pelos títulos de duplas da Raw, tivemos mais uma rixa cinematográfica – algo que a WWE anda a explorar com sucessos difusos – em que até ninjas gigantes apareceram. A descrição por escrito não é fácil, por isso, se for do vosso interesse, vão ver.  A única nota concreta foi o anúncio por parte dos comentadores que o combate pelos títulos ia ficar para outra data. 

Randy Orton venceu Edge no “maior combate de Wrestling de sempre”! 

No prelúdio do combate, Tom Philips disse que não seria justo um combate desta magnitude decorrer sem público e, por isso, seriam explorados muitos ângulos de filmagem e o áudio seria amplificado, completou Byron SaxtonCharles Robinson foi o árbitro e chegou com uma indumentária vintage.  A entrada de Edge pareceu editada com um barulho falso de aplausos. Estas reações adulteradas continuaram a decorrer ao longo do combate…  Os destaques deste combate – que claramente não foi o maior ou o melhor de sempre, mas que foi bem melhor do que se esperava – vão para os momentos em que Edge abriu a testa a Orton (com cânticos de “this is awesome” acrescentados), para os constantes ataques de Orton ao fustigado pescoço do rated r superstar,  para a referência a Eddie Guerrero após uma tentativa de three amigos pelo viper ou para a utilização de finishers clássicos como o pedigree, por Orton, e do Rock bottom, por Edge. Outro ataque que voltou foi o punt de Randy Orton! Aliás foi mesmo com recurso a essa parte do seu arsenal que o campeão Mundial mais novo de sempre da WWE, após o que pareceu um ataque baixo, levou a melhor sobre o hall of fammer! Depois do combate, Orton ainda se foi meter com Edge, dizendo-lhe para ir para casa. Alguns paramédicos ainda trouxeram a maca para levar Edge, mas este recusou. O evento terminou com a câmara a focar Orton.

Afonso Carvalho Pinto

3 Comentários

  • Kwyx
    Posted Junho 15, 2020 at 8:27 pm

    Tendo em conta o card, acabou por ser um bom show, daria um 7/10.
    Gostei muito do Sheamus-Jeff Hardy, do Lashley-McIntyre (apesar de ter havido ali um momento em que o Lashley não acaba a carreira do McIntyre por pouco) e do main event.
    De negativo o segmento dos Street Profits e dos Viking Raiders, ainda agora não percebo o que foi aquilo e o final do combate da Asuka-Nia Jax (não suporto a Nia, que péssima performer).
    Espero agora que, no Extreme Rules, não dêem o titulo ao Lashley só para dar mais hype ao combate dele com o Lesnar no Summerslam, no máximo que façam uma triple threat com os 3.
    Continua o bom trabalho, abraço.

  • nunomartins45
    Posted Junho 16, 2020 at 9:51 am

    Gostei bastante dos dois main events. O match RatedRKO não é o melhor de sempre, claro. Mas diria, sem problema, combate do ano da WWE, NXT inclusive.

  • Mike
    Posted Junho 16, 2020 at 10:54 am

    Foi um PPV sem grande história o que já era de esperar tendo em conta o card.

    Gostei do Sheamus vs Jeff Hardy pela história contada. O Jeff perde o combate quando procurou explorar as suas acrobacias lá fora (os seus “excessos” em kayfabe) e o Sheamus apanha-o com o Brogue Kick. O score agora está 1-1 e prevê-se um rubber match no Extreme Rules com o Hardy a sair por cima.

    O Lashley vs McIntyre também foi nice. Foi físico e agressivo como tinha de ser. O final era previsível e abre portas a uma rematch no Extreme Rules. O ataque pré-combate também foi genial porque adicionou mais tensão ao match. Um McIntyre diminuido fisicamente poderia ser perfeitamente vencido pelo Lashley se não houvesse a interferência da Lana.

    Quanto ao Greatest Wrestling Match Ever, o combate foi incrível tecnicamente e aquele final foi uma masterpiece em termos de storytelling. Acho que os audio effects que adicionaram eram desnecessários e até me tiraram algum interesse durante o match. Um combate de wrestling vale pelas emoções que produz no público (mesmo que sejam os rookies do performance center). Quando procuram manipular isso, perde-se toda a magia.

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