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O melhor treinador do Mundo em 2014

Em Julho de 1938 nasceu um sábio em Hortaleza, Espanha. Esse sábio, quando um dia foi questionado sobre o que a equipa que treinava deveria fazer daí em diante, respondeu: “ganhar, ganhar, ganhar, e voltar a ganhar, ganhar e ganhar”. Este homem foi jogador de futebol, tendo alinhado uma década pela equipa da qual se tornaria ídolo maior. Amado por toda uma aficíon, levou o clube a tocar as portas do Olimpo em Maio de 1974, quando um golo seu no minuto 114 parecia colocar a equipa como campeã Europeia. No entanto, um alemão de nome impronunciável desfez, no minuto 120, o sonho que parecia ser já realidade. Anos depois, já como técnico, este homem singular orientou por 3 períodos distintos o emblema dos seus amores, tendo conquistado 7 títulos, entre os quais se destaca uma liga espanhola, a juntar aos 5 que já havia ganho como jogador. Falamos de Luis Aragonés, o sábio de Hortaleza , o médio com mais golos marcados em La Liga, o treinador que mudou o destino do futebol Espanhol e, talvez, a maior figura do Club Atlético de Madrid.
Ora, quis o destino, ou outra força maior, que fosse no ano da sua morte que os Colchoneros forjassem um dos melhores anos da sua rica história, consagrando um ciclo triunfal que devolveu o clube à rota dos êxitos e que culminou com aquela que é, talvez, a maior proeza futebolística da década. Aragónes morreu em Fevereiro deste ano, sem poder ver, assim, os feitos que o clube conseguiu nos meses seguintes: vencer a Liga Espanhola, algo que, perante o poderio de Real Madrid e Barcelona, muitos tinham definido como impossível; atingir a final da Liga Dos Campeões, voltando a ficar, 40 anos depois, a alguns segundos do título; ganhar a Supertaça de Espanha. Estes registos, atingidos por uma equipa com um orçamento bem inferior aos tubarões do futebol Europeu (basta olhar para o vizinho de Chamartín), coroam Diego Simeone como o melhor treinador em 2014 do futebol internacional.
Se escutarmos o hino do Atlético com atenção, ouviremos as seguintes palavras: Porque Lucham como hermanos/ defendiendo sus colores/ en un juego noble e sano/ derrochando coraje e corazón (numa tradução simples, “porque lutam como irmãos/ defendendo as suas cores/ num jogo nobre e são/ esbanjando coragem e coração). Poucas vezes tão simples palavras definiram tão bem uma equipa: El Cholo construiu um conjunto que vale pela sua coesão, pela sua união, pela sua capacidade de trabalho, pela motivação e vontade com que enfrenta cada jogo, cada lance, cada momento. Defensivamente equiparável a um muro, poucas equipas foram mais letais, no plano ofensivo, no domínio de duas artes do que a equipa do Manzanares: por um lado, as bolas paradas, com Godín a ter garantido desta forma o título da Liga no Camp Nou; por outro, o contra-ataque, arma que, durante os primeiros 6 meses, e com a profundidade que Diego Costa oferecia, a equipa usava de forma magistral.
Simeone obteve, em 3 anos, um sucesso que poucos poderiam imaginar, dando a este conjunto um lugar inegável na história do futebol Europeu. Não só por ter vencido uma Liga Espanhola, uma Taça Do Rei, uma Supertaça, uma Liga Europa e uma Supertaça Europeia, para além de ter atingido a final de Lisboa, mas por ter conseguido, numa era de valorização máxima da importância de um par de contratações milionárias de elementos talentosos, redefinir o conceito de equipa, de bloco, tendo provado que é possível ganhar ao mais alto nível se a um bom grupo de jogadores for acrescentada uma ordem colectiva quase perfeita, índices de motivação e crença máximos, bem como uma capacidade de trabalho fora do comum.
Estes feitos fazem com que o treinador argentino esteja para sempre no coração dos adeptos do Vicente Calderón, ele que partilha com Aragonés o facto de ter sido ídolo também como jogador do clube. No entanto, o futebol vive de ciclos, e muitos garantem que El Cholo está convencido que o seu em Madrid fechar-se-á no final desta temporada. A acontecer esta separação, será muito interessante ver que rumo tomará o técnico para a sua carreira, falando-se insistentemente num possível regresso a Itália, país onde, como jogador, foi muito feliz, bem como de uma eventual oferta do PSG. Aquilo de que não sobram dúvidas é que, neste momento, o argentino está num grupo muito restrito que incluí os 4/5 treinadores mais cotados a nível mundial, e tudo graças às façanhas de uma das equipas com uma história mais poética deste novo futebol globalizado, as quais ainda podem ser ampliadas nos meses que restam até ao Verão. O Clube Atlético de Madrid, “a equipa do Povo”, eternamente abençoada por Luis Aragonés e que tem em Simeone o líder perfeito.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Pedro Barata

0 Comentários

  • Jonas
    Posted Dezembro 29, 2014 at 3:31 pm

    Simeone ou Low.

    Não pode ser qualquer outro.

    Mas é óbvio que será Ancelloti – a coroação máxima do Real Madrid, com CR7 e Ancelloti como principais vencedores.

    Por outro lado, a FIFA pode emendar a injustiça de não atribuir a Bola de Ouro a um alemão (Neuer, Muller ou Lahm como, para mim, os principais favoritos), conferindo o prémio de treinador a Low.

    • Rúben Cardoso
      Posted Dezembro 29, 2014 at 3:47 pm

      Não poderá ser o vencedor da Liga dos Campeões, Taça do Rei, Supertaça Europeia e Mundial de Clubes eleito melhor treinador do ano, nem é justo serem Ronaldo ou Messi os coroados? Que raio.

    • Stalley
      Posted Dezembro 29, 2014 at 3:59 pm

      Para mim era Low ou Simeone também e será um destes a meu ver.
      Quando á Bola de Ouro, só poderá ir para CR7, ninguém fez melhor ano que Ronaldo, tanto individualmente como Coletivo.

      SL!

  • Guilherme Silva
    Posted Dezembro 29, 2014 at 3:31 pm

    Penso que Ancelotti merece uma menção honrosa também. O que o italiano fez no Real Madrid, a forma como põe a equipa a jogar, e como depois de ter perdido Ozil e Di Maria (transferências que toda a gente augurava como catastróficas), faz de Carlo um dos grandes. Neste momento para mim é o que merece o "título" de melhor do mundo.

    Em relação a Simeone, pelo que fez merece sem dúvida esta distinção relativa à ultima temporada. O trabalho que fez é formidável, e acho que toda a gente gostava de ser adepto duma equipa como o Atlético, solidária, com muita garra, amor à camisola, e uma ligação extraordinária com os adeptos. Dava gosto ver os espanhóis a ultrapassar etapa a etapa todas as dificuldades que iam tendo, e acabando a garantir o título em pleno Camp Nou, aplaudido de pé pela massa associativa do Barça. Excelente.

    No que toca ao Simeone no pós-Atlético, tenho dúvidas do que vai acrescentar. É certo que continua um treinador excelente, tacticamente muito forte, mas é um treinador com a "síndrome Villas-Boas", ou coroa-se mesmo como dos melhores do mundo? Ele em Madrid tinha todo o factor motivacional da relação com os adeptos, de ser um ídolo local, no fundo de conhecer os cantos à casa. Se voltar a Itália (honestamente duvido), poderá voltar a ter isso a seu favor, mas se por exemplo rumar a Paris, tenho dúvidas se voltará a fazer um trabalho tão bom. Pode fazer um trabalho bom, mas do nível deste não acho que consiga.

    • Kafka I
      Posted Dezembro 29, 2014 at 3:59 pm

      Relativamente ao primeiro parágrafo, o Ancelotti em 2014 conseguiu perder um campeonato de regularidade para o…….Atl Madrid…convenhamos que quem tem um orçamento imensamente superior com um plantel imensamente superior e mesmo assim consegue perder uma prova de regularidade, não merece na minha opinião, vencer seja que prémio for…

      Se tivesse para o campeonato para o Barça, ok são 2 equipas no mesmo patamar qualitativo e financeiro, nada a dizer, agora perder para o ….Atl Madrid???? ….

    • Kafka I
      Posted Dezembro 29, 2014 at 4:01 pm

      De resto, inteiramente de acordo tanto quanto ao 2º como ao 3º parágrafro, subscrevo inteiramente…principalmente o 3º parágrafro, tenho muitas duvidas que tenha sucesso fora do contexto Atl Madrid..

    • Guilherme Silva
      Posted Dezembro 29, 2014 at 4:19 pm

      O Ancelotti perdeu o campeonato porque o que toda a gente exigia era a Décima. Tanto Atlético como Barça escorregaram bastante perto do fim e contra equipas acessíveis, e o Real não aproveitava porque só tinha olhos para a Champions. Ficaram a 3 pontos, e nas últimas 5 jornadas empataram com o Valladolid, empataram com o Valencian em casa aos 90' a 3 jornadas do fim numa jornada em que o Atlético perdeu 2-0 no Levante, e o Barça empatou a 2 em casa com o Getafe. Na penúltima jornada perderam 2-0 em Vigo, enquanto o Barça empatou a 0 com o Elche, e o Atlético empatou a 1 com o Málaga em casa também e já chegaram à ultima jornada sem hipóteses de serem campeões se não me engano.

      Com isto quero dizer que a equipa estava apenas formatada e a pensar na Champions, caso contrário na minha opinião ganharia o campeonato, acho que de forma alguma perderiam em Vigo, empatavam em casa com o Valencia e fora com o Valladolid. O Barça claro também tinha obrigação de fazer muito melhor no fim, e fico com a sensação que as duas equipas deixaram fugir o título quando este estava relativamente acessível e com resultados bastante comprometedores. Acho que noutras condições ou se tivesse sido eliminado da Europa, o Real nunca perdia este campeonato.

    • ADCD
      Posted Dezembro 29, 2014 at 4:35 pm

      Depois de ter perdido Ozil e Di Maria?? Não me diga que os outros que lá estão são inferiores…
      Ganhou a Champions.. Nada mais

    • Rúben Cardoso
      Posted Dezembro 29, 2014 at 5:02 pm

      Ganhou a Champions, a Taça do Rei, o Mundial de Clubes e a Supertaça Europeia.

    • Guilherme Silva
      Posted Dezembro 29, 2014 at 5:10 pm

      ADCD,

      Sim. Principalmente na altura da transferência do Ozil, toda a gente achou que o Ancelotti tinha endoidecido e que era aí que começava o declínio do Real. Recordo que o alemão até era apontado por alguns como o melhor jogador do Real e diziam que o Ronaldo lhe devia a maior parte dos seus golos.. Portanto sim, e apesar dele estar num pior momento, não deixa de ser um jogador extraordinário.

    • Pedro Coelho
      Posted Dezembro 29, 2014 at 5:17 pm

      Quer dizer que aquilo que define um bom ou mau treinador é perder o campeonato para o Atlético ou o Barcelona. Ou seja, perdendo um campeonato por 10 para Barcelona tornava a campanha do Ancelotti meritória, mas ter perdido por 3 pontos e ter ficado com o mesmo número de pontos que o Barcelona, perdendo o campeonato em jogos fáceis, que os jogadores do Real fizeram questão de perder já é considerado mau. Supondo que o Real tinha ganho o campeonato com os mesmos pontos que o Atlético, já teria sido uma excelente campanha? Supondo que o Atlético tinha feito uma pontuação de 103 pontos no final do campeonato, com o Real a fazer 100, continuava-se a dizer que tinha sido medíocre por ter sido perdido para o Atlético?

    • Kafka I
      Posted Dezembro 29, 2014 at 5:33 pm

      Pedro Coelho

      Tu supôes e imaginas, eu constacto e não vivo de ses…é a diferença

      Os factos são que o Real Madrid com um orçamento e plantel imensamente superior ao Atl Madrid, perdeu esse campeonato para o …..Atl Madrid…

      Quanto às suposições, eu também posso supor que "SE" o Benfica tivesse vencido os 2242 jogos que já fez no campeonato nacional, neste momento tinha 81 campeonatos ganhos em 81 possíveis…foi pena não terem conseguido, mas lá está "SUPONDO" que tivessem conseguido, estávamos agora a falar de um recorde Mundial de 81 campeonatos consecutivos ganhos e uma streak de 2242 vitórias consecutivas, que seria recorde Mundial certamente…o malvado "SE" é que não deixou tal acontecesse, foi pena..

    • Kafka I
      Posted Dezembro 29, 2014 at 5:50 pm

      Mas já agora se é para supor, podemos também sempre supor que bastava a cabeçada do Sérgio Ramos ter-lhe batido mal, que a bola não ia à baliza e o Real não tinha vencido a Champions…ou que bastava o Atl Madrid ter defendido o canto com cobertura aos 2 postes e mesmo a bola tendo batido bem havia um defesa do Atl Madrid que a tinha cortado e o Ancelotti tinha ido para o olho da rua…podemos ainda supor que a marcação do canto tinha batido mal e a bola tinha logo saido ou jamais teria ido parar à cabeça do Sérgio Ramos (tudo isto é plausivel de supor, afinal quem já jogou à bola, já lhe aconteceu a bola bater mal e ter ido parar fora do estádio ou à bancada)…

      Como vês podemos supor tudo o que quisermos, depende apenas do ponto de vista em que quisermos supor…em contraponto existem os factos, que quanto a esses não há nada que se possa fazer ou argumentar..

    • Luis
      Posted Dezembro 29, 2014 at 6:04 pm

      Ok, fiquei hoje a saber que o Real Madrid nao ganhou o campeonato porque nao quis, porque os jogadores fizeram questao de perder os jogos faceis.

      E tambem que este ano os titulos já são muito importantes, o Low ganhou "só" o trofeu mais importante do Mundo.

    • Guilherme Silva
      Posted Dezembro 29, 2014 at 6:22 pm

      Luis,

      Se percebeste isso, lê outra vez. Se já leste e releste, e a conclusão que tiras é essa, algo de errado se passa contigo. Não foi nada disso que eu disse.

    • Pedro Coelho
      Posted Dezembro 29, 2014 at 7:00 pm

      O facto é tu relativizares o que é considerado um sucesso ou um fracasso com base numa vitória, que foi a única diferença que se verificou entre o Real Madrid e o Atlético. Tu supões que uma equipa ganhe sempre durante 81 anos, eu suponho um jogo onde uma bola dentro da baliza em vez do poste daria a vitória à equipa e só aí daria 3 pontos e só aí já iria mudar o campeonato, levando a que era um fracasso passasse a ser um sucesso. Uma bola ao poste em vez de dentro da baliza não é algo pelo qual um treinador possa ser julgado ou não como competente ou incompetente, ou ser julgado como tendo feito uma campanha de sucesso ou insucesso. O que tu consideras suposições, eu considero avaliar o factor sorte. Foi um canto no último minuto que deu uma Liga dos Campeões. Poderia ter pendido para qualquer um dos lados. É isso que faz com que o Simeone naquele jogo tivesse sido um fiasco e um fracasso? Claro que não. Há dias o Atlético empatou um jogo 2-2 contra uma equipa secundária para a Taça do Rei. O Atlético tinha um plantel infinitamente superior ao do adversário. Será que isso faz com que o treinador dessa tal equipa seja melhor que o Simeone? Será que o Simeone fracassou nesse jogo? Provavelmente não, afinal de contas quem joga são os jogadores e não o treinador, são eles que falham passes e que têm momentos de desconcentração. A bola é redonda e o futebol é mesmo isto, perder quando não se merece, ganhar sem ter glória.

      Resumindo e concluindo, eu concordo que o Simeone poderá merecer o prémio. O que eu não concordo é que algo como marcar dois golos num jogo que se perdeu por 1-0 mude a noção de que um treinador também merece ou não ser considerado um dos melhores do Mundo.

    • Kafka I
      Posted Dezembro 29, 2014 at 7:53 pm

      Temos visões diferentes, porque para mim jamais um campeonato (prova de regularidade…uma maratona) pode ser posto no mesmo patamar que uma Champions resumindo ambas a um jogo, como eu interpreto que estas a fazer…

      Ao fim de 38 jornadas, consegue-se ver quem foi o mais regular, o que falhou menos, sucintamente quem foi o melhor…na Champions isso já não acontece, antes demais porque não jogam todos contra todos, logo o factor "sorte" no sorteio pode ter a sua importância, depois a questão da regularidade não se põe, pois pode-se chegar ao extremo de os 13 jogos que são necessários para ganhar a Champions, uma equipa chegar à final com 12 vitórias em 12 jogos e outra chegar lá com 2 vitórias, 6 empates e 2 derrotas (8 pontos na fase de grupos e 4 empates na fase a eliminar)…e no entanto apesar de haver uma diferença abismal entre ambas tudo se decidirá num jogo final, onde basta o jogo da equipa que tem 12 vitórias correr mal para perder a competição para uma equipa que a vai vencer com apenas 3 vitórias, 6 empates e 2 derrotas, ora aí sim na Champions o teu factor "suposição" pode fazer sentido, porque depende muito de uma questão de um lance, um jogo bom ou mau, uma expulsão etc etc…

      Agora em 38 jogos essa situação não se põe, pois houve mais do que jogos suficientes para se ter um jogo mau, um jogo bom, sorte, azar etc etc, logo ao fim das 38 jornadas venceu a melhor equipa nesse periodo, a mais consistente e eficaz, aquela que no somatório de todas as sortes e azares que foi tendo, foi a que soube ser a mais regular… logo o factor suposição não faz sentido (na minha opinião), na Champions sim faz sentido "supor" porque tudo se resumirá sempre no fim a 90 minutos..

      Como tal, acho "inadmissivel" o Real ou o Barça terem perdido uma maratona de 38 jogos para o Atl Madrid…já não acho tão inadmissivel assim Real ou Barça perderem uma Champions para o mesmo Atl Madrid, porque lá está a Champions resume-se a um jogo no fim, e portanto num jogo apenas o Atl Madrid pode perfeitamente vencer o Real ou o Barça, em 38 jogos já é diferente e (na minha opinião) completamente inadmissivel…

    • Pedro Coelho
      Posted Dezembro 30, 2014 at 1:14 am

      Eu percebo que vejas o Atlético como um verdadeiro underdog, que o é quando comparado com o Barcelona e Real, mas é a terceira melhor equipa em Espanha, o que tornava apenas os jogos contra Barcelona e Real os jogos em que o Atlético partiria claramente em desvantagem.

      O que eu acho que salta à vista é que houve 3 equipas que foram extremamente competentes, sendo o Atlético a mais competente de todas, mas acho que o campeonato acaba por ser definido por detalhes. E apesar de concordar contigo, que é nos campeonatos que se vê a verdadeira valia das equipas por ser a tal prova de regularidade, mesmo essas definem-se por detalhes. Há três exemplos claros disso nos últimos tempos, o ano passado com o Liverpool, Chelsea e City a lutar até ao fim pelo campeonato, o campeonato ganho pelo City com o Mancini ao cair do pano mesmo e o campeonato do minuto 92. Em todas estas situações, foram detalhes que definiram tudo. Se aquele golo do Aguero não entra, será que o City tinha tido demérito? Se aquele golo do Kelvin não entra, será que VP tinha incompetente? Eu não consigo considerar que possa haver demérito em algo que é jogado a 30 ou 30 e tal jogos e acabar por ficar definido por um lance.

      Quando o VP foi questionado sobre se não tivesse tido a sorte do Kelvin, o que teria mudado, ele disse que nada, porque isso não invalidava o trabalho que lá estava, o modelo de jogo, a dinâmica no futebol que idealizava no seu futebol.

      O treinador só tem influência em determinados aspectos, tudo o resto é com os jogadores, que são quem acabam por decidir tudo no terreno de jogo.

  • Rodrigo
    Posted Dezembro 29, 2014 at 3:41 pm

    A escolha nem poderia ser outra. Grande trabalho e grande equipa no verdadeiro sentido da palavra. Uma equipa a imagem do seu treinador e que ousou desafiar com sucesso o poderio dos gigantes Real Madrid e Barcelona e que esteve a escassos 10 segundos de se sagrar campea europeia.

  • RR
    Posted Dezembro 29, 2014 at 4:30 pm

    Simeone…

    mas sem duvidas.

  • Bruno Fonseca
    Posted Dezembro 29, 2014 at 4:42 pm

    A minha escolha recai em Simeone. O trabalho que realizou no Atleti na temporada passada foi espantoso.

    Parabéns Pedro Barata pelo excelente texto.

  • Awesome_Mark
    Posted Dezembro 29, 2014 at 4:56 pm

    Para mim a não premiação de El Cholo como o melhor do mundo seria tao vergonhosa como uma eventual nao premiaçao de Ronaldo e os motivos ja todos sabem

    Num futuro proximo gostava de o ver no Man City, assim como o Klopp no Arsenal( e o Jesus no Tottenham) e a Premier League estaria assim relançada para a hegemonia

    • Diogo
      Posted Dezembro 29, 2014 at 6:05 pm

      e no fim nao ganhavam nada como sempre.

      Eu tambem adorava ver o Jesus em Inglaterra ia ser um fartote

  • Nuno R
    Posted Dezembro 29, 2014 at 5:02 pm

    Tenho dificuldades em comparar seleccionadores com treinadores de clubes. É em tudo diferente.
    Low foi campeão do Mundo, mas tinha de facto a melhor esquadra em jogo, pelo que o seu resultado, sem ser uma obrigação ou uma inevitabilidade, também não foi uma surpresa. Claro que tem mérito, e méritos (senão, os alemães pagavam uns tostões ao Prof. Neca), mas não fez nada de transcendental.
    Já Simeone, venceu uma Liga jogada a 2 (Real e Barcelona), ficando também a minutos de levar para casa a Championes. Parece-me um feito bem mais difícil de alcançar.

    • Kafka I
      Posted Dezembro 29, 2014 at 5:42 pm

      Pequena provocação, eheh…é natal ninguém leva a mal…Mas em Abril/Maio/Junho aqui no blogue a grande maioria (não estou a dizer que eras tu) não dizia que a Alemanha é que tinha a melhor equipa dos 32…aliás a grande maioria até dizia que Portugal não era inferior à Alemanha e podia perfeitamente ficar em 1º no grupo …

  • LuisRafaelSCP
    Posted Dezembro 29, 2014 at 5:26 pm

    Qual a dúvida? O único que fez algo extraordinário e que provavelmente nenhum dos outros teria feito, foi o Simeone… os restantes limitaram-se a fazer o que lhes competia!
    E só foi pena não ter ganho a Champions (por um lado fiquei contente, devido a Ronaldo), seria uma temporada épica de Simeone!

  • Anónimo
    Posted Dezembro 29, 2014 at 5:41 pm

    Se o prémio não for para Simeone é uma vergonha, aquilo que ele fez no Atlético foi espetacular e só não ganhou a Champions por causa daquele minuto 92 com a cabeçada do Ramos… não gosto de comparar um selecionador com treinadores de clubes, quando foi o Del Bosque também achei ridículo, mas o Low tem feito um trabalho digamos consistente na seleção alemã (gostava era de o ver num clube) e por fim Ancelotti que ganhou as provas internacionais mas falhou na Liga (como é hábito na sua carreira) e não me venham com a conversa de que ganhou a Supertaça Europeia e o Mundial de Clubes pois essas são competições para brincar…

    Peter Griffin

  • Kacal I
    Posted Dezembro 29, 2014 at 5:44 pm

    Simeone, triunfar com muito é fácil e muitos conseguem mas triunfar com pouco é mais complicado e só a elite consegue e intrometer-se entre Real e Barça com o Atlético de Madrid, conquistando o campeonato em pleno Camp Nou e estando a menos de 1 minuto de ser campeão europeu, é a minha escolha sem qualquer sombra de duvida.

  • Pedritxo
    Posted Dezembro 29, 2014 at 6:21 pm

    Simeone claramente na frente, mas nao gosto nada de por selecionadores e treinadores no mesmo saco, nao tem nada a ver.
    Ancelotti mençao honrosa porque ganhou a champions e nao so.

  • João Lains
    Posted Dezembro 29, 2014 at 7:34 pm

    Esta está para o Simeone como a Bola de Ouro para o Ronaldo. Só podem conhecer um vencedor.

  • João Lains
    Posted Dezembro 29, 2014 at 8:08 pm

    Já agora, o texto foi muito bem redigido e a forma como o tema principal foi introduzido, está sublime.

  • Matt Le Tissier
    Posted Dezembro 29, 2014 at 8:18 pm

    Schwarzenbeck, é o nome do alemão de nome impronunciável. Também ele defesa central, também ele actuava habitualmente com a camisola número '4', e também ele marcou, a poucos segundos do fim, o golo do empate que não permitiu a consagração do Atlético de Madrid como Campeão Europeu.

    O golo de Schwarzenbeck obrigou na altura a um novo jogo, que os alemães do Bayern venceram confortavelmente por 4 bolas a zero, com dois 'bis' : um de Gerd Muller (quem mais?) que se tornou no melhor marcador do evento e outro do ex presidente do clube, recentemente condenado a três anos e seis meses de prisão por uma dívida fiscal de mais de 27 milhões de euros, Uli Hoeness.

    Tudo isto depois de uma meia final que roçou a violência, frente ao Celtic.

    Cumprimentos

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