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O MVP, o Dream Team e o 12.º jogador no Europeu de sub-21

O Europeu de Sub-21 contrariou todas as expectativas iniciais. A Suécia, que surgia como uma das selecções menos cotadas, acabou por levar de vencida outras equipas mais poderosas, fazendo valer a sua organização colectiva, sobretudo no capítulo defensivo; a Inglaterra, uma das favoritas, caiu na primeira fase; a Alemanha também nunca impressionou, garantiu o segundo lugar no grupo às custas de uma República Checa que justificava a passagem e nas meias teve o tratamento merecido de uma selecção portuguesa com uma prestação de alto nível (faltou o título); e a Itália, que desiludiu no primeiro encontro, mostrou uma geração de luxo, com jogadores que a curto prazo podem deixar marca no futebol do país.    



Melhores para o Visão de Mercado:
Dream team: 
José Sá (Portugal) – Fez defesas de alto nível em todos os jogos e mostrou uma segurança que até este Europeu não se conhecia; 
Pavel Kaderabek (República Checa) – Um dos destaques da excelente selecção anfitriã, fazendo todo o flanco com uma qualidade impressionante. Zappacosta, lateral italiano, também mostrou imenso talento;
Paulo Oliveira (Portugal) – O seu “low-profile” por vezes faz com que passe despercebido, mas tem uma consistência incrível. Esteve irrepreensível em todos os jogos. 
Alexander Milosevic (Suécia) – O patrão do sector mais recuado dos campeões e um dos responsáveis pela qualidade defensiva exibida. Vestergaard, belo central dinamarquês que brilhou no Bremen, também justificava a presença no 11. 
Ludwig Augustinsson (Suécia) – É mais forte a defender do que a atacar (embora seja capaz de dar profundidade) e as exibições que fez despertaram a atenção de emblemas como o Liverpool. 
Oscar Lewicki (Suécia) – É um dos melhores jogadores a actuar na Suécia e confirmou-o neste Europeu. Médio intenso, competente nas tarefas de pressão e recuperação e capaz de assumir a saída de bola em terrenos recuados. 
William (Portugal) – Não é um penalty mal marcado que mancha a prestação do médio português, que se exibiu ao seu nível – tranquilo, forte a recuperar e com critério no passe – na maior parte do tempo. 
MVP – Bernardo Silva (Portugal) – Que talento. Se ainda havia dúvidas do potencial do jogador português, elas dissiparam-se neste Europeu. Sem amarras, Bernardo espalhou magia pelos relvados da República Checa. O toque de bola não engana e o craque do Mónaco proporcionou momentos apenas ao alcance de um predestinado. Tendo sido, por uma pequena diferença em relação a William Carvalho e José Sá, o melhor jogador na Rep. Checa.
Domenico Berardi (Itália) – Chegou a este Europeu como o jogador italiano mais cotado e não desiludiu. A actuar da direita para o meio, desequilibrou com as diagonais para o centro e com o seu pé esquerdo de grande qualidade.  
Simon Tibbling (Suécia) – Esteve em evidência do lado direito sueco. Um jogador versátil e que se adapta muito bem às circunstâncias dos encontros (na final teve de dar apoio ao lateral e cumpriu na perfeição). 
John Guidetti (Suécia) – Foi obrigado a jogar mais longe da baliza e a sacrificar-se em prol da equipa, o que o levou a ter menos protagonismo do que seria de esperar, mas é indiscutível que é um jogador com qualidade e que fará parte do futuro do país nórdico. Outro jogador que merecia a presença no 11 era Jan Kliment, avançado checo que brilhou na primeira fase (muita mobilidade, poder de desmarcação e qualidade técnica) e que já ganhou uma transferência para o Estugarda.

Em termos colectivos, a Suécia foi uma equipa altamente competente, consciente das suas limitações e que por isso lida de maneira inteligente com os vários momentos do jogo. Não foi um conjunto particularmente talentoso, mas jogadores como Lindelof, Helander, Milosevic e Augustinsson na defesa, a dupla de médios composta por Lewicki e Hiljemark, o interessante Tibbling e o irreverente Guidetti destacaram-se nesta competição. Portugal não foi capaz de vencer nenhum dos dois jogos aos nórdicos, apesar de ter uma equipa individualmente superior. José Sá brilhou na baliza, Paulo Oliveira e Ilori formaram uma dupla de excelência, William impôs-se no meio campo, bem auxiliado por Sérgio Oliveira, João Mário, encostado à direita, não rendeu tanto como poderia (esteve bem, no entanto) e Bernardo Silva foi o melhor jogador da prova. A Alemanha e a Dinamarca, apesar de terem chegado às meias-finais, não impressionaram. O conjunto alemão mostrou algumas limitações defensivas e pouca criatividade no ataque, muito por culpa da “ausência” de Max Meyer. Só Younes e Volland (a espaços) estiveram à altura do seu potencial. A equipa melhorou com a entrada do talentoso Kimmich para o meio campo, sector onde Emre Can esteve em evidência, mas não foi suficiente. Já a Dinamarca, que apresentou uma geração muito interessante, nunca pareceu ser uma séria candidata ao título. Vestergaard e Hojbjerg confirmaram que são mesmo excelentes jogadores, Poulsen e Fischer passaram um pouco ao lado. Ficaram no caminho pela primeira fase, mas apresentaram um futebol bastante atractivo e mereciam mais neste Europeu. A República Checa, que pareceu algo limitada no primeiro encontro, impressionou frente à Sérvia e fez a Alemanha sofrer; e a Itália, medíocre frente à Suécia, surgiu de cara lavada nos jogos com Portugal e Inglaterra. Nos checos não brilharam os nomes mais sonantes, como Kalas, Kadlec (fez 30 minutos em grande, mas saiu lesionado) ou Krejci, dando espaço para que outras figuras emergissem. Kaderabek e Hybs, laterais de enorme qualidade, Petrak, médio muito completo, e sobretudo Kliment, autor de um hat-trick frente à Sérvia. Aos italianos também não falta qualidade. Zappacosta tem tudo para ser um lateral direito de topo, bem como os centrais Rugani e Romagnoli. Benassi, médio do Torino com qualidade de passe e chegada à área, foi o destaque de um meio campo onde Cataldi também esteve em bom plano. No ataque, Berardi demonstrou excelente entendimento com Belotti, avançado que, com a saída de Dybala, pode ganhar espaço no Palermo.


Nota final para o 12.º jogador. A Suécia, que pelo que fez na final e ao longo da caminhada até ao ouro, não se pode ignorar que deixaram a melhor selecção sub-21 do Mundo, a França, pelo caminho, nos playoffs, mereceu este título, apesar de Portugal ter sido a melhor equipa ao longo do torneio, teve sempre um forte apoio do seu público, o que é um reflexo do maior poderio económico dos nórdicos mas também do orgulho que sentem na sua selecção. E isso acabou por pesar. Foi notório que os jogadores suecos aplicaram sempre uma paixão, agressividade e competitividade diferente das outras selecções que estiveram presentes da Rep. Checa.

T. Cunha

0 Comentários

  • Ricardo
    Posted Julho 1, 2015 at 9:27 pm

    Concordo mais do que com as escolhas da UEFA. Mas para mim nem William nem Bernardo… o melhor foi o Guidetti.

    • Rodrigo
      Posted Julho 1, 2015 at 9:33 pm

      Guidetti poderia ter sido eleito, mas escolheria Jose Sa. Para mim foi o jogador mais determinante da prova.

    • Rabensandratana I
      Posted Julho 1, 2015 at 9:58 pm

      O José Sá, para mim também foi o melhor do Europeu.

    • Afonso Teixeira
      Posted Julho 1, 2015 at 11:38 pm

      Estou curioso para ver quais serão as escolhas de carreira de jogadores como José Sá, Tiago Ilori ou Ricardo Pereira. Agora é preciso começar a trabalhar com os jogadores de 93 e alguns de 94 para os Olímpicos e reformular os sub21 com os de 94 e a geração de 95 que esteve no Mundial sub20 para atacar o Euro2017.

      Muitos jogadores ainda podem sair destas selecções e muitos outros podem entrar, tudo depende do nível a que joguem e do trabalho no dia-a-dia.

      Mas se os clubes portugueses continuarem a não apostar neles e a deixá-los eternamente na sombra por estrangeiros que só servem interesses económicos, então nunca iremos a lado nenhum

  • Rui Magalhaes
    Posted Julho 1, 2015 at 9:28 pm

    Ainda não tive oportunidade de dizer isto. Mas o Guidetti faz-me lembrar um ator famoso não sei porque.

  • Rafael Almeida
    Posted Julho 1, 2015 at 9:30 pm

    Para mim:


    Kaderabek
    Paulo Oliveira
    Vestergaard
    Augustinsson
    William
    Can
    Berardi
    Bernado
    Volland
    Guidetti (ficava muito bem no Sporting)

    • Rafael Almeida
      Posted Julho 1, 2015 at 9:34 pm

      MVP – Não consigo escolher entre Bernardo, William e Sá

    • Rodrigo
      Posted Julho 1, 2015 at 9:35 pm

      Apenas 2 jogadores da campea?

    • Rafael Almeida
      Posted Julho 1, 2015 at 9:43 pm

      Para ser sincero, a selecção campeã não praticou um futebol por ai além, têm jogadores limitados tecnicamente mas muito fortes fisicamente. Ficaram aqui os que mais gostei de ver jogar e que para mim fizeram mais a diferença.

  • Rodrigo
    Posted Julho 1, 2015 at 9:32 pm

    Bom texto, T.Cunha.

    Em relaçao ao melhor 11, aceito perfeitamente este, mas optei por algumas alteraçoes. No eixo creio que o Vestergaard foi um jogador mais nuclear para a sua equipa do que Milosevic, mas percebo que a consistencia defensiva da Sueca deva ser premiada. No meio-campo preferi Hiljemark a Lewicki, embora tenham estado ambos bem (o medio do PSV encantou-me mais, considero-o mais completo), sendo que nas alas acho que Younes e Khalili foram mais consistentes que Tibbling (agita muito, mas nem sempre foi consistente) e que Berardi (o jogador mais talentoso italiano, de facto, mas que nem sempre decidiu da melhor forma para a sua equipa). Mençoes honrosas para elementos como Petrak ou Kliment da Rep.Checa, Zappacosta da Italia, Knudsen da Dinamarca ou Emre Can e Schulz da Alemanha.

    Sendo assim: Sa, Kaderabek, Paulo Oliveira, Viking, Augustinsson, William, Hiljemark, Younes, Khalili, Bernardo e Guidetti.

    Por outro lado, elementos como Max Meyer e Volland da Alemanha, toda a equipa da Inglaterra, Fischer e Poulsen da Dinamarca, Guerreiro ou Sturaro estiveram aquem do que sabem e podiam fazer neste Europeu.

    • Rodrigo
      Posted Julho 1, 2015 at 9:37 pm

      MVP: Jose Sá. No meu entender foi o jogador mais decisivo da prova.

    • produtordevinho
      Posted Julho 1, 2015 at 10:35 pm

      Concordo, Rodrigo.
      Só colocava Benassi nas menções honrosas, gostei do que vi.
      E José Sá salvou-nos literalmente de tudo e não tem culpa no único golo sofrido.

  • MosqueteiroSLB
    Posted Julho 1, 2015 at 9:36 pm

    Concordo muito mais com este 11 e com o MVP do torneio.

  • Pedro
    Posted Julho 1, 2015 at 9:36 pm

    Portugal perdeu a final, mas ganhou bons jogadores que podem contribuir muito à seleção A no futuro. José Sá têm que ser titular num clube de 1.ª liga, Paulo Oliveira respondeu àqueles que pediam um novo central no Sporting, enquanto Ilori mostrou talento para ser um dos melhores do mundo (não me importava nada de o ver no Benfica). Quanto ao meio-campo, William mostrou todo o seu talento, João Mário, mesmo não encaixando perfeitamente no esquema da seleção, exibiu a sua qualidade e garra, enquanto Sérgio Oliveira deu a provar que merece ter oportunidades no Porto. Bernardo Silva tem uma grande qualidade e já merece ser titular na seleção principal (tal como William). Ivan Cavaleiro demonstrou que pode ter uma carreira de bom nível, e Ricardo Pereira esteve sempre batalhador, e tem que ser emprestado para jogar a avançado, onde rende mais!!

    Para além disto, temos grandes jovens a despontar, e que merecem ser apostas nos seus clubes do que um estrangeiro qualquer que muitas vezes não demonstra ser melhor que o jogador nacional!

    Com este talento todo que existe, contando com a seleção principal, mais os jogadores deste euro sub 21 que merecem ser aposta nos AA, temos qualidade para chegar longe num Europeu ou Mundial. Não digo que somos mais forte que a Alemanha, a Espanha ou a França, mas quero ver um Portugal a dar luta a estes países e não a ser goleado, e qualidade para isso temos!!

    Força Portugal!!

    • César Torres
      Posted Julho 1, 2015 at 9:53 pm

      "Ganhou bons jogadores que podem contribuir muito à seleção A no futuro" Foi isto que as pessoas disseram depois do mundial sub-20 de 1991 e o euro sub-21 de 1994. Passados 21 anos, o que ganhamos com isso? Só vitórias morais e é isso que vamos continuar a ganhar enquanto não se trabalhar a mentalidade vencedora nas nossas categorias de base. Em Portugal festeja-se com pouco e isto também faz com que os nossos jogadores entrem para as finais ou jogos cruciais um bocado relaxados. Se Portugal chega até a meia-final do mundial senior, os jogadores já sabem que independemente daquilo que acontecer, em casa serão tratados como heróis. Em países com mentalidades vencedoras no futebol, isto é inadmissível.

      O objectivo passa sempre por chegar longe, passar da fase de grupos e depois rezar, é sempre fazer contas para ir as grandes competições. Quando é que vamos entrar para uma competição para ganhar? Mas não estão cansados de viver de desculpas e festejar vitórias morais? Epa eu estou mais do que farto disso…

    • João Magalhães
      Posted Julho 1, 2015 at 10:08 pm

      Concordo em parte pelo relaxamento e tendência para estar satisfeito com pouco. Mas isso é mais externo à federação e ao futebol. Não faz parte do âmbito do trabalho e não faz grande sentido estar a trabalhar "a mentalidade vencedora". É quase como dizer que " a partir de agora temos que treinar penaltys desde as categorias base".

      É algo que já faz parte do país, bastava ouvir os comentadores aos 80 a dizer que já era um motivo de orgulho estar onde estar e que o futuro estava assegurado. E ser recebido em festa perdendo ou ganhando. É algo sem sentido. E ouvir também o Hélio no mundial sub20 a exaltar que "Penaltys é capacidade. Não é sorte" e, do outro lado, no Brasil, escutar um discurso relaxante, a pedir calma e tentar recriar uma situação de treino ou de divertimento. Não faz sentido naqueles momentos pôr ainda mais pressão nos jogadores, que por si só, já sabem o valor do momento…

    • Anónimo
      Posted Julho 1, 2015 at 10:42 pm

      Cesar Torres, a desvalorizar a geração do Mundial sub20 1991 e Euro Sub21 de 1994?
      Oh God, em cada prova só pode haver 1 Vencedor.
      A Holanda, que tem fornecido há decadas gerações fantásticas de jogadores, apenas ganhou um
      Europeu de Seniores. Todos os outros jogadores de outras gerações ( e refiro-me desde os anos 70), foram flops?

      Carlos Silva

    • Anónimo
      Posted Julho 1, 2015 at 10:48 pm

      Totalmente de acordo. Cruyjff, um dos 4/5 mais geniais jogadores que vi (sim vi) jogar nunca ganhou
      nada.

      João Carlos

    • César Torres
      Posted Julho 1, 2015 at 11:16 pm

      Carlos Silva eu não desvalorizei o valor de nenhum dos jogadores da geração X ou da geração Y, desvalorizo sim as vitórias morais. Não dá para continuar com essa lenga lenga de que temos jogadores para o futuro como forma de amenizar a dor de ter perdido uma final ou ter sido eliminado da competição…Come on, já cansa

    • Filipe Ribeiro
      Posted Julho 2, 2015 at 3:21 am

      O Cruyff ganhou e muito pela selecção não mas pelo Ajax ganhou tudo e vitórias morais como a Holanda de 74 ou Hungria de 54 ou Brasil de 82 quem dera Portugal alguma vez ter.

  • Guilherme Silva
    Posted Julho 1, 2015 at 9:36 pm

    Já dei o meu 11 noutro post, mas só vim para dizer que o melhor do torneio para mim foi José Sá.

    • Rodrigo
      Posted Julho 1, 2015 at 9:38 pm

      Subscrevo.

    • JSC
      Posted Julho 1, 2015 at 9:44 pm

      Em relação expectativa/qualidade apresentada o José Sá deu banho a todos da selecção portuguesa pelo menos.

    • Anónimo
      Posted Julho 1, 2015 at 10:03 pm

      Exacto, hoje em dia basta um jogador marcar muitos golos ou fazer umas fintas engraçadas para ser considerado o melhor jogador, o que é ridiculo. O José Sá foi decisivo em TODOS os jogos, menos com a Alemanha onde não teve muito trabalho, ontem aquela parada ao Guidetti com a mão esquerda foi impressionante.
      Mário

    • Rodrigo
      Posted Julho 1, 2015 at 10:14 pm

      E mesmo com a Alemanha evitou o 2-1 por duas vezes, algo que foi crucial.

    • Kacal I
      Posted Julho 1, 2015 at 10:34 pm

      A mim não me surpreendeu, já me tinha ficado na retina num Mundial Sub-20 (se não estou em erro) e no Marítimo.

    • Guilherme Silva
      Posted Julho 1, 2015 at 11:27 pm

      A mim surpreendeu-me bastante. Do que tinha visto dele, achava-o bastante inseguro, inclusive no jogo deste ano frente ao Benfica em que jogou ele. Vamos ver se não é um hype tipo Ochoa ou se mantém a regularidade.

    • Kacal I
      Posted Julho 2, 2015 at 12:26 am

      Guilherme Silva,

      Sim, já demonstrava qualidade e potencial mas neste Europeu Sub-21 demonstrou uma segurança e liderança que não tinha demonstrado antes, esperemos que continue e junte a regularidade.

  • João André Pedrosa
    Posted Julho 1, 2015 at 9:59 pm

    Nem Bernardo nem William, na minha óptica, mostraram regularidade suficiente para serem considerados MVP, sendo que para mim esse seria o José Sá (que esteve imperial e é sobre quem a minha escolha recaíria) ou o Paulo Oliveira pois fizeram um Euro estrondoso. Apenas gostava de fazer uma breve referência a Berardi que é, de todos quantos jogaram na República Checa, o meu preferido, fico pura e simplesmente especado a olhar para a televisão quando ele está em campo a espalhar toda a sua classe, apesar de, confesso, ser para mim muito difícil confessar isto por ser português e benfiquista, e digo isto pois já há dois anos que acompanho Bernardo Silva e é outro daqueles jogadores que também me encanta, mas tendo de optar a minha opção recairia sobre Berardi. O quanto eu me deliciei e sofri ao ver o jogo da nossa selecção contra a Itália, Berardi é um monstro!! Pena que tenha acabado a sua participação neste Euro tão cedo.

  • JSC
    Posted Julho 1, 2015 at 10:01 pm

    O MVP (jogador mais valioso) não concordo, pois não foi pelo Bernardo Silva que Portugal passou às meias finais, O José Sá teve influencia directa nos dois empates da fase de grupos e no empate da final. daí achar que foi aquele que valeu mais pontos, enquanto o bernardo teve influência directa na meia final e no golo do João Mário frente à Inglaterra, falhando o remate.

    Melhor jogador: Paulo Oliveira, o jogador que apresentou melhor nível em todos os jogos e com maior maturidade e capacidade de entrar em mais equipas seniores a titular..

  • produtordevinho
    Posted Julho 1, 2015 at 10:20 pm

    Concordo, gostei do texto.

    Julgo que Marco Benassi merecia uma menção honrosa, apesar de só ter feito 3 jogos, foi gigante contra Portugal e Inglaterra. Claro que, por esta condicionante, seria sempre difícil figurar no melhor onze do Euro.

  • Pedritxo
    Posted Julho 1, 2015 at 10:28 pm

    concordo com o 11, se bem que nao vi os jogos da rep.checa e talvez pusesse lindelof ou o zapacosta na direita.

    Em relaçao ao melhor jogador, jose sa ou paulo oliveira levam o premio

  • António Vilares
    Posted Julho 1, 2015 at 10:30 pm

    Bom posto Tiago Cunha! Não discordo muito em relação ao Onze, colocaria:
    José Sá
    Kaderabec
    Paulo Oliveira
    Vestergaard
    Augustinsson
    William Carvalho
    Lewicki
    Bernardo Silva
    A. Khalili
    Guidetti
    Berardi

    Concordo com o MVP!

  • Gauss
    Posted Julho 1, 2015 at 11:05 pm

    É sempre um assunto complicado e muito na base da opinião pessoal estes assuntos de melhor do torneio. José Sá fez defesas de alto nível mas considerar que tenha sido o melhor é dizer que portugal concedia espaço para o guarda redes brilhar, e se isso acontecea equipa é toda posta em causa, e como eu considero que o trabalho do guarda redes é defender para mim não pode ser considerado. O Bernardo começou muito bem, mas acho que o Rui Jorge fez uma ma gestão de esforço deste jogador, já que esteve em decrescendo, com a Alemanha teve o pormenor e o grande golo mas foi sempre um jogador bastante inconsequente nas suas acções, pouca acutilancia e demasiado na linha. Só de pormenores deliciosos não se ganha jogos. Mas ainda assim devido as características que tem, pode vir a ser um grande jogador, precisa de ser bem trabalhado.
    Passando a um dos imprescindíveis desta seleção, o Paulo Oliveira, teve muito bem, sem conceder veleidades, mas ainda assim acho curto para ser considerado. Restam os outros imprescindíveis, a dupla cavaleiro e ricardo e william e sérgio oliveira. Os primeiros deram muito, os segundos foram as nossas duas melhores unidades. E devido a consistência que teve durante todo o torneio tenho de considerar que foi o william a nossa melhor unidade. E o facto de estar muito bem apoiado permitiu lhe até sair para o ataque. Quando faltou william faltou tudo, e nesta final foi evidente.
    Como considero que a nossa seleção era a que praticava o futebol mais maduro da competição tenho de considerar que william foi o melhor jogador. Também gostei muito do sueco lewicki que era o verdadeiro patrão sueco.
    O meu onze

    Kadarebac
    paulo Oliveira
    Milosevic
    augustinsson
    William
    lewicki
    sérgio oliveira
    bernardo silva
    Berardi
    Guidetti

    em 4-3-3

  • João Dias
    Posted Julho 1, 2015 at 11:17 pm

    Isto que aconteceu à Suécia acontece de 50 em 50 anos. É um conjunto limitado, de escassa qualidade técnica e sem grandes jogadores de potencial.

    Aqui a questão é que foram a cópia perfeita do que foi a Grécia no Euro 2004: espiríto guerreiro e muito combativo e principalmente muita garra.

    Tal como a Grécia desta forma, ultrapassou equipas incomparavelmente melhores (Portugal, França, República Checa, Espanha…) esta Suécia fez o mesmo com a Itália, Portugal, Dinamarca…

    A Suécia foi campeã da Europa. Mas, não duvidem, daqui a 1 ano vai-se falar muito mais nos jogadores que compõe a seleção portuguesa que os que compõe a seleção nórdica.

    Um Bernardo Silva será sempre melhor que um Tibbling.

    • Anónimo
      Posted Julho 1, 2015 at 11:58 pm

      João Dias não se contradiga, a Grécia (e deve-se referir ao titulo Europeu) não foi há 50 anos.. ;-)

      Carlos Silva

    • César Torres
      Posted Julho 2, 2015 at 2:10 am

      Tu não sabes o que vai acontecer dentro de 1 ano. Porque se formos a ver bem os mesmos jogadores sub-21 nem são valorizados em Portugal e não acho que é por causa do euro sub-21 que vão passar ser mais valorizados por 2 dos 3 grandes e que são as equipas portuguesas com melhores prestações na Europa(Porto e Benfica).
      O que estás a tentar fazer é diminuir a dor e para isso usas o metodo de desvalorização do adversário, algo muito comum cá no burgo. Apresentaram o melhor futebol? Não. Ganharam? Sim. E no final o povo vai se lembrar mais daqueles ganharam do que os que jogaram melhor e perderam no fim.

  • NFM *
    Posted Julho 1, 2015 at 11:32 pm

    Esta equipa sim já gosto, tem os 2 jogadores que referi a tarde e que foram dos melhores, na minha opinião: Kaderabec e Tibbling…

    P Oliveira e Guidetti também merecem…

  • K.Dot
    Posted Julho 1, 2015 at 11:34 pm

    Os jogadores que mais gostei foram os Oliveiras da nossa selecção. Mas percebo o Bernardo como perceberia o William ou o Sá

  • Anónimo
    Posted Julho 2, 2015 at 12:46 am

    Em relação ao onze escolhido pelo site apenas trocava o Lewicki pelo Hiljemark, visto que tanto ataca bem como defende, já o Lewicki parece-me que é mais um médio mais de cárater defensivo. O Guidetti, embora tenha gostava do europeu que fez, trocava pelo Volland que é muito bom a movimentar-se na frente de ataque.
    O MVP não é totalmente injusto, mas acho que tanto o Bernardo Silva como o José Sá mereciam mais. O Bernardo é um mágico ( vai ser, a par do Pogba, o melhor jogador destas gerações) enquanto que o William, não é nenhum virtuoso, mas cumpre o seu trabalho sem inventar, digo mais é muito evoluído taticamente. É o ponto de equilíbrio da equipa. Já o José Sá foi ele que foi em muitos jogos segurando o resultado, contra a Itália, por exemplo. Mas acho que o prémio de MVP refere-se, essencialmente, ao jogador que se destaca mais pela sua qualidade, que neste caso foi o Bernardo Silva.

  • Filipe Ribeiro
    Posted Julho 2, 2015 at 3:24 am

    Só não concordo com a critica ao Augustinson ele é muito forte ofensivamente o corredor esquerdo do Copenhaga onde descai o Jorgensen é fortissimo ele no europeu foi mais comedido pelo próprio modelo de jogo sueco.

  • Anónimo
    Posted Julho 2, 2015 at 8:55 am

    Quero apenas acrescentar que há um jogador no banco de Portugal, que apenas por estar tapado pelo fantástico Bernardo, não brilhou..Iuri Medeiros, penso que se não se perder…vai partir a loiça toda em breve :)

    José S.

  • Pedro Fernandes
    Posted Julho 2, 2015 at 1:46 pm

    Lindelof deveria ter sido considerado, foi campeão e pela consistência defensiva que ofereceu.

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