Insólito, mas parecia claro que vinha apenas fazer número perante as presenças de Kepa e Caballero no plantel. Quanto à sua carreira, acabou por ter algumas internacionalizações e por estar presente em duas grandes competições, mas nunca foi um nome consensual no futebol inglês.
O guarda-redes Robert Green confirmou o fim de carreira como futebolista esta sexta-feira. O internacional inglês de 39 anos despede-se ao serviço do Chelsea, clube que, no entanto, não representou nem um minuto de forma oficial. Green festejou com os companheiros a conquista da Liga Europa, afirmando nas redes sociais que foi «a maneira adequada de acabar o que foi uma jornada incrível» como jogador. Green havia assinado no início da temporada, mas, à semelhança da experiência anterior no Huddersfield, não foi utilizado. Após 12 internacionalizações e passagens por Norwich City, onde se formou, West Ham, QPR, Leeds ou Chelsea, o guardião termina a carreira.


18 Comentários
Joga_Bonito
Insólito de facto, mas nem sempre jogar minutos conta para o título. Se foi um bom elemento no balneário pode bem ter ajudado o clube. Sei que para a FIFA este critério não conta, mas nunca percebi sinceramente a ideia de que quem não se estreou não é campeão. Então o balneário não é um grupo onde todos contam?
Kacal
Por acaso discordo, se um jogador não fez nem 1 minuto numa competição é como se nunca tivesse participado na caminhada, compreendo que não seja campeão. O que não compreendo é que sejam precisos 10 jogos ou lá que é para ser campeão em Inglaterra, isso é excessivo.
Joga_Bonito
Eu percebo em parte a ideia, mas por exemplo, o 3º GR ou o 4º PL podem nunca jogar mas contribuem para o grupo. Para mim, o grupo campeão é todo o plantel que fez a caminhada.
Brunacci
A única coisa que faz sentido é que todos os jogadores inscritos em determinada competição sejam considerados campeões. Um jogador pode não ter entrado um minuto e ser um jogador importantissimo para o balneário, pode ser um jogador que não seja importantissimo para o balneário mas sempre treinou a 200%, obrigando o titular na respetiva posição a trabalhar ainda mais para se tornar melhor.
Existem tantas variáveis para a contribuição de um jogador para uma equipa sem ser estar em campo (que é o mais importante de qualquer das formas).
Joga_Bonito
Isto.
offtopicguy93
Este comentário faz-me lembrar do estupendo trabalho que o Reina fez na caminhada da Espanha para ser campeã! Não jogava, nem jogou um unico minuto, contudo fazia de treinador de guarda-redes e era importantíssimo no balneário! Aliás, não sei se voces conhecem os documentários do Informe Robinson, onde há um documentário a referir isto que ditei!
Bem haja
Joga_Bonito
Por acaso não conheço o documentário mas tentarei ver.
Kacal
Não digo que não Brunacci, mas também consigo perceber que alguém que não seja utilizado não seja campeão, percebo os dois lados.
Kacal
Compreendo e até concordo, mas consigo perceber os dois lados, acho válido.
PedroAlmeidaSLB
É totalmente lógico, na minha opinião. Devem existir mínimos para se acabar a palhaçada de se estrearem de propósito para serem campeões.
Kacal
Não tenho nada contra estrearem-se para serem campeões e discordo que seja ilógico, mas aceito e respeito a tua opinião, claro.
PedroAlmeidaSLB
Felizmente o Bruno Lage tem, senão o Zlobin e o Yuri eram campeões.
Kacal
E seriam bem, fizeram parte da caminhada, se tiverem minutos no campeonato, são campeões, mas isto não é unânime, nunca será.
PedroAlmeidaSLB
Acaba por ser tão ridículo como os jogadores que entram de propósito para serem campeões. Ainda bem que o Bruno Lage é contra esse disparate. Sou totalmente a favor de existir um mínimo de minutos ou jogos para ter direito a ser campeão, como na Premier League. Aliás, pelo mesmo diapasão, é como aqueles jogadores que fizeram uma internacionalização na vida e os comentadores dizem de barato “internacional por Portugal”. Uau, 5 minutos contra as Seychelles e és internacional…
Joga_Bonito
Nenhuma medida é inteiramente justa. Mas num grupo há mais do que o 11. Há casos de jogadores que estão no 11 e são menos 1. Nada deram à equipa. E aí? O espírito de campeão faz-se num grupo. Certo que ninguém diz que o 3 GR, bastas vezes um júnior, que jogou 10 minutos na Liga fez o mesmo que o melhor jogador. Mas num grupo há muito mais do que isso, futebol tem uma dimensão psicológica como hoje se viu na selecção.
Kacal
Se jogou é internacional por Portugal, nem que seja 1 minuto participou num jogo, é internacional. Podiam era só contar jogos oficiais talvez para se estrear. Isso sim.
PedroAlmeidaSLB
Não deixa de ser ridículo, é como fazer photobombing numa red carpet só para aparecer.
T. Pinto13
E que celebração fez ele.
Momentos bastante bonitos.