Para tirar a Briosa do último lugar da II Liga? Conhece a casa, ainda há 2 anos orientou o clube, e já demonstrou que consegue resultados, mas este plantel é inferior ao da época passada.
João Carlos Pereira é o novo treinador da Académica. O técnico, de 56 anos, sucede a Rui Borges, e assume os Estudantes pela 3.ª vez na carreira. Recorde-se que João Carlos Pereira na última época esteve à frente do Grasshoppers, da Suíça.


6 Comentários
Sede de vencer
Este clube é um enigma. Tem um estádio com uma óptima localização. Diria que, olhando apenas para a localização, consegue rivalizar com o DAH.
No entanto, falta o resto. Falta a base de apoio local. Por local refiro-me aos residentes habituais líquidos de estudantes.
Desde que me lembro, na altura do Pedro Roma, Mickey and so on, a assistência no estádio era generosamente constituída por estudantes (na época, quem fosse trajado beneficiava de condições especiais).
Podia estar enviesado pela localização das câmaras das TVs, mas já na altura achava que havia muitos trajados e poucos “civis”.
Quero com isto dizer que a população estudante é conjuntural mas a população residente líquida de estudantes é estrutural. No longo prazo, os estudantes vão à sua vidinha, nem todos permanecem na região, e isso é um dos determinantes da procura pelos jogos.
Resumindo: clube com potencial, que não colhe a minha simpatia, mas que tem condições únicas de agregar assistências dos naturais e dos forasteiros.
Tiago Silva
Gosto muito deste treinador, surpreendeu muito quando chegou à Académica e começou a ganhar jogos atrás de jogos sempre com particularidades táticas interessantes e adaptadas ao que o jogo pedia. Teve agora um período no estrangeiro mais concretamente no Grasshoppers, pode vir com outra bagagem. O plantel da Académica é bastante curto, mas penso que dá para garantir a manutenção que tem que ser o objetivo em termos desportivos este ano. Mas na verdade eles são um clube com muito potencial de crescimento, falta-lhes uma direção ambiciosa e com um projeto de desenvolvimento sustentável.
Marcio Ricardo
Sempre disse e sempre direi. O lugar da Académica é na luta pelos lugares de ida às competições europeias. Lutando com clubes como Braga, Guimarães, Belenenses, Boavista, etc.
Estar em último na segunda liga e ver clubes como Tondela, Moreirense, Vizela, Arouca, Paços de Ferreira ou Gil Vicente é humilhante. Aliás, todo o futebol da região centro está pelas ruas da amargura, com a excepção do Tondela. Académica, Beira-mar, União de Leiria e Académico de Viseu eram clubes para estar permanentemente na primeira liga. E a Naval na segunda.
Quanto ao novo treinador regressa a uma casa que bem conhece. Que tenha a melhor sorte possível. Não se entende como um plantel que na época passada lutou até à última jornada pela subida está agora nesta situação.
Aurinegro
Esses clubes eram de estar permanentemente na primeira liga e assim não havia subidas e descidas.
Que a região está mal é bem verdade, muito fruto de más gestões e más decisões (como aceitar investidores). E com muita pena minha, principalmente os 3 das capitais de distrito: Leiria, Académica e Beira-Mar.
Mas dizer esse tipo de coisas tira o mérito por completo a clubes que mostraram competência na sua gestão. É até rebaixar esses clubes ao chamares de humilhação. Mais um comentário fraco da tua parte.
Aliás mostras querer falar de um assunto do qual não tens conhecimento com a tua última frase: o plantel não é o mesmo (o próprio VM o diz, mas como comentas sem ler…). Por exemplo o Bouldini que saiu, o ano passado fartou-se de resolver jogos.
Ricardo Lopes
Se estão na Primeira Liga é por competência própria, havendo projetos interessantes como o Vizela, o Paços ou o Gil Vicente. A Académica não está na Primeira Liga por má gestão, ainda que Coimbra merecesse um clube lá. Daquilo que leio as direções da Académica têm sido muito pobres e levaram a que se tornasse num clube moribundo, longe até da qualidade que muitos da Segunda Liga têm.
Em relação a uma maior representatividade da zona Centro no principal escalão, posso falar um pouco sobre o Académico. Neste momento parece-me muito difícil vermos os viseenses em duas ou três épocas na Primeira. Com os novos investidores alemães podem vir jogadores e bom futebol para Viseu (o jogo contra o Leixões foi um luxo), mas falta a proximidade com a cidade, havendo poucos adeptos, especialmente entre os mais jovens que gostam mais de outras equipas como Viseu 2001 ou Tondela. Além disto, somente dia 27 é que Mariano Maroto Lopez vai apresentar-se aos sócios e aí pode-se ter a ideia do que se quer fazer. Para já o pedido é a tranquilidade. Talvez a partir de segunda feira se saiba mais dos objetivos a longo prazo. Com António Albino na presidência posso garantir-te que a subida era impossível nos próximos anos (apesar de tudo o que ele fez no passado), com a Hobra pode ser que a situação seja distinta.
Goncalo Silva
A Académica tem de construir um projeto sustentável baseado na aposta na formação. A Académica é um clube com uma boa base de adeptos, boas raízes e situado numa região muito boa por ser uma região com muito pessoal jovem e ser uma cidade bastante importante no panorama nacional. A Académica tem de fazer uso disso, unir a cidade ao clube, criar uma base de recrutamento forte na região de Coimbra e usar a ambição, potencial e peso histórico para atrair investidores. Acho que João Carlos Pereira é o homem certo para assumir os Estudantes, acho que se as coisas forem bem feitas podem subir num espaço de 3 anos, não digo antes porque há muitos projetos ambiciosos na Segunda Liga. Acho que uma parceria com um clube formador das ligas top-4 iria fazer maravilhas ao clube.