É desta que vence a Volta a Portugal? Os azuis e brancos não têm tido grande concorrência a nível interno e agora ainda contratam o único ciclista que os incomodou nas últimas épocas.
A W52/FC Porto anunciou a contratação de Joni Brandão para as próximas duas épocas. O ciclista, que estava na EFAPEL, fez 4.º na última Volta a Portugal, sendo que já terminou a prova no 2.º lugar em 3 ocasiões. Os azuis e brancos também contrataram Ricardo Vilela, que pertencia à Burgos BH e esteve na Vuelta que terminou no último Domingo.


6 Comentários
b0da15
Falta na notícia o regresso do José Neves.
Infelizmente e provavelmente, isto quererá dizer que algumas das figuras estão de saída (João, Alarcon, Amaro), pois estas contratações só fazem sentido a pensar ou num calendário internacional alargado ou colmatar estas saídas.
Foi pena a regra do final de 2019 da atualização dos orçamentos mínimos para equipas PCT e o covid, porque a W52 estava cada vez mais ambiciosa a nível internacional, conseguindo alguns resultados bem dignos lá fora, nomeadamente na Turquia, Espanha, França, Luxemburgo, Dinamarca e China.
Claudio V.
Uma Volta à W52 vai ser mais competitiva que a Volta a Portugal. Vão ter os 5 principais candidatos à vitória na mesma equipa…
Eder26
Que passos esta equipa de ciclismo tem de superar para participar nas mesmas provas que a Ineos ou a Jumbo participam?
Antonio Clismo
Basicamente, dinheiro. Muito dinheiro. Neste momento só existem 19 equipas WorldTour, que é tipo a elite das elites. Ou existem grandes patrocinadores por detrás das equipas como a espanhola Movistar, ou a inglesa INEOS, ou então são mesmo os países a investirem forte e feio para terem uma equipa no World Tour como é o caso da equipa do Bahrein, a própria Astana que tem o governo do Cazaquistão a injectar dinheiro, a equipa de Israel ou mesmo a equipa dos Emirados Árabes Unidos onde está o Rui Costa.
Para terem licenças para competir no World Tour precisam de conseguir suportar orçamentos na ordem dos 20 a 40 milhões de euros por ano.
Depois há a segunda divisão do ciclismo que é ProTour que tem 20 equipas e precisam de orçamentos menores, na ordem dos 2 ou 3 milhões de euros. Por exemplo a Espanha tem apenas 1 equipa no World Tour (Movistar) mas tem 4 no ProTour (CajaRural, Burgos, Kern e Euskatel).
Depois há a terceira divisão do ciclismo que são as equipas continentais e é aí que entram as equipas nacionais. Portugal, sendo um país com grande tradição no ciclismo é dos países com mais equipas continentais registadas, são 10 ao todo. Das 10 equipas a W52- Porto é a melhor seguida da Efapel, Tavira e Radio Popular-Boavista.
Jan the Man
Neste momento está 2 divisões abaixo, sem grandes prespectivas de subida. A única possibilidade de disputarem provas em comum é em solo nacional (Volta ao Algarve) ou então em corridas do seu escalão às quais as equipas WT tenham interesse em ir (por exemplo, disputam a Volta às Astúrias com a Movistar).
A W52 tem dominado na Volta a Portugal mas os resultados lá fora têm sido escassos (apenas vitórias e/ou algum destaque na Volta às Astúrias). A equipa subiu de divisão em 2019 mas no ano passado voltou ao escalão Continental.
Este ano, apesar das entradas do Joni e do Brandão, o panorama não deve mudar muito. Falta algum investimento para dar o salto e, para além disso, o ciclismo de formação não dá frutos internamente, já cada vez mais cedo os ciclistas com alguma qualidade vão para o estrangeiro.
Francisco Ramos
O problema é maioritariamente orçamental.
Uma equipa tem que ter X ciclistas inscritos e sempre que sobe de divisão este número aumenta. Além de que em Portugal apenas existem apenas duas provas importantes (Volta a Portugal e Volta ao Algarve), sendo necessário um aumento gritante de deslocações.
Além disto, é necessário que os ciclistas não sejam apenas para fazer número porque os resultados contam para uma pontuação que os mantêm ou não na divisão.
Dito isto, não há viabilidade financeira de sermos mais do que isto.