Há quem defenda que os árbitros servem sempre como arma de arremesso e são o parente pobre no futebol, mas o francês tem uma visão contrária.
Arsène Wenger afirmou, depois da derrota do Arsenal frente ao Man City (2-1), que os árbitros de futebol são demasiado protegidos e equiparou-os a leões no jardim zoológico. “Sofremos dois golos em fora de jogo, o que é muito difícil de aceitar num jogo desta envergadura. Como é do conhecimento geral, os árbitros são muito bem protegidos, como os leões no zoo”, disse o francês, acrescentando: “Temos de viver com estas decisões. Se eles puderem tomar a decisão certa, seria ainda melhor”.


14 Comentários
Tiago Silva
O Wenger está a pensar tudo ao contrário. Os árbitros têm que ser mais protegidos do que o que são atualmente de forma a não sentirem tanta pressão durante o jogo.
Os treinadores têm que se preocupar menos com as arbitragens porque esse não é o seu trabalho. O trabalho deles é pôr a sua equipa a vencer jogos, a marcar golos e a defender a baliza. Não é a arbitragem!
Bruno
No meu ver são realidades diferentes o que se passa cá e lá.
Sim, cá fala-se demasiado sobre árbitros e concordo que deveriam ser mais protegidos e haver um maior respeito. Mas lá não é bem assim, basta ver em qualquer jogo o respeito e abordagem que os jogadores têm para os árbitros. É também bem mais frequente saírem castigos por críticas à arbitragem. Não que eu ache que lá é que está errado, bem pelo contrário, apenas é difícil comparar as duas realidades.
JSC101
Qualquer dia os árbitros vão ser máquinas (10 anos já existem programas nesse sentido), que “nunca” erram portanto não vai haver problemas. Na verdade, existem dois problemas na arbitragem, a mesma regra tem várias interpretações (o mesmo acontece nas leis) e o erro humano a que tudo está sujeito. O que não concordo também é os jogadores estarem sempre em cima do arbitro, que devia funcionar como um juiz, onde já se viu um réu ir à cara do juiz pedir explicações sem consequências.
No entanto, imaginemos o seguinte caso, compramos um jogo de computador que simula futebol, e sempre que o jogador estivesse a menos de 0,5 metros do último defensor era considerado fora-de-jogo (ou a situação inversa estar à frente 0,5 metros e não ser marcado fora-de-jogo) era óbvio que se ia reclamar e dizer que o jogo de computador estava estragado. Portanto a arbitragem enquanto não quiser reduzir os erros ao mínimo pode-se dizer que está estragada, mas pior que isso não é nada responsabilizado (aliás é das poucas profissões em que não o são, médicos, engenheiros, enfermeiros, pedreiros, advogados, polícias são responsabilizados pelos erros que fazem ou pelo menos estão sujeitos a serem responsabilizados por dados causados), isto sim o verdadeiro problema. Poderão comparar com jogadores/treinadores, mas é uma comparação falsa, pois os jogadores são substituídos e principalmente os treinadores são substituídos.
Kafka
As máquinas nunca terão a capacidade dos Humanos para interpretar certos lances
Qualquer máquina ontem teria marcado fora de jogo no golo do Braga, e essa máquina teria errado escandalosamente
Para um Robot isto é fora de jogo, como é que vais dizer a um Robot que isto NÃO É fora de jogo?
Daniel Santos
Kafka,
Gosto muito de ler os teus comentários aqui pela coerência, apesar de por vezes não concordar como neste caso.
É bem possível programar um computador para não considerar isto fora-de-jogo. Aliás, no FIFA/FM nunca seria fora-de-jogo, portanto é possível fazê-lo também num jogo de futebol “a sério”.
Kafka
Daniel, obrigado
Quanto aos possíveis “Robots” eu não sou contra e desde que seja possível pôr TODAS as leis do jogo na programação de um robot, então por mim que avancem com isso
JSC101
Da mesma forma, que há cirurgias feitas por robots. Programação para esses casos.
JSC101
Mas concordas comigo em relação à falta de responsabilização dos árbitros certo?
José S.
Kafka, uma pergunta meia parva, meia ingénua, de onde tiras estas imagens com alguma qualidade?? E que programa usas?
Está fantástica!!
Cumps
PS:não sou grande craque a pc´s
Romeu Paulo
Concordo o Wenguer.
Os árbitros são demasiado protegidos, o problema é que tal proteção é necessária e não deveria ser.
Quantos treinadores encontramos que assumam as responsabilidades nas derrotas? Nunca são eles que montaram mal a equipa, nunca são eles que leram mal o jogo e erraram nas substituições.
Às vezes, culpam os próprios jogadores por falharem em determinada jogada. Mas como este último pode criar problemas dentro do balneário, o mais fácil é culpar os árbitros.
É preciso mudar mentalidades e saber reconhecer os nossos erros antes de apontar os erros dos outros.
Como já diziam em 2004, é preciso “menos ais”.
PS: Curiosamente esta crítica do Wenguer vem a seguir a uma derrota, porque será?
Ricardo
É a realidade. Lá (muito) de vez em quando, sobretudo em Inglaterra, saem umas penalizações para os árbitros que errem grosseiramente. Mas são mais a exceção que a regra. Porque a regra que se costuma aplicar a jogadores, treinadores ou Direções (se erram continuamente, vão para o banco, são despedidos ou demitidas, respetivamente), pura e simplesmente, não se costuma aplicar aos árbitros. Há sempre as velha desculpas do “herrar é umano”, “os árbitros só têm uma fração de segundos para decidir”, entre outros chavões.
Eu compreendo que assim seja, porque há quem tenha muito a ganhar com esse status quo – basta ver as campanhas que já se começaram a efetuar contra a introdução dos vídeoárbitros, recorrendo inclusive à falácia do pénalti antecedido de fora de jogo – quando o jogador, naquele momento, nem tem influência direta na jogada. Mas a História sempre nos ensinou que quem tem medo do Futuro ficará sempre do lado errado da mesma (a História, bem entendido).
JSC101
Excelente contributo.
João Louro
Protegido és tu Wenger, que não ganhas nada à anos!
Ricardo Ricard
ahahah…Top! :D