Está aí o Europeu sub-19, a realizar-se na Roménia. Portugal não se apurou pelo segundo ano consecutivo após ter vencido pela única vez, em 2018, derrotando a Itália na final, numa geração 99 com Jota, Francisco Trincão ou Florentino Luís em destaque e ter sido vice-campeão em 2003 (com Hugo Almeida, Paulo Sérgio ou Filipe Oliveira), 2014 (com André Silva, Gelson Martins ou Rony Lopes), 2017 (com Gedson Fernandes, Domingos Quina ou Rui Pedro), 2019 (com Vitinha, Fábio Vieira ou Gonçalo Ramos) e em 2020 (com Gonçalo Esteves, Gustavo Sá ou Hugo Félix).
Este formato, com apenas dois grupos de 4 equipas (incluindo o país anfitrião), torna a qualificação mais difícil para todos, sendo que o sorteio da ronda decisiva de acesso determina esse grau de dificuldade. Por exemplo, as quinas ficaram num grupo com a Inglaterra, que competiu como anfitriã. Recordar que apenas se qualificam para a fase final os primeiros classificados dos grupos dessa ronda de acesso.
O grupo A é composto por Espanha, Roménia, Montenegro (a grande surpresa) e Dinamarca. Os holofotes vão todos para os espanhóis, que trazem sempre riqueza de talento coletivo e individual para as competições jovens. Olhos na qualidade de Andrés Cuenca (central canhoto excelente com bola) e Quim Junyent (médio baixinho, técnico e rotativo), ambos do Barcelona e ainda sub-18, pertencentes à geração de Yamal e Cubarsí. Há ainda a destacar o que podem oferecer os extremos Antonio Cordero (destro à esquerda, já adquirido pelo Newcastle) e Pablo García (canhoto à direita, promessa do Betis).
O grupo B promete ser mais competitivo, visto que é composto por Alemanha, Noruega, Inglaterra e Países Baixos. Os germânicos trazem a base que se sagrou campeã europeia de sub-17, há precisamente 2 anos atrás. Eric Moreira (primo de Diego Moreira e treinado por NES) é um excelente lateral/ala direito e Almugera Kabar faz diferenças à esquerda com a sua capacidade física e de transporte. Existe criatividade no pé esquerdo de Noah Darvich (promessa do Barcelona) e irreverência em Charles Herrmann (extremo canhoto) e Paris Brunner (estrela do Euro sub-17). A Inglaterra chega também com uma equipa muito forte, com argumentos de peso no central Josh Acheampong (aposta de Maresca), em Lewis Miley (médio super completo que já é figura no Newcastle), em Chris Rigg (um dos melhores do Championship), nos extremos Tyrique George (outra aposta de Maresca), Tyler Dibling (mais um super talento britânico canhoto) e Mikey Moore (coqueluche da formação do Tottenham). Olho igualmente em Shumaira Mheuka, avançado com explosividade para fazer a diferença. Nos Países Baixos, convém destacar o lateral direito Givairo Read (boa época no Feyenoord), a dupla de médios de classe composta por Kees Smit (AZ Alkmaar) e Tygo Land (PSV) e ainda a criação de Julian Oerip e a ousadia de Wassim Bouziane (castigou o Benfica na Youth League).
Como favoritos a vencer o troféu, a Alemanha, a Espanha e a Inglaterra estarão numa linha da frente, com os Países Baixos bem próximos. Curiosidade para perceber o que podem oferecer a Dinamarca e a Noruega, duas nações cada vez mais apetrechadas no futebol jovem, havendo ainda a incógnita Montenegro.
Potencial MVP: Paris Brunner, Noah Darvich, Eric Moreira, Antonio Cordero, Andrés Cuenca, Lewis Miley, Tyler Dibling, Mikey Moore, Kees Smit, Tygo Land
Hugo Moura


2 Comentários
Pavel Nedved 10
Aquele post odiado pelo Clismo e o Jasonmp, já que mostra que há jovens com qualidades noutros países.
Tiago Silva
Muito expectante do que irão mostrar as duas maiores promessas do Newcastle. Tanto o Miley como o Cordero parecem ter um potencial gigante e espero que possam ser apostas futuras do clube! O Miley acho que já tem qualidade para estar no plantel e ter minutos sendo a melhor opção na minha opinião ao trio do meio-campo titular, embora ainda veja que o Newcastle possa estar a procura de um médio no mercado com a possível saída do Longstaff e até do Willock. O Cordero não conheço tão bem mas tem as características certas para render neste sistema do Eddie Howe, no entanto o empréstimo deve ser a melhor opção, gostava que fosse para um clube que lute pelo título numa liga fora das top-5 mas competitiva como foi feito com o Minteh. Acho que o campeonato belga ou o holandês seria o ideal para ele, talvez até possa ir para o Feyernoord também, acho que seria titular por lá.