Dedicação, trabalho e esperança são alguns dos pilares com que parte a missão Olímpica Portuguesa para Tóquio. Com os Jogos Olímpicos à porta é normal que o tema das “medalhas” seja frequente nestes dias. Apesar de ser extremamente redutor e injusto para os atletas reduzir a sua participação à conquista de medalhas e não a bons e merecidos resultados, também é habitual apontar alguns dos principais candidatos à conquista de medalhas; sendo assim as expetativas estão em alta na Canoagem com Fernando Pimenta, no Judo com Telma Monteiro e Jorge Fonseca e dentro do Atletismo no Triplo Salto com Nélson Évora, Pedro Pablo Pichardo e Patrícia Mamona e no Lançamento do Peso com Auriol Dongmo. No entanto, ainda há dezenas de excelentes atletas em várias modalidades que podem arrancar resultados de grande relevância.
Portugal parte para Tóquio com 92 atletas distribuídos por 17 modalidades. É a segunda maior comitiva de sempre (igualada com a dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016) e conta com a primeira participação da equipa de Andebol e com as estreias do Surf e Skate nos palcos Olímpicos.
Lista total de participantes:
Andebol:
– 14 atletas masculinos
Atletismo:
– 20km Marcha: Ana Cabecinha
– 50km Marcha: João Vieira
– 100 metros: Lorene Bazolo | Carlos Nascimento
– 200 metros: Lorene Bazolo
– 400 metros: Cátia Azevedo | Ricardo dos Santos
– 1500 metros: Salomé Afonso e Marta Pen
– Maratona: Carla Salomé Rocha, Sara Catarina Ribeiro e Sara Moreira
– Lançamento do Peso: Auriol Dongmo | Francisco Belo
– Lançamento do Disco: Liliana Cá e Irina Rodrigues
– Triplo Salto: Evelise Veiga e Patrícia Mamona | Pedro Pablo Picardo, Nélson Évora e Tiago Pereira
Canoagem:
– Slalom:
– K1: Antoine Launay
– Velocidade: Os atletas poderão participar noutras provas para além das que asseguraram qualificação
– K1 200 metros: Teresa Portela
– K1 500 metros: Joana Vasconcelos
– K1 1000 metros: Fernando Pimenta
– K4 500 metros: Emanuel Silva, João Ribeiro, David Varela e Messias Baptista
Ciclismo:
– Estrada:
– Estrada e Contrarrelógio: João Almeida e Nélson Oliveira
– Pista:
– Omnium: Maria Martins
– XCO (Cross Country Olímpico):
– XCO: Raquel Queirós
Equestre:
– Ensino:
– Equipas: Duarte Nogueira, Rodrigo Torres, João Torrão e Maria Caetano
– Obstáculos:
– Individual: Luciana Diniz
Ginástica:
– Ginástica Artística:
– All-Around: Filipa Martins
– Trampolim:
– Individual: Diogo Abreu
Judo:
– (-48kg): Catarina Costa
– (-52kg): Joana Ramos
– (-57kg): Telma Monteiro
– (-70kg): Bárbara Timo
– (-78kg): Patrícia Sampaio
– (+78kg): Rochele Nunes
– (-81kg): Anri Egutidze
– (-100kg): Jorge Fonseca
Natação:
– 10km Águas Abertas: Angélica André | Tiago Campos
– 200 metros Costas: Francisco Santos
– 200 metros Mariposa: Ana Catarina Monteiro
– 800 metros Livres: Tamila Holub | José Paulo Lopes
– 1500 metros Livres: Tamila Holub e Diana Durães
– 200 metros Estilos: Alexis Santos e Gabriel Lopes
Remo:
– LM2x: Pedro Fraga e Afonso Costa
Skate:
– Street: Gustavo Ribeiro
Surf:
– Shortboard: Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins | Frederico Morais
Taekwondo:
– (-58kg): Rui Bragança
Ténis:
– Singulares e Pares: Pedro Sousa e João Sousa
Ténis de Mesa:
– Singulares: Fu Yu e Jieni Shao | Marcos Freitas, Tiago Apolónia ou João Monteiro (apenas 2 poderão participar)
– Equipas: Marcos Freitas, Tiago Apolónia, João Monteiro, João Geraldo, Diogo Carvalho e Diogo Chen (apenas 3 poderão participar)
Tiro com Armas de Caça:
– Trap Individual: João Paulo Azevedo
Triatlo:
– Elite: Melanie Santos | João Pereira e João Silva
Vela:
– 49er: José Costa e Jorge Lima
– 470: Diogo Costa e Pedro Costa
– Laser Radial: Carolina João
Visão do Leitor: João Sousa


35 Comentários
Filipe__Santos
Não descarto uma medalha para o João Almeida no CR. Apostar em Ganna e Cavagna é um no-brainer, mas o terceiro lugar pode estar muito em aberto, e o João terá a vantagem do planeamento (sem Tour nem Vuelta, foi mais fácil focar nos JO) e de não ter tido mazelas esta época em relação a grande parte dos candidatos. Claro que o o rol de especialistas é extenso e só “sobra” uma medalha para disputar, mas ainda assim…
De resto, muita pena que os irmãos Oliveira tenham andado desencontrados com os ciclos olímpicos. Em 2017 tinham 17 anos e era realista vê-los a lutar pelas medalhas em Tóquio 2020, mas entretanto surgiu a oportunidade de agarrar o profissionalismo no ciclismo de estrada – e logo na UAE -, e claro que não podiam deixar passar.
Sobe Alges
Tal como alguns users já referiram aqui neste post, o Gustavo Ribeiro tem boas possibilidades de conseguir uma medalha. Quem costuma acompanhar a SLS, sabe bem o prodígio que é o jovem português. Não é de todo o favorito, mas penso que pode perfeitamente conseguir o pódio. Não seria surpresa nenhuma.
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No skate penso que teremos uma luta entre as 3 potências Brasil EUA e Japão.
Gustavo pode conseguir medalha na será muito difícil
JCsi
Sei que há sempre a crítica de Portugal não ligar a outras modalidades porque se foca quase totalmente no futebol.
Se à primeira vista isto pode parecer mau para todos (e é a crítica na ponta da língua de quase todos), se pensarem friamente, é a melhor coisa que se poderia fazer num país como o nosso.
O desporto de competição entre países tem na sua origem (e mantém), a sede por prestígio dos países que estão na linha da frente.
Ora Portugal com os recursos que tem, nunca poderia competir com potências populacionais a um nível geral.
Acontece que o futebol é disparadamente O Desporto. Juntam os outros todos e não conseguem ter o alcance que o futebol tem. O que vale mais em prestígio? Seres um país razoável-bom nuns JO, ou seres top 5-10 em futebol? Não tenho dúvidas. O nome de Portugal é mais conhecido hoje no Mundo em parte devido ao futebol. E nunca conseguiríamos o mesmo impacto por sermos bonzinhos no desporto em geral (nem sequer se contra todas as probabilidades fossemos top-10 em JO)
Todas as crianças com habilidades atléticas de base devem por isso sim, ser canalizadas principalmente para o futebol. Se depois parte delas não revelarem jeito para a coisa, ok, experimentem outras modalidades. Com os recursos humanos que temos é o melhor que se pode fazer. Futebol, futebol, futebol…se deixarem de pensar no que fica bonito dizer, chegam à mesma conclusão.
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Nada disso desporto não é isso.
Por isso é que vemos uma Eslovênia com desportistas de ti
Pó mundial em várias modalidades.
Só Portugal, na Europa, olha para o futebol em Espanha olham para o todo e fazem bem
Princesa
Kafka:
Somos tão pais de modalidade única, como a maioria dos países (futebol é o desporto rei, afinal)
No entanto, muitos países com a dimensão do nosso ganham mais medalhas do que nós
O tipo da Tasca
Falando da modalidade aqui presente que melhor conheço (apesar de pouco), o ténis.
Irá depender do sorteio e do quadro, mas não antevejo grandes resultados para ambos os jogadores, tanto a singulares como a pares.
Começando pelo João Sousa, tem estado numa forma terrível. Tem vindo a cair muito no ranking – ocupa agora a posição #137 e foi aliás o último jogador a entrar nos Jogos, fruto das imensas desistências – e muito raramente tem passado da 1.ª ronda dos torneios em que participa. E mesmo assim, nem dos qualifying tem passado. A pares, está na 98.ª posição e a sua prestação este ano tem sido qb. Chegou até as meias finais de Newport com o Tennys Sandgren – não foram a jogo – e vai alternando entre derrotas na 1.ª ronda com meias finais. Está a parecer-me que, com um parceiro na equipa, consiga controlar melhor as suas emoções porque ele é jogador para muito mais que o seu ranking atual, tanto a singulares, como a pares. Recordo que em 2019 teve semanas no top-40 nas duas variantes em simultâneo.
Em relação ao Pedro Sousa, no posto 120 de singulares, joga maioritariamente no circuito Challenger (uma segunda liga, vá). Em termos de forma, o caso também não está muito famoso. Tem derrotas que se compreende – Sonego em Wimbledon, Pierre-Hugues Herbert no Masters de Miami e Wawrinka no Australia Open – mas outras que eu sinto que conseguiria melhor resultados. Perdeu por exemplo na semana passada com o Rinderknech 1-6 1-6, o que é francamente duro quando teoricamente, seria um jogo um pouco mais equilibrado. A pares não estou muito por dentro do seu percurso, mas vi no site da ATP que jogou dois Challengers e dois ATP 250. Ganhou apenas um jogo num dos Challengers.
Quanto ao torneio no global, a não ser que surja um incidente como o do US Open 2020, Djokovic deverá ganhar com relativa facilidade. Ele sabe que Golden Grand Slam está ao seu alcance e o torneio está algo desfalcado. Federer, Nadal, Kyrgios, Thiem falham por lesão e muitos outros falham pelo calendário e pela vida de bolha resultante da CoViD-19. Diria que quem tem melhor hipóteses de travar o sérvio será o Medvedev. Tsitsipas, depois de Roland Garros, pode não estar muito moralizado mas também tem capacidade para causar algum transtorno. Adorava, no entanto, que Sir Andy conseguisse revalidar o título pela 3.ª vez, mas aquela anca metálica não lhe vai facilitar a vida.
No quadro feminino, diria que Osaka deverá ganhar, mesmo estados fora dos courts nestes últimos tempos. Em piso rápido é simplesmente um monstro e vai jogar em casa. Se não for, então a Ash Barty. Uma jogadora super inteligente, sempre com um plano para neutralizar a adversária. Queria também deixar uma menção especial a Carla Suárez Navarro, que recuperou recentemente de um cancro e está a fazer as últimas competições de despedida, e fará agora os últimos Jogos.
Kafka
Já agora é incrível como um País como o nosso, apenas consegue levar 6 atletas na natação, mas é a prova da total falta de investimento na modalidade
Tiago Silva
Kafka, não sei se estás muito por dentro da modalidade de natação, mas ouvi dizer que houve alguns escândalos nas escolhas das atletas para os JO, nomeadamente escolherem atletas com piores resultados que outras na modalidade feminina. Se alguém souber algo sobre isto, poderia esclarecer-me, confesso que não percebi bem o que aconteceu ou se isto é sequer verdade.
El Bandido
Como assim? Portugal leva 6 atletas por 10 milhões de habitantes. Os Estados Unidos que são a maior potência mundial de natação, levam 1.6 atletas por 10 milhões de habitantes. Já o Japão, que está entre as 5 maiores potências mundiais, leva 2.6/10 milhões. Ou seja, levar “apenas” 6 atletas de Natação, na verdade é um feito enorme, ainda maior se se confirmar a falta de investimento na modalidade de que falas (com que concordo).
Kafka
El Bandido
Estás a fazer mal as métricas, porque o apuramento para os jogos Olímpicos não é apuramento puro, pois há cotas limites por pais
É estabelecido uma marca mínima para apuramento, mas depois um País mesmo que tenha 50 atletas abaixo dessa marca, só pode ser levar 3 atletas para a prova em questão
Se fosse apuramento puro os Estados Unidos teriam mais atletas e Portugal provavelmente nem levava ninguém… Em todas as provas natação que vão Portugueses, há americanos com melhores marcas que não se puderam qualificar porque são americanos e há cotas limites por País
El Bandido
Se for esse o caso então tens toda a razão claro
Zedomuro
Ninguém presta muito atenção mas o Gustavo Ribeiro pode conseguir uma medalha no skate
Kafka
Já agora é uma pena que os jogos se realizem com estádios vazios, isso vai contra toda a essência dos jogos…. Se Tóquio não permite estádios completamente cheios, ou não se adiava os jogos ou então mudavam parar Países que já não entram nesta fantochada e permitem estádios completamente cheios como por exemplo Estados Unidos ou Reino Unido….
El Bandido
Aqui concordo em absoluto contigo Kafka, os jogos sem adeptos é uma tristeza… Mas depois de tantos milhões investidos seria sempre inevitável os jogos serem no Japão, não podia ser noutra maneira, para além de que assumir receber os jogos de um ano para o outro (ainda para mais em tempo de pandemia) seria impossível para qualquer país.
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Nestes jogos estou muito curioso para ver a guerra ” Brasil vs EUA” no surf masculino (a comitiva brasileira é dream team e a dos EUA é muito forte) e ainda mais curioso no skate street masculino a guerra Brasil vs EUA vs Japão.
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Nestes jogos tem os que contar sempre com o fator covid.
Se não houver super das de maior Portugal poderá ter 3 ou 4 medalhas
Fernando Pimenta canoagem (aponto ao ouro)
Pichardo triplo salto ( aponto à prata)
Jorge Fonseca judô ( aponto ao ouro)
a 4 medalha pode ser conquistada por Telma Monteiro Patrícia Mamona ou Auriol Sony no qual quer outra será enorme surpresa para mim.
Nos primeiros jogos sem Bolt e Phelps para mim as principais figuras serão Simone Biles na Ginástica e Izaquias Queiroz na canoagem.
Kafka
E pela idade que tem, Hend Zaza já é uma das figuras de Tokyo, tem uns incríveis 12 anos (não me enganei, ela irá competir nos Jogos Olímpicos com apenas 12 anos de idade)
cards
As ginastas são sempre adolescentes.
Izaquias vai ser figura nestes jogos.
Por lapso meu esqueci-me de Ledecky no mínimo vencerá 3 medalhas e será figura.
Muita Atenção a Izaquias tem tudo para ser i GOAT da canoagem r uma história de vida digna de filme de Hollywood.
Manuel Teixeira
A Hend Zaza é jogadora de ténis de mesa.
Kafka
Katie Ledecky vai tentar ganhar 5/6 medalhas Ouro, se o conseguir ela é que será a grande figura
Kafka
De 4 em 4 anos os Portugueses lembram-se que existe mais modalidades desportivas no Mundo para além de futebol, é um fenómeno engraçado, especialmente quando depois alguns dessem portugueses exigem medalhas a modalidades que desprezaram durante 4 anos
Posto isto, sendo Portugal um País de modalidade ÚNICA (futebol), onde TODOS os recursos financeiros e humanos alocados ao desporto estão alocados ao futebol, não há organização nenhuma das restantes modalidades ganhares medalhas, conseguirem ir aos Jogos Olímpicos já é muito bom… Se por ventura houver uma ou outra medalha então é óptimo
Só gostava mesmo era que caso não haja medalhas os portugueses que desprezam todas as modalidades durante 4 anos não venham depois dizer que foi um fracasso, tenham um bocadinho de noção
cards
Podemos perfeitamente vencer 4 medalhas
Princesa
Ganharemos 1 ou 2 medalhas e faremos uma festa maior do que se fôssemos a nova RDA nesse aspecto
Kafka
Princesa
E sendo Portugal um desporto de modalidade ÚNICA (Futebol), é suposto ganharmos mas que 1 ou 2 medalhas?
Um País que despreza por completo TODAS as modalidades (com excepção do futebol), não é um tremendo feito conseguir medalhas em modalidades diferentes de futebol?
raphaelguerreiro
Atenção que o Gustavo Ribeiro têm bastantes chances de alcançar uma medalha.
Rui Barreira
As minhas expectativas para medalhas:
Pichardo
Mamona
Pimenta
Telma
Auriol
Jorge Fonseca
No ciclismo pode aparecer medalha, o traçado favorece João Almeida.
Gustavo Ribeiro
Évora
Rochelle
Teresa Portela
k4 masculino
E no surf, podem aparecer bons resultados , e até medalhas
Andebol acredito numa excelente prestacao
fishabc
Penso que no skate, o gustavo tambem vai lutar por medalhas
Amigos e bola
Portugal é um país miserável em termos de JO. Dos piores países do mundo desenvolvido, senão o pior.
E sinceramente, duvido que esta participação seja diferente das outras. Podemos ganhar um diploma aqui e ali, uma medalha na canoagem, mas nada do outro mundo.
Kafka
Amigos e Bola e Diogo Moura
Ambos estão 100% certos, subscrevo em absoluto
No entanto frisar que ao mesmo tempo é esse completo desprezo por tudo o que não seja futebol e ter todos os recursos financeiros e humanos do país alocados exclusivamente ao futebol, que faz com que Portugal seja uma das 2/3 maiores potenciais mundiais de futebol em Países com 10 ou menos milhões habitantes, tanto a nível de clubes como de Selecções
Diogo Moura
Tendo em conta a quantidade absurda de recursos investidos no Futebol, não faria sentido de outra forma. É que não estamos só a falar de recursos financeiros. É também educação e cultura. Somos um país de futebol, não de desporto.
Com os seus prós e contras associados, como é logico.
A minha questão é que só lembram dos atletas nestas alturas, no momento de festa. Depois lá voltam à rotina deles. A maior parte treina e trabalha (exceção feita aos mais consagrados, que se podem dedicar a 100% e são meia dúzia), têm de alugar espaços para treinar, não têm horário, dependem a 100% apoios camarários ou dos clubes locais e para chegar ao topo. Em suma têm de se esforçar 10 vezes mais que um jogador de futebol pois têm dez vezes menos condições. A prática de modalidades como a ginástica ou atletismo (a titulo de exemplo) é bastante difícil porque as condições são precárias. Mesmo os atletas do Benfica e Sporting queixam-se que para treinar no Estádio do Jamor é um problema (é só dar uma olhada em entrevistas dadas por atletas) colocam entraves, têm de alugar o espaço e não têm liberdade de horário. Já o futebol é exactamente o oposto. Eu posso trabalhar perfeitamente à semana e ao fim de semana jogar nas distritais que o meu clube tem um relvado sintético, balneários com água quente, roupeiro e ainda me permitem fazer ginásio. Ou seja, para um atleta amador de futebol, as condições são imensamente superiores a um atleta amador de outra modalidade qualquer. O gap é ridículo! Isto tem a ver com a cultura (ou falta dela) do desporto.
Volto ao ponto de partida, o sistema de ensino actualmente não proporciona a prática do desporto em geral. O Ministério de Educação está mais interessado em discutir se as aulas de cidadania são obrigatórias ou facultativas em vez de alocar um programa curricular como deve ser e começar a investir nos jovens que poderão vir a ser potenciais atletas. Porque sejamos francos, não fossem os países PALOPS/atletas imigrantes e só metade da lista ia JO.
Ou importamos talento, ou nada feito.
Kafka
Aliás em bom rigor quase que podemos estender isto até aos 45 Milhões Habitantes onde estão a Argentina e Espanha, que aí é a linha do patamar superior a Portugal em termos históricos de potencias
Diogo Moura
Também somos dos países desenvolvidos que mais desvaloriza o desporto (à excepção do futebol, que é tema nacional de conversa, não é desporto, é abertura de telejornal).
Basta ver pelo sistema de ensino. Em nada se promove a prática do desporto. Não há bolsas para atletas, a disciplina de educação física não conta para nada e há somente 3 horas por semana de actividade física por semana no calendário dos alunos (penso eu que assim seja). As condições para as modalidades são paupérrimas e mal remuneradas. Senão são os 3 grandes a injectar tostões (sim, tostões) nem atletas tínhamos.
Mas depois lá vem o Presidente tirar umas selfies à partida e à chegada.
Sabe lá ele o que eles passaram para chegar até ali. É só porque fica bem.
Em Portugal não temos cultura desportiva. Ou se é jogador de futebol ou não vale a pena.
Nota para o futsal e ciclismo que ainda são modalidades com bastante audiência, já o resto, é para esquecer.
Kafka
Diogo Moura
Mesmo o futsal só tem audiência porque é um derivado do futebol e essencialmente tem audiências nos jogos da final que por norma é Benfica-Sporting….
Não há cultura desportiva em Portugal
FredCastan
Posso assinar por baixo? 100% de razão!