Vai ter uma oportunidade na equipa principal? É muito talentoso, mas não evoluiu fisicamente (Conceição pouco ou nenhum espaço tem dado à formação, muito menos a jogadores franzinos) e tem alinhado mais a extremo, quando devia jogar como interior.
Afonso Sousa renovou o contrato que o liga ao FC Porto até 30 de junho de 2021. O médio ofensivo, de 18 anos, que é filho de Ricardo Sousa e neto de António Sousa, antigos jogadores dos azuis e brancos, representa atualmente a equipa de Sub-19, sendo que marcou no último jogo da Youth League.


6 Comentários
Joga_Bonito
O Ricardo Souza até era bom jogador mas nunca foi top. Este pode ter herdado o dom da família, veremos. O Porto tem de mudar a sua abordagem de formação, tem de apostar no talento, não olhar apenas e só para o músculo. Ele tem tempo para ganhar músculo. Agora os anos cruciais a ganhar competências, a recrear-se com a bola, esses não podem ser queimados num futebol de academia robótico, sem liberdade nenhuma e onde os jogadores parecem produtos formatados sem características próprias.
Eder26
Até porque forçar o crescimento físico durante a juventude pode implicar problemas físicos no futuro.
Joga_Bonito
Sem dúvida. Muitas lesões que hoje se vêem na formação devem-se a isso. Nunca percebi a obsessão pelo físico em miúdos de 12 ou 13 anos. Na verdade, só a partir da adolescência se pensa em poder pô-los a jogar. Antes é deixá-los crescer como jogadores. Quem quer saber dos resultados nos sub-13?
O que importa é criar talentos.
Antonio Clismo
Em Inglaterra por exemplo é proibido haver competição em provas de futebol até aos 15 anos.
Joga_Bonito
Sobre isso divido-me um pouco. Uma coisa são aquelas competições de futebol de rua ou equipas de bairro. Outra são aquelas competições com grandes, onde miúdos estão super nervosos e querem mostrar serviço. Daí se verem pranchadas que por norma só vemos no futebol crescido, violência, batota, etc.
Pergunto-me se isso é bom. Se devíamos queimar etapas de crescimento. As academia de ex-jogadores ou profissionais contribuíram para isto. Substituíram o papel dos clubes de bairro, trazendo crianças para um futebol robótico, pré-programado, jogando em sintéticos ou relvados certinhos. E ainda trouxeram a questão absurda de pagar para jogar, excluindo os miúdos pobres e por arrastando diminuindo drasticamente a base recrutamento.
Pergunto-me se essa medida inglesa não deve ser implementada aqui.
Antonio Clismo
Grandes símbolos do grande Beira-Mar que pouco a pouco se vai reerguendo.
Quanto ao Afonso Sousa, nos juvenis era um fora de série, mas à medida que as exigências físicas vão crescendo com o passar de escalões, é cada vez mais apenas mais um jogador.
A mudança tem que partir dele, pois tem que trabalhar para ultrapassar estas adversidades. E depois o clube tem que o apoiar e dar-lhe espaço para errar e crescer, como o Benfica fez com o Bernardo Silva por exemplo.