
Vai chegar aos 6 (que será recorde) antes dos 30 anos? Parece inevitável. Ainda só tem 26 anos, voltou a demonstrar que está uns furos acima e irá continuar a ter uma equipa muito forte (neste Tour até Narvaez e Wellens pareciam os melhores gregários de sempre). Por outro lado, não se vê o que Vingegaard pode fazer mais. Atacou nas montanhas (teve esse mérito), inclusive tentou cortes nas etapas em linha e conseguiu responder nas jornadas com finais que não eram ao seu estilo, mas nunca ganhou tempo, bem pelo contrário, tendo até perdido onde no passado era mais forte. Esta Volta a França fica ainda marcada pela confirmação de Lipowitz e Onley, que já vinham a prometer mas marcaram de vez o seu nome no ciclismo. Gall conseguiu igualmente um grande 5.º lugar (curiosamente João Almeida na Suíça bateu 3 ciclistas que ficaram no top 7 da Grande Boucle). Arensman, apesar de só ter ficado em 12.º, é outro que demonstrou que pode almejar a mais quando mudar o chip. Grande prova igualmente de Healy (ninguém o metia no Top 9, apesar de ser também a consequência de muitos favoritos ao Top 10 terem desiludido) e Jegat. Já Matteo Jorgenson foi o maior flop (muitos até o apontavam ao pódio e só fez 19.º). Os espanhóis também tiveram uma competição para esquecer.
Tadej Pogačar é o grande vencedor do Tour. O ciclista esloveno da UAE conquista a prova pela quarta vez, repetindo assim os triunfos de 2020, 2021 e 2024. Já Jonas Vingegaard e Florian Lipowitz completaram o pódio, enquanto Oscar Onley e Felix Gall fecharam o Top 5. Destaque ainda para Wout van Aert, que salvou a sua época, que estava a ser terrível, ao vencer a etapa final, depois de se desfazer da concorrência de Pogacar com um ataque brutal em Côte de la butte Montmartre.
En la basílica du Sacré-Coeur.
Con el corazón de un campeón.
VAN AERT SUELTA A POGACAR.#TDF2025 pic.twitter.com/0e8rTw7dwT— Eurosport.es (@Eurosport_ES) July 27, 2025
𝑰𝒄𝒊 𝒄’𝒆𝒔𝒕 𝑽𝒂𝒏 𝑨𝒆𝒓𝒕
💛 Wout van Aert vuelve a reinar en los Campos Elíseos y Tadej Pogacar homenajea el maillot amarillo con su cuarto Tour de Francia.
🚴♂️ Lo has visto en @Eurosport_ES y @StreamMaxES. #TDF2025 pic.twitter.com/b2EZ6wvzUe
— Eurosport.es (@Eurosport_ES) July 27, 2025


5 Comentários
MrRalboa
A etapa já acabou ? É que estou a ver em direto na televisão neste preciso momento
Paulo Roberto Falcao
A minha primeira memória de ciclismo é um final de Tour no sítio tradicional, nos campos elíseos, entre o Hinault e o Zoetemelk, primeiro e segundo do Tour. Foi incrível, fizeram umas três voltas do circuito final sozinhos, à frente do pelotão tipo um minuto, e no final o Hinault tornou-se no primeiro, e creio que único, ciclista a vencer com a camisola amarela a última etapa do Tour. Acho que comecei a gostar de ciclismo nesse dia.
Hoje isto esteve quase para acontecer, mas noutro cenário, Montmartre, o final do circuito olímpico, que creio ser uma aposta ganha da organização. Pogacar esteve quase a terminar o Tour de forma épica, mas simplesmente Wout Van Aert renasceu das cinzas, e ganhou de forma espetacular, mostrando que está de volta, o que é uma grande notícia.
Foi um Tour ganho na primeira etapa de montanha. Vingegaard tentou, mostrou quem é claramente o número dois, mas o número um foi demasiado forte.
Diogo Filipe
Vitória natural de Pogaçar, a sua superioridade é inequívoca. Foi um tour que fez lembrar os melhores anos de Froome e da super Sky no aspeto em que a vitória nunca esteve em causa desde muito cedo (apesar da abordagem não ser igual).
Adorei esta última etapa, enorme vitória de Van Aert, espero que seja o seu renascimento e consiga estar a este nível nas clássicas do próximo ano a disputar a vitória com Pogacar e VdP (e se não for pedir muito também com um muito melhor Evenepoel).
AndreChaves9
Que ganhe o 5o ou até o 6o mas que não seja em 2026 para que a rivalidade não termine demasiado desequilibrada.
Venha a Vuelta onde já sabemos que estará o João e o Vingegaard fora os restantes. Pogacar vai refletir se vai estar ou não mas pelo menos uma Vuelta faz-lhe falta no currículo.
Francisco Ramos
Pogacar foi o mais forte, acho que é inquestionável este ponto!
–
Agora a falta de rivalidade com Vingegaard não é tão linear assim devido às quedas e lesões deste.
Em 2024, Jonas teve uma queda brutal em na Volta ao País Basco que o deixou 12 dias internado com uma clavícula partida, o esterno partido, sete costelas partidas, os dois pulmões perfurados, o que fez com que todo o treino fosse afectado para a Volta a França desse ano (como competiu já é um milagre) depois de ganhar o Gran Camino e o Tirreno Adriático.
Este ano, quando se pensava que iria voltar à sua forma habitual, volta a ter uma queda no Paris Nice que inclusive lhe causou uma contusão cerebral, impedindo novamente de treinar e chegar ao Tour na melhor forma possível (e mesmo assim na 3ª semana já estavam mais nivelados).
–
Não digo que sem lesões e com todo o treino, conseguisse estar ao nível do seu rival, mas que isto afecta a preparação e confiança de um ciclista também deveria ser considerado. Veja-se Froome que dominava a seu belo prazer e nunca mais foi o mesmo após aquela queda em 2019 no Critérium Dauphiné.