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«Portugal e França não são equipas»

Concorda?

Louis van Gaal fez um balanço do Euro’2020, em entrevista ao L’Equipe, deixando críticas a Portugal e França. «Talvez não seja uma coincidência que os favoritos que fracassaram, Portugal, França e Alemanha, tenham o mesmo seleccionador há 7, 9 ou 15 anos. Fernando Santos, Deschamps e Löw estão à frente há muito tempo, e não mudam nada. Confiam sempre nos mesmos jogadores. E às vezes o equilíbrio entre os jogadores e treinador está quebrado», começou por dizer o holandês. «A melhor equipa deve vencer, e não as melhores individualidades. Há 40 anos que digo isto. A seleção holandesa tem jogadores fantásticos, mas é um conjunto pobre técnica e tacticamente e com pouca capacidade de luta. Isso aplica-se também a Portugal ou França. Não são equipas, mas sim um conjunto de individualidades», acrescentou o ex-Man Utd.

21 Comentários

  • Marik
    Posted Julho 9, 2021 at 11:25 am

    Vale o que vale. Em 2018 a França era igualmente um conjunto de individualidades e ganhou o Mundial sem grande dificuldade.

  • BAFANA BAFANA
    Posted Julho 9, 2021 at 11:27 am

    Se ao menos a FPF te ouvisse e se sentasse no sofá…
    Sei lá metia assim de fundo uma música nostálgica.. tipo Charlie Brown Jr – Só os loucos sabem
    Enquanto ouviam essa música viam o vídeo do Euro, do golo do Eder.. Choravam um pouco, derramavam umas lágrimas! Tal como nós todos já derramámos a ver esses vídeos!
    Reflitam! Sintam que esse momento já não volta, pelo menos enquanto tivermos esse Mister não conseguiremos um momento desses!
    Quando a musica acabar liguem ao Nando e digam.. “Obrigado por tudo, mas está na altura de seguir em frente”
    E se ele perguntar o porquê, digam “Só os loucos (da caixa de comentários do VM) sabem”!
    Desculpem o devaneio, mas estou saturado.. por favor, metam outro selecionador!!

  • Amigos e bola
    Posted Julho 9, 2021 at 11:28 am

    Concordo bastante, embora ache que Portugal e França estão num patamar acima do da Holanda.

    E ele acertou na mouche. Reparem que raro é o selecionador que está mais que 10 anos numa seleção. Normalmente ao fim de 6,7 anos já entram em curva descendente. E um exemplo disso é o Del Bosque.
    Começa a vir ao de cima a estagnação de ideias, e ainda para mais quando a maioria dos selecionadores são bons selecionadores mas raramente são bons treinadores, mesmo nas grandes seleções. O Mancini é bom treinador e só isso está a fazer a diferença.

    E o que fica é que na Alemanha perceberam tarde demais que o Low já tinha esgotado o seu ciclo, na França ainda hesitaram e optaram por o manter, e em Portugal já todos os adeptos reconhecem as limitações do Fernando Santos, embora ainda haja quem se refugie no Euro 2016 (até o Otto Reaghel já não treina a Grécia…).

  • Bio
    Posted Julho 9, 2021 at 11:31 am

    Diz o treinador que não treina há 5 anos e que a última experiência que teve foi um flop absoluto no United.
    Dizer mal de equipas que ganharam os últimos Europeus, Mundiais e outros troféus enquanto ele pela Holanda ganhou o quê mesmo? Aliás, se não me engano até falhou uma qualificação para um mundial com a Holanda na sua primeira passagem.
    E mesmo ao nível de clubes tem um registo muito pobre para a fama que tem…

  • Kacal
    Posted Julho 9, 2021 at 11:40 am

    Concordo que Portugal é um conjunto de individualidades, assim como concordo que o seleccionador aposta sempre nos mesmos o que foi notório com jogadores como Nuno Mendes (embora neste caso a lesão tenha limitado a escolha), Palhinha, Renato, Pote, Rafa e André Silva a não ser tão opção como podiam ser. Mas não considero que sejamos um conjunto de individualidades por causa de falta de capacidade de luta, até a temos, mas sim por falta de “dedo” do treinador porque jogamos mau futebol e não como um colectivo forte e oleado com bom futebol mas sim um conjunto de individualidades a tentar por si. Defensivamente até temos estado coesos e bem trabalhados na maioria do tempo, mas no resto é uma pobreza.

    Gostava que a selecção tivesse um treinador que apostasse num futebol melhor que entusiasme e potencie os talentos que temos, mais variação tática também e que escolha os jogadores por rendimento e forma dando oportunidades a sério, é um sonho apenas já sei, mas gostava de ver. Nesse sentido Luís Castro ou Paulo Fonseca seriam ótimas opções a meu ver, mas o facto de faltar algum carisma e “pulso” mesmo peso no nome podiam condená-los facilmente, mas em tudo o resto seria excelente!

  • Tiago Silva
    Posted Julho 9, 2021 at 11:43 am

    Acabo por concordar e acaba por ser um pouco normal. Todos os treinadores têm os seus preferidos e aqueles em quem confiam e isso torna-se difícil fazer esse balanço entre o que a equipa precisa, quem confia e quem mais merece quando se está à tanto tempo na equipa. Tal como os treinadores dos clubes ficam com a imagem desgastada e nunca aguentam muito tempo na mesma equipa, nos selecionadores penso que esse desgaste se sente na mesma, e a equipa acaba por não evoluir assim.

  • Goncalo Silva
    Posted Julho 9, 2021 at 11:48 am

    É impressionante a falta de coerência nestas declarações de van Gaal. Primeiro diz que não é coincidência que as 3 equipas que mais desiludiram têm o mesmo treinador à muito tempo e por isso chamam sempre os mesmos jogadores. Então mas se fosse esse o caso não teriam mais tempo para formar realmente uma equipa? Se fossem sempre jogadores novos sempre seria normal jogar-se mais com as individualidades, porque não haveria tempo para construir um processo coletivo como deve ser. Cá para mim van Gaal quer é mandar umas postas para ver se fica com o cargo de selecionador holandês.

    • Mongas
      Posted Julho 9, 2021 at 12:12 pm

      Todo o processo que se cria em 2 semanas de selecção é perdido em 4 meses de clube depois.
      Seleções não são clubes, o trabalho não é o mesmo. Acaba por sempre muito difícil criar um processo.
      É dos únicos elogios que se pode fazer a Rui Jorge, se bem que esse processo às vezes deixa a equipa vulnerável. (não o quero nos A, nem pensem isso)

      • Xyeh
        Posted Julho 9, 2021 at 2:00 pm

        O Rui Jorge comanda os sub 21 há 11 anos, tem 2 finais perdidas, ao talento que lhe passou pelas mãos se calhar até se devia exigir mais do que ao FS.

    • zZou
      Posted Julho 9, 2021 at 12:52 pm

      Sim concordo plenamente com a tua ultima frase.
      No entanto, entendo o que queres dizer mas, não acho que ele não se refere tanto a esse teu ponto de vista. Acho que foi na perspetiva da construção do “11” pensando como equipa ou olhando para individualidades. Não é necessário muito tempo para organizares o teu 11 com um foco coletivo (aliás FS até o fez em 2016 quando alterou a dupla de meio campo para WC-Adrien pela ideia coletiva). Depois claro que o treino e o tempo favorecem as dinâmicas mas pareceu-me que ele quis dizer que esse tempo que os treinadores têm a frente das seleções os amarram em demasia a algumas individualidades (e aqui o exemplo do WC continua válido). Por vezes para o bem coletivo terás de abdicar de alguns jogadores que normalmente achamos titulares.
      Agora também acho que o momento dos jogadores nestas competições é mais de meio caminho feito para o sucesso. É preciso é ser a sagacidade e a coragem de apostar neles e sentar alguns craques que estão em baixo.

      Cumps

  • DC
    Posted Julho 9, 2021 at 11:52 am

    Não gostando propriamente deste senhor enquanto pessoa, Faz muito sentido o que disse, pelo menos relativamente a Portugal.
    Fernando Santos não aposta em jogadores quando se encontram em claro crescendo de forma ou de patamar competitivo em detrimento dos que já conhece a mais tempo, que muita das vezes se encontram completamente fora de forma ou até mesmo em decrescendo no que toca a qualidade.

  • Nazgul
    Posted Julho 9, 2021 at 12:31 pm

    Estas declarações são um pouco descabidas, pois todos nós sabemos que as seleções não reflectem muitas vezes a real qualidade da equipa.

    Por exemplo há jogadores medíocres nos clubes que se destacam nos europeus ou mundiais e até conseguem dar o salto para um grande clube graças a terem feito 5/6 jogos bons pela seleção e depois vemos que o jogador não tinha assim tanta qualidade!

    Também podemos dizer que a França e Portugal desiludiram? Sim é verdade, mas quantas seleções ganharam europeus ou mundiais seguidos na história?

    Ainda temos o problema dos empresários e dos egos, quanto melhores são as seleções mais egos de jogadores tem e mais difícil de gerir a equipa!

    E por fim, temos o problema dos treinadores, quantos bons treinadores são selecionadores? Quantos treinadores bons tinha este europeu? Os treinadores de topo não estão nas seleções ou raramente estão, para mim o único treinador cotado que estava no europeu era o Mancini, depois temos o treinador inglês que está na final mas é igual ao Fernando santos, não desmonta o duplo pivô! O Joaquin Low veio para o europeu já despedido, o Luís Henrique é um treinador que continua a achar que tem um xavi e iniesta e que pode jogar sem ponta de lança, o selecionador belga aposta numa defesa reformada com estatuto …

    Esqueci-me de referir que este senhor comprou o Blind para o United …

  • Bio
    Posted Julho 9, 2021 at 12:41 pm

    Kacal, mas nesse caso a opinião dele não vale mais que a nossa. É um “treinador de bancada” como nós os dois.

    • Kacal
      Posted Julho 9, 2021 at 4:35 pm

      Sim mas o ponto é esse precisamente, Bio. Ele tem direito à sua opinião e não é por não ter conquistado x coisas que é menos válida, cabe a nós discordar e debater mas o argumento que usaste acho que não tem muito sentido senão ninguém podia comentar aqui também, só isso.

  • coach407
    Posted Julho 9, 2021 at 12:44 pm

    Foi precisamente o que disse ontem. As seleções de topo mundial limitam-se todas a ter uma organização defensiva competente, aplicam sistemas de jogo básicos, ideias simples, tentam trabalhar isso o melhor possível e esperam que as individualidades resolvam. É Portugal, é França, é a Alemanha e é a Holanda, como disse o van Gaal, mas esta opinião é baseada nos resultados desportivos porque na realidade, mesmo as melhores equipas como a Itália e a Inglaterra, baseiam-se nisso, só são mais competentes nesses processos simples e estão em melhores momentos individuais, algum entrosamento extra e tal.

    E é normal que isto aconteça porque:
    1) São competições curtas a eliminar e portanto há mais medo de sofrer de que vontade de marcar, qualquer erro paga-se extremamente caro.
    2) Há pouco tempo para o selecionador trabalhar processos coletivos ao ponto de compensar um risco elevado no seu jogo.

    Por isso é que eu valorizo muito o trabalho do Rui Jorge nos sub-21. É realmente um treinador que impõe ideias sobre futebol, algo extremamente raro. Ele coloca jogadores a jogar em modelos de jogos que nunca jogaram. Tem a ousadia de colocar o Francisco Conceição a jogar a 10 porque é ali que ele encaixa na cabeça dele. Mete jogadores a jogar num 4x4x2 losango que nunca nenhum jogador jogou ou treinou nos seus clubes ou formação. Mas arrisca na mesma, ensina, trabalha os processos, trabalha a estratégia, trabalha a forma dos jogadores decidirem, trabalha a forma como os jogadores interpretam o jogo com e sem bola. Não é o típico selecionador que chega lá, distribui coletes e baseia-se nos processos básicos que todos os jogadores sabem que é a metodologia menos arriscada e que faz sentido também dado o pouco tempo para trabalhar.

    No futebol sénior a única seleção de topo que realmente faz isso é a Espanha. Tem uma identidade de jogo brutal, processos coletivos mesmo específicos, arrisca imenso (aos 120 minutos contra Itália andava a pressionar um pontapé de baliza com 3 jogadores à entrada da área), não se adapta ao adversário, impõe as suas ideias e joga futebol na sua plenitude. Não é uma equipa que defende e depois baseia-se em individualidades, ressaltos e bolas para a frente como Portugal, Alemanha, França, Holanda, Itália, Inglaterra e quase todas as seleções.

    Não estou a dizer que o Rui Jorge ou o Luis Enrique fazem melhor do que os outros, até porque não ganharam nada e faz todo o sentido do Mundo trabalhar bem o processo defensivo e processos ofensivos super simples e esperar que o resto faça a diferença dado o impacto do erro em competições destas e o pouco tempo de trabalho. Simplesmente estas equipas de Rui Jorge e Luis Enrique “são equipas”. O resto são… seleções. Umas são mais competentes nos processos simples que outras, mas todas jogam “da mesma forma”. E essa forma é simples, são as coisas básicas do futebol. Não há um trabalho nos processos gigante como se vê nas equipas e nas seleções que exemplifiquei.

  • Freitas
    Posted Julho 9, 2021 at 2:51 pm

    Na mouche.
    É preciso muita incompetência para não perceber, por exemplo, que jogar com o William Carvalho ou com o Renato é completamente diferente.
    No fundo, esta história do ‘temos pouco tempo para treinar’ serve de desculpa para por a jogar sempre os mesmos, como se esses mesmos jogadores que são sempre titulares mostrassem um grande entrosamento e uma grande dinâmica.
    Aliás, ver alguns jogos da seleção do último mundial e deste europeu dá a sensação que os jogadores se conhecem há uma semana tal é a mediocridade.
    Mas pronto, como aconteceu o milagre do Éder, este selecionador tem carta branca para desperdiçar uma geração de grande qualidade e jogar futebol como o Gil Vicente e o Tondela quando vão à Luz, ao Dragão e a Alvalade.

  • Andre
    Posted Julho 9, 2021 at 5:02 pm

    Percebo.
    Do pouco que percebo de futebol, Portugal tem jogadores muito bons mas não tem equipa.
    São muitos anos a jogar pouco com jogadores tao bons.
    O tempo de Fernando Santos já acabou há alguns anos – no tem dedos para esta guitarra.

  • MiguelRosa
    Posted Julho 10, 2021 at 12:22 pm

    Uma selecção que queira ganhar tem de ter um treinador que não tenha medo em assumir o jogo. FS não é treinador para isso. Quanto ao que Van Gaal diz é redutor;apenas criticou quem ficou pelo caminho, reforçando o óbvio mas usando um argumento pífio.

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