Concorda?
Louis van Gaal fez um balanço do Euro’2020, em entrevista ao L’Equipe, deixando críticas a Portugal e França. «Talvez não seja uma coincidência que os favoritos que fracassaram, Portugal, França e Alemanha, tenham o mesmo seleccionador há 7, 9 ou 15 anos. Fernando Santos, Deschamps e Löw estão à frente há muito tempo, e não mudam nada. Confiam sempre nos mesmos jogadores. E às vezes o equilíbrio entre os jogadores e treinador está quebrado», começou por dizer o holandês. «A melhor equipa deve vencer, e não as melhores individualidades. Há 40 anos que digo isto. A seleção holandesa tem jogadores fantásticos, mas é um conjunto pobre técnica e tacticamente e com pouca capacidade de luta. Isso aplica-se também a Portugal ou França. Não são equipas, mas sim um conjunto de individualidades», acrescentou o ex-Man Utd.


21 Comentários
MiguelRosa
Uma selecção que queira ganhar tem de ter um treinador que não tenha medo em assumir o jogo. FS não é treinador para isso. Quanto ao que Van Gaal diz é redutor;apenas criticou quem ficou pelo caminho, reforçando o óbvio mas usando um argumento pífio.
Andre
Percebo.
Do pouco que percebo de futebol, Portugal tem jogadores muito bons mas não tem equipa.
São muitos anos a jogar pouco com jogadores tao bons.
O tempo de Fernando Santos já acabou há alguns anos – no tem dedos para esta guitarra.
Freitas
Na mouche.
É preciso muita incompetência para não perceber, por exemplo, que jogar com o William Carvalho ou com o Renato é completamente diferente.
No fundo, esta história do ‘temos pouco tempo para treinar’ serve de desculpa para por a jogar sempre os mesmos, como se esses mesmos jogadores que são sempre titulares mostrassem um grande entrosamento e uma grande dinâmica.
Aliás, ver alguns jogos da seleção do último mundial e deste europeu dá a sensação que os jogadores se conhecem há uma semana tal é a mediocridade.
Mas pronto, como aconteceu o milagre do Éder, este selecionador tem carta branca para desperdiçar uma geração de grande qualidade e jogar futebol como o Gil Vicente e o Tondela quando vão à Luz, ao Dragão e a Alvalade.
coach407
Foi precisamente o que disse ontem. As seleções de topo mundial limitam-se todas a ter uma organização defensiva competente, aplicam sistemas de jogo básicos, ideias simples, tentam trabalhar isso o melhor possível e esperam que as individualidades resolvam. É Portugal, é França, é a Alemanha e é a Holanda, como disse o van Gaal, mas esta opinião é baseada nos resultados desportivos porque na realidade, mesmo as melhores equipas como a Itália e a Inglaterra, baseiam-se nisso, só são mais competentes nesses processos simples e estão em melhores momentos individuais, algum entrosamento extra e tal.
E é normal que isto aconteça porque:
1) São competições curtas a eliminar e portanto há mais medo de sofrer de que vontade de marcar, qualquer erro paga-se extremamente caro.
2) Há pouco tempo para o selecionador trabalhar processos coletivos ao ponto de compensar um risco elevado no seu jogo.
Por isso é que eu valorizo muito o trabalho do Rui Jorge nos sub-21. É realmente um treinador que impõe ideias sobre futebol, algo extremamente raro. Ele coloca jogadores a jogar em modelos de jogos que nunca jogaram. Tem a ousadia de colocar o Francisco Conceição a jogar a 10 porque é ali que ele encaixa na cabeça dele. Mete jogadores a jogar num 4x4x2 losango que nunca nenhum jogador jogou ou treinou nos seus clubes ou formação. Mas arrisca na mesma, ensina, trabalha os processos, trabalha a estratégia, trabalha a forma dos jogadores decidirem, trabalha a forma como os jogadores interpretam o jogo com e sem bola. Não é o típico selecionador que chega lá, distribui coletes e baseia-se nos processos básicos que todos os jogadores sabem que é a metodologia menos arriscada e que faz sentido também dado o pouco tempo para trabalhar.
No futebol sénior a única seleção de topo que realmente faz isso é a Espanha. Tem uma identidade de jogo brutal, processos coletivos mesmo específicos, arrisca imenso (aos 120 minutos contra Itália andava a pressionar um pontapé de baliza com 3 jogadores à entrada da área), não se adapta ao adversário, impõe as suas ideias e joga futebol na sua plenitude. Não é uma equipa que defende e depois baseia-se em individualidades, ressaltos e bolas para a frente como Portugal, Alemanha, França, Holanda, Itália, Inglaterra e quase todas as seleções.
Não estou a dizer que o Rui Jorge ou o Luis Enrique fazem melhor do que os outros, até porque não ganharam nada e faz todo o sentido do Mundo trabalhar bem o processo defensivo e processos ofensivos super simples e esperar que o resto faça a diferença dado o impacto do erro em competições destas e o pouco tempo de trabalho. Simplesmente estas equipas de Rui Jorge e Luis Enrique “são equipas”. O resto são… seleções. Umas são mais competentes nos processos simples que outras, mas todas jogam “da mesma forma”. E essa forma é simples, são as coisas básicas do futebol. Não há um trabalho nos processos gigante como se vê nas equipas e nas seleções que exemplifiquei.
Bio
Kacal, mas nesse caso a opinião dele não vale mais que a nossa. É um “treinador de bancada” como nós os dois.
Kacal
Sim mas o ponto é esse precisamente, Bio. Ele tem direito à sua opinião e não é por não ter conquistado x coisas que é menos válida, cabe a nós discordar e debater mas o argumento que usaste acho que não tem muito sentido senão ninguém podia comentar aqui também, só isso.
Nazgul
Estas declarações são um pouco descabidas, pois todos nós sabemos que as seleções não reflectem muitas vezes a real qualidade da equipa.
Por exemplo há jogadores medíocres nos clubes que se destacam nos europeus ou mundiais e até conseguem dar o salto para um grande clube graças a terem feito 5/6 jogos bons pela seleção e depois vemos que o jogador não tinha assim tanta qualidade!
Também podemos dizer que a França e Portugal desiludiram? Sim é verdade, mas quantas seleções ganharam europeus ou mundiais seguidos na história?
Ainda temos o problema dos empresários e dos egos, quanto melhores são as seleções mais egos de jogadores tem e mais difícil de gerir a equipa!
E por fim, temos o problema dos treinadores, quantos bons treinadores são selecionadores? Quantos treinadores bons tinha este europeu? Os treinadores de topo não estão nas seleções ou raramente estão, para mim o único treinador cotado que estava no europeu era o Mancini, depois temos o treinador inglês que está na final mas é igual ao Fernando santos, não desmonta o duplo pivô! O Joaquin Low veio para o europeu já despedido, o Luís Henrique é um treinador que continua a achar que tem um xavi e iniesta e que pode jogar sem ponta de lança, o selecionador belga aposta numa defesa reformada com estatuto …
Esqueci-me de referir que este senhor comprou o Blind para o United …
DC
Não gostando propriamente deste senhor enquanto pessoa, Faz muito sentido o que disse, pelo menos relativamente a Portugal.
Fernando Santos não aposta em jogadores quando se encontram em claro crescendo de forma ou de patamar competitivo em detrimento dos que já conhece a mais tempo, que muita das vezes se encontram completamente fora de forma ou até mesmo em decrescendo no que toca a qualidade.
Goncalo Silva
É impressionante a falta de coerência nestas declarações de van Gaal. Primeiro diz que não é coincidência que as 3 equipas que mais desiludiram têm o mesmo treinador à muito tempo e por isso chamam sempre os mesmos jogadores. Então mas se fosse esse o caso não teriam mais tempo para formar realmente uma equipa? Se fossem sempre jogadores novos sempre seria normal jogar-se mais com as individualidades, porque não haveria tempo para construir um processo coletivo como deve ser. Cá para mim van Gaal quer é mandar umas postas para ver se fica com o cargo de selecionador holandês.
zZou
Sim concordo plenamente com a tua ultima frase.
No entanto, entendo o que queres dizer mas, não acho que ele não se refere tanto a esse teu ponto de vista. Acho que foi na perspetiva da construção do “11” pensando como equipa ou olhando para individualidades. Não é necessário muito tempo para organizares o teu 11 com um foco coletivo (aliás FS até o fez em 2016 quando alterou a dupla de meio campo para WC-Adrien pela ideia coletiva). Depois claro que o treino e o tempo favorecem as dinâmicas mas pareceu-me que ele quis dizer que esse tempo que os treinadores têm a frente das seleções os amarram em demasia a algumas individualidades (e aqui o exemplo do WC continua válido). Por vezes para o bem coletivo terás de abdicar de alguns jogadores que normalmente achamos titulares.
Agora também acho que o momento dos jogadores nestas competições é mais de meio caminho feito para o sucesso. É preciso é ser a sagacidade e a coragem de apostar neles e sentar alguns craques que estão em baixo.
Cumps
Mongas
Todo o processo que se cria em 2 semanas de selecção é perdido em 4 meses de clube depois.
Seleções não são clubes, o trabalho não é o mesmo. Acaba por sempre muito difícil criar um processo.
É dos únicos elogios que se pode fazer a Rui Jorge, se bem que esse processo às vezes deixa a equipa vulnerável. (não o quero nos A, nem pensem isso)
Xyeh
O Rui Jorge comanda os sub 21 há 11 anos, tem 2 finais perdidas, ao talento que lhe passou pelas mãos se calhar até se devia exigir mais do que ao FS.
GabCel
não diria melhor! O Rui Jorge ainda é um cancro pior que o Nandinho das Rezas
Tiago Silva
Acabo por concordar e acaba por ser um pouco normal. Todos os treinadores têm os seus preferidos e aqueles em quem confiam e isso torna-se difícil fazer esse balanço entre o que a equipa precisa, quem confia e quem mais merece quando se está à tanto tempo na equipa. Tal como os treinadores dos clubes ficam com a imagem desgastada e nunca aguentam muito tempo na mesma equipa, nos selecionadores penso que esse desgaste se sente na mesma, e a equipa acaba por não evoluir assim.
Kacal
Concordo que Portugal é um conjunto de individualidades, assim como concordo que o seleccionador aposta sempre nos mesmos o que foi notório com jogadores como Nuno Mendes (embora neste caso a lesão tenha limitado a escolha), Palhinha, Renato, Pote, Rafa e André Silva a não ser tão opção como podiam ser. Mas não considero que sejamos um conjunto de individualidades por causa de falta de capacidade de luta, até a temos, mas sim por falta de “dedo” do treinador porque jogamos mau futebol e não como um colectivo forte e oleado com bom futebol mas sim um conjunto de individualidades a tentar por si. Defensivamente até temos estado coesos e bem trabalhados na maioria do tempo, mas no resto é uma pobreza.
Gostava que a selecção tivesse um treinador que apostasse num futebol melhor que entusiasme e potencie os talentos que temos, mais variação tática também e que escolha os jogadores por rendimento e forma dando oportunidades a sério, é um sonho apenas já sei, mas gostava de ver. Nesse sentido Luís Castro ou Paulo Fonseca seriam ótimas opções a meu ver, mas o facto de faltar algum carisma e “pulso” mesmo peso no nome podiam condená-los facilmente, mas em tudo o resto seria excelente!
Bio
Diz o treinador que não treina há 5 anos e que a última experiência que teve foi um flop absoluto no United.
Dizer mal de equipas que ganharam os últimos Europeus, Mundiais e outros troféus enquanto ele pela Holanda ganhou o quê mesmo? Aliás, se não me engano até falhou uma qualificação para um mundial com a Holanda na sua primeira passagem.
E mesmo ao nível de clubes tem um registo muito pobre para a fama que tem…
Kacal
Sim Bio, mas se formos por aí eu e tu nunca conquistamos nada também…
Amigos e bola
Concordo bastante, embora ache que Portugal e França estão num patamar acima do da Holanda.
E ele acertou na mouche. Reparem que raro é o selecionador que está mais que 10 anos numa seleção. Normalmente ao fim de 6,7 anos já entram em curva descendente. E um exemplo disso é o Del Bosque.
Começa a vir ao de cima a estagnação de ideias, e ainda para mais quando a maioria dos selecionadores são bons selecionadores mas raramente são bons treinadores, mesmo nas grandes seleções. O Mancini é bom treinador e só isso está a fazer a diferença.
E o que fica é que na Alemanha perceberam tarde demais que o Low já tinha esgotado o seu ciclo, na França ainda hesitaram e optaram por o manter, e em Portugal já todos os adeptos reconhecem as limitações do Fernando Santos, embora ainda haja quem se refugie no Euro 2016 (até o Otto Reaghel já não treina a Grécia…).
BAFANA BAFANA
Se ao menos a FPF te ouvisse e se sentasse no sofá…
Sei lá metia assim de fundo uma música nostálgica.. tipo Charlie Brown Jr – Só os loucos sabem
Enquanto ouviam essa música viam o vídeo do Euro, do golo do Eder.. Choravam um pouco, derramavam umas lágrimas! Tal como nós todos já derramámos a ver esses vídeos!
Reflitam! Sintam que esse momento já não volta, pelo menos enquanto tivermos esse Mister não conseguiremos um momento desses!
Quando a musica acabar liguem ao Nando e digam.. “Obrigado por tudo, mas está na altura de seguir em frente”
E se ele perguntar o porquê, digam “Só os loucos (da caixa de comentários do VM) sabem”!
Desculpem o devaneio, mas estou saturado.. por favor, metam outro selecionador!!
Show off
Assino por baixo
Marik
Vale o que vale. Em 2018 a França era igualmente um conjunto de individualidades e ganhou o Mundial sem grande dificuldade.