A intenção já não é de agora (as duas federações já haviam tentado organizar o Mundial 2018, “perdido” para a Rússia), veremos se é desta que o objectivo é cumprido (o facto da Espanha não realizar uma competição desta magnitude há quase 40 anos pode pesar).
As Federações de futebol de Portugal e Espanha estão a analisar, profundamente, a possibilidade de avançarem com uma candidatura para a organização conjunta do Mundial 2030, confirmou hoje a RFEF. Numa nota publicada no site oficial e nas redes sociais, a Federação espanhola refere que nas últimas semanas se sucederam várias reuniões, com os governos de ambos os países a terem sido, já, informados da intenção. Recorde-se que Espanha não realiza uma grande competição desde 1982, quando recebeu o Campeonato do Mundo, ao passo que Portugal conheceu a única experiência neste tipo de eventos em 2004, aquando do Europeu.
🚨OFICIAL🚨 Las Federaciones Española y Portuguesa inician el análisis de una candidatura conjunta para el Mundial de 2030
➡ Los gobiernos de ambos países serán una parte fundamental para su desarrollo
ℹ Más info: https://t.co/9tKAvdnn39 pic.twitter.com/MhB6UE6BQf
— RFEF (@rfef) June 8, 2019


40 Comentários
Jose Sanches
Este tipo de atribuições são sempre no minimo curiosas desde o mundial de 62 no Chile de Pinochet ao mundial do Qatar que tem 0 tradição futebolística. De lembrar que as atribuições tanto de jogos olímpicos como do europeu de 2004 a Grécia e Portugal, países altamente endividados e com corrupção sistémica que fez parte da organização, caso do estádio do Boavista por exemplo serviram-nos de muito pouco e penso que os contras foram superiores aos pros. Ambos os países entraram em colapso 5 anos depois e ainda estão a recuperar. Espanha também não está assim tão bem. Parecem haver muito interesses relacionados com estas atribuições. Apesar de discordar do sistema ditatorial chinês a 100% acho que deveria ser a China o próximo organizador mas talvez não lhes interesse estar nos olhos do mundo em tal circunstância.
Rev7
Estádio do Boavista como exemplo é muito pobre pois foi pago pelo clube e é do clube, não é do Estado. Foi o Estádio até que menos contribuições teve do Estado português, que apenas pagou 1 milhão dos 64 milhões que o estádio custou. Todos os restantes estádios tiveram 50% ou 100% do seu custo por parte dos contribuintes portugueses. Para não falar que Estádio do Bessa tem sido constantemente utilizado pelo clube ou por outro eventos, ao contrário de outros Estádios que não só não têm clube, como não há eventos nenhuns por lá acontecer (Aveiro). No final Estádio do Bessa acabou por ser mais útil que outros 4/5 estádios construídos.
Podes falar de Aveiro ou Leiria, até Coimbra ou Algarve. Falar do Estádio do Boavista como se Estado tivesse tido grande impacto na sua construção é um pouco rídiculo. Enquanto andas a pagar a manutenção dos outros estádios (utilizados por clubes que fazem o que querem e nem a manutenção fazem), o Boavista é responsável pela sua manutenção e utilização. Como disse um exemplo pobre que demonstra desconhecimento do que se fala.
Jose Sanches
Olha eu sou a favor deste tipo de discussões porque posso estar mal informado. Em relação ao estádio do Boavista eu não me referia ao uso que se deu ao estádio mas sim ao concurso para a construção do mesmo. O Major tal como o seu filho não me deixam dúvidas… São criminosos. Tal como LFV e PDC são criminosos mas continuam a ser o que são sabe-se lá porquê. Todos aqui gostamos de futebol mas acho que é importante termos noção do dinheiro que o futebol mexe. Esta bolha vai rebentar.
Rev7
Estou longe de defender o Major e o seu filho, que aliás graças às suas acções levaram o clube à própria ruína. O que estou a dizer é que o estádio foi um erro… mas para o Boavista.
No momento em que te candidatas ao Euro 2004, precisas de 8 estádios. Portugal decidiu construir 10 (Portugal no seu melhor). Apartir desse momento quais os Estádios que decides construir? Obras que possam ser rentabilizadas para o futuro e que a sua manutenção possa ter o custo mínimo. Constróis 3 para cada um dos “grandes” como é natural. Depois precisas de mais 5. Guimarães será o próximo pois já naquela altura era o clube com mais adeptos a seguir aos grandes, numa cidade populosa e onde o estádio fica bem situado, com a manutenção assegurada por um clube estável, com margem de crescimento. A seguir vinham Braga e Boavista. Eram os 2 ( e ainda são a par do Marítimo) os clubes com mais adeptos a seguir aos grandes e Vitória. Todos têm clubes com muito mais que futebol, vários títulos extra-futebol. Situados em boas cidades, com os clubes a poderem pagar as manutenções dos seus estádios e candidatos a receber vários eventos que possam dar lucro aos seus investimentos (bastou o Boavista por os bilhetes a 1 euro, para o Bessa passar de 5000 para 14000 a média de espectadores) por se situar no Porto, uma cidade cheia de imigrantes do resto do país ou até de fora.
A juntar a isso o Boavista já iria construir o Estádio, as obras começaram antes de ser aprovado o Euro 2004. O problema é que com o Euro, o Boavista tomou a decisão de aumentar de 20000 para 30000 o Estádio, com os nossos políticos afirmar que ajudavam o clube. Isso não aconteceu e o todos sabemos o que aconteceu ao Boavista.
Eu só estava a tentar fazer-te perceber que tinha mais nexo ajudar o Boavista na construção do seu Estádio, pois é dos clubes com mais adeptos em Portugal. Na altura era um clube exemplar em termos financeiros, indo às competições Europeias todos os anos, 4º com mais títulos no país, vários extra-futebol, com uma das melhores formações do país, situado numa cidade que crescia cada vez mais e cujo o Estádio seria pago na sua maioria pelo clube (levando a custar menos aos contribuintes) do que construir de raíz Coimbra, Aveiro, Leiria ou Algarve, que hoje não têm clubes sequer e cuja a sua manutenção é paga exclusivamente pelas Câmaras. A verdadeira corrupção do Euro esteve aqui.
Portanto como disse dar o exemplo do Boavista é bastante injusto para o clube e seus adeptos. O clube foi o maior prejudicado nisto tudo. O melhor teria sido não haver Euro na minha opinião. Havendo, 3 estádios para os grandes, 2 para Minho (Braga e Guimarães), outro no Bessa (que seria o mais barato de todos). Todos estes fazem sentido, são utilizados, ficam em zonas com potencial de crescimento e os clubes continuariam a utiliza-los e ficar encarregues deles.
Naquela altura até um dos 8 estádios na Madeira faria mais sentido do que fazer na zona centro. Até um novo Estádio Nacional para as selecções portugueses daria lucro ao longo prazo.
Jose Sanches
Ok Rev7. Eu percebo o que dizes e atenção que não tenho nada contra o Boavista nem os seus adeptos. Pelo contrário até simpatizo com o clube. Penso que o ponto fulcral que mencionas é o facto de a construção do estádio ter sido aprovada antes do euro. Isto não foi por acaso e o Boavista ou quem o geria fez b9m dinheiro por causa disso.
Chico
Portugal não pode participar na organização deste tipo de eventos. É um desperdício dos nossos escassos recursos e não vai trazer qualquer tipo de desenvolvimento para a esmagadora maioria dos portugueses.
Diogo Moura
Em teoria, o investimento até 2030 será necessário, com mundial ou não. A rede ferroviária é por si só precária – necessita de ajustes – tal como o metro de Lisboa. O aeroporto está a ser mais do que planeado – só não avança por vigarices – e teríamos que fornecer 3 estádios. Um no Porto e dois em Lisboa. Portanto, julgo ser uma ideia exequível.
É preciso renovar o país e é, os estádios estão em bom estado, são mais uns retoques e siga para bingo.
Tudo dentro de um orçamento aceitável, como é lógico.
Chico
Dois em Lisboa!
Diogo Moura
Ahh? Foi por ter escrito Um no Porto – com letra maiúscula – e dois em Lisboa – com minúscula? É que se foi peço desculpa. Apenas me limitei a tentar seguir as regras da gramática.
Não tenho qualquer problema nem com o Porto nem com Lisboa, tanto que não resido ou residi em nenhuma das duas.
Antonio Clismo
Perda de tempo. É mais que sabido que em 2030 a organização irá para a Argentina/Uruguai que planeiam fazer uma candidatura conjunta de forma a celebrar o centenário da competição.
Bio
Com os transportes que temos actualmente em Portugal seria uma desgraça.
Um aeroporto principal que já rebenta pelas costuras num Verão normal, uma linha de comboios do pior que há na Europa, um metro na capital que funciona quando lhes apetece…
Há a vantagem de não ser necessário investir muito em estádios (ainda assim acredito que fossem construir ou renovar uns quantos).
Além disso, penso que teria de ser com certas condições: jogo de abertura, metade dos jogos da fase de grupos, oitavos, quartos e meias-finais. A final seria certamente em Espanha.
Sombras
Já está planeado um novo aeroporto, deverá contar como dado adquirido na candidatura.
Kacal
Eu adorava, as pessoas andarem entre Portugal e Espanha seria bonito e traz muita festa e união ao país. Penso que com umas obritas podemos estar prontos. Quão lindo era uma final num Jamor renovado e como novo? Eheh, mas a final seria no Bernabeu provavelmente. Mas uma meia-final no Estádio da Luz seria possível.
T. Pinto13
Também acho que era muito bom. Depois é como dizes muito provavelmente tínhamos 2 jogos nos quartos e 1 das meias sendo a final em Espanha mas já não era nada mau para a nossa economia.
Kacal
Ora nem mais, Tomás. Teríamos sempre vários jogos cá e poderia ser bom para nós. Um Mundial é ainda maior que um Euro.
Antonio Clismo
2022 – Qatar
2026 – EUA/Canadá/México
2030 – Argentina/Uruguai
2034 – Austrália
2038 – Portugal/Espanha
Kacal
Erro meu, o 2018 foi na Rússia mas rectifico para um país como França, Espanha, Itália, Alemanha, Holanda e por aí, já não temos Mundial nesses país desde 2006 e Portugal nunca teve, acredito que possa ser em 2030.
Kacal
Hmm não sei, é que já não há Mundial na Europa desde 2006 e ser em 2038 o próximo significaria que estaríamos 32 anos sem um na Europa, duvido que demore tanto.
100Clubismo
Isto é risível e só veria a acontecer se não tivesse um grande impacto no défice orçamental, já que se fosse só pelos estádios não haveria problema, mas também há tudo que rodeia este tipo de eventos. Organização, segurança, etc.
Portugal com várias carências a nível de serviços públicos, SNS a colapsar, desinvestimento na ferrovia (incluindo comboios suburbanos), carga fiscal absurda, corrupção, nepotismo, economia estagnada, salários e reformas de miséria, a influência excessiva da banca. Com todos estes problemas estruturais, falam-me em fazer um Mundial, que só serviria para encher o ego e os bolsos a políticos e empreiteiros amigos, aumentar massivamente o défice e os estádios continuariam inutilizados como aconteceu depois do Euro 2004 (isto claro se fosse em Leiria, Algarve, etc.).
E dizem que Espanha não tem experiência neste tipo de eventos. Mas para além do Mundial 1982, organizaram também as Olimpíadas de 1992 em Barcelona, e as Olimpíadas são um evento ligeiramente mais grandioso que um Mundial.
Os espanhóis que arquem com maior parte dos custo, que não se construam estádios aqui e eu não me queixarei muito. Mas há prioridades que têm de ser atendidas e isto até poderia originar revoltas populares como aconteceu no Brasil por altura do Mundial.
Tsubasa
Aqui concordo contigo 100clubismo, num país com graves carências no SNS, escolas, transportes públicos e nos serviços públicos em geral, é muito triste ver que a prioridade do País é o futebol e não a resolução destes problemas que realmente são importantes, e não coisas completamente irrelevantes como futebol
Só aceito um Mundial em Portugal, se isso tiver zero cêntimos de impacto no orçamento… A única coisa onde aceitaria que se gastasse dinheiro do orçamento de estado no Mundial seria na melhoria da rede de transportes que é deficitária em Portugal, agora dinheiro para estádios, zero cêntimos
Retchie
O euro 2004 trouxe mais retorno a Portugal que aquilo que gastámos nele, mesmo que se tenham cometido bastantes erros tais como de construir dois estados a mais do que era necessário (10 em vez de 8, sendo que esta decisão foi crucial para a conquista da corrida). Euro 2004 trouxe infraestruturas, capacidade hoteleira, capacidade organizacional, publicidade ao país, etc, como nenhum outro evento o fez e se hoje temos capacidade logística, hoteleira e organizacional para ser sermos fortes no turismo foi muito graças ao euro 2004.
Um mundial em Portugal e Espanha exigira só pequenos ajustes nos estádios dos três grandes portugueses mais a nível de capacidade logística e tecnológica e sempre por valores modestos. O real investimento que teríamos de fazer seria na ligação ferroviária para espanha e na capacidade aeroportuária.
Antonio Clismo
O Euro trouxe o quê? Retorno? Ainda hoje as camaras municipais andam a pagar os desvarios dessa altura de vacas gordas.
E não foram só as centenas de milhões investidos em estádios, houve muitos milhares de milhões investidos noutro tipo de infrastructuras.
Por isso é que a dívida pública portuguesa disparou dos 50% em 2000 para os 100% em 2010.
Hoje situa-se nos 130% do PIB muito à custa da estupidez e crimes financeiros cometidos nessa altura.
Retchie
“O impacto económico do Campeonato Europeu de Futebol, realizado em Portugal no ano passado, atingiu os 440 milhões de euros, segundo um estudo realizado pelo ISEG, enquanto a produção global ultrapassou os dois mil milhões de euros.
«O valor acrescentado do Euro 2004 atingiu os 440 milhões de euros» explicou Victor Martins, coordenador do estudo encomendado pela Sociedade Euro 2004, em conferência de imprensa. Este montante contabiliza o impacto económico do evento (300 milhões), mais o impacto económico associado ao turismo (140 milhões).
Em termos produtivos, nas duas rubricas supra citadas, os valores ascendem aos dois mil milhões de euros.
A consultora DTZ, em Março, previa que o impacto económico de 796 milhões de euros, dados não comparáveis com os acima referidos uma vez que este foi um estudo «ex ante, o que normalmente é o dobro dos valores reais», sublinha Victor Martins
Victor Martins explicou, no que toca ao turismo, que «esta análise contabilizou apenas os turistas que dormiram em Portugal e o número de excursionistas», deixando de foram os adeptos/turistas que, por exemplo, estiveram em jogos mas pernoitavam em Espanha.
«Em termos gerais foi positivo para todas as regiões, à excepção do Algarve», relembrou o professor.
O professor do ISEG considera, após os dados recolhidos, que «do ponto de vista desportivo, Portugal fez um investimento que teria que fazer nos próximos anos e este durará para os próximo 50 anos». Quanto à análise económica, Victor Martins considera que «o impacto é compatível com o investimento realizado e com controlo de custos».
E por fim a «imagem de Portugal é positiva».
«O impacto do Euro 2004 não é inferior ao da Expo 98» e uma vez que decorreu durante menos tempo, Victor Martins chega mesmo a dizer que «o investimento da Expo 98 foi o dobro e a despesa por turista no Euro foi superior».
A avaliação económica foi realizada nos três anos que antecederam ao campeonato, enquanto a análise do turismo foi somente realizada em Junho, aquando do evento propriamente dito.
Os números do Euro 2004
O Euro 2004 representou um investimento prévio de 964,4 milhões de euros, tendo sido financiado em 29% por capitais próprios, 52% empréstimo bancário e o remanescente através da Administração Central.
Nos dez estádios construídos de raiz e remodelados foram realizados 43 concursos públicos e 200 empreitadas.
Vasco Lynce, presidente da empresa Portugal 2004, explicou que apesar do valor dos custos ter excedido o inicialmente contratualizado, a comparticipação do Estado reduziu de 25%, para 16% no total de 650 milhões de euros. Inicialmente, os custos previstos atingiam os 426 milhões de euros. O responsável explicou que o investimento inicial apenas previa a construção do estádio per si.
A Sociedade Euro 2004, de momento em fase de liquidação, gerou receitas acima do orçamentado (191,1%) e as despesas excederam o previsto em 2,6% devido aos estádios e recursos humanos, detalhou, Ângelo Brou, administrador da Sociedade Euro 2004.”
Notícia do Jornal de Negócios no dia 16 de fevereiro de 2005
https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/impacto_economico_do_euro_2004_atinge_os_440_milhoes_de_euros
Tenha uma boa tarde…
Jose Sanches
Realmente a origem dessa informação é suspeita. Nao digo que nao tenham havido benefícios mas dizer que 52% foi investimento bancário e termos os impostos que temos em função dos desvarios da banca é algo que levanta muitas dúvidas. Portugal é um país corrupto e quando há muito dinheiro envolvido há muito dinheiro roubado o que traz consequências que poderão ser sentidas posteriormente.
Antonio Clismo
Aliás, como o seu texto o indica no segundo parágrafo, esse estudo foi encomendado pela própria sociedade do Euro 2004…. Estava à espera de que conclusões? Que o Euro tinha dado prejuízo ao país?
Se é para eu pagar para fazer estudos e emitir opinião acerca da minha pessoa, pelo menos que falem bem de mim, não acha?
Tsubasa
Aqui concordo em absoluto contigo Clismo, e o exemplo do BES é simplesmente perfeito
Antonio Clismo
De notícias plantadas para inglês ver está este país cheio.
Também podes ir procurar os relatórios de contas do BES nos 10 anos antes de falir que vais ver que as notícias eram todas fantásticas.
Uma coisa são notícias plantadas em letras garrafais nas capas dos jornais.. Outra é a realidade. E a realidade está, infelizmente, à vista de todos..
Uma boa tarde também para si.
tiagogmgomes
Claramente, que os estádios Portugueses seriam só um apoio com o estádio da luz se calhar a conseguir tem uma meia-final, mas os estádios dos 3 grandes devem ser os únicos a entrar já que mais nenhum têm capacidade para fazer um mundial.
Antonio Clismo
Em 2030 todos os estádios necessitariam pelo menos de uma renovaçãozita.
Rodrigo Ferreira
E 1982 foi um dos melhores de sempre. Apenas vejo Portugal com condições para isto se não for preciso obras nos estádios, pois caso contrário é uma estupidez. Não estamos em posição de gastos nestes luxos. Ainda ontem a Câmara de Roma deu uma nega ao clube em relação ao estádio, afirmando (bem) que primeiro estão as obras públicas.
BrunoFernandes14
Seria bom para nós, visto que sendo país anfitrião não teríamos que fazer qualificação, o que significa igualmente que não andaríamos de calculadora na mão como é hábito ?
Mais a sério, acho uma boa ideia, mas seríamos o “país ajudante” na organização (de certeza que a final seria em Espanha), apesar de saber que não temos infra-estruturas suficientes para acolhermos um Mundial sozinhos… O facto da Espanha não organizar um Mundial há mais de 40 anos, e aliado à UEFA saber que Portugal organiza este tipo de eventos de forma exemplar pode pesar a balança a nosso favor. A ver vamos!
Deco10
Isto é tudo muito bonito de aparência.
A realidade é que vão ser construídas várias infraestruturas de milhões de euros, avaliadas ainda em mais uns quantos milhões de euros, que servirão apenas para o mês do mundial e encherão os bolsos de vários políticos e amigos de políticos.
Não obrigado. Prefiro ver os jogos na TV do que ver mais uma Expo 98 ou um Euro 2004 no país.
Sombras
A Expo 98 “só” te deu mais meia Lisboa, uma grande presença empresarial, um pavilhão multi-usos que te permite ter os melhores artistas e eventos do mundo, um recinto que te premite realizar eventos de nível mundial (a nova FIL), uma das atracções turísticas mais rentáveis de Portugal (o Oceanário) e a tão necessária segunda ligação da Margem Sul a Lisboa. Se achas insuficiente, é lá contigo. Dos melhores investimentos feitos na história de Portugal.
Deco10
Também deu milhões de prejuízo para o país, milhões de euros desviados que foram pagos por contribuintes do país TODO e não apenas pelos da tão aclamada capital. A Expo serviu para fazer o que se faz de há uns valentes anos para cá neste pequeno país, desviar todos os fundos possíveis para Lisboa.
O Euro também mais de meia dúzia de estádios de futebol, acessos aos mesmos, infraestruturas para aguentar o Turismo da altura, etc, muito bonito, o que ficou para trás foram prejuízos de milhões, muitos bolsos cheios e infraestruturas abandonadas e dar prejuízos mensais sem ninguém para lhes pegar.
Infelizmente vivemos num país em que se rouba por todo lado mas ninguém quer saber. E, não tenho a mínima duvida que, se o Mundial acabar por ser realizado em Portugal e Espanha, muitos milhões vão voltar a desaparecer na construção de infraestruturas que serão utilizadas apenas para o evento, mas como vamos receber aí uma dúzia de jogos o povo vai andar todo contente a comer gelados com a testa.
E atenção, eu adoro futebol, adoro ir ao estádio, adoro o ambiente que se gera em torno do futebol e a paixão com que vivemos o jogo cá em Portugal, no entanto não compactuo com a cegueira que se gera e com o desviar de atenções que o futebol gera para assuntos bem mais importantes como a dívida pública, etc.
O futebol é lindo, mas há coisas bem mais importantes e que vão ter um impacto muito maior no nosso futuro do que a bola.
Tsubasa
Aliás vamos a exemplos concretos, no sector dos transportes, a cidade do Porto teve bem mais investimento neste século tanto no sector ferroviário como no metro do que Lisboa, isto demonstra que a tua afirmação de ser tudo para Lisboa não corresponde à verdade, pois se assim fosse o Porto não teria uma rede de material mais moderna que Lisboa tanto a nível de comboios como de Metro
Sombras
Esta conversa do Porto já cheira mal, e irrita solenemente. Faz lembrar aquela que só no Norte é que se trabalha e que no sul é tudo preguiçoso, e depois vamos ver e das 10 maiores empresas a operar em Portugal, 1 é no norte. Enfim. No dia em que o país inteiro perceber que a grande Lisboa e o grande Porto fazem tudo o resto conseguir sobreviver, talvez este país ande mais para a frente.
Tsubasa
Desviar os fundos todos possíveis para Lisboa?
Sim porque o Porto não monopiliza todos os fundos possíveis e imaginários a norte do Mondego, tens razão é só Lisboa
Deco10
Os fundos acima do Mondego vão maioritariamente para o Porto, nunca disse o contrário. No entanto a maioria dos fundos do país vão para Lisboa, por isso, se me disseres que dos 25-35% dos fundos que são dirigidos para cima do Mondego são monopolizados pelo Porto, concordo plenamente, o problema é que nem devia vir menos de metade dos fundos para o Norte, nem esses fundos deviam ser monopolizados por uma cidade apenas.
No entanto para corrigir este problema é necessário primeiro corrigir o problema de maior dimensão no país que é fazer perceber à maioria das pessoas que mandam neste país que o país é bem mais do que a capital.
Mas isto são problemas politico-económicos que nada têm a ver com o futebol, apesar de por vezes os clubes meterem-se ao “barulho”, por isso não me vou alongar sobre o assunto aqui no blog.
Retchie
Concordo em absoluto consigo Sombras. O retorno que a Expo trouxe à economia portuguêsa é brutal! Mais bem-estar para uma zona negligênciada de Lisboa, mais oferta de turismo, mais oferta cultural, mais oferta de transportes e ligações, maior fixação de tecido empresarial e ID.
Enfim, as pessoas não sabem distinguir um gasto de um investimento.
Joga_Bonito
Desde que não se gaste mais nada em estádios, por mim tudo bem.
Como sei que o jogo final seria sempre no Bernabéu ou em Camp Nou, devido à maior capacidade de assistências, que o jogo inaugural seja na Catedral.