
Não é uma super geração, ainda por cima nesta fase a equipa ainda está muito frágil fisicamente (tanto a Alemanha como a França estão noutro nível neste capítulo), mas dava para ter tirado mais deste jogo. Os lusos, depois de uma má entrada, conseguiram equilibrar e inclusive tiveram uma grande oportunidade para fazer o 2-1 nos descontos. Quenda teve impacto, enquanto Martim Fernandes foi sempre a melhor unidade.
A seleção nacional caiu na fase de grupos do Europeu sub-17 ao não ir além do 1-1 contra a França. Os gauleses adiantaram-se por Tidiam Gomis (10′), Portugal ainda empatou por Nuno Patrício, que tinha acabado de entrar, antes do intervalo, mas na 2.ª parte o 2-1, que dava passagem não surgiu. Rodrigo Duarte falhou uma grande oportunidade já nos descontos. Filipe Ramos jogou com: Gonçalo Ribeiro, Tiago Parente, Gonçalo Oliveira, João Fonseca, Martim Fernandes, Martim Ferreira, João Simões (Diogo Sousa, 68′), Gil Martins, Gonçalo Moreira (Geovany Quenda, 39′), Olívio Tomé (Rodrigo Duarte, 59′) e Gonçalo Sousa (Nuno Patrício, 39′).


4 Comentários
Borsalino
O Diogo Rocha não foi convocado? Do que vi, gostei imenso.
CABONG
De facto em termos de talento, não parece ser uma geração superlativa(poucos destaques individuais) mas não se compreende tão pouca capacidade coletiva(aqui é trabalho do selecionador e falhou em toda a linha).
A França apresentou se com uma geração muito inferior ao que normalmente apresenta e mesmo com falta de qualidade individual, fosse uma selecção mais capaz coletivamente conseguiria atingir a fase final.
A rever esta selecção nos sub 19 e a rever também a posição do seleccionador Filipe Santos
Antonio Clismo
Deram o que têm para dar mas não foi suficiente. De certeza que foi uma grande experiência e que aprenderam bastante.
Na próxima época grande parte destes jogadores vão estar a competir na Youth League (alguns já têm alguns minutos este ano) e vão estar melhor preparados, concerteza.
A equipa técnica do Filipe Ramos falhou redondamente na abordagem e no plano de jogo do primeiro jogo contra a Alemanha e por isso tiveram de correr atrás do prejuízo.
Em termos de geração, para mim esta fornada de 2006 tem bons defesas mas peca por ter um meio campo macio e pouco combativo e há uma clara falta de opções de qualidade para as alas, mas isso é uma coisa que tem vindo a acontecer cada vez mais nas novas fornadas, pura e simplesmente os jogadores de ala virtuosos desapareceram do panorama do futebol nacional. E os poucos que aparecem têm claros problemas de definição e de eficácia…
Por outro lado, estamos a formar cada vez mais e melhores centrais ou pontas de lança que sempre foi um handicap formativo em Portugal, mas extremos de qualidade superior cada vez há menos.
CABONG
Coletivamente teriam de se apresentar melhor, com outra desenvoltura e entrosamento independentemente das limitações.
Efetivamente há falta de alas mais talentosos, o Quenda foi naturalizado a pressa por causa dessa lacuna mas sendo um jogador um ano mais novo(2007) falta lhe ainda assertividade na decisão.
E depois nem coesao nos defesas mostramos, os centrais tiveram muito mal quer no jogo com Alemanha quer com a Escocia.
Poderá só ser ainda inexperiencia e estarem “verdes”.
Veremos nos sub 19.
Não é caso virgem de selecções que maturaram tarde(geração 2000)