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Qatar’2022: Um anfitrião que pretende ser falado pelo futebol

A escolha do Qatar para a organização do Mundial 2022 foi polémica e nos últimos anos multiplicaram-se as criticas pelas péssimas condições de vida e segurança dos trabalhadores que ajudaram a edificar a infraestrutura para o Campeonato do Mundo. Os direitos humanos parece terem sido colocados de parte pela organização e pela FIFA, dando voz depois a muitos protestos e alguns boicotes. Posto isto, o Qatar pretende ser mais falado pelo que irá fazer em campo, do que fora dele. Os qataris fazem a sua estreia na competição, sendo mesmo a única nação a ter a sua 1.ª experiência no maior certame da FIFA (é o 80º país a marcar presença num Mundial). A expectativa é enorme, tal como a pressão sobre os ombros dos selecionados do espanhol Félix Sanchez, que está no Qatar desde 2006 e ao serviço da seleção principal desde 2017. Os qataris querem mostrar que podem competir com qualquer seleção mundial e evitar ser o segundo organizador a falhar os 1/8 de final (apenas a África do Sul, em 2010, foi eliminada na fase de grupos). Para além do investimento feito para a organização da competição, o Qatar tem tido também uma evolução em termos de resultados da sua seleção. Com apenas 6 vitórias em 9 participações na Taça da Ásia (1/4 final como melhor prestação), os comandados de Félix Sanchez chegaram à competição de 2019, nos EAU, e venceram todos os 7 encontros, conquistando assim um inédito título (vitórias sobre a Arábia Saudita, Líbano, Coreia do Norte, Iraque, Coreia do Sul, EAU e Japão). A FIFA também contribuiu para o acumular de experiência por parte do Qatar, ao permitir a participação na Copa América 2019 (1 empate e 2 derrotas) e na Gold Cup 2021 (Meias Finais, com 3 vitórias, 1 empate e 1 derrota). Na 1ª edição da Taça Árabe, o Qatar também chegou às meias finais (ficou no 3º lugar), numa competição que serviu para testar a organização e os novos estádios para o Mundial. Inseridos no grupo A, juntamente com Equador, Senegal e Países Baixos, os qataris terão uma missão complicada para evitar fugir aos dois últimos lugares.

Estrela: Akram Afif (Médio Ofensivo, 26 anos, Al-Sadd) – A grande referência dos qataris (futebolista asiático do ano em 2019) e o jogador que mais desequilibra do meio campo para a frente. Pode jogar no lado esquerdo ou direito e apresenta recursos técnicos que lhe diferenciam dos restantes jogadores. Nas últimas 5 temporadas marcou 63 golos e fez 52 assistências na Liga do Qatar, em apenas 77 jogos!

Jogadores em destaque: Almoez Ali (Avançado, 26 anos, Al-Duhail) – Foi o melhor marcador da Taça Asiática 2019 e da Gold Cup 2021, o que diz bem da sua qualidade em frente à baliza. Para além disso entrou para a história ao tornar-se no 1.º jogador a marcar golos em 3 competições continentais de diferentes confederações (AFC, CONMEBOL e CONCACAF). Hassan Al-Haydos (Avançado, 31 anos, Al-Sadd) – O avançado qatari é o jogador mais internacional da história do seu país (168 jogos) e um dos seus maiores goleadores (36). Estreou-se no Al-Sadd aos 16 anos e cumpre a 17ª temporada ao serviço do maior clube do Qatar, onde conquistou a Liga dos Campeões Asiáticos em 2011. Dotado tecnicamente e com bom remate, promete fazer estragos no seu Mundial. Abdelkarim Hassan (Defesa, 29 anos, Al-Sadd) – Foi considerado o futebolista asiático do ano em 2018 e é um dos jogadores mais experientes do Qatar. Joga a lateral-esquerdo, sobe muito no terreno e para além disso é dono de um forte pontapé.

XI Base: Saad Al-Sheeb; Abdelkarim Hassan, Homam Ahmed, Bassam Hisham, Bassam Al-Rawi e Pedro Correia; Abdulaziz Hatem, Hassan Al-Haydos e Karim Boudiaf; Akram Afif e Almoez Ali.

Jovem a seguir: Bassam Al-Rawi (Defesa, 24 anos, Al-Duhail) – O defesa nascido no Iraque já não é propriamente jovem, mas é uma das referências defensivas da seleção. Foi incluído na equipa ideal da Taça Asiática em 2019 (marcou 2 golos importantes) e já conta com 56 internacionalizações pelos qataris.

Possível convocatória – Guarda-redes: Saad Al-Sheeb (Al-Sadd), Yousef Hassan (Al-Gharafa) e Meshaal Barsham (Al-Sadd); Defesas: Pedro Correia (Al-Sadd), Abdelkarim Hassan (Al-Sadd), Tarek Salman (Al-Sadd), Musab Kheder (Al-Sadd), Homam Ahmed (Al-Gharafa), Bassam Al-Rawi (Al-Duhail), Boualem Khoukhi (Al-Sadd), Mohammed Emad (Al-Wakrah) e Jassem Gaber (Al-Arabi); Médios: Mohammed Waad (Al-Sadd), Abdulaziz Hatem (Al-Rayyan), Ali Assadalla (Al-Sadd), Karim Boudiaf (Al-Duhail), Ahmed Fadhel (Al-Wakrah), Mostafa Tarek (Al-Sadd), Abdelrahman Moustafa (Al-Duhail) e Osama Al-Tairi (Al-Rayyan); Avançados: Ahmen Alaaeldin (Al-Gharafa), Mohammed Muntari (Al-Duhail), Hassan Al-Haydos (Al-Sadd), Akram Afif (Al-Sadd), Ismaeel Mohammad (Al-Duhail), Khalid Munner (Al-Wakrah), Almoez Ali (Al-Sadd), Naif Al-Hadhrami (Al-Rayyan) e Yusuf Abdurisag (Al-Sadd).

Selecionador – Félix Sanchez

Prognóstico – Fase de Grupos

VM
Author: VM

5 Comentários

  • Jeco Baleiro
    Posted Novembro 6, 2022 at 7:02 pm

    Não sei o que valem. Diria que ficam pela fase de grupos mas se calhar até têm mais qualidade, não sei.

  • Tiago Abreu
    Posted Novembro 6, 2022 at 6:56 pm

    Esse Akram Afif devia estar num contexto europeu, pois é um absurdo para o contexto do Qatar…
    Gostava de o ver na liga tuga, mas já que não temos dinheiro para um salário como o que ele deve receber, gostava de o ver num dos principais campeonatos… Tinha tudo pra brilhar ao mais alto nível.

  • Antonio Clismo
    Posted Novembro 6, 2022 at 12:13 pm

    Todas as seleções que forem ao Qatar e não se pronunciarem sobre tudo o que aconteceu por de trás deste Mundial são coniventes. Será vergonhoso se tal acontecer.

    O futebol, a meu ver continua a ser jogado por pessoas e não por empresas que têm medo de dizer algo para não perderem quota de mercado.

  • Amigos e bola
    Posted Novembro 6, 2022 at 11:20 am

    Seleção sem nível para uma fase final. É disfrutar da participação.

  • Tiago Silva
    Posted Novembro 6, 2022 at 11:10 am

    O Afif é muito bom jogador, do que vi dele, maioritariamente ao serviço da seleção, mostrou grande capacidade de desequilíbrio e de quebrar linhas com bola, acredito que se estiver confiante e a jogar em casa possa ser um problema para qualquer adversário. Se fosse a eles colocava-o no centro do terreno ligado ao jogo e livre de tarefas defensivas porque será pelos pés dele que sairá qualquer coisa do lado deles.

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