
Há 2 anos que o colombiano e a Arkéa estão sob suspeita, ainda por cima Nairito superou muito as expetativas neste Tour, principalmente pelo pouco que fez nas últimas duas épocas.
A UCI desclassificou Nairo Quintana da Volta a França. O colombiano, que terminou em 6.º, terá usado o analgésico tramadol nas etapas da La Planche des Belles Filles (dia 8 de julho) e do Col du Granon (dia 13 de julho). No entanto, por ser uma primeira infração, o ciclista da Arkéa Samsic poderá continuar a competir, e já afirmou publicamente que irá recorrer da decisão. “Desconheço totalmente o uso desta substância e nego tê-la utilizado na minha carreira. Com os meus advogados, vamos esgotar todos os processos para assumir a minha defesa”, referiu, adiantando numa 1.ª fase que ia na mesma à Vuelta, tendo depois comunicado que não vai participar na Volta espanhola para se dedicar à sua defesa.


14 Comentários
Joaopcalves
Para quem não acha que o ciclismo é o patinho feio do desporto e da luta contra o doping…
O uso de um analgésico!
É considerado ilegal, por isso acho 100% correto, mas analgésicos são o “pequeno -almoco” de muitos outros desportos, como o futebol.
Joaopcalves
*100% correto o castigo
Jan the Man
Desclassificado por uso de tramadol,
um simples analgésico que foi proibido em 2019 pelos seus fortes efeitos secundários (perda de concentração e aumento do tempo de reacção) e não pelos ganhos que provoca.
Infelizmente, as pessoas vão associar sempre estas notícias ao doping e é mais uma vez o nome do ciclismo que sairá manchado. A própria UCI não parece abordar o tema de forma muito inteligente, poderia divulgar a desclassificado de uma forma mais ” suave”, tendo os mesmos resultados práticos.
Louco de Lisboa
Como ponto prévio, so referir que gosto bastante dos comentarios que costumas fazer nesta plataforma sobre ciclismo – geralmente acabo por aprender alguma coisa.
Relativamente ao tema em si, estamos de acordo principalmente no modo como a UCI aborda o tema – tendo em conta a substancia em causa, poderiam ter sido mais suaves (embora o castigo se deva manter, se assim o ditam as regras).
O que eu nao percebo é porque é que Nairo diz nao conhecer a substancia… Pensava que os tempos em que os corredores eram injetados com cocktails com varias substancias que desconheciam ja tinha terminado.
Yazalde1906
Curiosamente a primeira vez que li a notícia, no pequeno excerto traduzido do comunicado da UCI fiquei com a mesma ideia, que teriam abordado o tema de forma descuidada. Entretanto fui ler o comunicado oficial na página da UCI e na minha opinião penso que apenas pecam pela formalidade e uso de termos mais específicos que não interessam ao comum leitor, o que é o normal em comunicados institucionais.
Eles efectivamente referem que o positivo a tramadol não constitui violação das regras anti-doping e que o uso é apenas proibido em competição para segurança dos atletas considerando os efeitos secundários conhecidos.
O comunicado do Nairo deixa muito a desejar, opta pelo típico “sou inocente, não sei de nada, nunca tomei nada” quando o mais natural é já ter tomado analgésicos como qualquer ser humano. Algo de estranho se passou aqui, o tramadol foi banido em 2019, será que ele não sabia? o médico da equipa não sabia? o médico que acompanha a caravana durante as etapas não sabia? tomou algo sem conhecer o que estava a tomar?
No fim torna-se uma situação caricata, de quase amadorismo, perde um top-10 por dar positivo a uma droga que essencialmente lhe tira as dores e o coloca em perigo com os seus efeitos secundários, sem que retire dessa droga qualquer tipo de melhoria no rendimento enquanto ciclista. Havia seguramente outros analgésicos indicados naquele caso.
Louco de Lisboa
Não fui ler a notícia, obrigado pela nota. Nesse caso, é de um amadorismo extremo.
Lembro me do episódio em que Contador se desculpou com um bife quando foi apanhado com uma substância (essa sim, se bem me lembro, realmente dopante). Mas é que neste caso a violação está longe de ser tão grave e portanto arguir o desconhecimento parece me imediatamente uma história da carochinha.
Yazalde1906
O Contador testou positivo a clenbuterol que é um broncodilatador, o que não deixa de ser um positivo também algo tonto já que há uns quantos asmáticos no pelotão com autorização para usar as famosas bombas.
O engraçado no caso do Contador, é que meses depois um colega de equipa (creio que foi o Michael Rogers) foi igualmente apanhado com clenbuterol tendo sido aceite a justificação da carne contaminada…
Jan the Man
Obrigado pela menção Blondie, é sem dúvida um tema de que gosto e que apreciaria ver uma maior discussão aqui no VM, até porque é uma modalidade com bastantes seguidores em Portugal.
Relativamente ao Nairo, creio que terá sido mesmo uma questão de facilistismo, por parte da equipa médica ou do próprio, não informando a equipa do que estava a tomar. O comunicado foi uma tentativa de “lavar as mãos” bem amadora e a não participação na Vuelta para “se defender” torna a situação ainda mais estranha, veremos como termina esta história.
Yazalde1906
A questão é que se foi ele a tomar está a mentir no comunicado em que diz “desconheço totalmente o uso desta substância, e nego tê-la utilizado na corrida” se foi a equipa a dar-lhe sem o seu conhecimento é igualmente grave já que o médico deveria saber que está interdito o uso desde 2019.
Concordo contigo, mais estranha ainda é a decisão de não participar na Vuelta depois de ontem ter afirmado que iria estar presente, dizendo que está sem cabeça e que o corpo não está pronto para ir competir, que se vai preparar para apresentar a defesa ao positivo, quando nada o impede de alinhar na partida da corrida.
ForsenCD
Quintana anunciou oficialmente hoje que afinal não vai participar na Vuelta A Espana.
pogagnolo
ForsenCD anunciou hoje que não vai participar na fantasy da Vuelta, depois de ter apostado em ciclistas doados na sua TdF Fantasy ?
Bio
Ri-me!
Alforreca
Quintana parece atirar a culpa para a equipa, será que os ciclistas tomam medicação sem saberem o que é?
Jan the Man
Acredito que qualquer ciclista confie minimamente na equipa para tomar o que lhe é prescrito sem verificar ao detalhe se tem alguma substância proibida. Como disse em baixo, parece-me uma questão de facilitismo, de uma parte ou da outra, já que é o primeiro caso positivo desde que a mesma foi proibida.