Justo? Grande triunfo da formação de Avellaneda, que realizou um campeonato muito regular (melhor ataque e melhor defesa, sendo que nem precisou de derrotar Boca Juniors e River Plate) e acabou por se superiorizar a um Defensa y Justicia que foi surpreendendo e por pouco não chegou ao título (faltou um plus de experiência/qualidade ao conjunto de Sebastián Beccacece, que ainda assim proporcionou momentos fantásticos). Nota para o melhor marcador Lisandro López (17 golos), que renasceu aos 36 anos (1.º título argentino da carreira) e carregou La Academia para o 9.º título da sua história, bem como para o trabalho de Eduardo Coudet, que foi do 7.º lugar na época passada até ao posto mais desejado no futebol argentino (e superou a barreira mental das duas Copas perdidas no Rosario Central), montando um losango muito bem oleado e que potenciou elementos como Renzo Saravia, Nery Domínguez, Augusto Solari ou o jovem Matías Zaracho, que promete agitar o mercado.
Na penúltima jornada da Liga Argentina, o Racing Avellaneda confirmou o favoritismo e sagrou-se campeão argentino pela 9.ª vez na sua história. Apesar da conquista, a turma de Eduardo Coudet não foi além de um empate fora com o Tigre (1-1) e beneficiou do empate do Defensa y Justicia em casa com o Unión Santa Fé (1-1). Augusto Solari, já na 2.ª parte, abriu o activo para o Racing, aproveitando da melhor maneira uma má abordagem do guarda-redes Marinelli, mas Lucas Rodríguez, de livre, empatou já nos descontos. La Academia precisava de um triunfo ou de repetir o resultado do Defensa y Justicia para sagrar-se já campeão e não depender da última jornada, onde irá medir forças precisamente com o Defensa y Justicia. Nota para Lisandro López, antigo avançado do FC Porto, que é o melhor marcador da Liga Argentina, e alcança o 1.º título argentino da sua carreira.


13 Comentários
Kacal
Lisandro será sempre relembrado no Dragão com saudade e carinho! Pelo menos por mim. Merecido este título de melhor marcador e campeão! Na altura no Porto eu chamava-lhe de “nosso Rooney” porque era um jogador incansável, robusto, lutador, sempre a trabalhar para o grupo e a pressionar na frente, capaz de cair nas alas, muito móvel, bom tecnicamente e frio a finalizar, tinha uma capacidade de remate muito boa tal como o inglês. Além disso tem 1,74 de altura e o Rooney tem 1,76. Obviamente em patamares diferentes a nível qualitativo e não me refiro ao Rooney que depois foi descendo no terreno, claro. Falo do avançado. Mas fazia-me lembrar. Foi sempre em crescendo e evolução no Porto desde que chegou até ser indiscutível e fazer 24 golos numa época no campeonato, sendo o melhor marcador. Conquistou vários títulos cá e na Champions também teve noites inspiradas. Grande avançado. A par de Jackson, o meu preferido no Porto desde que vejo futebol, também gosto de Falcao claro e foi o melhor para mim, mas estes dois foram os meus preferidos. A dupla Lucho e “Licha” (L&L) é nostálgica. Parabéns ao Racing e seus adeptos e estrutura, todos lá, mas sobretudo um especial ao Lisandro “Licha” López!!
Valderrama
Concordo em absoluto com a sua descrição. Realçava só que para além de ser um trabalhador incansável tinha muito faro de golo. Acrescentava ainda que o facto de ter tido de facto uma evolução em crescendo no Porto também se deve muito ao facto de um certo treinador holandês achar que o Lisandro podia ser extremo direito… Com a chegada de Jesualdo foi-se fixando cada vez mais no eixo do ataque onde mostrou a sua qualidade.
Por falar no Rooney, chegaram a cruzar-se naqueles quartos de final da Champions em que o Porto quase eliminava o Man Utd, não fosse um dos melhores golos da carreira do Cristiano, autêntica bomba!
Cumprimentos
Kacal
Sim, sim, também tinha faro para o golo e os seus números foram em crescendo de época para época. Sem duvida.
E concordo com o que disse sobre o Jesualdo ter potenciado o Lisandro. Mas ele ter jogado a extremo direito também ajudou a que quando jogou a avançado fosse capaz de cair nas alas com naturalidade, mas foi quando se fixou no eixo de ataque que obteve o seu melhor rendimento. Um pouco à imagem de Robin Van Persie no Arsenal.
Sim, é verdade. Nesse ano o Porto e o Lisandro estiveram muito bem na Champions, não fosse a “bomba” de Ronaldo e quem sabe não poderíamos ter feito uma gracinha nesse ano. Aliás, o próprio Lisandro podia ter eliminado o United com um lance no fim do jogo, mas falhou infelizmente. Seja como for, um grande avançado e um excelente profissional que deu tudo pelo Porto enquanto cá esteve.
Cumprimentos
Kostadinov
Grande descrição Kacal, concordo com tudo. Um dos avançados que mais prazer me deu ter no clube nas últimas décadas. Usa-se esta expressão de forma muito leviana hoje em dia, mas para mim era a verdadeira definição de um jogador ‘à Porto’. A raça e compromisso dele eram qualquer coisa de incrível.
Kacal
Muito Obrigado Kostadinov, foi de coração e quando é assim sai mais fácil e profunda. Mas partilho de ter sido dos avançados que mais prazer me deu ter no clube, partilho esse sentimento contigo. E ele sim era um jogador “à Porto”, não era violente nem agressivo, não era rude ou maldoso, mas tinha uma raça e compromisso enormes. A definição de jogador “a Porto”, sem duvida.
Rodrigo Ferreira
Teria sido bonito um título do Defensa y Justicia e, mesmo sem a taça, ficam na retina vários momentos proporcionados pela turma de Beccacece, que mostrou novamente que os orçamentos no futebol não são tudo e que nem sempre a teoria corresponde à prática. No entanto, é impossível não considerar justo o triunfo do Racing Avellaneda. Uma equipa coesa e bem oleada por Eduardo Coudet, que, à entrada para a última jornada, é o melhor ataque e a melhor defesa do campeonato, e mostrou sempre uma grande consistência. Lisandro López foi decisivo e surpreendeu esta 2.ª ou 3.ª vida aos 36 anos, mas nota também para o lateral Renzo Saravia e o fantástico Matías Zaracho. Acredito que vão saltar para a Europa. As lágrimas misturadas com o sorriso do jovem de 21 anos no final da partida espelham a importância deste título para o Racing. Está de parabéns La Academia.
Tsubasa
Todos os campeões Argentinos deste Século….12 campeões diferentes e um caos autêntico na constante mudança dos moldes do campeonato, um pouco o reflexo do que tem sido a própria federação Argentina
w0bbly
de acordo. só um reparo. os múltiplos campeões também não se deve ao facto dos próprios clubes não serem muito organizados? a irregularidade sempre foi algo muito presente nos argentinos. daí também existirem diversos campeões ao longo dos últimos anos
LES
As pessoas também se esquecem do fator Libertadores ou Sudamericana, que faz com que os clubes também se desleixem de lutar pela liga, por vezes – a excepção nos últimos será o Boca, que mesmo assim, só chegou a uma final da Libertadores, 2018. Não há dinheiro suficiente para construir superplantéis e algumas deslocações na Libertadores são tramadas pelas dificuldades geográficas impostas e não tanto pela valia dos adversários – jogar nas alturas da Bolívia e do Equador (em especial Quito) é terrível!
Tiago Silva
Que craque é Matias Zaracho! Espero que vá para um tubarão na próxima época.
Khal Drogo
Lisandro! Um dos meus Dragões favoritos. Merece.
LES
Como não esquecer o chileno Arias, que apenas custou 1 milhão de dólares e foi decisivo com as suas intervenções em várias partidas. Lisandro levou a equipa às costas com golos muito importantes para esta conquista. Zaracho está uma máquina para o nível do campeonato argentino e mais tarde ou mais cedo dará o salto para Europa. Por fim, lá atrás Sigali a liderar a defesa, juntamente com o também ex-Rosario Donatti – um pedido de Coudet, que o conhecia no conjunto canário da cidade de Messi e que além de ter pedido as Copas Argentinas com este técnico, o defesa ainda perdeu a final da Sudamericana, polémica de 2012, contra o São Paulo – ultrapassando-se aqui verdadeiras barreiras psicológicas e mentais. Momento chave foi a reação após a derrota no Monumental sem margem para dúvidas!
Coudet, mesmo sem derrotas River e Boca, consegue o tão almejado ceptro e agora não terá razões para não aceitar renovar contrato, depois de ter sido aumentado salarialmente recentemente, fruto em grande medida de uma retificação que não estava inicialmente no seu contrato, devido ao cambio entre o peso argentino e o dólar americano – Coude é pago em dólares, de acordo com a imprensa argentina.
Por fim, quem diria em 2013, que de uma disputa entre presidente e vice-presidente (Cogorno e Molina, respetivamente) sairia uma terceira figura, de seu nome Victor Blanco – na época vice-presidente também, o natural daqui ao lado da Galícia (emigrando com 5 anos para o país das Pampas) que recuperou e equilibrou as contas. Assim, o novo presidente tornou o clube vencedor, pois levou em tão pouco o Racing a 2 títulos de campeão como presidente, além das boas vendas que têm sido feitas – Acuña e Lautaro como principais exemplos. Ainda para mais, a sua rneovação de mandato, em 2014, ocorreu precisamente a 14 de dezembro, exatamente no dia definição desse primeiro título de Blanco como presidente do Racing, na vitória contra o Godoy Cruz, sendo reeleito com 50,85%… hoje é visto como o melhor presidente deste século do Racing e se calha ganhar uma Libertadores será elevado ao patamar máximo pelos hinchas!
MiguelF
Que saudades do Lisandro Lopez, velhos e bons tempos.
Dos melhores que passaram pelo FC Porto nos últimos anos.