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Real Madrid, que não teve espanhóis no XI inicial pela 1.ª vez na história, desliza

Imagem: LaLiga

Grande jogo de futebol, com muitas oportunidades, boas jogadas e emoção até ao fim. O Real cometeu alguns erros que se revelaram fatais (mau passe de Mendy na origem do 1-0) e não contou com a habitual frieza na finalização (Vinícius falhou 2 vezes isolado), caindo perante um Villarreal personalizado, que esteve mais tempo por cima e mostrou-se um justo vencedor (na 1.ª parte desperdiçaram vários lances de golo). É também mais um resultado que dá força à teoria que as equipas que tiveram mais jogadores no Mundial estão a acusar a paragem.

O Real Madrid tropeçou na visita ao terreno do Villarreal, ao ser derrotado por 2-1. Os merengues, que alinharam pela 1.ª vez na história sem nenhum espanhol no XI inicial, viram o Submarino Amarelo superiorizar-se no 1.º tempo e chegar à vantagem logo a abrir a 2.ª parte, com um golo de Yéremi Pino. Benzema viria a empatar, na conversão de uma grande penalidade, mas 3 minutos depois o Villarreal também beneficiou de um penálti, que Moreno concretizou com sucesso e viria a garantir os 3 pontos.

XI Villarreal: Reina; Foyth, Albiol, Pau Torres, Alberto Moreno; Coquelin, Parejo, Baena; Chukwueze, Gerard Moreno, Yeremy Pino
XI Real Madrid: Courtois; Militao, Alaba, Rüdiger, Mendy; Modric, Tchouaméni, Kroos; Fede Valverde, Benzema, Vinicius.

VM-Desporto
Author: VM-Desporto

9 Comentários

  • FranLx81
    Posted Janeiro 7, 2023 at 5:12 pm

    Castigo!
    É inadmissivel a um clube não usar 1 jogador da nacionalidade do seu país.
    Os clubes cada vez mais estão a perder a sua identidade e a globalização e a Lei Bosman não podem ser usados como argumentos para tal.

    • lipe
      Posted Janeiro 7, 2023 at 5:34 pm

      No futebol de alto nível ainda impera a meritocracia: joga quem merece, quem tem mais qualidade e probabilidade de ser decisivo.
      O Real Madrid quer ganhar, é a natureza do clube. Não vai meter jogadores em campo com base no cartão de cidadão.

      De um ponto de vista romântico eu até concordo contigo mas as coisas são o que são.

    • Stravinsky
      Posted Janeiro 7, 2023 at 5:59 pm

      Porque é que é inadmissível? Um clube joga com os seus melhores jogadores.
      A seleção é que tem de se preocupar com nacionalidades.

    • Filipe22
      Posted Janeiro 7, 2023 at 6:10 pm

      Jogam os melhores. Qual é o espanhol do Real que é melhor que estes 11? Há médios no plantel melhores que o Kroos ou Modric? Não, e não podem simplesmente ir comprar o Pedri (por exemplo) só para terem espanhóis no 11. Nas outras posições a mesma coisa

    • FranLx81
      Posted Janeiro 7, 2023 at 10:59 pm

      Para responder a todos, eu não ficaria nada orgulhoso se a minha equipa não tivesse 1 português no 11.
      Tudo bem que não é a Seleção, mas nos clubes de futebol tem que haver identidade.
      Para mim é o mesmo que viajar a Barcelona e achar que aquilo já não tem identidade espanhola. Ou mesmo ir a Alfama e já pouco ver a identidade Lisboeta.

  • Natan Fox
    Posted Janeiro 7, 2023 at 5:33 pm

    Se por um lado, eu acho ridículo a legislação do Brasil que permitir relacionar só cinco estrangeiros nas competições nacionais, também acho ridículo um clube não ter um único representante do seu país no onze inicial.

    Mesmo entendendo que não é obrigação dos clubes formar jogadores para seleções nacionais, acho que ter jogadores do seu país, gera maior conexão com a comunidade onde o clube está inserido, e inspira os jovens locais.

    Dito isto, a FIFA poderia criar uma lei universal que obrigue aos clubes a escalar, pelo menos, três jogadores nacionais no onze inicial.

    • Kafka
      Posted Janeiro 7, 2023 at 6:45 pm

      A FIFA até podia legislar isso, mas os clubes da União Europeia não o podiam aplicar, porque acima da FIFA está as leis do próprio país e dentro da União Europeia há o princípio da livre circulação de pessoas, bens e serviços entre cidadãos da União Europeia, logo nenhum clube da União Europeia poderia aplicar essa regra

      A única forma de se contornar as leis da União Europeia, é obrigar a um mínimo de jogadores formados no clube, pq aí não há descriminação por nacionalidade, apenas diz q o mínimo de X indivíduos têm de ser formados naquele clube, independentemente da nacionalidade q tenham … E é por aí q a UEFA vai na Liga dos Campeões, obrigando a um X mínimo de jogadores formados no clube, independentemente da sua nacionalidade…No entanto isso não garante a 100% q sejam da nacionalidade do clube formador, como por exemplo é o caso do Messi, conta como formado no Barça mas não é Espanhol… E salvo erro pelas regras da UEFA até o Vinicius já conta como formado no Real Madrid (a UEFA contabiliza como formados pelo menos 3 anos dos 15 aos 21) e o Vinicius veio com 18 salvo erro, logo para essas contas da UEFA já conta como formado no Real Madrid salvo erro

      • rfcgomes
        Posted Janeiro 8, 2023 at 11:40 am

        Bom comentário kafka!
        Na minha opinião, não faz sentido e não seria possível pelas leis europeias aplicar essa obrigação de 3 jogadores nacionais!
        Ainda assim, concordo que medidas que obrigassem pelo menos 1 jogardor formado (sei que não é muito, mas ia obrigar a ter pelo menos um que já conhece a realidade do clube e do país desde muito jovem, para além que ao obrigar 1 os clubes seria obrigado a ter várias escolhas para não terem que meter alguém sem capacidade no momento), o que a médio prazo acabava por melhorar a aposta nos jogadores nacionais!

      • Romeu Paulo
        Posted Janeiro 8, 2023 at 1:59 pm

        Este é um excelente comentário, e sei que em Portugal, e penso que também noutros países, já existem medidas para a promoção dos jogadores formados localmente (como dizes, e bem, não pode existir discriminação por nacionalidade nos países da União Europeia).

        Por exemplo, no regulamento de competições da Liga, na inscrição de atletas é obrigatória a inclusão de um mínimo de 10 ou 8 jogadores formados localmente consoante o clube tenha ou não equipa B (n.º 3 do artigo 77.º).

        No que diz respeito às fichas de jogo, existe ainda a obrigação de, para os clubes da Liga 2 (não encontrei nada que refira a 1), a inclusão de um mínimo de 3 jogadores formados localmente e de 1 jogador sub23 (n.º 1 do artigo 77.º-A), sendo que no caso das equipas B, devem ser incluídos na ficha de jogo um mínimo de 10 jogadores formados localmente e só 2 jogadores podem ter uma idade superior aos sub23.

        Na FPF, por exemplo o regulamento da Liga 3, é exigido um mínimo de 14 jogadores formados localmente nas fichas de jogo, sendo que só é considerado formado localmente o jogador que entre os 11 e os 19 anos tenha registo correspondente a 3 épocas em clubes da FPF (artigo 52.º).

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