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Ricardinho: “Peguei na caneta e levei um bofetão da minha mãe. Tinha dado a palavra ao Benfica”

Ricardinho revelou, num documentário do Inter Movistar, que em 2003 quando deixou o Miramar para rumar ao Benfica esteve muito perto de assinar pelo Freixieiro, algo que não aconteceu por intervenção da sua mãe. “Foi tudo muito rápido. O Benfica perguntou-me quanto ganhava, e disse que passaria a ganhar três ou quatro vezes mais, que me ia ajudar e que eu iria ser o melhor do mundo. Tudo com muita confiança, parecia que me estavam a dizer o que viria a acontecer de verdade. Perguntaram ‘sim ou não?’ e eu disse ‘sim’ (…) Um aperto de mão vale mais que tudo”, começou por dizer. Depois disso, apareceu o presidente do Freixieiro com uma super-proposta. “Falámos com ele, sabia que éramos pobres, e disse-nos: ‘Deixe o seu filho vir para o Freixieiro e este dinheiro é para vocês'”, refere no documentário a mãe de Ricardinho, recordando uma reunião que decorreu em sua casa. Ricardinho abriu a mala e viu “5 ou 10 mil euros” e pensou: “Se assino por este clube, fico com este dinheiro e perto de casa. Para mim tudo bem.” Mas o plano saiu furado: “No momento em que digo “sim” e me preparo para pegar na mala, levo uma bofetada da minha mãe. Fiquei branco e comecei a chorar em frente ao presidente, mais por vergonha que por dor. A minha mãe vira-se: “O que estás a fazer?! Somos pobres, mas somos honestos. A quem deste a tua palavra? Ao Benfica, certo? Pois agora, vais”. “Eu chorava e dizia “mas é muito dinheiro” e ela insistiu: “Não, vais aprender a saber que a palavra vale mais que tudo.”

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